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quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Vereza Radical

No Blog "Nas veredas do Vereza" o ator Carlos Vereza derrama suas críticas e suas reflexões sobre uma infinidade de assuntos. Como modestamente também se faz aqui neste espaço.

Devo esclarecer que considero, e continuo pensando assim, que trata-se de um bom ator. Pelo menos bons me pareceram os poucos trabalhos que assisti com ele. Na Televisão e no Cinema.

Inobstantemente, a última postagem, com o título "Forças Armadas: acordem!", é de conteúdo estarrecedor. Ali o ator se derrama em elogios aos valores patrióticos e militares, contra os quais eu tenho algumas reservas, e em seguida ele vai além.

Inconsequentemente além.

Não se trata de defender governos. Carlos Vereza e qualquer outro brasileiro pode e deve se expressar contra qualquer ação de qualquer governo. Vereza pode denunciar, cobrar, criticar, satirizar. E ao fazê-lo estará exercendo seu pleno direito democrático.

Mas defender a deposição de governantes eleitos pelas forças armadas é defender o encerramento das garantias democráticas que ele próprio está exercendo ao emitir suas opiniões.

Vereza vai à insanidade de defender que haviam motivos para se depor o Presidente Jânio Quadros. Não da forma que se depôs Collor de Melo, com o exercício das instituições do Estado de Direito. Vereza, no meio de seu ódio, postula que "Os motivos alegados para a deposição de Jango, multiplicam-se, hoje, acrescentados pelo banditísmo do PT, que não hesita em quebrar todas as regras pela permanência no poder".

Não tenho elementos para alegar nenhum "banditismo do PT". Pelo menos não mais do que o que tenho visto nos governos que se sucedem ao longo dos meus já nem tão poucos anos de vida. Mas tenho a serenidade de entender que, seja qual for o banditismo alegado, se este não for combatido pelos poderes Judiciário e Legislativo (a quem cabe fiscalizar o Executivo) então a nação estará sendo vilipendiada. Estaríamos combatendo um "banditismo" com outro.

Quando Vereza esceve "Espero, sinceramente, que nossas Forças Armadas, intervenham, colocando alguma ordem no caos que, rapidamente, instala-se no Brasil!", ele efetivamente está propondo que as forças armadas tomem para si um poder que elas não possuem e nem jamais deveriam possuir. Por incrível que pareça, Carlos Vereza acredita que o que aconteceu em 1964 foi bom para o Brasil.

Vereza não se preocupa com a Democracia. Preocupa-se com a deposição de um governo do qual ele não gosta. Ele não entende que o respeito às decisões cidadãs, como são por excelência as que exalam das urnas, é pilar insubstituível - embora muitas vezes difícil de aceitar - de qualquer Democracia.

Vereza sabe muito de artes cênicas, mas não sabe nada de Cidadania.

Ou então está com dor de cotovelo em função do resultados das últimas eleições.

Aqui na Bahia sabemos expressar muito bem o que Vereza é: Jacu Baleado.

Um comentário:

  1. Esse Carlos Vereza consegue erigir uma enorme pilha de idiotices em seu blog.

    Não merece que ninguém comente nada.

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