Apesar de estar comemorando com mais um recorde negativo, o do desemprego, a economia em vias de entrar em Colapso.
Apesar de ser, hoje, o reflexo de décadas sendo literalmente estuprada, muitas vezes por seus próprios filhos.
Apesar de tudo ainda é a Bela Mãe. Com 480 anos de idade, guarda a experiência de séculos aliada ao frescor e à formosura de uma adolescente. Uma menina, baiana, com "Um santo que Deus dá", com "Encantos que Deus dá", com "Um jeito que Deus dá", e com "Defeitos também, que Deus dá".
Que tem muitos mais desafios pela frente. Que precisa contar com seus filhos. Os bons filhos, adotivos ou não.
Parabéns Ilhéus! Os anos não passam prá você. Continua Linda!
Notícias e Reflexões sobre Ilhéus, Automobilismo, Computação e o que mais for de noticiar ou de refletir
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sábado, 28 de junho de 2014
terça-feira, 11 de junho de 2013
quinta-feira, 7 de março de 2013
A Ponte e a Praça: uma sugestão
Não resta dúvidas que a cidade de Ilhéus precisa urgentemente de uma nova Ponte que interligue a zona sul (comumente referida como Pontal) ao centro da cidade.
As promessas se avolumam, mas não se tornam prática. Talvez um dia. Mas ainda parece distante demais. Os políticos parecem indispostos demais. As pessoas parece inertes demais.
Por ora é necessário se virar com o que se dispõe. Que efetivamente não é muito.
Todavia, algumas idéias merecem ser tentadas; melhor pecar por ter tentado e falhado do que pelo conformismo. Recentemente a prefeitura está isolando uma das faixas na Av. Lomanto Júnior, reservando-a ao transporte público (ônibus, taxis e vans) mas aparentemente isto não adiantou muito frente ao problema. Para muitos, tornou as coisas ainda piores.
A Nova Ponte resolverá parcialmente o problema, e por isso ela é tão desejada por todos os ilheenses. Entretanto é forçoso reconhecer que o problema não está na "velha" ponte. Ou pelo menos não está apenas nela.
Basta ver que o engarrafamento não se dilui depois da Ponte, mas apenas após a descida da Rua Maria Quitéria, que pode ser vista na Figura abaixo.
No final desta rua há a enorme Praça Cairu, de onde se distribui o tráfego para diferentes ruas do centro da cidade, sendo de volume particularmente significativo os veículos que se dirigem à Av. Aurélia Linhares, Rua Eustáquio Bastos, Marquês de Paranaguá, Araújo Pinho e Rua Tiradentes (Rua da Linha).
Na Figura, estas vias aparecem claramente.
Nos horários mais confusos, que tipicamente são os horários de início de expediente, o trânsito volta a fluir com mais rapidez a partir da Praça, exceto para os carros que adentram na Rua Eustáquio Bastos e Marquês de Paranaguá.
Nestas ruas o problema é a procura por vagas de estacionamento, sempre inexistentes, bem como a espera por automóveis que manobram com dificuldade para conseguir ocupar uma das raras vagas disponíveis.
A esta espera ainda se soma o tempo cobrado pelos semáforos, que precisam dar passagem aos pedestres (são três cruzamentos com faixas de pedestres) bem como aos veículos que trafegam vindos da Av. Aurélia Linhares, e cruzam pela Praça em direção às ruas 7 de Setembro, Joana Angélica ou Maria Quitéria.
O engarrafamento é mosntruoso, com muitas outras causas além destas, e não é efetivamente um problema fácil de resolver, principalmente sem a nova Ponte. Contudo, talvez se possa amenizá-lo um pouco, com medidas que podem ser suportadas pelo combalido orçamento da Prefeitura.
Basicamente o problema possui 3 principais causas distintas.
a) Os carros não conseguem transitar rapidamente nas ruas Eustáquio Bastos e Marquês de Paranaguá, o que acaba retendo veículos na Praça.
b) Os veículos que saem da Av. Aurélia Linhares e que não se dirigem à Rua Tiradentes forçam um tempo adicional de semáforo, retendo todo o trânsito, para que cruzem a rua.
c) Os pedestres necessitam de interrupções muito frequentes nos semáforos, a fim de que todos possam atravessar com segurança. É importante observar que se trata de três faixas de pedestres, com seus respectivos semáforos: um na rua Eustáquio Bastos, outro na rua Marquês de Paranaguá e mais um na rua que dá acesso à Av. Aurélia Linhares.
A figura abaixo permite se vizualizar onde estão cada uma das faixas de pedstres, bem como cada uma das vias mencionadas aqui.
A fim de se amenizar o problema na Praça Cairu, há 3 medidas que podem ser tomadas, cada uma delas sem demandar grandes esforços financeiros.
a) Os estacionamentos nas ruas Eustáquio Bastos e Marquês de Paranaguá devem ser proibidos. A quantidade de automóveis que conseguem vagas de estacionamento naqueles espaços não é tão grande, ao passo que o transtorno causado é imenso. Devem ser levados a estacionar em local mais afastado. Com isso os veículos fluirão melhor da Praça Cairú para estas vias.
b) O acesso de veículos vindos da Av. Aurélia Linhares deve ser obrigatório no sentido à Rua Tiradentes, de forma que eles não cruzem a rua, e assim não seja necessário reter o tráfego em toda a Praça. Isto pode ser feito com o posicionamento de Gelo Baiano, ou coisa que o valha, conforme mostrado no mapa abaixo.
c) As faixas de pedestres devem ser mais largas, tendo o dobro ou o triplo da largura atual, de forma a acomodar mais pedestres de cada vez. Assim pode-se interromper o tráfego com menos frequência, já que uma quantidade maior de pedestres poderá atravessar a cada instante.
Quando estas medidas forem implementadas se terá menos tempo de interrupção de tráfego por conta de semáforos, bem como menos veículos parados nas ruas Eustáquio Bastos e Marquês de Paranaguá. Isto permitirá o trânsito da Praça fluir mais rapidamente, desafogando um pouco todo o tráfego que se amontoa desde a Av. Lomanto Júnior.
