Notícias e Reflexões sobre Ilhéus, Automobilismo, Computação e o que mais for de noticiar ou de refletir
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quinta-feira, 16 de maio de 2013
Salve Mestre!
A câmara de vereadores de Ilhéus decide criar o dia do Blogueiro.
E uma justa homenagem.
Quando eu criei este espaço, foi nele que encontrei inspiração e muitas lições.
Sim, velho Rabat. Lições. Mesmo sem falar, você e seu site dão muitas aulas sobre comunicação na Internet.
Aqui vai um sincero e comovido muito obrigado, e receba as homenagens deste modesto blogueiro e de toda a blogosfera que seu trabalho inspirou.
Que Deus te abencôe, Papai Rabat.
Salaam Aleikum.
segunda-feira, 4 de julho de 2011
Novamente contra Gusmão
Está lá a nota no Blog do Gusmão (leia aqui).
Mais uma vez um político insatisfeito busca, na justiça, amordaçar um blog. Mais uma vez foi o Blog de Gusmão.
Da primeira vez foi um secretário municipal que não gostou de algumas postagens a seu respeito. Desta vez foi uma deputada que, desagradada com outros textos, recorreu à Justiça. Ambos obtiveram vitórias parciais.
O Poder Judiciário, guardião dos direitos democráticos, insurge-se às vezes contra a própria Democracia. Premia a Intolerância e pune a Liberdade.
Para tristeza de Têmis, a bela Deusa da Justiça.
Mais uma vez um político insatisfeito busca, na justiça, amordaçar um blog. Mais uma vez foi o Blog de Gusmão.
Da primeira vez foi um secretário municipal que não gostou de algumas postagens a seu respeito. Desta vez foi uma deputada que, desagradada com outros textos, recorreu à Justiça. Ambos obtiveram vitórias parciais.
O Poder Judiciário, guardião dos direitos democráticos, insurge-se às vezes contra a própria Democracia. Premia a Intolerância e pune a Liberdade.
Para tristeza de Têmis, a bela Deusa da Justiça.
sábado, 7 de maio de 2011
Alvíssaras
Os desembargadores do Tribunal de Justiça do estado, corroborando a decisão da desembargadora Ilza Maria da Anunciação, derrubaram a decisão judicial anterior, que impedia o Blog do Gusmão de postar matérias a respeito de um secretário de saúde de Ilhéus.
terça-feira, 15 de março de 2011
Cumpra-se
Uma decisão judicial determina que o Blog do Gusmão retire algumas de suas postagens.
Parece que um secretário do município de Ilhéus se sentiu ofendido, e acionou a justiça para que se estabelecesse o que ele julgou ser o seu direito: amordaçar Gusmão.
Sem entrar no mérito jurídico do caso, pois falta-me competência e estômago para tanto, acho necessário solidarizarmo-nos com Gusmão. Aquele espaço que ele mantém é muito importante para a sociedade, onde se travam debates saudáveis, com a livre expressão do contraditório.
Tenho certeza que o secretário poderia usar o mesmo espaço para se defender.
A mim, porém, toca mais a questão política. Sendo um funcionário público municipal do primeiro escalão, imagino que o secretário deva entender que ele é naturalmente propenso a ser criticado e satirizado. Faz parte de seu metier, são os tais "ossos do ofício".
Lembro agora de inúmeras chacotas e brincadeiras, muitas bastante desrespeitosas aliás, que vitimaram os presidentes Lula e Fernando Henrique Cardoso.
Cientes do que é requisitado de seus cargos públicos, jamais procuraram a Justiça por se sentirem "ofendidos". E os sátiros, humoristas, cartunistas, continuaram publicando seus trabalhos sem serem importunados.
Seria bom se o comportamento do Secretário se espelhasse no dos presidentes. A crítica, mesmo quando em forma jocosa, é inerente à cidadania.
Partilho a tristeza de Gusmão, a quem ouso aconselhar o cumprimento imediato da decisão judicial acima, e lamento a impertinente impaciência do Secretário. Apesar de não ser juiz togado, gostaria que ele mostrasse mais complascência com o contraditório.
Cumpra-se.
