Notícias e Reflexões sobre Ilhéus, Automobilismo, Computação e o que mais for de noticiar ou de refletir
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quinta-feira, 12 de novembro de 2009
Waldonys e Esquadrilha da Fumaça
Uma boa música, com um bom sanfoneiro.
E o espetáculo, que em breve estará no Sul da Bahia.
Esquadrilha da Fumaça
terça-feira, 10 de novembro de 2009
Não há como não se emocionar
Dona Enedina teve a chance de aprender a ler e escrever. Um direito que lhe foi negado por mais de 100 anos - Dona Enedina é centenária.
Essa propaganda, além de emocionar, mostra uma das coisas que merecem elogios. O programa TOPA é uma das melhores ações governamentais que o estado já viu.
segunda-feira, 9 de novembro de 2009
Viva o Chopp!
Parabéns ao pessoal do Bar Vesúvio pelo prêmio que receberam (leiam aqui).
Parabéns, afinal, pelo bom Chopp que servem ali.

Precisamos multiplicar, em Ilhéus, alternativas como o Vesúvio. A cidade precisa oferecer locais onde se coma bem, se beba melhor ainda, a um preço justo e com bom atendimento.
Isso ajudará a fortalecer o Turismo. Mas também fortalecerá o Turismo Interno, ou seja, aumentará a quantidade de ilheenses que desfrutam de sua própria cidade.
Um filão de mercado tão pobremente explorado.
domingo, 8 de novembro de 2009
Pan-Americano de Surf
Mas é sempre um prazer quando posso fazê-lo!
Uma grande festa do esporte, que é o Pan Americano de Surf, pela primeira vez é realizado no Brasil. Numa manobra hábil e feliz, esta etapa foi trazida para Ilhéus.
E, de todas as fontes que tenho ouvido, o evento tem sido um sucesso!
Confraternização de povos, divulgação de atividades esportivas, incremento das atividades turísticas, divulgação internacional da cidade.
Até mesmo o ritual de abertura de etapas de Surf, a chamada "Cerimônia das Areias" (leia aqui) foi seguido à risca!

Por todos os ângulos que se olhe, o que se pode dizer é: valeu Ilhéus! Esse foi um grande acerto.