Claro que estas medidas não resolverão o problema totalmente. Fosse possível substituir parte da praça por um elevado, ou preferencialmente um Viaduto, então com certeza se poderia fazer um cruzamento mais inteligente ali. Só que estas medidas demandam um investimento que a Prefeitura de Ilhéus não dispõe, e não parece que vá dispor num horizonte razoável.
Não são medidas decisivas; são medidas paleativas. Ações que viriam para se somar a muitas outras, a fim de que o trânsito possa ser ao menos viável, e que se possa aguardar até que a velha Nova Ponte se torne mais que um sonho.
As promessas se avolumam, mas não se tornam prática. Talvez um dia. Mas ainda parece distante demais. Os políticos parecem indispostos demais. As pessoas parece inertes demais.
Por ora é necessário se virar com o que se dispõe. Que efetivamente não é muito.
Todavia, algumas idéias merecem ser tentadas; melhor pecar por ter tentado e falhado do que pelo conformismo. Recentemente a prefeitura está isolando uma das faixas na Av. Lomanto Júnior, reservando-a ao transporte público (ônibus, taxis e vans) mas aparentemente isto não adiantou muito frente ao problema. Para muitos, tornou as coisas ainda piores.
A Nova Ponte resolverá parcialmente o problema, e por isso ela é tão desejada por todos os ilheenses. Entretanto é forçoso reconhecer que o problema não está na "velha" ponte. Ou pelo menos não está apenas nela.
Basta ver que o engarrafamento não se dilui depois da Ponte, mas apenas após a descida da Rua Maria Quitéria, que pode ser vista na Figura abaixo.
No final desta rua há a enorme Praça Cairu, de onde se distribui o tráfego para diferentes ruas do centro da cidade, sendo de volume particularmente significativo os veículos que se dirigem à Av. Aurélia Linhares, Rua Eustáquio Bastos, Marquês de Paranaguá, Araújo Pinho e Rua Tiradentes (Rua da Linha).
Na Figura, estas vias aparecem claramente.
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| Praça Cairú e suas múltiplas saídas |
Nos horários mais confusos, que tipicamente são os horários de início de expediente, o trânsito volta a fluir com mais rapidez a partir da Praça, exceto para os carros que adentram na Rua Eustáquio Bastos e Marquês de Paranaguá.
Nestas ruas o problema é a procura por vagas de estacionamento, sempre inexistentes, bem como a espera por automóveis que manobram com dificuldade para conseguir ocupar uma das raras vagas disponíveis.
A esta espera ainda se soma o tempo cobrado pelos semáforos, que precisam dar passagem aos pedestres (são três cruzamentos com faixas de pedestres) bem como aos veículos que trafegam vindos da Av. Aurélia Linhares, e cruzam pela Praça em direção às ruas 7 de Setembro, Joana Angélica ou Maria Quitéria.
O engarrafamento é mosntruoso, com muitas outras causas além destas, e não é efetivamente um problema fácil de resolver, principalmente sem a nova Ponte. Contudo, talvez se possa amenizá-lo um pouco, com medidas que podem ser suportadas pelo combalido orçamento da Prefeitura.
Basicamente o problema possui 3 principais causas distintas.
a) Os carros não conseguem transitar rapidamente nas ruas Eustáquio Bastos e Marquês de Paranaguá, o que acaba retendo veículos na Praça.
b) Os veículos que saem da Av. Aurélia Linhares e que não se dirigem à Rua Tiradentes forçam um tempo adicional de semáforo, retendo todo o trânsito, para que cruzem a rua.
c) Os pedestres necessitam de interrupções muito frequentes nos semáforos, a fim de que todos possam atravessar com segurança. É importante observar que se trata de três faixas de pedestres, com seus respectivos semáforos: um na rua Eustáquio Bastos, outro na rua Marquês de Paranaguá e mais um na rua que dá acesso à Av. Aurélia Linhares.
A figura abaixo permite se vizualizar onde estão cada uma das faixas de pedstres, bem como cada uma das vias mencionadas aqui.
A fim de se amenizar o problema na Praça Cairu, há 3 medidas que podem ser tomadas, cada uma delas sem demandar grandes esforços financeiros.
a) Os estacionamentos nas ruas Eustáquio Bastos e Marquês de Paranaguá devem ser proibidos. A quantidade de automóveis que conseguem vagas de estacionamento naqueles espaços não é tão grande, ao passo que o transtorno causado é imenso. Devem ser levados a estacionar em local mais afastado. Com isso os veículos fluirão melhor da Praça Cairú para estas vias.
b) O acesso de veículos vindos da Av. Aurélia Linhares deve ser obrigatório no sentido à Rua Tiradentes, de forma que eles não cruzem a rua, e assim não seja necessário reter o tráfego em toda a Praça. Isto pode ser feito com o posicionamento de Gelo Baiano, ou coisa que o valha, conforme mostrado no mapa abaixo.
c) As faixas de pedestres devem ser mais largas, tendo o dobro ou o triplo da largura atual, de forma a acomodar mais pedestres de cada vez. Assim pode-se interromper o tráfego com menos frequência, já que uma quantidade maior de pedestres poderá atravessar a cada instante.
Quando estas medidas forem implementadas se terá menos tempo de interrupção de tráfego por conta de semáforos, bem como menos veículos parados nas ruas Eustáquio Bastos e Marquês de Paranaguá. Isto permitirá o trânsito da Praça fluir mais rapidamente, desafogando um pouco todo o tráfego que se amontoa desde a Av. Lomanto Júnior.
Claro que estas medidas não resolverão o problema totalmente. Fosse possível substituir parte da praça por um elevado, ou preferencialmente um Viaduto, então com certeza se poderia fazer um cruzamento mais inteligente ali. Só que estas medidas demandam um investimento que a Prefeitura de Ilhéus não dispõe, e não parece que vá dispor num horizonte razoável.
