Pesquisar

Mostrando postagens com marcador Medicina. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Medicina. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Aos discípulos de Hipócrates

No momento de ser admitido como Membro da Profissão Médica:

Prometo solenemente consagrar a minha vida ao serviço da Humanidade.

Darei aos meus Mestres o respeito e o reconhecimento que lhes são devidos.

Exercerei a minha arte com consciência e dignidade.

A Saúde do meu Doente será a minha primeira preocupação.

Mesmo após a morte do doente respeitarei os segredos que me tiver confiado.

Manterei por todos os meios ao meu alcance, a honra e as nobres tradições da profissão médica.

Os meus Colegas serão meus irmãos. Não permitirei que considerações de religião, nacionalidade, raça, partido político, ou posição social se interponham entre o meu dever e o meu Doente.

Guardarei respeito absoluto pela Vida Humana desde o seu início, mesmo sob ameaça e não farei uso dos meus conhecimentos Médicos contra as leis da Humanidade.

Faço estas promessas solenemente, livremente e sob a minha honra.

Hoje é dia do Médico.

Não é possível imaginar o tamanho da gratidão que se acumula em meu coração. Gratidão devotada a tantos profissionais diferentes, por tantos motivos diferentes. Por mim, por meus filhos, por meus familiares, por amigos.

Pela Humanidade.

A sublime missão que abraçaram é, e será sempre, o consolo mais valioso nos momentos mais difíceis. Aplacar a dor, promover a vida, interromper o sofrimento.

Que os Médicos, honrados discípulos de Hipócrates, recebam, de todos, mais que o respeito; o afeto e a gratidão.

E mesmo isso sempre será pouco.

Nada lhes pagaria o que nos dão.

sábado, 31 de agosto de 2013

Um pouco de humanismo e bom senso

Um pouco de alento. Muito bom senso e humanidade. De fato, os médicos estrangeiros podem fazer uma grande diferença para muita gente. Mesmo portando "apenas" um esfignomanômetro e um estetoscópio.

Mas trata-se, teme-se, de um profissional diferenciado. Que trabalhou nos Médicos Sem Fronteiras. Que conheceu realidades tão diversas das dos consultórios antissépticos dos grandes centros médicos das grandes cidades.


David Oliveira de Souza: de Medecins Sans Frontiers ao Sírio Libanês.
Carta aos Médicos Cubanos

Original aqui.

Por David Oliveira de Souza*

Bem-vindos, médicos cubanos. Vocês serão muito importantes para o Brasil. A falta de médicos em áreas remotas e periféricas tem deixado nossa população em situação difícil. Não se preocupem com a hostilidade de parte de nossos colegas. Ela será amplamente compensada pela acolhida calorosa nas comunidades das quais vocês vieram cuidar.

A sua chegada responde a um imperativo humanitário que não pode esperar. Em Sergipe, por exemplo, o menor Estado do Brasil, é fácil se deslocar da capital para o interior. Ainda assim, há centenas de postos de trabalho ociosos, mesmo em unidades de saúde equipadas e em boas condições.

Caros colegas de Cuba, é correto que nós médicos brasileiros lutemos por carreira de Estado, melhor estrutura de trabalho e mais financiamento para a saúde. É compreensível que muitos optemos por viver em grandes centros urbanos, e não em áreas rurais sem os mesmos atrativos. É aceitável que parte de nós não deseje transitar nas periferias inseguras e sem saneamento. O que não é justo é tentar impedir que vocês e outros colegas brasileiros que podem e desejam cuidar dessas pessoas façam isso. Essa postura nos diminui como corporação, causa vergonha e enfraquece nossas bandeiras junto à sociedade.

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Os médicos, as galinhas e os cubanos



Victor Lisboa


Original aqui.

1. Desordem no galinheiro


Breve cena da vida privada. Pela manhã, escuto no rádio que chegaram os primeiros médicos estrangeiros. No trabalho, colegas conversam a respeito. Um sugere que é estratégia para dar grana ao Fidel. Penso em replicar que as coisas são mais complexas mas, nesse momento, liga minha mãe.

Chorosa, pergunta se eu poderia ajudar a fazer uma denúncia contra um médico que desmarcou sua consulta por duas vezes e, na terceira, deixou-a esperando duas horas até ser atendida. No sábado, soube de uma menina que, atropelada, faleceu após aguardar três horas por atendimento em um hospital.

Breve cena da história. Logo após a Primeira Guerra, um naturalista norueguês chamado Thorlief Schjelderup-Ebbe decidiu passar uns tempos na fazenda de seus pais. Ao cuidar do galinheiro, notou que ali havia hierarquia: algumas galinhas comiam primeiro os grãos despejados em um pote; saciadas, abriam espaço àquelas no segundo nível da hierarquia; por fim, quem estava na base ficava com as sobras. Tudo bem ordeiro.

