A chamada Operação Lava Jato, a partir da apuração de malfeitos na Petrobras, desencadeou um processo político que coloca em risco conquistas da nossa soberania e a própria democracia.
Com efeito, há uma campanha para esvaziar a Petrobras, a única das grandes empresas de petróleo a ter reservas e produção continuamente aumentadas. Além disso, vem a proposta de entregar o pré-sal às empresas estrangeiras, restabelecendo o regime de concessão, alterado pelo atual regime de partilha, que dá à Petrobras o monopólio do conhecimento da exploração e produção de petróleo em águas ultraprofundas. Essa situação tem lhe valido a conquista dos principais prêmios em congressos internacionais.
Notícias e Reflexões sobre Ilhéus, Automobilismo, Computação e o que mais for de noticiar ou de refletir
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domingo, 22 de fevereiro de 2015
quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015
Nenhum governo resiste ao vácuo de poder
Luís Nassif
Original aquiHá um perigoso vácuo de poder no governo Dilma Rousseff.
No dia seguinte à eleição de Dilma, a oposição inaugurou o terceiro turno, uma guerra implacável de desestabilização.
Criou-se um problema a mais em um cenário já complexo, com problemas fiscais, economia estagnada, contas externas deficitárias, o desemprego começando a se apresentar.
Dilma tem um conjunto de questões para administrar, divididas da seguinte maneira:
domingo, 23 de março de 2014
Cláusula Marlim: o erro central na compra da refinaria
Luis Nassif
Original aqui.
Há ainda muita fumaça em torno da compra da refinaria Pasadena pela Petrobras. Juntando algumas peças dá para entender melhor o caso. O ponto central é a cláusula Marlim, pela qual a Pasadena teria que garantir 6,9% de rentabilidade mínima a um dos sócios - o grupo Astra - independentemente dos resultados.
De 1998 a 2005 o mercado interno de combustíveis permaneceu estagnado.
A produção interna crescia pouco e havia a expectativa de aumento da participação do petróleo pesado na produção total. Esse petróleo exigia a adequação de refinarias existentes.
sábado, 8 de maio de 2010
O Brasil pode Mais
Eu não tenho muita disposição para defender o presidente Lula ou seu partido. Mas tenho menos disposição ainda para esquecer as mazelas do passado.
Agora escuto um bordão de campanha: o Brasil pode mais.
É verdade. O brasil realmente pode mais. Só que o Brasil sempre pôde mais. Apenas teve que esperar anos sem realizar. Anos em que, aliás, destruiu-se muito do que foi realizado pelas gerações anteriores: Telebrás, Eletrobrás, Petrobrás (sucateada), Universidades Públicas, etc.
O atual governo, no que pese todas as acusações de corrupção e uma série de críticas de gestão, apostou um pouco mais nisso: no Brasil. Apostou que o Brasil pode mais, mas sendo dos brasileiros. Apostou que não precisamos entregar tudo ao capital internacional para poder um pouco. Afinal, nós sabemos que eles podem muito. Mas nós podemos também.
Uma das inúmeras realizações é a recuperação da indústria naval em Pernambuco: a pedido da Petrobrás o estaleiro instalado no Porto de Suape produziu e entregou um mega-petroleiro 100% nacional. Para isso desenvolveu-se uma estrutura muito grande, mas contornou-se os danos ambientais e gerou muito emprego qualificado e geração de renda na região.
O que, aliás, reforça a tese de que os temores a respeito do Porto de Ilhéus são totalmente infundados. O Porto não destruirá a Natureza. Não gerará favelas. Não impedirá as atividades regionais (pelo contrário). Tudo isso depende da gestão.
Desenvolvendo a tecnologia nacional, empregando pessoas no Brasil. Isso, sim, é poder mais.
Tomara que escolhamos sempre certo.
Agora escuto um bordão de campanha: o Brasil pode mais.
É verdade. O brasil realmente pode mais. Só que o Brasil sempre pôde mais. Apenas teve que esperar anos sem realizar. Anos em que, aliás, destruiu-se muito do que foi realizado pelas gerações anteriores: Telebrás, Eletrobrás, Petrobrás (sucateada), Universidades Públicas, etc.