Não são medidas decisivas; são medidas paleativas. Ações que viriam para se somar a muitas outras, a fim de que o trânsito possa ser ao menos viável, e que se possa aguardar até que a velha Nova Ponte se torne mais que um sonho.
domingo, 18 de novembro de 2012
Porto Sul, IBAMA, MPF e licenças
Esta eu li no Blog do Thame (aqui). Parece um pouco utópico da parte do autor, mas é de muito bom senso. Tomara que coim mais vozes ecoando, mais ouvidos ouçam.
ONGs ambientalistas lançaram um novo abaixo-assinado pedindo paralisação do processo de licenciamento ambiental do Porto Sul. O documento repete argumentos fantasiosos, a exemplo daquele que diz que o Complexo Intermodal é investimento com recursos públicos para beneficiar empresas privadas e que a atividade portuária interferirá negativamente no desenvolvimento do turismo de Ilhéus e do litoral sul da Bahia.
O documento alega ainda que o EIA/Rima não teve divulgação adequada e pede a realização de nova audiência pública.
Felizmente, prevaleceu o bom senso e o Ibama acaba de conceder a Licença Prévia para a implantação do projeto.
Não se trata de criminalizar o movimento ambientalista, até porque foi na discussão aberta com ONGs e demais representações da sociedade que o projeto evoluiu até o ponto em que se encontra hoje. Mas a hora de discutir já passou. O Ibama atesta que nenhum outro projeto portuário foi tão debatido com a sociedade organizada quanto o Porto Sul.
O momento pede união e esforços concentrados para que o projeto saia do papel e seja definitivamente implantado, beneficiando toda a região, trazendo desenvolvimento social, econômico e ambiental.
Chega de radicalismos. Sim, porque o maior perigo para a Mata Atlântica está na pobreza. A mata na região sul da Bahia foi dizimada por que famílias de desempregados precisavam de local para morar, de caça para comer. Estas famílias produziram lixo jogado no leito de córregos e rios, afetando a qualidade destas águas.
O projeto do Porto Sul evoluiu e os ambientalistas têm muito a comemorar. O que era para ser um mineroduto de 500 quilômetros, alimentado com a água do São Francisco se transformou em ferrovia. A localização do porto foi alterada para aumentar a preservação de corais e animais marinhos. Ibama e Ministério Público têm informações profundas e detalhadas sobre o projeto, o que aumenta seus poderes de fiscalização e consequentemente a força para paralisar e suspender a obra caso haja qualquer descumprimento por parte dos empreendedores.
No lugar do radicalismo, o momento pede racionalidade. Agora, é mais inteligente para os ambientalistas e para a sociedade discutir os condicionantes, não aqueles pensados para inviabilizar o Porto Sul, mas sim os que garantam de fato investimentos sociais e ambientais que signifiquem redistribuição das riquezas a serem geradas pelo complexo.
Não se iludam, o cobertor é curtíssimo. Ilhéus não tem recursos suficientes para, por exemplo, interligar todas as residências a um sistema de esgotamento sanitário. Os ambientalistas sabem que o esgoto não tratado é um dos maiores perigos ao ecossistema. O Governo do Estado tem um pouco mais de dinheiro, mas precisa atender 417 municípios. A União, um pouco mais ainda de recursos, mas atende a 5.550 cidades.
Logo, os investimentos são feitos em locais onde podem se potencializar. Ilhéus e região podem se tornar alvo prioritário dos investimentos estaduais e federais em esgotamento sanitário, qualificação de mão de obra, infraestrutura urbana, incluindo áreas de lazer e de preservação ambiental, a fim de assegurar melhoria na qualidade de vida de seus habitantes.
Sem o Porto Sul e sem a Ferrovia Oeste Leste, o Sul da Bahia apenas assistirá ao desenvolvimento de outras localidades, lembrando um passado de riqueza cada vez mais afastado do presente e um futuro de desenvolvimento transformado em uma vaga miragem.
Ao contrário do que dizem os radicais do movimento ambientalista, o governo cedeu em diversos pontos. E as condições que as obras saiam do papel são as melhores possíveis, mais vantajosas que outras pensadas para o restante do brasil. É um investimento sem risco, de retorno garantido. Isso porque só a operação da Bamin já garante que a Fiol e o porto serão superavitários.
Além da mineradora, existe toda a produção de grãos, pecuária e outros produtos do Oeste Baiano, do Tocantins e do Mato Grosso. Ilhéus, dotada de amplo complexo logístico, tende a se tornar importante entreposto entre as rotas de comércio mundial Norte-Sul e Leste-Oeste. É só observar o mapa e ver as imensas possibilidades que se descortinam para o Sul da Bahia.
Entretanto, tudo não passará de ilusão caso o radicalismo continue a prevalecer. Vamos lutar pelo Porto Sul, exigir condicionantes que verdadeiramente induzam ao desenvolvimento local e fiscalizar a implantação da obra e cumprimento das nossas próprias exigências.
É isto que o momento exige. Chega de assembleísmo, de discussões radicais repletas de falsas premissas e meias verdades.
Vamos nos unir para transformar o Sul da Bahia num polo desenvolvimento que verdadeiramente garanta qualidade vida para seus moradores.
Porto Sul: chega de radicalismos, é hora de união
por Daniel Thame
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| Porto Sul (fonte: Blog do Thame) |
O documento alega ainda que o EIA/Rima não teve divulgação adequada e pede a realização de nova audiência pública.
Felizmente, prevaleceu o bom senso e o Ibama acaba de conceder a Licença Prévia para a implantação do projeto.
Não se trata de criminalizar o movimento ambientalista, até porque foi na discussão aberta com ONGs e demais representações da sociedade que o projeto evoluiu até o ponto em que se encontra hoje. Mas a hora de discutir já passou. O Ibama atesta que nenhum outro projeto portuário foi tão debatido com a sociedade organizada quanto o Porto Sul.
O momento pede união e esforços concentrados para que o projeto saia do papel e seja definitivamente implantado, beneficiando toda a região, trazendo desenvolvimento social, econômico e ambiental.