Ele chamou essa estrutura de “ordem de bicadas” (pecking order).

sábado, 24 de agosto de 2013

De estranhos e estrangeiros

Prof. Clóvis F. Ramaiana M. Oliveira


 Original aqui.

Mainha dizia que toda vez que via um jaleco de médico por perto, subia-lhe a pressão. Não era para menos; a velha tabaroa, que falava fluentemente a língua das plantas, via, nos médicos, invasores. Seres que vinham questionar os saberes acumulados nas folhas, nos caules, nas raízes e que circulavam nas melodias das oralidades. Pensava neles de maneira xenófoba.

Lembro sempre dela quando rola o debate sobre os médicos cubanos. Para a velha, bastava usar o jaleco branco.

E para mim?

Vou tentar seguir outros caminhos.

Tenho, na minha família, duas médicas, ambas muito boas no mister que escolheram para suas vidas. Uma delas, minha irmã, sempre foi, como profissional e estudiosa, um dos faróis da minha vida. Também tenho bons amigos que são bons médicos. Um deles, meu cardiologista, me impressiona pela simplicidade e capacidade de sentir, em si, as dores dos seus pacientes. Portanto, nada tenho contra médicos em geral, assim como não tenho contra historiadores, minha profissão. Poderia apontar, nos dois grupos de trabalhadores, práticas degradantes e sujeitos ruins, mas nunca na atividade propriamente.

Por isso gostaria de deslocar meu olhar para outra perspectiva, nunca da qualidade ou não de médicos daqui ou dali.

Quem é, de fato, estrangeiro?

Os Cubanos estão vindo!

Caluda! Os cubanos vêm aí


Luciano Martins Costa

Original aqui.

Os jornais foram surpreendidos pela decisão do governo de importar de Cuba 4 mil médicos para ocupar postos em lugares críticos, onde não há serviço público ou particular de saúde. Os primeiros 400 deverão chegar já na próxima semana e serão enviados para cidades ou bairros que não despertaram interesse de profissionais brasileiros ou do exterior na primeira fase das inscrições no programa Mais Médicos, 84% dos quais no Norte e Nordeste.
Médicos cubanos para amenizar uma carência crônica de
profissionais no Brasil

O noticiário dá conta de que, ao todo, 3.511 municípios se inscreveram no programa, o que revela uma demanda de 15.460 vagas. Apenas 15% desse total haviam sido completados até quarta-feira (21/8). Cada médico contratado custará aos cofres públicos R$ 10 mil de salários mensais, mais os custos da mudança e pagamento de moradia e alimentação.
O convênio que permitirá a contratação de médicos cubanos foi feito pelo governo brasileiro com a Organização Pan-americana de Saúde (OPAS), que tem um acordo com governos de vários países, inclusive Cuba, para atender casos de emergência e carência crítica.

Os jornais de quinta-feira (22/8) explicam que 84% dos profissionais que virão de Cuba têm mais de 16 anos de experiência, 30% são pós-graduados, muitos trabalharam em países onde se fala a língua portuguesa, principalmente na África, e todos são especialistas em saúde da família.

Ainda assim, dirigentes de entidades médicas do Brasil fazem declarações à imprensa condenando a iniciativa. Representantes do Conselho Federal de Medicina e da Associação Médica Brasileira dão a volta nas informações oficiais sobre o convênio firmado com a OPAS e declaram que o programa é apenas uma jogada eleitoral. Um desses dirigentes chegou a afirmar que o contrato para trazer médicos cubanos tem “características de trabalho escravo”. No extremo do destempero, o presidente do Conselho Federal de Medicina opinou que a iniciativa do governo “poderá causar um genocídio”.

terça-feira, 6 de agosto de 2013

Sobre Medicina, Brasil e Cuba

Um médico cubano fala. Para nos fazer refletir sobre Medicina, sobre respeito entre os povos, sobre a recentemente tão difamada medicina cubana.

Vale à pena ler.

Original aqui.

“Meu nome é Juan Carlos Raxach, cubano, que desde 1998 escolhi o Brasil como meu país de residência, e sinto o maior orgulho de ter me formado, em 1986, como médico em Havana, Cuba.

É com tristeza e dor que vejo as notícias publicadas pela mídia e nas redes sociais, a falta de respeito e de solidariedade proveniente de alguns colegas brasileiros, profissionais ou não da área da saúde, que atacam e desvalorizam os médicos formados em Cuba como uma forma de justificar a sua indignação às medidas tomadas pelo governo brasileiro no intuito de melhorar a qualidade dos serviços do SUS.

sábado, 6 de julho de 2013

Medo Médico

Por um lado há uma série de críticas a respeito das condições de trabalho. Os governos tem muito a ver com isso, em todas as esferas. De fato, nem sempre há a quantidade e a qualidade desejada de equipamentos e materiais para se promover uma boa saúde pública. Disso os médicos tem toda a razão em reclamar.