Parece que um secretário do município de Ilhéus se sentiu ofendido, e acionou a justiça para que se estabelecesse o que ele julgou ser o seu direito: amordaçar Gusmão.Sem entrar no mérito jurídico do caso, pois falta-me competência e estômago para tanto, acho necessário solidarizarmo-nos com Gusmão. Aquele espaço que ele mantém é muito importante para a sociedade, onde se travam debates saudáveis, com a livre expressão do contraditório.
Tenho certeza que o secretário poderia usar o mesmo espaço para se defender.
A mim, porém, toca mais a questão política. Sendo um funcionário público municipal do primeiro escalão, imagino que o secretário deva entender que ele é naturalmente propenso a ser criticado e satirizado. Faz parte de seu metier, são os tais "ossos do ofício".
Lembro agora de inúmeras chacotas e brincadeiras, muitas bastante desrespeitosas aliás, que vitimaram os presidentes Lula e Fernando Henrique Cardoso.
Cientes do que é requisitado de seus cargos públicos, jamais procuraram a Justiça por se sentirem "ofendidos". E os sátiros, humoristas, cartunistas, continuaram publicando seus trabalhos sem serem importunados.
Seria bom se o comportamento do Secretário se espelhasse no dos presidentes. A crítica, mesmo quando em forma jocosa, é inerente à cidadania.
Partilho a tristeza de Gusmão, a quem ouso aconselhar o cumprimento imediato da decisão judicial acima, e lamento a impertinente impaciência do Secretário. Apesar de não ser juiz togado, gostaria que ele mostrasse mais complascência com o contraditório.
Cumpra-se.
sexta-feira, 11 de março de 2011
Concordância Agressiva
Há uma expressão em inglês para referir-se a pessoas que discutem apaixonadamente sobre um certo tema sendo que, na essência de seus argumentos, estão na verdade concordando. Chamam isso de Agressive Agreement, ou Concordância Agressiva (tradução minha).
Uma postagem (aqui) dava conta de uma cobrança da empresa de mineração que construirá um terminal portuário em Ilhéus. O autor basicamente propunha que a comunidade cobrasse desta empresa o máximo possível de contrapartidas, já que as que estão postas seriam consideradas insuficientes.
É fácil perceber que nesta ou em qualquer outra negociação a contrapartida buscada pelas partes deve ser a maior possível. É a busca pela maximização do ganho, conforme descrita na Teoria dos Jogos, que foi discutida pelo matemático americano John Nash (aqui).
Efetivamente não dá para discordar disso. Quanto mais esta região puder ganhar da empresa de mineração, melhor.
Da mesma forma, não é meramente pelo número de empregos diretos, tampouco simplesmente pelo impacto ambiental que se pode medir o tamanho da contrapartida recebida. Aliás, considerando a informação passada (aqui) dando conta que a empresa de mineração estaria dispondo de 80 hectares em troca de recuperar e manter livres da degradação 120 hectares de mata, uma diferença de 50% em favor da preservação, parece que a conta é até bastante favorável.
Em nenhum momento houve uma discordância neste debate. Um lado defende que a contrapartida deve ser tão grande quanto possível, e que se busque exaustivamente este objetivo. É fácil de concordar com esta Tese. O outro defende que efetivamente há contrapartidas, o que também é verdade. Mas isto não invalida a primeira afirmação.
Um não contradisse o outro. Não houve embate de idéias. São linhas de pensamento complementares que se encadeiam.
Às vezes as pessoas são tão apaixonadas por suas convicções que até concordam, mas permanecem debatendo sem perceber.
Concordância agressiva.
Uma postagem (aqui) dava conta de uma cobrança da empresa de mineração que construirá um terminal portuário em Ilhéus. O autor basicamente propunha que a comunidade cobrasse desta empresa o máximo possível de contrapartidas, já que as que estão postas seriam consideradas insuficientes.
É fácil perceber que nesta ou em qualquer outra negociação a contrapartida buscada pelas partes deve ser a maior possível. É a busca pela maximização do ganho, conforme descrita na Teoria dos Jogos, que foi discutida pelo matemático americano John Nash (aqui).
Efetivamente não dá para discordar disso. Quanto mais esta região puder ganhar da empresa de mineração, melhor.