O atual governo, no que pese todas as acusações de corrupção e uma série de críticas de gestão, apostou um pouco mais nisso: no Brasil. Apostou que o Brasil pode mais, mas sendo dos brasileiros. Apostou que não precisamos entregar tudo ao capital internacional para poder um pouco. Afinal, nós sabemos que eles podem muito. Mas nós podemos também.
Uma das inúmeras realizações é a recuperação da indústria naval em Pernambuco: a pedido da Petrobrás o estaleiro instalado no Porto de Suape produziu e entregou um mega-petroleiro 100% nacional. Para isso desenvolveu-se uma estrutura muito grande, mas contornou-se os danos ambientais e gerou muito emprego qualificado e geração de renda na região.
O que, aliás, reforça a tese de que os temores a respeito do Porto de Ilhéus são totalmente infundados. O Porto não destruirá a Natureza. Não gerará favelas. Não impedirá as atividades regionais (pelo contrário). Tudo isso depende da gestão.
Desenvolvendo a tecnologia nacional, empregando pessoas no Brasil. Isso, sim, é poder mais.
Tomara que escolhamos sempre certo.
domingo, 6 de setembro de 2009
O ex-Paquiderme
O modelo de estado defendido por muitos anos no Brasil, e que encontrou sua máxima eficiência nos anos do governo Fernando Henrique Cardoso, entende que o estado deve existir minimamente, já que está condenado a ser um organismo ineficiente e oneroso, cujos resultados sempre serão incipientes quando comparados à iniciativa privada.
Evidentemente há, aqui e ali, eventos que sugerem ser válida essa teoria: a morosidade do judiciário, a inoperância dos serviços públicos de saúde e educação, por exemplo.
Mas ocorre que esses não são problemas intrínsecos ao estado. Ou, dizendo de outra forma, não é com a eliminação do estado que tais problemas deixam de ocorrer. Tomemos, por exemplo, os sistemas privados de telefonia e energia elétrica. Quem, em sã consciência, pode defender que a qualidade e os custos do abastecimento de energia são, hoje, melhores do que eram quando operados pelo estado? O sistema de telefonia se beneficiou de um enorme avanço tecnológico – cuja fronteira ainda está longe de ser alcançada – o que pode passar a falsa sensação de ter uma qualidade superior à do tempo em que era estatal. Mas ocorre apenas que naquele tempo tais tecnologias ainda estavam indisponíveis. E, hoje, as empresas de telefonia são as campeãs de reclamação junto aos órgãos de defesa do consumidor. Seguidas das companhias elétricas.
Houve mesmo tanta vantagem assim no modelo privatista?
Serviços notoriamente prestados por empresas privadas, como transporte coletivo (ônibus), possuem um nível de preço e qualidade aceitável pelos cidadãos? Curiosamente, os sistemas de transporte público operados pelo estado – Metrôs e Trens – recebem menos queixas dos usuários.
Portanto, há um problema de gestão na prestação de serviços. Mas esse problema é indiscriminado, não se trata do serviço ser prestado numa estrutura pública ou privada.
Há casos em que, por necessidade de concorrer com o serviço público, a iniciativa privada acaba apresentando paliativos de eficiência – muito longe do desejável – que as coloca num patamar de qualidade um pouco acima do serviço público. Casos da previdência e dos sistemas de planos de saúde.
A solução proposta pelas correntes neoliberais nos anos 90 é a do estado mínimo: desfazer-se o Estado de tudo o que é possível passar para a iniciativa privada. Porque estes são os únicos capazes de prover a qualidade que todos desejam. E assim foi feito com rodovias, telefonia fixa e celular, energia elétrica.
Quase foi feito com a Petrobrás – houve um projeto de rebatizá-la de PetrobraX, e assim suprimir o sufixo BRAS, desqualificando um pouco a identidade nacionalista da empresa, que é um dos patrimônios dos quais os brasileiros mais se orgulham.
Não lograram êxito. Mesmo chamando a empresa de “o último paquiderme”.
Hoje, ainda pública, mas gerida sob uma ótica que entende ser o estado um ente tão viável quanto a iniciativa privada, o que é a Petrobrás?
O Paquiderme está avançando rapidamente no mercado de energia – a Petrobrás pesquisa em fontes alternativas ao petróleo – e se prepara para ser inclusa entre as maiores petrolíferas do Planeta.
O que, estrategicamente, coloca o Brasil na posição de um dos provedores do bem mais precioso para todas as economias do mundo: Energia.