Chega de radicalismos. Sim, porque o maior perigo para a Mata Atlântica está na pobreza. A mata na região sul da Bahia foi dizimada por que famílias de desempregados precisavam de local para morar, de caça para comer. Estas famílias produziram lixo jogado no leito de córregos e rios, afetando a qualidade destas águas.
O projeto do Porto Sul evoluiu e os ambientalistas têm muito a comemorar. O que era para ser um mineroduto de 500 quilômetros, alimentado com a água do São Francisco se transformou em ferrovia. A localização do porto foi alterada para aumentar a preservação de corais e animais marinhos. Ibama e Ministério Público têm informações profundas e detalhadas sobre o projeto, o que aumenta seus poderes de fiscalização e consequentemente a força para paralisar e suspender a obra caso haja qualquer descumprimento por parte dos empreendedores.
No lugar do radicalismo, o momento pede racionalidade. Agora, é mais inteligente para os ambientalistas e para a sociedade discutir os condicionantes, não aqueles pensados para inviabilizar o Porto Sul, mas sim os que garantam de fato investimentos sociais e ambientais que signifiquem redistribuição das riquezas a serem geradas pelo complexo.
Não se iludam, o cobertor é curtíssimo. Ilhéus não tem recursos suficientes para, por exemplo, interligar todas as residências a um sistema de esgotamento sanitário. Os ambientalistas sabem que o esgoto não tratado é um dos maiores perigos ao ecossistema. O Governo do Estado tem um pouco mais de dinheiro, mas precisa atender 417 municípios. A União, um pouco mais ainda de recursos, mas atende a 5.550 cidades.
Logo, os investimentos são feitos em locais onde podem se potencializar. Ilhéus e região podem se tornar alvo prioritário dos investimentos estaduais e federais em esgotamento sanitário, qualificação de mão de obra, infraestrutura urbana, incluindo áreas de lazer e de preservação ambiental, a fim de assegurar melhoria na qualidade de vida de seus habitantes.
Sem o Porto Sul e sem a Ferrovia Oeste Leste, o Sul da Bahia apenas assistirá ao desenvolvimento de outras localidades, lembrando um passado de riqueza cada vez mais afastado do presente e um futuro de desenvolvimento transformado em uma vaga miragem.
Ao contrário do que dizem os radicais do movimento ambientalista, o governo cedeu em diversos pontos. E as condições que as obras saiam do papel são as melhores possíveis, mais vantajosas que outras pensadas para o restante do brasil. É um investimento sem risco, de retorno garantido. Isso porque só a operação da Bamin já garante que a Fiol e o porto serão superavitários.
Além da mineradora, existe toda a produção de grãos, pecuária e outros produtos do Oeste Baiano, do Tocantins e do Mato Grosso. Ilhéus, dotada de amplo complexo logístico, tende a se tornar importante entreposto entre as rotas de comércio mundial Norte-Sul e Leste-Oeste. É só observar o mapa e ver as imensas possibilidades que se descortinam para o Sul da Bahia.
Entretanto, tudo não passará de ilusão caso o radicalismo continue a prevalecer. Vamos lutar pelo Porto Sul, exigir condicionantes que verdadeiramente induzam ao desenvolvimento local e fiscalizar a implantação da obra e cumprimento das nossas próprias exigências.
É isto que o momento exige. Chega de assembleísmo, de discussões radicais repletas de falsas premissas e meias verdades.
Vamos nos unir para transformar o Sul da Bahia num polo desenvolvimento que verdadeiramente garanta qualidade vida para seus moradores.
sábado, 8 de setembro de 2012
O Paradoxo das Motos
Original publicado em 11/05/2010
Hoje estava no meio do engarrafamento matinal (tem um outro na hora do almoço e o último no final do expediente) da Ponte do Pontal. Sem perspectivas de mover meu automóvel, e vendo os demais condutores frustrados, pensei em ligar um som e relaxar. Mas meu carro não tem som.
Aí comecei a divagar. Pensei como faria diferença para a cidade ter a nova Ponte. Aquela que já foi prometida tantas vezes e jamais realizada. Aquela que os ambientalistas garantem que provocará o fim de todos os ecossistemas quando for construída, e que, eles garantem, por isso mesmo não será.
Parece que o governador, para não cumprir sua promessa, vai se aliar aos ecossistemas. Ou aos ambientalistas. Ou a quem lhe puder ser útil.
Aí dei-me conta da inutilidade de meus pensamentos. Não há solução, exceto a velha “Nova Ponte”. E, depois de conseguir avançar mais uma dezena de metros, voltei meu olhar em busca de mais motivos de divagações.
Motocicletas.
Hoje estava no meio do engarrafamento matinal (tem um outro na hora do almoço e o último no final do expediente) da Ponte do Pontal. Sem perspectivas de mover meu automóvel, e vendo os demais condutores frustrados, pensei em ligar um som e relaxar. Mas meu carro não tem som.
Aí comecei a divagar. Pensei como faria diferença para a cidade ter a nova Ponte. Aquela que já foi prometida tantas vezes e jamais realizada. Aquela que os ambientalistas garantem que provocará o fim de todos os ecossistemas quando for construída, e que, eles garantem, por isso mesmo não será.
Parece que o governador, para não cumprir sua promessa, vai se aliar aos ecossistemas. Ou aos ambientalistas. Ou a quem lhe puder ser útil.
Aí dei-me conta da inutilidade de meus pensamentos. Não há solução, exceto a velha “Nova Ponte”. E, depois de conseguir avançar mais uma dezena de metros, voltei meu olhar em busca de mais motivos de divagações.
Motocicletas.
quarta-feira, 5 de setembro de 2012
A doença da Saúde
Abaixo um relato feito por uma mulher que peregrinou atrás de atendimento médico de urgência.
Trata-se de pessoa esclarecida, com alguma condição financeira, transportada de automóvel. O desfecho poderia ser outro caso fosse uma pessoa menos esclarecida, com menos recursos próprios, e dependendo de transporte público ou ambulâncias.