Da mesma forma, não é meramente pelo número de empregos diretos, tampouco simplesmente pelo impacto ambiental que se pode medir o tamanho da contrapartida recebida. Aliás, considerando a informação passada (aqui) dando conta que a empresa de mineração estaria dispondo de 80 hectares em troca de recuperar e manter livres da degradação 120 hectares de mata, uma diferença de 50% em favor da preservação, parece que a conta é até bastante favorável.
Em nenhum momento houve uma discordância neste debate. Um lado defende que a contrapartida deve ser tão grande quanto possível, e que se busque exaustivamente este objetivo. É fácil de concordar com esta Tese. O outro defende que efetivamente há contrapartidas, o que também é verdade. Mas isto não invalida a primeira afirmação.
Um não contradisse o outro. Não houve embate de idéias. São linhas de pensamento complementares que se encadeiam.
Às vezes as pessoas são tão apaixonadas por suas convicções que até concordam, mas permanecem debatendo sem perceber.
Concordância agressiva.
quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011
quinta-feira, 25 de novembro de 2010
Vereza Radical
No Blog "Nas veredas do Vereza" o ator Carlos Vereza derrama suas críticas e suas reflexões sobre uma infinidade de assuntos. Como modestamente também se faz aqui neste espaço.
Devo esclarecer que considero, e continuo pensando assim, que trata-se de um bom ator. Pelo menos bons me pareceram os poucos trabalhos que assisti com ele. Na Televisão e no Cinema.
Inobstantemente, a última postagem, com o título "Forças Armadas: acordem!", é de conteúdo estarrecedor. Ali o ator se derrama em elogios aos valores patrióticos e militares, contra os quais eu tenho algumas reservas, e em seguida ele vai além.
Inconsequentemente além.
Não se trata de defender governos. Carlos Vereza e qualquer outro brasileiro pode e deve se expressar contra qualquer ação de qualquer governo. Vereza pode denunciar, cobrar, criticar, satirizar. E ao fazê-lo estará exercendo seu pleno direito democrático.
Mas defender a deposição de governantes eleitos pelas forças armadas é defender o encerramento das garantias democráticas que ele próprio está exercendo ao emitir suas opiniões.
Vereza vai à insanidade de defender que haviam motivos para se depor o Presidente Jânio Quadros. Não da forma que se depôs Collor de Melo, com o exercício das instituições do Estado de Direito. Vereza, no meio de seu ódio, postula que "Os motivos alegados para a deposição de Jango, multiplicam-se, hoje, acrescentados pelo banditísmo do PT, que não hesita em quebrar todas as regras pela permanência no poder".
Não tenho elementos para alegar nenhum "banditismo do PT". Pelo menos não mais do que o que tenho visto nos governos que se sucedem ao longo dos meus já nem tão poucos anos de vida. Mas tenho a serenidade de entender que, seja qual for o banditismo alegado, se este não for combatido pelos poderes Judiciário e Legislativo (a quem cabe fiscalizar o Executivo) então a nação estará sendo vilipendiada. Estaríamos combatendo um "banditismo" com outro.
Quando Vereza esceve "Espero, sinceramente, que nossas Forças Armadas, intervenham, colocando alguma ordem no caos que, rapidamente, instala-se no Brasil!", ele efetivamente está propondo que as forças armadas tomem para si um poder que elas não possuem e nem jamais deveriam possuir. Por incrível que pareça, Carlos Vereza acredita que o que aconteceu em 1964 foi bom para o Brasil.
Vereza não se preocupa com a Democracia. Preocupa-se com a deposição de um governo do qual ele não gosta. Ele não entende que o respeito às decisões cidadãs, como são por excelência as que exalam das urnas, é pilar insubstituível - embora muitas vezes difícil de aceitar - de qualquer Democracia.
Vereza sabe muito de artes cênicas, mas não sabe nada de Cidadania.
Ou então está com dor de cotovelo em função do resultados das últimas eleições.
Aqui na Bahia sabemos expressar muito bem o que Vereza é: Jacu Baleado.
Devo esclarecer que considero, e continuo pensando assim, que trata-se de um bom ator. Pelo menos bons me pareceram os poucos trabalhos que assisti com ele. Na Televisão e no Cinema.
Inobstantemente, a última postagem, com o título "Forças Armadas: acordem!", é de conteúdo estarrecedor. Ali o ator se derrama em elogios aos valores patrióticos e militares, contra os quais eu tenho algumas reservas, e em seguida ele vai além.