Com a descoberta do Pré-sal, as possibilidades de avanços estratégicos da empresa ampliaram-se exponencialmente. A Petrobrás será provavelmente uma das cinco maiores empresas de Petróleo do Mundo, com investimentos e pesquisas diversificados em inúmeras alternativas ecológica e economicamente viáveis para substituir os hidrocarbonetos.
No seu ramo principal de atividade, a empresa avança cada vez mais. E, de olho nas mudanças que o planeta enfrentará, já antevê as alternativas com as quais terá que lidar no futuro.
Ou seja, um bom exemplo de gestão estratégica.
E pública.
Evidentemente há, aqui e ali, eventos que sugerem ser válida essa teoria: a morosidade do judiciário, a inoperância dos serviços públicos de saúde e educação, por exemplo.
Mas ocorre que esses não são problemas intrínsecos ao estado. Ou, dizendo de outra forma, não é com a eliminação do estado que tais problemas deixam de ocorrer. Tomemos, por exemplo, os sistemas privados de telefonia e energia elétrica. Quem, em sã consciência, pode defender que a qualidade e os custos do abastecimento de energia são, hoje, melhores do que eram quando operados pelo estado? O sistema de telefonia se beneficiou de um enorme avanço tecnológico – cuja fronteira ainda está longe de ser alcançada – o que pode passar a falsa sensação de ter uma qualidade superior à do tempo em que era estatal. Mas ocorre apenas que naquele tempo tais tecnologias ainda estavam indisponíveis. E, hoje, as empresas de telefonia são as campeãs de reclamação junto aos órgãos de defesa do consumidor. Seguidas das companhias elétricas.
Houve mesmo tanta vantagem assim no modelo privatista?
Serviços notoriamente prestados por empresas privadas, como transporte coletivo (ônibus), possuem um nível de preço e qualidade aceitável pelos cidadãos? Curiosamente, os sistemas de transporte público operados pelo estado – Metrôs e Trens – recebem menos queixas dos usuários.
Portanto, há um problema de gestão na prestação de serviços. Mas esse problema é indiscriminado, não se trata do serviço ser prestado numa estrutura pública ou privada.
Há casos em que, por necessidade de concorrer com o serviço público, a iniciativa privada acaba apresentando paliativos de eficiência – muito longe do desejável – que as coloca num patamar de qualidade um pouco acima do serviço público. Casos da previdência e dos sistemas de planos de saúde.
A solução proposta pelas correntes neoliberais nos anos 90 é a do estado mínimo: desfazer-se o Estado de tudo o que é possível passar para a iniciativa privada. Porque estes são os únicos capazes de prover a qualidade que todos desejam. E assim foi feito com rodovias, telefonia fixa e celular, energia elétrica.
Quase foi feito com a Petrobrás – houve um projeto de rebatizá-la de PetrobraX, e assim suprimir o sufixo BRAS, desqualificando um pouco a identidade nacionalista da empresa, que é um dos patrimônios dos quais os brasileiros mais se orgulham.
Não lograram êxito. Mesmo chamando a empresa de “o último paquiderme”.
Hoje, ainda pública, mas gerida sob uma ótica que entende ser o estado um ente tão viável quanto a iniciativa privada, o que é a Petrobrás?
O Paquiderme está avançando rapidamente no mercado de energia – a Petrobrás pesquisa em fontes alternativas ao petróleo – e se prepara para ser inclusa entre as maiores petrolíferas do Planeta.
O que, estrategicamente, coloca o Brasil na posição de um dos provedores do bem mais precioso para todas as economias do mundo: Energia.
Com a descoberta do Pré-sal, as possibilidades de avanços estratégicos da empresa ampliaram-se exponencialmente. A Petrobrás será provavelmente uma das cinco maiores empresas de Petróleo do Mundo, com investimentos e pesquisas diversificados em inúmeras alternativas ecológica e economicamente viáveis para substituir os hidrocarbonetos.
No seu ramo principal de atividade, a empresa avança cada vez mais. E, de olho nas mudanças que o planeta enfrentará, já antevê as alternativas com as quais terá que lidar no futuro.
Ou seja, um bom exemplo de gestão estratégica.
E pública.
domingo, 14 de junho de 2009
O BLOG da Petrobrás
Está havendo uma grande celeuma na imprensa a respeito do Blog da Petrobrás. Basicamente o argumento é o de que a empresa estaria violando o trabalho dos jornalistas, ao mostrar uma versão dos fatos que é diferente da versão "oficial" que pauta a imprensa escrita, falada e televisada.