O caso se passou em Ilhéus, mas poderia ser em qualquer cidade do Brasil.
O Brasil precisa tomar para si, de fato, a missão, com os respectivos encargos decorrentes, de universalizar a saúde com qualidade. Não é fácil, e não é barato. Mas é necessário fazê-lo.
Enquanto isso, vamos apostando na sorte.
RELATO DO QUE ME ACONTECEU NA QUINTA-FEIRA
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| Socorro Mendonça |
quarta-feira, 8 de agosto de 2012
Êta Gusmão
O Blog de Gusmão e nós aqui sempre discordaremos em uma quantidade enorme de coisas. Todavia a sincera admiração permanece. Reproduzo aqui uma crônica muito contundente, o original está aqui.
Parabéns Gusmão!
ALGUNS QUESTIONAMENTOS AO PT DE ILHÉUS E O NOSSO POSICIONAMENTO POLÍTICO
Alguns petistas de Ilhéus menosprezam a capacidade de compreensão da opinião pública.
Afirmam que o desastrado prefeito Newton Lima não é do PT.
Querem livrar a candidata do partido da enorme rejeição do alcaide.
Concordamos. Realmente, Newton Lima deixou o PT há pouco tempo.
Este blog é coerente com sua história. Fazemos oposição ao atual “gestor” desde 2007, ano em que chegou ao poder, graças à cassação do ex-prefeito Valderico Reis.
Newton Lima é inimigo deste blog. Não tolera a nossa coragem. Para se vingar, contratou advogados famosos e caros para nos encher de processos (até agora não ganhou nenhum!).
A coerência que nos distingue levanta algumas indagações aos petistas em crise de consciência.
Quantas pessoas contratadas (ou ocupantes de cargos de confiança) foram indicadas por Ednei Mendonça e Carmelita Ângela para a secretaria de educação e outras?
Quantas pessoas, incluindo petistas filiados, ainda ocupam essas funções?
Jorge Bahia (prefeito de fato), secretário de planejamento acusado de corrupção, por ter montado um suposto esquema com laranjas, para vender computadores à secretaria de assistência social (clique aqui), apóia Carmelita? Jorge Bahia pede votos para quem?
Onde estão os 45 mil reais que uma empresa de lixo depositou na conta de um petista “expert em publicidade”, a pedido de um ex-secretário do governo Newton Lima?
A empresa Solar Ambiental, que faz a coleta de lixo sem ter passado por licitação, tem alguma relação com o PT? Foi Gerson Marques quem a trouxe para Ilhéus?
Foi Ednei Mendonça quem “costurou” o desembarque dos irmãos Lavigne na secretaria de saúde, hoje ambiente do mais desavergonhado nepotismo?
Quem está financiando a rica campanha de Carmelita? O gabinete do deputado federal Josias Gomes?
O ex-vereador Gilmar Sodré vende cestas básicas para a secretaria de assistência social? Qual a amplitude do relacionamento entre Ednei Mendonça e Gilmar Sodré?
Aguardamos respostas.
Observações.
Este blog não tem compromisso político com ex-prefeito Jabes Ribeiro (PP). A última gestão de JR foi ruim e ele deve satisfação à justiça (o tempo vai se encarregar das explicações).
Infelizmente, todos aqueles que o sucederam foram muito piores. A destruição completa da rede pública de saúde é uma prova inequívoca. O importante, nessas eleições, é livrar Ilhéus das influências de Newton Lima e Jorge Bahia.
Os erros que virão, tentaremos corrigir com mais questionamentos e denúncias, caso surjam.
Este é o posicionamento político do Blog do Gusmão.
Parabéns Gusmão!
ALGUNS QUESTIONAMENTOS AO PT DE ILHÉUS E O NOSSO POSICIONAMENTO POLÍTICO
Por Emílio Gusmão.
Alguns petistas de Ilhéus menosprezam a capacidade de compreensão da opinião pública.
Afirmam que o desastrado prefeito Newton Lima não é do PT.
Querem livrar a candidata do partido da enorme rejeição do alcaide.
Concordamos. Realmente, Newton Lima deixou o PT há pouco tempo.
Este blog é coerente com sua história. Fazemos oposição ao atual “gestor” desde 2007, ano em que chegou ao poder, graças à cassação do ex-prefeito Valderico Reis.
Newton Lima é inimigo deste blog. Não tolera a nossa coragem. Para se vingar, contratou advogados famosos e caros para nos encher de processos (até agora não ganhou nenhum!).
A coerência que nos distingue levanta algumas indagações aos petistas em crise de consciência.
Quantas pessoas contratadas (ou ocupantes de cargos de confiança) foram indicadas por Ednei Mendonça e Carmelita Ângela para a secretaria de educação e outras?
Quantas pessoas, incluindo petistas filiados, ainda ocupam essas funções?
Jorge Bahia (prefeito de fato), secretário de planejamento acusado de corrupção, por ter montado um suposto esquema com laranjas, para vender computadores à secretaria de assistência social (clique aqui), apóia Carmelita? Jorge Bahia pede votos para quem?
Onde estão os 45 mil reais que uma empresa de lixo depositou na conta de um petista “expert em publicidade”, a pedido de um ex-secretário do governo Newton Lima?
A empresa Solar Ambiental, que faz a coleta de lixo sem ter passado por licitação, tem alguma relação com o PT? Foi Gerson Marques quem a trouxe para Ilhéus?
Foi Ednei Mendonça quem “costurou” o desembarque dos irmãos Lavigne na secretaria de saúde, hoje ambiente do mais desavergonhado nepotismo?
Quem está financiando a rica campanha de Carmelita? O gabinete do deputado federal Josias Gomes?
O ex-vereador Gilmar Sodré vende cestas básicas para a secretaria de assistência social? Qual a amplitude do relacionamento entre Ednei Mendonça e Gilmar Sodré?
Aguardamos respostas.
Observações.
Este blog não tem compromisso político com ex-prefeito Jabes Ribeiro (PP). A última gestão de JR foi ruim e ele deve satisfação à justiça (o tempo vai se encarregar das explicações).