Inconsequentemente além.
Não se trata de defender governos. Carlos Vereza e qualquer outro brasileiro pode e deve se expressar contra qualquer ação de qualquer governo. Vereza pode denunciar, cobrar, criticar, satirizar. E ao fazê-lo estará exercendo seu pleno direito democrático.
Mas defender a deposição de governantes eleitos pelas forças armadas é defender o encerramento das garantias democráticas que ele próprio está exercendo ao emitir suas opiniões.
Vereza vai à insanidade de defender que haviam motivos para se depor o Presidente Jânio Quadros. Não da forma que se depôs Collor de Melo, com o exercício das instituições do Estado de Direito. Vereza, no meio de seu ódio, postula que "Os motivos alegados para a deposição de Jango, multiplicam-se, hoje, acrescentados pelo banditísmo do PT, que não hesita em quebrar todas as regras pela permanência no poder".
Não tenho elementos para alegar nenhum "banditismo do PT". Pelo menos não mais do que o que tenho visto nos governos que se sucedem ao longo dos meus já nem tão poucos anos de vida. Mas tenho a serenidade de entender que, seja qual for o banditismo alegado, se este não for combatido pelos poderes Judiciário e Legislativo (a quem cabe fiscalizar o Executivo) então a nação estará sendo vilipendiada. Estaríamos combatendo um "banditismo" com outro.
Quando Vereza esceve "Espero, sinceramente, que nossas Forças Armadas, intervenham, colocando alguma ordem no caos que, rapidamente, instala-se no Brasil!", ele efetivamente está propondo que as forças armadas tomem para si um poder que elas não possuem e nem jamais deveriam possuir. Por incrível que pareça, Carlos Vereza acredita que o que aconteceu em 1964 foi bom para o Brasil.
Vereza não se preocupa com a Democracia. Preocupa-se com a deposição de um governo do qual ele não gosta. Ele não entende que o respeito às decisões cidadãs, como são por excelência as que exalam das urnas, é pilar insubstituível - embora muitas vezes difícil de aceitar - de qualquer Democracia.
Vereza sabe muito de artes cênicas, mas não sabe nada de Cidadania.
Ou então está com dor de cotovelo em função do resultados das últimas eleições.
Aqui na Bahia sabemos expressar muito bem o que Vereza é: Jacu Baleado.
quinta-feira, 14 de janeiro de 2010
Observatório da Imprensa
A perda de poder da "Grande" mídia, que vem sendo contestada e está assistindo à migração do poder, que já possuíu totalmente (e ainda possui muito), de formação da opinião pública para um ambiente mais plural e democrático - a internet - é um tema recorrente neste blog.
Aqui cito um texto extraído do Observatório da Imprensa, onde jornalistas analisam, criticam e opinam sobre a própria imprensa (pessoalmente recomendo a todos assistirem ao programa na TV Cultura) frente aos fatos e notícias.
O autor, Carlos Castilho, discute (leia aqui) como blogs (e twiters, fóruns de discussão etc.) permitem uma visão mais plural de todas as questões e com isso os leiores começam a ver a "Grande" imprensa não apenas como órgãos de informação, mas como parte interessada das notícias que veiculam.
"
Protagonismo dos blogs muda contexto da campanha eleitoral na mídia
Postado por Carlos Castilho em 11/1/2010 às 13:39:01
A polêmica sobre o 3º Programa de Defesa dos Direitos Humanos mostra que um novo processo político está ganhando corpo na sociedade brasileira diante das debilidades, indefinições e descrédito que afetam algumas instituições do Estado brasileiro.
O debate está passando ao largo de instituições como o Congresso nacional cujo descrédito abriu espaço político para a participação de novos atores como os weblogs, twitters e fóruns de discussão pela internet.
A discussão virtual está ganhando mais relevância diante do aumento do número de leitores de jornais que passam a ver a imprensa não como um facilitador ou mediador do debate, mas como parte interessada.
A opinião pública demonstra nítidos sinais de orfandade em matéria de espaços políticos convencionais, porque os partidos políticos foram transformados em agências de empregos públicos distribuídos por critérios eleitorais.