Jornais como Folha de São Paulo e O Globo, além da própria ANJ, acusaram o blog de “intimidar e impedir a liberdade de imprensa” (leia aqui). Em O Globo, acusaram a empresa de estar atuando ilegalmente.
Que pena que eles ainda pensem assim. Por vários motivos.
O primeiro, óbvio, é que não há nenhuma ilegalidade no que a empresa está fazendo. Ela está mostrando o material colhido nas entrevistas segundo um ponto de vista diferente do que os jornais usam. Nem melhor, nem pior. Apenas diferente. Se os jornais não gostam, que o denunciem, o contestem, o desmascarem. Mas não aleguem haver ilegalidade nisso.
O segundo, mais sutil, é a fragilidade percebida. Notem que o velho "jornalzinho", as "notas de imprensa" e anúncios televisivos, para citar alguns dos outros meios de divulgação que a empresa pode usar, não foram alvo das críticas. Apenas o Blog. Percebe-se aí um certo temor da grande imprensa frente ao poder da mídia desorquestrada, caótica, sem dono, mas de alcance cada vez maior: a Internet.
Com efeito, o poder dos grandes meios de comunicação, não obstante ainda seja muito grande e digno de respeito, vem sendo forte e, a cada vez mais, decisivamente minado pela comunicação não pautada, não dirigida, e portanto mais democrática, da Internet.
O primeiro exemplo que tenho notícia disso foi no plebiscito do desarmamento. A Rede Globo encampou a campanha pelo desarmamento (eu também!). Todo o seu elenco atuou ali. E eles começaram na frente nas avaliações dos institutos de pesquisa. Mas o debate prosseguiu e mesmo apoiados pela principal emissora de televisão do país, no final foram vencidos pela outra proposta (infelizmente).
Em 2006 o então candidato do PSDB, Geraldo Alckmin, teve apoio quase declarado da emissora. Além do de muitos outros membros da grande imprensa como Folha de São Paulo, O Estadão, etc. Todavia, apesar de conseguir emplacar um improvável segundo turno naquelas eleições, acabariam desistindo ao perceberem que a batalha estava perdida.
Porém, não desistem de acumular notícias ruins contra o governo federal, tentando diminuir sua popularidade.
Até a queda do avião da TAM foi apresentada como o fato de que "esse governo assassinou 199 pessoas".
E, apesar de tudo isso, a popularidade do presidente persiste.
Acho importante ressaltar aqui que eu, pessoalmente, preferia que a escolha fosse pelo desarmamento. E também acho que o Presidente Lula (que não foi meu candidato no primeiro turno de 2006), apesar de ter sido muito melhor do que seus antecessores, não mereçe os índices de aprovação que atualmente possui.
Mas gosto de saber que a grande imprensa não está mais pautando a opinião pública da mesma forma que já fez outrora. Gosto que as pessoas se informem pela Internet. Que não tem uma só opinião, um só dono, uma só ideologia política. A Internet, a "blogosfera", é o lugar do plural, onde todos podem dizer o que desejam. Onde o debate acontece, portanto, da maneira mais franca, transparente, esclarecedora.
Por isso, embora acredite que toda e qualquer denúncia a respeito da conduta da Petrobrás mereça ser investigada, e entenda que essas investigações servem a todos os brasileiros, verdadeiros donos que somos da petrolífera, também não posso deixar de apoiar a iniciativa da empresa de mostrar a sua própria versão dos fatos, o contexto em que as entrevistas foram feitas, as interpretações alternativas que podem ser feitas de tudo o que é dito em entrevistas, e de todos os fatos que surgem.
Porque isso é o contraditório, elemento fundamental do debate. A grande imprensa não tem do que reclamar.
Parece que eles estão tendo um pouco de dificuldade em lidar com as novas formas de comunicação em massa. Precisam se acostumar com a Internet. Com a "blogosfera". Com a pluralidade de opiniões e de expressões.
Com a democracia.
Jornais como Folha de São Paulo e O Globo, além da própria ANJ, acusaram o blog de “intimidar e impedir a liberdade de imprensa” (leia aqui). Em O Globo, acusaram a empresa de estar atuando ilegalmente.