Infelizmente, todos aqueles que o sucederam foram muito piores. A destruição completa da rede pública de saúde é uma prova inequívoca. O importante, nessas eleições, é livrar Ilhéus das influências de Newton Lima e Jorge Bahia.
Os erros que virão, tentaremos corrigir com mais questionamentos e denúncias, caso surjam.
Este é o posicionamento político do Blog do Gusmão.
terça-feira, 5 de junho de 2012
À Deriva
Uma constatação
sutil, inconveniente e nada alentadora começa a tomar forma. Ainda
não se pode afirmar, mas já se pode colocar o dedo na ferida: o
Complexo Intermodal, está, literalmente, afundando. E com ele as esperanças de tantas pessoas por dias melhores.
Antes era o aeroporto,
que jamais passou de promessas, nunca esteve nem no papel. Agora,
mais realistas, já não há mais quem faça nenhuma promessa. Nem o
governo do Estado, nem o governo Federal.
Restava o alento de
receber o Porto Sul e a Ferrovia. Mas infelizmente o empenho dos
interessados, leia-se governo Federal e Estadual mais a empresa
mineradora Bamin, parece ser cada vez menos relevante. Com efeito, as
ações de divulgação cessaram totalmente, e o cuidado necessário
na condução do processo não foi tomado. Talvez subestimando os
inimigos do projeto, os documentos e os estudos acabaram se mostrando
relativamente falhos, ainda que em questões minúsculas.
![]() |
| Ilhéus seguirá seu caminho: infra-estrutura, segurança e desenvolvimento social |
domingo, 20 de maio de 2012
O Mito do Turismo
No calor dos debates a respeito da implantação do Complexo Intermodal, o argumento mais recorrente dos que se opõem coerentemente apontam o Turismo como a alternativa econômica principal para promover desenvolvimento sustentável na região ex-cacaueira. Aliás, o Turismo e o Cacau.
Sobre o Cacau já tive a oportunidade de discorrer (leiam aqui). Ilhéus perdeu, com as sucessivas crises da Lavoura, o posto de Celeiro Mundial da preciosa semente. Desde então os concorrentes ocuparam fatias cada vez maior do Mercado Internacional, que hoje é dominado por países da África e da Ásia. Da mesma forma, no próprio mercado nacional, o Pará já se prepara para tomar da Bahia o posto de principal estado produtor.
E o Turismo, apesar de ser uma atividade de importância indiscutível, também não demonstra fôlego para sustentar a economia da Região.
Esta indústria não tem promovido nenhum "desenvolvimento sustentável". Pelo contrário, é uma atividade com fortes aspectos sazonais e de concentração de renda.
Sobre o Cacau já tive a oportunidade de discorrer (leiam aqui). Ilhéus perdeu, com as sucessivas crises da Lavoura, o posto de Celeiro Mundial da preciosa semente. Desde então os concorrentes ocuparam fatias cada vez maior do Mercado Internacional, que hoje é dominado por países da África e da Ásia. Da mesma forma, no próprio mercado nacional, o Pará já se prepara para tomar da Bahia o posto de principal estado produtor.
E o Turismo, apesar de ser uma atividade de importância indiscutível, também não demonstra fôlego para sustentar a economia da Região.
Esta indústria não tem promovido nenhum "desenvolvimento sustentável". Pelo contrário, é uma atividade com fortes aspectos sazonais e de concentração de renda.
![]() |
| Habitação típica de quem "vive do Turismo" em Ilhéus |
sexta-feira, 30 de março de 2012
Sobre Ilhéus e suas novelas
Por Mirinho (copiado de O Sarrafo. O original pode ser lido aqui.)
ILHÉUS NÃO É CENÁRIO DE NOVELA.
"Não surpreendem as críticas do Sr. Fábio Feldman ao projeto Porto Sul (nota de Degas: pode ser lido aqui), mas chama atenção a insistência em argumentos tolos na defesa de uma visão estreita.
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| Mirinho é o coordenador do COESO |
"Não surpreendem as críticas do Sr. Fábio Feldman ao projeto Porto Sul (nota de Degas: pode ser lido aqui), mas chama atenção a insistência em argumentos tolos na defesa de uma visão estreita.
quarta-feira, 21 de março de 2012
(outra) Promessa vazia para Ilhéus
Parece que o governo estadual assumiu publicamente o que já se sabia, e já era alardeado por inúmeras pessoas. Não cumprirá (mais uma) promessa, e Ilhéus não receberá seu aeroporto internacional, tantas vezes prometido pelo governador Wagner. Vai ter que se contentar com o velho e sofrido Jorge Amado mesmo. Outra decepção com o governo estadual.
Governo que, aliás, absolutamente não tem o que mostrar, de relevante, feito nesta pobre, e cada vez mais pobre, região ex-cacaueira.
Governo que, aliás, absolutamente não tem o que mostrar, de relevante, feito nesta pobre, e cada vez mais pobre, região ex-cacaueira.
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| Ilhéus ficará mesmo com o velho, congestionado e ultrapassado aeroporto |
sexta-feira, 9 de março de 2012
Contundente
Este texto eu trouxe do blog Photossíntese (leia o original aqui).
Quanto mais tempo se passa mais se revela verdadeira a oposição desvairada a qualquer iniciativa de infra-estrutura que se propõe no Brasil por parte de alguns setores. Não fica muito claro quem municia esta oposição feroz ao desenvolvimento do Brasil, dotando-os de espaço na mídia, financiamento de viagens e acomodação, marketing, etc.. É uma oposição sem rosto, que aparece travestida ou apoiada por movimentos tipicamente ambientalistas, ingênuos ou não.
Aqui mesmo neste blog há algumas pequenas contribuições, questionando a validade do modelo econômico binário (turismo/cacau) que o Sul da Bahia experimenta há décadas, e que é proposto por alguns grupos como modelo de desenvolvimento para os anos vindouros. O leitor pode consultar alguns destes textos aqui, aqui, aqui, aqui, aqui e aqui.