O debate sobre o Programa de Defesa dos Direitos Humanos é apenas a ponta de um iceberg que começa a ganhar corpo e cuja face visível é uma radicalização crescente dos segmentos mais conservadores, ao constatar que as instituições formais já não funcionam mais como escudo protetor de suas propostas.
O mundo da blogosfera mostra outra face. Nela os desiludidos da mídia convencional criam o seu próprio canal de publicação de idéias numa inédita convivência, nem sempre pacífica, com os blogs conservadores.
A polêmica, que pode ser acompanhada por meio de simples buscas sobre os principais temas em debate no Google ou no Twitter, mostra o surgimento da internet como um novo ambiente político onde os participantes são ao mesmo tempo atores e público. É esta dupla funcionalidade que gera tanta participação, como pode ser visto até aqui no Observatório, nos comentários postados por leitores.
O debate sobre o ato falho de Boris Casoy, por exemplo, foi muito mais intenso na blogosfera do que na mídia convencional. É claro que a imprensa se deixou levar pelo corporativismo para minimizar o episódio, mas por outro lado, o patrulhamento blogueiro foi implacável com o infeliz comentário do apresentador do telejornal da Band.
Esta tendência à polarização deve ganhar novo combustível na medida em que a campanha eleitoral ganhar mais intensidade. Tudo indica que teremos dois espaços para o debate político:
1) O convencional, onde os segmentos mais conservadores devem predominar, porque é o que lhes resulta mais familiar e influenciável;
2) A Web é o outro espaço para interatividade política, onde é nítida uma maior movimentação dos setores mais liberais, e principalmente dos mais jovens.
Esta segmentação de espaços políticos é inédita em nossa história eleitoral já que pela primeira vez setores que nunca tiveram acesso direto à mídia tem agora a sua disposição uma plataforma barata para publicar idéias e propostas.
É possível prever que a grande batalha por corações e mentes nas próximas eleições presidenciais será travada na internet porque também os políticos convencionais pretendem usá-la em beneficio próprio.
Mas ela terá características bem diferentes das ocorridas na mídia tradicional em pleitos anteriores. O grande diferencial é a impossibilidade de monitorá-la, dado o seu caráter descentralizado e horizontal. Assim fica difícil dizer que tal candidato ou tal partido tem maioria das preferências na Web porque será impossível medir tendências como acontece com as pesquisas de opinião, tipo IBOPE ou DataFolha.
A fragmentação e dispersão dos atores políticos na Web, em especial na blogosfera, é uma porta aberta à radicalização, o que é um fator preocupante embora quase inevitável. Faz parte da alfabetização política na Web, assim como aconteceu no passado com os comentários agressivos e xenófobos em weblogs.
O importante é verificar que as regras do jogo político na Web não são as mesmas que vigoram no debate via jornais, rádios e televisão. Nestes, o público é um espectador, enquanto na Web, mesmo sendo ela privilégio de uma minoria de brasileiros, o cidadão comum é um protagonista, em termos de mídia. Isto faz muita diferença. "
Aqui cito um texto extraído do Observatório da Imprensa, onde jornalistas analisam, criticam e opinam sobre a própria imprensa (pessoalmente recomendo a todos assistirem ao programa na TV Cultura) frente aos fatos e notícias.
O autor, Carlos Castilho, discute (leia aqui) como blogs (e twiters, fóruns de discussão etc.) permitem uma visão mais plural de todas as questões e com isso os leiores começam a ver a "Grande" imprensa não apenas como órgãos de informação, mas como parte interessada das notícias que veiculam.
"
Protagonismo dos blogs muda contexto da campanha eleitoral na mídia
Postado por Carlos Castilho em 11/1/2010 às 13:39:01
A polêmica sobre o 3º Programa de Defesa dos Direitos Humanos mostra que um novo processo político está ganhando corpo na sociedade brasileira diante das debilidades, indefinições e descrédito que afetam algumas instituições do Estado brasileiro.
O debate está passando ao largo de instituições como o Congresso nacional cujo descrédito abriu espaço político para a participação de novos atores como os weblogs, twitters e fóruns de discussão pela internet.
A discussão virtual está ganhando mais relevância diante do aumento do número de leitores de jornais que passam a ver a imprensa não como um facilitador ou mediador do debate, mas como parte interessada.