Que pena que eles ainda pensem assim. Por vários motivos.
O primeiro, óbvio, é que não há nenhuma ilegalidade no que a empresa está fazendo. Ela está mostrando o material colhido nas entrevistas segundo um ponto de vista diferente do que os jornais usam. Nem melhor, nem pior. Apenas diferente. Se os jornais não gostam, que o denunciem, o contestem, o desmascarem. Mas não aleguem haver ilegalidade nisso.
O segundo, mais sutil, é a fragilidade percebida. Notem que o velho "jornalzinho", as "notas de imprensa" e anúncios televisivos, para citar alguns dos outros meios de divulgação que a empresa pode usar, não foram alvo das críticas. Apenas o Blog. Percebe-se aí um certo temor da grande imprensa frente ao poder da mídia desorquestrada, caótica, sem dono, mas de alcance cada vez maior: a Internet.
Com efeito, o poder dos grandes meios de comunicação, não obstante ainda seja muito grande e digno de respeito, vem sendo forte e, a cada vez mais, decisivamente minado pela comunicação não pautada, não dirigida, e portanto mais democrática, da Internet.
O primeiro exemplo que tenho notícia disso foi no plebiscito do desarmamento. A Rede Globo encampou a campanha pelo desarmamento (eu também!). Todo o seu elenco atuou ali. E eles começaram na frente nas avaliações dos institutos de pesquisa. Mas o debate prosseguiu e mesmo apoiados pela principal emissora de televisão do país, no final foram vencidos pela outra proposta (infelizmente).
Em 2006 o então candidato do PSDB, Geraldo Alckmin, teve apoio quase declarado da emissora. Além do de muitos outros membros da grande imprensa como Folha de São Paulo, O Estadão, etc. Todavia, apesar de conseguir emplacar um improvável segundo turno naquelas eleições, acabariam desistindo ao perceberem que a batalha estava perdida.
Porém, não desistem de acumular notícias ruins contra o governo federal, tentando diminuir sua popularidade.
Até a queda do avião da TAM foi apresentada como o fato de que "esse governo assassinou 199 pessoas".
E, apesar de tudo isso, a popularidade do presidente persiste.
Acho importante ressaltar aqui que eu, pessoalmente, preferia que a escolha fosse pelo desarmamento. E também acho que o Presidente Lula (que não foi meu candidato no primeiro turno de 2006), apesar de ter sido muito melhor do que seus antecessores, não mereçe os índices de aprovação que atualmente possui.
Mas gosto de saber que a grande imprensa não está mais pautando a opinião pública da mesma forma que já fez outrora. Gosto que as pessoas se informem pela Internet. Que não tem uma só opinião, um só dono, uma só ideologia política. A Internet, a "blogosfera", é o lugar do plural, onde todos podem dizer o que desejam. Onde o debate acontece, portanto, da maneira mais franca, transparente, esclarecedora.
Por isso, embora acredite que toda e qualquer denúncia a respeito da conduta da Petrobrás mereça ser investigada, e entenda que essas investigações servem a todos os brasileiros, verdadeiros donos que somos da petrolífera, também não posso deixar de apoiar a iniciativa da empresa de mostrar a sua própria versão dos fatos, o contexto em que as entrevistas foram feitas, as interpretações alternativas que podem ser feitas de tudo o que é dito em entrevistas, e de todos os fatos que surgem.
Porque isso é o contraditório, elemento fundamental do debate. A grande imprensa não tem do que reclamar.
Parece que eles estão tendo um pouco de dificuldade em lidar com as novas formas de comunicação em massa. Precisam se acostumar com a Internet. Com a "blogosfera". Com a pluralidade de opiniões e de expressões.
Com a democracia.
terça-feira, 19 de maio de 2009
CPI da Petrobrás
É interessante a celeuma que vem causando essa CPI da Petrobrás.
De um lado o Governo Federal, que alega ser uma manipulação grosseira da Oposição, eles que já tentaram privatizá-la no passado, com o objetivo de enfraquecer a Petrobrás como empresa estatal e, por conseguinte, enfraquecer o próprio Governo Federal.
Do outro lado a Oposição, que alega serem escandalosas as denúncias contra a Empresa, e que o Povo Brasileiro merece um esclarecimento a respeito.
E no meio ficamos nós. Com dúvidas razoáveis a respeito de quem tem razão e quem não tem.