Se é difícil saber quem são os municiadores destes grupos, é relativamente fácil imaginar a quem servem e que caminho propõem.
Quanto mais tempo se passa mais se revela verdadeira a oposição desvairada a qualquer iniciativa de infra-estrutura que se propõe no Brasil por parte de alguns setores. Não fica muito claro quem municia esta oposição feroz ao desenvolvimento do Brasil, dotando-os de espaço na mídia, financiamento de viagens e acomodação, marketing, etc.. É uma oposição sem rosto, que aparece travestida ou apoiada por movimentos tipicamente ambientalistas, ingênuos ou não.
Aqui mesmo neste blog há algumas pequenas contribuições, questionando a validade do modelo econômico binário (turismo/cacau) que o Sul da Bahia experimenta há décadas, e que é proposto por alguns grupos como modelo de desenvolvimento para os anos vindouros. O leitor pode consultar alguns destes textos aqui, aqui, aqui, aqui, aqui e aqui.
Se é difícil saber quem são os municiadores destes grupos, é relativamente fácil imaginar a quem servem e que caminho propõem.
segunda-feira, 5 de março de 2012
Ilhéus não tem
Cansado de vê-la parecendo uma pessoa depressiva e suicida, eu desisti de postar sobre Ilhéus desde o dia 10/11/2011 (leia aqui).
Mas eu não resisto ao humor, à sátira inteligente. O vídeo abaixo está circulando na Internet.
Pena que a mensagem ficou curta, já que é tanta coisa que Ilhéus não tem.
Comercial Ilhéus não tem from André Loretz on Vimeo.
Parece que Ilhéus sempre escolhe não ter.
Mas eu não resisto ao humor, à sátira inteligente. O vídeo abaixo está circulando na Internet.
Pena que a mensagem ficou curta, já que é tanta coisa que Ilhéus não tem.
Comercial Ilhéus não tem from André Loretz on Vimeo.
Parece que Ilhéus sempre escolhe não ter.
domingo, 8 de janeiro de 2012
Final Feliz
Se todos os casos de abuso de som alto nestas terras do sem fim contassem o final feliz relatado abaixo. Que bom seria. Mas por ora permanece a campanha.
Meu ouvido não é Penico!
"
A todos os que, solidários, me ajudaram meus agradecimentos.
O Resultado:
Meu ouvido não é Penico!
"
A todos os que, solidários, me ajudaram meus agradecimentos.
O Resultado:
quinta-feira, 10 de novembro de 2011
I´m so Tired
Hoje eu acordei assim, assim. Olhando para esta cidade cada vez pior, e cheia de filhos que a querem ver pior ainda. Cada vez com menos empregos, menos pessoas, menos investimento, menos perspectivas.
Ilhéus é uma cidade depressiva. Parece que deseja morrer.
Essa resistência em encarar desafios, em discutir, propor, às vezes cansa a gente.
Então eu queria dizer a Ilhéus: "you'd say I'm putting you on, but it's no joke, it's doing me harm" (você disse que eu estou 'com onda', mas isto não é piada, isto está me fazendo sofrer").
Estou muito cansado.
Ilhéus é uma cidade depressiva. Parece que deseja morrer.
Essa resistência em encarar desafios, em discutir, propor, às vezes cansa a gente.
Então eu queria dizer a Ilhéus: "you'd say I'm putting you on, but it's no joke, it's doing me harm" (você disse que eu estou 'com onda', mas isto não é piada, isto está me fazendo sofrer").
Estou muito cansado.
domingo, 30 de outubro de 2011
A Audiência que eu vi
Estive ontem na audiência do Porto Sul. Mais por curiosidade, pois nunca havia comparecido pessoalmente a uma, do que por qualquer outro motivo. Ali conheci e cumprimentei Rui Rocha, de quem tive uma excelente impressão pessoal, e vi de longe a militância de Socorro Mendonça, minha primeira interlocutora a respeito do Complexo Intermodal, por quem mantenho respeito e apreço.
Também encontrei colegas da UESC. Um deles, professor da História que conheci na greve, manifestou-me seu descontentamento com o projeto. Com o Porto, com as empresas, com todos. É que ele é um marxista em tempo integral, enquanto eu sou um marxista de ocasião. Às vezes nem marxista sou, e em outras trucidaria o capitalismo e os capitalistas. Para ele o Porto não deveria ser levado adiante porque é um projeto de interesse Capitalista. Para mim isto não está em discussão. É um projeto Capitalista, e os interesses do Capital são muito claros. E, como sempre, egoístas. Mas não consigo esquecer que os contrários ao projeto também estão a serviço de interesses Capitalistas. Sobre isso falo mais abaixo.
Antes, um outro colega havia ponderado que o projeto que os Governos Federal e Estadual trouxe para Ilhéus não é o ideal. Isto é outra evidência. Principalmente depois que se castrou o Complexo, já que ninguém nem se lembra mais do Aeroporto Internacional, é evidente que o investimento trazido poderia ser melhor do que o Porto. O Porto é, em si, muito pouco. Mas é melhor que nada. E nada é o que restará a Ilhéus sem ele. Assim fica fácil escolher.
A audiência em si teve muita torcida organizada de parte a parte. Camisetas, cartazes, vaias e aplausos, gritos de ordem. Os contrários ficaram, em sua maioria, no centro do plenário, de pé nos corredores entre os assentos. Organizados, ocuparam rápido os locais de melhor visibilidade e fizeram muito barulho para aparecerem na mídia. Porém, inegavelmente a imensa maioria dentro do Centro de Convenções era de favoráveis. E fora também. Segundo alguns, o percentual de aceitação do Projeto chega a 92% da população do Sul da Bahia.
Também encontrei colegas da UESC. Um deles, professor da História que conheci na greve, manifestou-me seu descontentamento com o projeto. Com o Porto, com as empresas, com todos. É que ele é um marxista em tempo integral, enquanto eu sou um marxista de ocasião. Às vezes nem marxista sou, e em outras trucidaria o capitalismo e os capitalistas. Para ele o Porto não deveria ser levado adiante porque é um projeto de interesse Capitalista. Para mim isto não está em discussão. É um projeto Capitalista, e os interesses do Capital são muito claros. E, como sempre, egoístas. Mas não consigo esquecer que os contrários ao projeto também estão a serviço de interesses Capitalistas. Sobre isso falo mais abaixo.