Mas há as ausências nos plantões, as concentrações em áreas ricas a despeito de regiões carentes e, principalmente, a simples constatação de que a Medicina preventiva, que não necessita de grandes investimentos em infra-estrutura. Resolver cada um desses pormenores pode amenizar e muito as mazelas da saúde pública brasileira.

Tudo isso torna razoável a vinda dos estrangeiros. Se os médicos daqui não desejam ir para o interior, morar em cidades pequenas (os dados estão abaixo), e se há um grupo de médicos ávidos por isso, que decisão o governo deve tomar?

Por que o CFM tem medo dos médicos cubanos?


terça-feira, 14 de maio de 2013

Médicos Cubanos no Brasil


Carta do médico Pedro Saraiva, enviada para o jornalista Luis Nassif.

Original aqui.

Por Pedro Saraiva

Olá Nassif, sou médico e gostaria de opinar sobre a gritaria em relação à vinda dos médicos cubanos ao Brasil.

Bom, como opinião inteligente se constrói com o contraditório, vou tentar levantar aqui algumas informações sobre a vinda de médicos cubanos para regiões pobres do Brasil que ainda não vi serem abordadas.

O principal motivo de reclamação dos médicos, da imprensa e do CFM seria uma suposta validação automática dos diplomas destes médicos cubanos, coisa que em momento algum foi afirmado por qualquer membro do governo. Pelo contrário, o próprio ministro da saúde, Alexandre Padilha, já disse que concorda que a contratação de médicos estrangeiros deve seguir critérios de qualidade e responsabilidade profissional. Portanto, o governo não anunciou que trará médicos cubanos indiscriminadamente para o país. Isto é uma interpretação desonesta.

Médicos cubanos atendem 15 milhões de pessoas no Haiti
Acho estranho o governo ter falado em atrair médicos cubanos, portugueses e espanhóis, e a gritaria ser somente em relação aos médicos cubanos. Será que somente os médicos cubanos precisam revalidar diploma? Sou médico e vivo em Portugal, posso garantir que nos últimos anos conheci médicos portugueses e espanhóis que tinham nível técnico de sofrível para terrível. E olha que segundo a OMS, Espanha e Portugal têm, respectivamente, o 6º e o 11º melhores sistemas de saúde do mundo (não tarda a Troika dar um jeito nesse excesso de qualidade). Profissional ruim há em todos os lugares e profissões. Do jeito que o discurso está focado nos médicos de Cuba, parece que o problema real não é bem a revalidação do diploma, mas sim puro preconceito.

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Internação Compulsória


Eu também já fui chamado de reacionário porque acho que é melhor um dependente sendo atendido, ainda que à força, que abandonado nas ruas. Desde que, obviamente, ele seja atendido. Não há cabimento criar depósitos de viciados.

A Vida em Primeiro Lugar


Drauzio Varella


Original aqui.


Sou a favor da internação compulsória dos usuários de crack que perambulam pelas ruas feito zumbis. Por defender a adoção dessa medida extrema para casos graves já fui chamado de autoritário e fascista, mas não me importo.

A você que considera essa solução higienista e antidemocrática, comparável àquela dos manicômios medievais, pergunto: se sua filha estivesse maltrapilha e sem banho numa sarjeta da Cracolândia, você a deixaria lá em nome do respeito à cidadania, até que ela decidisse pedir ajuda?

De minha parte, posso adiantar que fosse minha a filha, eu a retiraria dali nem que atada a uma camisa de força.

Para lidar com dependentes de crack, é preciso conhecer a natureza da enfermidade que os aflige. Crack é droga de uso compulsivo causadora de uma doença crônica caracterizada pelo risco de recaídas.

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

A doença da Saúde


Abaixo um relato feito por uma mulher que peregrinou atrás de atendimento médico de urgência.

Trata-se de pessoa esclarecida, com alguma condição financeira, transportada de automóvel. O desfecho poderia ser outro caso fosse uma pessoa menos esclarecida, com menos recursos próprios, e dependendo de transporte público ou ambulâncias.

O caso se passou em Ilhéus, mas poderia ser em qualquer cidade do Brasil.

O Brasil precisa tomar para si, de fato, a missão, com os respectivos encargos decorrentes, de universalizar a saúde com qualidade. Não é fácil, e não é barato. Mas é necessário fazê-lo.

Enquanto isso, vamos apostando na sorte.