Pessoalmente acho que é fácil entender quem tem razão: todos.
De fato o governo tem razão em suas acusações contra a oposição. Basta ver as CPI's totalmente vazias como a dos Bingos, das Escutas Telefônicas, etc., além das denúncias vazias como o dinheiro de Cuba e a suposta tramóia da ministra Dilma com o consórcio Gol-Varig. Revendo esses fatos dá prá entender que a oposição não tem maiores escrúpulos em (tentar) manipular informações, principalmente usando a imprensa, com o objetivo de atingir o governo. Também é verdade que o PSDB/PFL (hoje DEM) privatizaram, quando foram Governo, todas as empresas que conseguiram, e partiram numa real ofensiva nesta direção contra a Petrobrás - tentando mudar o nome da Empresa para PetrobraX e assim destruir sua identificação como empresa pública que é referida pelo sufixo bras). O próximo passo era fácil de adivinhar (em tempo: é uma falácia dizer que "só foram privatizadas empresas que davam prejuízo". Telebrás, CSN e Vale do Rio Doce, por exemplo, sempre foram empresas lucrativas ao longo de sua história como empresas públicas).
E de fato há, também, denúncias muito complexas contra a empresa que precisam ser rigorosamente apuradas. Não especificamente a manobra contábil que foi denunciada a princípio. Mas há irregularidades que são apontadas em licitações e em contratos de publicidade e pagamento de fornecedores. E, de fato, se somos todos nós, os brasileiros, os verdadeiros donos da empresa, precisamos, sim, de esclarecimento. Todos os que forem necessários.
Dessa forma, em minha opinião, de tudo e com tudo, e já que governo e oposição tem razão em suas alegações, que se investigue. Pode ser via CPI, mas pode ser via ministério público com o auxílio da polícia federal. Porque merecemos ter a informação mais exata, mais abrangente, mais esclarecedora.
É como se diz: Informação que abunda não prejudica.
De um lado o Governo Federal, que alega ser uma manipulação grosseira da Oposição, eles que já tentaram privatizá-la no passado, com o objetivo de enfraquecer a Petrobrás como empresa estatal e, por conseguinte, enfraquecer o próprio Governo Federal.
Do outro lado a Oposição, que alega serem escandalosas as denúncias contra a Empresa, e que o Povo Brasileiro merece um esclarecimento a respeito.
E no meio ficamos nós. Com dúvidas razoáveis a respeito de quem tem razão e quem não tem.
Pessoalmente acho que é fácil entender quem tem razão: todos.
De fato o governo tem razão em suas acusações contra a oposição. Basta ver as CPI's totalmente vazias como a dos Bingos, das Escutas Telefônicas, etc., além das denúncias vazias como o dinheiro de Cuba e a suposta tramóia da ministra Dilma com o consórcio Gol-Varig. Revendo esses fatos dá prá entender que a oposição não tem maiores escrúpulos em (tentar) manipular informações, principalmente usando a imprensa, com o objetivo de atingir o governo. Também é verdade que o PSDB/PFL (hoje DEM) privatizaram, quando foram Governo, todas as empresas que conseguiram, e partiram numa real ofensiva nesta direção contra a Petrobrás - tentando mudar o nome da Empresa para PetrobraX e assim destruir sua identificação como empresa pública que é referida pelo sufixo bras). O próximo passo era fácil de adivinhar (em tempo: é uma falácia dizer que "só foram privatizadas empresas que davam prejuízo". Telebrás, CSN e Vale do Rio Doce, por exemplo, sempre foram empresas lucrativas ao longo de sua história como empresas públicas).
E de fato há, também, denúncias muito complexas contra a empresa que precisam ser rigorosamente apuradas. Não especificamente a manobra contábil que foi denunciada a princípio. Mas há irregularidades que são apontadas em licitações e em contratos de publicidade e pagamento de fornecedores. E, de fato, se somos todos nós, os brasileiros, os verdadeiros donos da empresa, precisamos, sim, de esclarecimento. Todos os que forem necessários.
Dessa forma, em minha opinião, de tudo e com tudo, e já que governo e oposição tem razão em suas alegações, que se investigue. Pode ser via CPI, mas pode ser via ministério público com o auxílio da polícia federal. Porque merecemos ter a informação mais exata, mais abrangente, mais esclarecedora.
É como se diz: Informação que abunda não prejudica.
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