A opinião pública demonstra nítidos sinais de orfandade em matéria de espaços políticos convencionais, porque os partidos políticos foram transformados em agências de empregos públicos distribuídos por critérios eleitorais.
O debate sobre o Programa de Defesa dos Direitos Humanos é apenas a ponta de um iceberg que começa a ganhar corpo e cuja face visível é uma radicalização crescente dos segmentos mais conservadores, ao constatar que as instituições formais já não funcionam mais como escudo protetor de suas propostas.
O mundo da blogosfera mostra outra face. Nela os desiludidos da mídia convencional criam o seu próprio canal de publicação de idéias numa inédita convivência, nem sempre pacífica, com os blogs conservadores.
A polêmica, que pode ser acompanhada por meio de simples buscas sobre os principais temas em debate no Google ou no Twitter, mostra o surgimento da internet como um novo ambiente político onde os participantes são ao mesmo tempo atores e público. É esta dupla funcionalidade que gera tanta participação, como pode ser visto até aqui no Observatório, nos comentários postados por leitores.
O debate sobre o ato falho de Boris Casoy, por exemplo, foi muito mais intenso na blogosfera do que na mídia convencional. É claro que a imprensa se deixou levar pelo corporativismo para minimizar o episódio, mas por outro lado, o patrulhamento blogueiro foi implacável com o infeliz comentário do apresentador do telejornal da Band.
Esta tendência à polarização deve ganhar novo combustível na medida em que a campanha eleitoral ganhar mais intensidade. Tudo indica que teremos dois espaços para o debate político:
1) O convencional, onde os segmentos mais conservadores devem predominar, porque é o que lhes resulta mais familiar e influenciável;
2) A Web é o outro espaço para interatividade política, onde é nítida uma maior movimentação dos setores mais liberais, e principalmente dos mais jovens.
Esta segmentação de espaços políticos é inédita em nossa história eleitoral já que pela primeira vez setores que nunca tiveram acesso direto à mídia tem agora a sua disposição uma plataforma barata para publicar idéias e propostas.
É possível prever que a grande batalha por corações e mentes nas próximas eleições presidenciais será travada na internet porque também os políticos convencionais pretendem usá-la em beneficio próprio.
Mas ela terá características bem diferentes das ocorridas na mídia tradicional em pleitos anteriores. O grande diferencial é a impossibilidade de monitorá-la, dado o seu caráter descentralizado e horizontal. Assim fica difícil dizer que tal candidato ou tal partido tem maioria das preferências na Web porque será impossível medir tendências como acontece com as pesquisas de opinião, tipo IBOPE ou DataFolha.
A fragmentação e dispersão dos atores políticos na Web, em especial na blogosfera, é uma porta aberta à radicalização, o que é um fator preocupante embora quase inevitável. Faz parte da alfabetização política na Web, assim como aconteceu no passado com os comentários agressivos e xenófobos em weblogs.
O importante é verificar que as regras do jogo político na Web não são as mesmas que vigoram no debate via jornais, rádios e televisão. Nestes, o público é um espectador, enquanto na Web, mesmo sendo ela privilégio de uma minoria de brasileiros, o cidadão comum é um protagonista, em termos de mídia. Isto faz muita diferença. "
sábado, 4 de julho de 2009
Sátiras?
"Sátira: Composição literária em verso ou em prosa que evidencia o lado ridículo dos vícios, loucuras e fraquezas do homem e da sociedade, com o intuito de censurá-los e corrigir-lhes o comportamento. A obra satírica pode empregar o espírito, o humor, o burlesco, a paródia, a invectiva, o sarcasmo, a ironia, etc." (fonte: http://www.casaruibarbosa.gov.br/cordel/vocabulario/VocabularioCordel_S.html)
Juca Chaves sempre diz que "o humor é a ginástica do cérebro". Exercite o seu: Cravo sem Canela é uma proposta de blog que, sem maiores compromissos, mostra seu conteúdo sempre recheado de irreverência e inteligência.
Juca Chaves sempre diz que "o humor é a ginástica do cérebro". Exercite o seu: Cravo sem Canela é uma proposta de blog que, sem maiores compromissos, mostra seu conteúdo sempre recheado de irreverência e inteligência.
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