RELATO DO QUE ME ACONTECEU NA QUINTA-FEIRA
Socorro Mendonça












quinta-feira, 12 de julho de 2012

Meu Sangue Rubro Negro

Nunca gostei de ver os times de futebol abrindo mão de suas cores tradicionais. As versões, por mais estilizadas que sejam, perdem o sentido quando se abandonam as cores do clube.

Flamengo, Vasco, Palmeiras, Santos, Corinthans, Vitória, Fluminense... são tantos - quase todos - os times que fizeram pouco de suas cores, por tão pouco.

Mas desta vez o Vitória acertou em cheio. Porque a causa é nobre.

A campanha "Meu Sangue Rubro Negro" (veja em www.meusanguerubronegro.com.br) tirou o vernmelho do uniforme Rubro Negro. As listras tradicionais empalideceram, e o uniforme ficou preto e branco.
O uniforme do Vitória será tingido com sague doado
Mas as cores podem voltar.

terça-feira, 13 de março de 2012

Paciente não é Cliente

Certa vez uma pessoinha muito, muito cara para mim esteve internada. Uma infecção hospitalar a pôs por três semanas num quarto de uma clínica, parte desse tempo entre a vida e a morte. Felizmente, e graças à Ciência, ela acabou sendo salva por antibióticos avançados, bem como pela competência de médicos, enfermeiros, fisioterapeutas.

A despesa foi bastante alta, o que é irrelevante, posto que não há preço possível para se medir o quanto valeu vê-la recuperada. Não é mensurável em nenhuma moeda, vale mais que qualquer patrimônio.

Desde há muito se observa que os governos são exortados a conter gastos, e aplicar recursos apenas no que é estratégico. Isto conduz a uma conclusão óbvia: precisamos aumentar os gastos com a saúde no Brasil. Se for necessário, que se aumentem os impostos, mas precisamos investir mais.

Muito mais.

Precisamos gastar muito mais dinheiro em equipamentos, medicamentos, instalações e, muito particularmente, com as pessoas: Enfermeiros, Fisioterapeutas, Médicos, Nutricionistas, Odontólogos, Psicólogos. Todos estes profissionais precisam ser muito bem remunerados.

Não há nada mais estratégico do que a saúde e o bem estar das pessoas.

Estas pessoas que trabalham na Saúde merecem uma remuneração à altura da importância e da responsabilidade de suas atribuições, e é justo que busquem isso. O problema é que tipicamente esses profissionais só conseguem alguma remuneração razoável quando se associam a planos de saúde ou conseguem se estabelecer fazendo atendimentos particulares.

Inegavelmente merecida, a remuneração jamais deveria vir do paciente
E é aí que está um grande e perigosíssimo equívoco.

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

A privatização de Leitos em SP

Está lá no Estadão (e no estadao.com) para quem quiser conferir. E reproduzido abaixo. O original pode ser acessado aqui. Justiça concede liminar barrando leitos concedidos a planos privados no SUS.

A medida, provavelmente, ainda acabará entrando em vigor. É uma Liminar, e os governos são experts em derrubar liinares quando é de seu interesse.

Não é fácil entender a justificativa para se ceder 25% dos leitos em hospitais públicos para pacientes de plano de saúde privados. Mas é fácil explicar. Principalmente se consideramos o estado de São Paulo.

sábado, 13 de junho de 2009

Pode ser mais fácil

Conheço muitos cubanos. A maioria é colega da UESC. Quem me conhece já me ouviu tecer declarações ácidas a respeito da ditadura absurda, mentirosa e injustificável que é imposta aos habitantes daquela ilha.

Mas também já me viu aplaudir as conquistas daquele povo. Eles tem muito a ensinar ao mundo todo, pois tantas vezes nos mostram que as coisas podem ser mais simples se os interesses forem mais claros.

Saúde, por exemplo: o intresse de quem cura deve ser ganhar dinheiro? Ou promover a vida humana?

Michael Moore, o polêmico cineasta americano, levou alguns cidadãos dos Estados Unidos até a ilha de Cuba. Aquelas pessoas, em seu país, não conseguiam encontrar a cura para seus males. Faltava-lhes dinheiro. Faltava-lhes a devida atenção aos seus casos.

É um vídeo longo. Mas vale à pena ser assistido.



Duas observações a mais: a) trata-se evidentemente de propaganda do modelo de medicina cubano. Mas nem por isso uma mentira. Conheço inúmeras testemunhas, cubanos e não-cubanos, que corroboram as alegações do vídeo. b) não vejo porque as idéias e as soluções encontradas pelos cubanos não possam servir de exemplo para o resto do mundo. O que é bom merece ser copiado.

Quando o interesse é o lucro o fundamento básico passa a ser reduzir custos, e maximizar ganhos. E as pessoas precisarão se sujeitar a isso.

Educação e Saúde não podem ser negócio. Preciam ser um direito natural.