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quarta-feira, 5 de setembro de 2012

A doença da Saúde


Abaixo um relato feito por uma mulher que peregrinou atrás de atendimento médico de urgência.

Trata-se de pessoa esclarecida, com alguma condição financeira, transportada de automóvel. O desfecho poderia ser outro caso fosse uma pessoa menos esclarecida, com menos recursos próprios, e dependendo de transporte público ou ambulâncias.

O caso se passou em Ilhéus, mas poderia ser em qualquer cidade do Brasil.

O Brasil precisa tomar para si, de fato, a missão, com os respectivos encargos decorrentes, de universalizar a saúde com qualidade. Não é fácil, e não é barato. Mas é necessário fazê-lo.

Enquanto isso, vamos apostando na sorte.

RELATO DO QUE ME ACONTECEU NA QUINTA-FEIRA
Socorro Mendonça












segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Punir o Espetáculo

Depois de um mês sem Fórmula 1, estava um belo domingo. Fernando Alonso, o gênio da atualidade, dentro de seu carro limitado, preparava-se para mais uma corrida. Acompanhando a câmera On Board abaixo é quase possível ouvir seus pensamentos.

"Largada é um momento tenso. Preciso ser rápido, ter bons reflexos, mas também ter muito cuidado."

Segundos depois...

"Ôpa! Aquele ali à esquerda com certeza queimou a largada. Vai ser punido. Melhor. Um a menos... aliás, dois, já que Kobayashi largou mal, e eu já passei ele."

Mais um tempinho...

"Até aqui tudo bem: com a punição do afobadinho que queimou a largada, vou fazer a curva virtualmente em terceiro lugar, o que não é um mau começo. Até aqui tudo bem. Esta corrida promete ser um presente dos céus".

Mas dos céus viria outra coisa: um carro preto. E de repente tudo acaba.


quarta-feira, 29 de agosto de 2012

The Errand Boy

Que peão nunca sonhou em ser patrão?

Abaixo um trecho de "The Errand Boy", de Jerry Lewis. Com Jerry Lews. 

Mímica mais cinema mais música. Um excelente momento de um gênio da comédia.

sábado, 25 de agosto de 2012

MS - Open Format

"Na próxima versão do Office adicionamos dois novos formatos de arquivo que podem ser usados: Open XML estrito e Open Document Format (ODF) 1.2. Também adicionamos suporte à abertura de arquivos PDF, que podem ser editados dentro do Word e salvos em qualquer um dos formatos suportados. Ao adicionar suporte a estes formatos de arquivo padronizados, o Microsoft Office 2013 dá aos usuários mais escolhas na interoperabilidade de documentos."
Jim Thatcher, responsável pelo suporte a padrões no Microsoft Office

Parece que a Microsoft deu um passo inédito em seu caminho corporativo. Pela primeira vez a empresa migrou seus aplicativos em direção a um padrão aberto, algo que geralmente só acontecia no sentido inverso: os outros aplicativos é que, buscando alguma penetração junto aos usuários, eram obrigados a incluir uma portabilidade para o “padrão” da empresa.

Do ponto de vista do usuário a mudança é simples de entender: a partir da próxima versão do Word, Power Point e Excel, será possível abrir e editar arquivos no formato ODF (Open Document Format), que é usado nos aplicativos Open Office e Libre Office, entre outros. Além disso, promete ainda a Microsoft que o usuário também terá o conforto de editar arquivos .PDF usando seu editor de textos.
Office 2013 adere ao padrão ODF

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Quando o bicho pegou

Para muitos, Alain Prost e Ayrton Senna se detestaram mutuamente desde que passaram a dividir a equipe Mclarem.

Esta afirmação não é inteiramente verdadeira. De fato, durante a temporada de 1988, apesar de disputas duras e até algumas declarações sugestivas, a convivência entre os dois gênios ocorreu de maneira razoavelmente pacífica.

Naquele ano, apesar de fazer mais pontos que o brasileiro, Alain viu Ayrton levantar o troféu, num campeonato em que a Mclarem venceu 15 das 16 corridas. É que havia uma regra de descarte dos piores resultados, e como acumulou muitos abandonos, Senna acabou beneficiado.

Mas a relação entre os dois se deteriorou mesmo apenas em 1989. Foi por ocasião do Grande Prêmio de San Marino, disputado no circuito de Ímola, na Itália. E tudo foi decorrência de uma bela ultrapassagem de Ayrton Senna sobre o francês.



Ocorre que não foi por Alain Prost não aceitar a derrota, tampouco por qualquer tipo de falta de esportividade da parte dele que se gerou a celeuma.

terça-feira, 21 de agosto de 2012

Farsa?

Uma Farsa, o mensalão?

Claro que não.