Antes, um outro colega havia ponderado que o projeto que os Governos Federal e Estadual trouxe para Ilhéus não é o ideal. Isto é outra evidência. Principalmente depois que se castrou o Complexo, já que ninguém nem se lembra mais do Aeroporto Internacional, é evidente que o investimento trazido poderia ser melhor do que o Porto. O Porto é, em si, muito pouco. Mas é melhor que nada. E nada é o que restará a Ilhéus sem ele. Assim fica fácil escolher.
A audiência em si teve muita torcida organizada de parte a parte. Camisetas, cartazes, vaias e aplausos, gritos de ordem. Os contrários ficaram, em sua maioria, no centro do plenário, de pé nos corredores entre os assentos. Organizados, ocuparam rápido os locais de melhor visibilidade e fizeram muito barulho para aparecerem na mídia. Porém, inegavelmente a imensa maioria dentro do Centro de Convenções era de favoráveis. E fora também. Segundo alguns, o percentual de aceitação do Projeto chega a 92% da população do Sul da Bahia.
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| Audiência lotada: maioria absoluta apoia o Porto Sul |
sábado, 29 de outubro de 2011
Uma delícia a menos
Há algumas pessoas que insistem em não enxergar a falência gritante do modelo econômico desta região ex-cacaueira.
Ou preferem não admitir.
Mas as evidências estão aí, multiplicando-se a cada dia. A última, compartilha-se com tristeza, é o fechamento do restaurante Panela de Moranga.
Ou preferem não admitir.
Mas as evidências estão aí, multiplicando-se a cada dia. A última, compartilha-se com tristeza, é o fechamento do restaurante Panela de Moranga.
domingo, 23 de outubro de 2011
Ponte Sul, Já!
São décadas de promessas. As últimas, feitas pelo atual Governador.
E depois de um tempo as promessas são "esclarecidas", com desculpas repetitivas e cada vez mais difíceis de engolir. Falta o projeto, falta o local, falta aprovar o orçamento. Só não falta, ou pelo menos não faltavam, os crédulos que eram seguidamente engambelados em mais uma esperança vã.
Agora é chegada a hora. A comunidade de Ilhéus se une e pergunta: cadê a Ponte, Prefeito? Cadê a Ponte, Governador? Cadê a Ponte, Presidenta?
Irmanados nesta luta que não possui matizes, todos os ilheenses se engajam. E a campanha fica desde já no Blog. E quiçá se espalhe pelos demais.
Ponte Sul, Já!
quinta-feira, 29 de setembro de 2011
O Complexo e as Famílias
Tá lá no Blog de Gusmão: uma reunião de um grupo de agricultores que manifesta suas preocupações a respeito do Complexo Intermodal.
Há os que defendam que são apenas umas poucas famílias que participaram da reunião. Pode ser, mas ocorre que isso interessa muito pouco. Ainda que fosse uma só família, ou um só agricultor. Todos tem que ser engajados no processo de instalação do Complexo Intermodal. Ninguém deve ser engolido por ele.
Há os que defendam que são apenas umas poucas famílias que participaram da reunião. Pode ser, mas ocorre que isso interessa muito pouco. Ainda que fosse uma só família, ou um só agricultor. Todos tem que ser engajados no processo de instalação do Complexo Intermodal. Ninguém deve ser engolido por ele.
domingo, 25 de setembro de 2011
Um Tripé contra o Complexo
Há muitos e muitos meses se têm debatido nesta região Sul da Bahia a respeito da iminente instalação do Complexo Intermodal. Os argumentos, e as armas usadas para o convencimento, são os mais apaixonados. Nem sempre os mais corretos. Este Blog mesmo publicou um e-mail que acabou se mostrando de procedência duvidosa. A publicação será mantida, em respeito à força dos argumentos e, principalmente, por destemor da Verdade.
A bem da verdade, o fato é que a tese dos que se opõem não convence muitas pessoas na cidade e na região. As pessoas já decidiram que desejam o empreendimento, e isto já foi manifestado publicamente em várias oportunidades.
Assim, deixando paixões, exageros e enganos à parte, e fazendo uma garimpagem muito cuidadosa, vê-se que a tese contrária à vinda do Complexo Intermodal se sustenta em um tripé: em linhas gerais argumenta-se que a quantidade de empregos que serão geradas pelo Complexo Intermodal não alcançará o prometido; também se afirma que as perdas ambientais serão irreparáveis, com efeitos sobre as pessoas e sobre a economia da região; e, finalmente, há a alegação de que sobre o restante da população o impacto será negativo, em função do preterimento das pessoas naturais da região em favor de pessoas de fora, bem como da “favelização” resultante da chegada de pessoas em busca de expectativas que se frustarão.
Todavia, em respeito ao bom raciocínio e ao bom pensamento há que se ponderar cada um dos argumentos cuidadosamente. Com freqüência as minorias possuem argumentos sólidos que são desprezados pelos demais.
Todavia, não não é este o caso: o tripé mostra-se frágil, e simplesmente rui quando é submetido a uma análise cuidadosa. Vejamo-no pé por pé.
A bem da verdade, o fato é que a tese dos que se opõem não convence muitas pessoas na cidade e na região. As pessoas já decidiram que desejam o empreendimento, e isto já foi manifestado publicamente em várias oportunidades.
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| Passeata de apoio ao Complexo Intermodal |
Todavia, em respeito ao bom raciocínio e ao bom pensamento há que se ponderar cada um dos argumentos cuidadosamente. Com freqüência as minorias possuem argumentos sólidos que são desprezados pelos demais.
Todavia, não não é este o caso: o tripé mostra-se frágil, e simplesmente rui quando é submetido a uma análise cuidadosa. Vejamo-no pé por pé.
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