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terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Internação Compulsória


Eu também já fui chamado de reacionário porque acho que é melhor um dependente sendo atendido, ainda que à força, que abandonado nas ruas. Desde que, obviamente, ele seja atendido. Não há cabimento criar depósitos de viciados.

A Vida em Primeiro Lugar


Drauzio Varella


Original aqui.


Sou a favor da internação compulsória dos usuários de crack que perambulam pelas ruas feito zumbis. Por defender a adoção dessa medida extrema para casos graves já fui chamado de autoritário e fascista, mas não me importo.

A você que considera essa solução higienista e antidemocrática, comparável àquela dos manicômios medievais, pergunto: se sua filha estivesse maltrapilha e sem banho numa sarjeta da Cracolândia, você a deixaria lá em nome do respeito à cidadania, até que ela decidisse pedir ajuda?

De minha parte, posso adiantar que fosse minha a filha, eu a retiraria dali nem que atada a uma camisa de força.

Para lidar com dependentes de crack, é preciso conhecer a natureza da enfermidade que os aflige. Crack é droga de uso compulsivo causadora de uma doença crônica caracterizada pelo risco de recaídas.

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Chegando a Hora!

A volta de uma velha amiga, de mais de 30 anos. Sempre saudoso ao final de cada ano, sempre feliz ao revê-la.

Aproxima-se a data do feliz reencontro. Um arrepio e um sorriso sempre me escapam.

Equipes e pilotos já estão se preparando para iniciar o espetáculo. Em breve vai começar tudo de novo, como sempre.





O Circo.

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Ford, Piquet e Mansell, Final

Finalmente a corrida. Mansell pareceu mais em forma que Piquet, mas cometeu um pequeno engano: deu um toque na traseira. Parece ter se esquecido de velhas lições... no final Piquet deu o troco, mas o toque foi mais certeiro. E decisivo.

Delícia de se ver.

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

10 anos em Balanço


Claro que a gestão do PT à frente da presidência da república tem seus problemas. Todavia, uma rápida visita à história recente do Brasil mostra o que mudou, e quem se incomoda com isso.

Original aqui.

Dez anos depois...

João Sicsu

Ninguém pode negar: o Brasil mudou para melhor. Dez anos de governos do PT proporcionaram profundas mudanças econômicas e sociais. A sociedade mudou. A desesperança dos anos 1990 foi transformada em otimismo e em uma nova pauta de desejos e exigências. Os governos do PT geraram também uma aglutinação oposicionista composta de forças liberais, de seitas conservadoras, de grupos rentistas, de famílias que controlam grandes meios de comunicação, de altos funcionários de carreiras de Estado e, por último e com menos importância, três ou quatro partidos políticos.

Em 1998, as classes de renda A, B e C somavam 53% da população brasileira. Hoje, somam 84%. 
O número de brasileiros nas classes A, B e C saltou de 53% para 84%
As estatísticas econômicas e sociais são avassaladoras quando são comparados os governos do PSDB (1995-2002) com os governos de Lula-Dilma (2003-2012). Alguns poucos exemplos são suficientes para comprovar as diferenças.

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

sábado, 2 de fevereiro de 2013

Odoyá

Do pau Oco


Há uns pequenos equívocos neste texto, principalmente quando fala das disputas da Microsoft no Mercado e na Justiça. Mas nada que comprometa sua essência.

Bill Gates, o bonzinho


Paulo Moreira Leite

Original aqui.

A entrevista de Bill Gates a Raul Juste Lores, na Folha de S.Paulo, deverá inspirar um imenso cortejo de bajuladores brasileiros, que logo irão apontar o primeiro bilionário da internet como exemplo a ser seguido.


Não faltam pessoas prontas para elogiar os muito ricos e bem sucedidos por qualquer coisa – de preferência estrangeiros, que alimentam o conhecido complexo de vira-latas dos críticos de nossa  vidinha social.

Gates: "bondade" discutível
Bill Gates conta na entrevista que já doou grande parte de sua fortuna pessoal a entidades filantrópicas e agora pretende convencer seus pares do mundo inteiro a fazer a mesma coisa.

Sua ideia é que o pessoal que representa 1% (ou menos) da população mundial, mas controla 99% (ou mais) da riqueza, tenha bom coração e entregue 95% para a caridade.

Não custa reconhecer que, em matéria de utopias,  já tivemos ideias mais ousadas.

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Sobre Darcy


Darcy Ribeiro e a consciência de quem somos


Eric Nepomuceno

Original aqui.

Já faz um bom tempo – em fevereiro completam-se 16 anos – que Darcy Ribeiro cometeu a suprema indelicadeza de nos deixar. Tinha 75 anos. Foi antropólogo (dizia que seus melhores tempos foram aqueles passados entre indígenas na Amazônia), professor, autor de ensaios polêmicos, novelista, militante, vice-governador do Rio de Janeiro, onde criou um sistema de educação pública universal em regime de tempo integral.

Antes do golpe militar de 1964 que instaurou a ditadura que o prendeu e depois o exilou, foi chefe de Gabinete, criou – junto com uma equipe especialmente brilhante de sua geração – a Universidade de Brasília e foi seu reitor. Durante seu longo exílio, peregrinou pelo Uruguai, Chile, Venezuela, Peru, Costa Rica, México. Assessorou Salvador Allende em Santiago e Velasco Alvarado em Lima, foi consultor da ONU. Morreu sendo senador da República. Dizia que era, em primeiro lugar, educador. Creio que 75 anos é um tempo muito curto para tanta vida.



domingo, 27 de janeiro de 2013

Milonga para as Missões

Além de ser uma melodia magnífica, é uma peça que exige bastante perícia do sanfoneiro. Já houve uma Orquestra Sanfônica em Campina Grande. Agora, ainda bem, ainda há uma em Aracajú.

Vestibular para sanfoneiro. Ou para Gaiteiro.


sábado, 26 de janeiro de 2013

Medo da Internet


A Rede Globo tem Medo da Internet



Blogueiros sofrem implacável perseguição judicial do diretor de jornalismo da maior emissora do país
Pedro Rafael, Brasília (DF)



Original aqui.

Um dos espaços mais fortes de contraponto à hegemonia dos grandes meios de comunicação são os blogs de jornalistas e ativistas espalhados pela internet. A velocidade da rede e a capacidade de disseminação de informações têm provocado reações que revelam o verdadeiro compromisso dos empresários da mídia com a liberdade de expressão.
Charge de Carlos Latuff

Na mais recente investida contra blogueiros, na semana passada, o diretor de jornalismo da TV Globo, Ali Kamel, venceu em segunda instância o processo que move contra Rodrigo Vianna, repórter da TV Record e dono do blog Escrevinhador, que chega a ter mais de 30 mil acessos diretos por dia. O blogueiro, que foi repórter da Globo e saiu justamente por discordar da cobertura parcial da emissora nas eleições presidenciais de 2006 – em favorecimento à candidatura do PSDB – pode ser obrigado a pagar uma salgada indenização apenas porque exerceu o “sagrado” direito constitucional da livre opinião. O problema é que foi contra a Globo.

Vianna publicou em seu blog que o jornalismo da emissora comandada por Kamel era algo “pornográfico”, em alusão a uma infeliz coincidência: um ator pornô dos anos 1980 também usava o mesmo nome do manda chuva do jornalismo da Globo. Ao se apropriar da informação como metáfora, para produzir uma crítica, o jornalista atingiu o alvo.