Caixa dois ou mesada, a se ver. Mas definitivamente não é uma farsa. É algo muito grave, politica e criminalmente, que precisa ser levado a cabo. E, apesar de tardia, a Justiça está se fazendo. E vai muito bem. Não, este Mensalão pode até ser mal batizado, mas não uma farsa.

Farsa é não investigar a compra de votos de FHC. É não investigar a "Privataria Tucana", é criminalizar os investigadores e esquecer totalmente as denúncias da operação Satiagraha.



Sim, este é o maior julgamento da história do Brasil. Mas não é, nem de longe, o julgamento do maior crime.   E esta diferença faz muita diferença.


segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Piquet, 60


São sessenta anos do grande Piquet. Tido por quase todos como o mais completo piloto que a Fórmula 1 já viu. Para muitos, o melhor piloto brasileiro.

Vencedor de três campeonatos mundiais, em cada um deles empurrado por um motor diferente, Piquet deixou sua marca na história do automobilismo pela competência, sem dúvidas. Mas certamente também pelo comportamento, sempre muito correto nas pistas, mas totalmente heterodoxo fora delas.

Piquet desmistifica a imagem do esporte sério, dos pilotos compenetrados, das declarações cuidadosamente preparadas. Falava muito, e mal, de muita gente. Pilheriava, brigava, caçoava sem piedades, tendo como vítimas principais o seu adversário da Williams, o inglês Nigel Mansell, e Ayrton Senna. Este com sua masculinidade posta em dúvidas, aquele satirizado por gostar de mulher feia. Piquet não tinha papas na língua, e não respeitava ninguém quando abria a boca.

Mas na pista, sempre foi um piloto limpo. Jamais se comportou de maneira minimamente questionável. Venceu três campeonatos mundiais, nem sempre com o melhor carro, mas sempre competindo com lisura. Suas marcas eram a agressividade, a frieza e, principalmente a criatividade. Jamais anti-esportivo.

Aqui o vemos em sua essência: vencendo, perdendo, errando, batendo, brigando, brincando. Correndo.


Saudades de Nelsão.

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

A imagem da Justiça em risco

De O Valor Econômico (aqui).


por Renato Janine Ribeiro

No começo do século XIX, um viajante percorria as montanhas da Itália. Os moradores eram pobres e analfabetos. Mas, quando ficavam sabendo que ele era inglês, abriam um sorriso e elogiavam seu país: meio século antes, a Inglaterra havia julgado um nobre que assassinara o mordomo. De fato, em 1760 o conde Ferrers fora condenado.

Para fazer justiça, a Inglaterra reconhecia ao réu direitos impensáveis nos demais países. Não o torturavam, ele tinha direito a defesa, um júri de seus pares o julgava. Assim, quando vinha a sentença — e a lei penal era rigorosíssima, prevendo a morte para centenas de crimes — ela era considerada justa.

Os dois parágrafos acima introduzem as duas narrativas que hoje circulam sobre o processo do mensalão, assim como apontam os riscos que corre o Supremo Tribunal Federal. Primeira narrativa: vão a julgamento membros da cúpula do partido que governa o país há dez anos. Se condenados, isso indicará — aos olhos da oposição — que se terá feito justiça.

Segunda narrativa: o Supremo, pressionado por uma mídia sobretudo oposicionista, negou direitos básicos à defesa. Por isso, uma condenação será sinal de que se fez tudo, menos justiça. Ao recusar a 35 réus o julgamento pelo juiz natural, ao chegar à mesquinhez de proibir a defesa de usar o power point que facilitaria a exposição de seus argumentos, o STF pode ser visto como um órgão que vestiu a toga para matar, não para julgar.

Corre risco a imagem do Supremo Tribunal.
O pleno do Supremo julgará o chamado Mensalão

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Guardiães do Olimpo

Os Jogos Olímpicos de Londres foram um Espetáculo. Esperar 2016 para ver se fazemos melhor.




Mas a Record dizer que o azul e branco de Marisa Monte era para a Portela, ela que entrou interpretando Iemanjá, foi começar com uma bola fora.

sábado, 11 de agosto de 2012

De volta a Madrasta Má

Um dos maiores cabos eleitorais da eleição de Lula em 2002 foi o funcionalismo público federal. Com efeito, o seu antecessor, o presidente Fernando Henrique Cardoso, promoveu ao funcionalismo um período de quase uma década sem que houvesse qualquer reajuste substancial nos vencimentos dos servidores federais.

Foram oito anos sem aumento. E o PT capitalizou isso a seu favor em 2002 e venceu as eleições. E nos primeiros (não exatamente no primeiro) anos do governo Lula deu-se início a pálida uma recuperação das perdas salariais, invertendo a lógica anterior de sucateamento do estado público brasileiro, a começar pelo funcionalismo.

Mas a relação de madrasta má do governo com o funcionalismo está de volta, conforme se vê na figura abaixo, que foi publicada n'O Estadão.

Evolução dos salários do Funcionalismo X Inflação entre 2003 e 2012