Tomara que seja o primeiro de muitos.
sexta-feira, 6 de novembro de 2009
Quem será o Pai do Complexo
Pelo andar da carruagem, a disputa nas próximas eleições para governador será acirrada, entre Paulo Souto, que teve uma aceitação razoável de seus mandatos enquanto governador, e Jacques Wagner, cujo mandato sofreu com toda uma série de heranças administrativas difíceis de serem contornadas, embora também não se possa negar que a administração do PT na Bahia tem sido decepcionante em muitos aspectos.
Posto esse cenário, parece um grande equívoco do governador Paulo Souto afirmar que não conhece o projeto do Complexo Intermodal. Porque, como candidato, ele precisa conhecer todos os detalhes de todos os projetos que sejam do interesse do Estado. Incluído aí o sempre esquecido Sul e Extremo Sul da Bahia.
Todavia, sob uma análise mais cuidadosa, vê-se que, na verdade, o candidato do DEM fez um lance de mestre no jogo da disputa pelo governo do estado em 2010. Por um lado, disse o óbvio, que concorda com o conceito do Complexo Intermodal contanto que se respeite o meio ambiente, etc. Mas ao mesmo tempo alfineta o atual governo ao dizer que não conhece detalhes do projeto.
De fato, ainda não há nenhuma informação absolutamente concreta sobre o projeto: orçamento, cronograma, licitações, compensações ambientais, etc.
Essa é a denúncia que, indiretamente, está fazendo o candidato do grupo outrora liderado por Antônio Carlos Magalhães: o Complexo Intermodal ainda não existe, sequer no papel. Não passa de uma grande promessa política.
O Complexo pode ser a última chance de soerguimento da economia sul-baiana, particularmente no caso de Ilhéus. Porque o Cacau não terá mais fôlego para alcançar os áureos tempos de outrora, e o Turismo é uma atividade cujo pico se dá nos meses do verão, praticamente inexistindo durante dois terços do ano. Mesmo na chamada “alta estação”, o Turismo sofre com a infra-estrutura precária da cidade e com a péssima qualidade dos serviços que são prestados ao turista.
Jacques Wagner poderia ser o pai da criança, o governador que iniciou o Complexo Intermodal, e ir para a história como o estadista que recuperou a economia do Sul da Bahia, com um projeto inovador, consistente, sustentável.
Mas a verdade é que do projeto de Wagner, até hoje, apenas se ouviu falar. E o governador do PT, em função de toda essa conjuntura política desfavorável, corre o sério risco de não se reeleger nas eleições vindouras.
O destino do projeto, e com ele o de toda a economia do Sul da Bahia, pode estar nas mãos desses dois homens, e naturalmente está sendo deliberadamente usado na disputa política.
Jacques Wagner precisa mostrar que é capaz de tirar o projeto do mundo das idéias e torna-lo uma coisa concreta. Ainda não conseguiu. Paulo Souto tenta mostrar que, aquilo que no mandato de Wagner não passa de uma boa idéia, tornar-se-á realidade quando a Bahia escolher um governador com espírito “empreendedor”, capaz de levar a cabo projetos estratégicos de interesse de todo o estado.
No meio dessa guerra ficam os eleitores: uns lamentando as decepções, outros temendo o retrocesso.
Ambos cobertos de Razão.
terça-feira, 3 de novembro de 2009
Charge: Programa de Terror
domingo, 1 de novembro de 2009
Fatos: ANAC, Empresas Aéreas e Palavra Empenhada
Na verdade os fatos apontam um pouco de razão nas duas linhas de pensar.
A restrição inicial ao aeroporto de Ilhéus foi para pousos de aeronaves do porte do AirBus A320, da TAM. Com isso a empresa passou a operar com os A319, e isso foi o primeiro dos problemas. O A319 trazia menos espaço para carga – fato que prejudica diretamente as empresas do Pólo de Informática – além de transportar menos passageiros – fato que afeta o Turismo e os Negócios. Além disso, como o A319 é operado na Ponte Aérea Rio-São Paulo, a empresa optou por diminuir a quantidade diária de vôos para a cidade de Ilhéus. É mais lucrativo manter os A319 ente Congonhas e Santos Dumont do que mandá-los ao Jorge Amado.
Portanto, nesse ponto há alguma razão em se dizer que os interesses das empresas afetaram as operações do aeroporto.
Mas é importante observar que tanto a Gol quanto a TAM mantinham, cada uma, uma aeronave estacionada no aeroporto de Ilhéus durante o período noturno. Os aviões pousavam durante a noite e permaneciam em manutenção até que, no final da madrugada, decolavam novamente.
Essa opção das duas empresas foi decidida estrategicamente. Porque elas têm interesse em transportar o máximo de equipamento e material das empresas do Pólo. Gol e TAM operaram dessa forma até que as operações noturnas foram suspensas pela decisão da ANAC de restringir os vôos por instrumentos – e por conseqüência os vôos noturnos – do aeroporto Jorge Amado.
Com isso tanto da Gol quanto da TAM foram demitidos dezenas de funcionários – principalmente aqueles que trabalhavam nas madrugadas.
Além disso, era no decorrer dessas horas que os porões das aeronaves eram convenientemente carregados com os equipamentos do Pólo, já que essa operação demanda algumas horas e não é simples de ser feita durante os vôos diários, cuja escala é de poucos minutos.
Logo, a restrição de vôos noturnos foi mais um duríssimo golpe contra o Pólo de Informática de Ilhéus e, portanto, contra toda a economia do Sul da Bahia.
É importante observar que as empresas aéreas mantiveram a decisão de manter seus aviões estacionados em Ilhéus durante a madrugada, gerando empregos e facilitando a logística do Pólo, até que a ANAC as proibiu de fazê-lo. Logo, as empresas tinham, sim, interesse em operar os vôos naqueles horários. É insustentável creditar apenas às empresas aéreas a responabilidade pelas decisões que tornam cada vez mais precárias as condições de operação do aeroporto. A volta das operações noturnas traria de volta os vôos "corujões", geraria mais empregos e reduziria os custos de logística das empresas do Pólo.
Bem medido, bem pesado, temos que a palavra empenhada e não cumprida do Governador e do Presidente de que o aeroporto voltaria a operar em Outubro foi, sim, mais um golpe contra a economia da cidade e da região.
É o que dizem os fatos. Os argumentos precisam se submeter a eles.
sexta-feira, 30 de outubro de 2009
quarta-feira, 28 de outubro de 2009
Internet X Mídia Tradicional
Com isso não há uma única pauta, uma única opinião. Há pluralidade de pontos de vista, de ideologias, de opiniões.
Aparentemente isso já está sendo assimilado pela mídia tradicional, e parece ser um caminho sem volta.
O texto abaixo eu copiei do Blog do Nassif (leia aqui). Trechos de uma entrevista com um pesquiador da universidade de Harvard a respeito dos rumos da mídia na época da Internet.
Muito esclarecedor.
Quiçá estejamos mesmo prestes a viver uma época de democratização dos meios de comunicação em massa, como a Internet promete trazer.
"
28/10/2009 - 09:23
A Internet e o fim da arrogância do jornalista
Por EDSON MEDEIROS
O 3o. MediaOn debateu o assunto, olha o que disse o especialista de Havard:
Do Terra
MediaOn: 'jornalistas terão de perder arrogância', diz Benton
Com o avanço da internet, a sobrevivência dos jornais impressos está em risco e os jornalistas terão de mudar a sua postura profissional. A opinião é de Joshua Benton, jornalista investigativo e diretor do Nieman Journalism Lab, da Universidade de Harvard, dos Estados Unidos. Ele participou nesta terça-feira à noite do 3° MediaOn, maior fórum de jornalismo da América Latina, em São Paulo. O debate 'Como o jornalismo de qualidade pode sobreviver e prosperar na era da internet' foi moderado pelo jornalista Ricardo Lessa, da Globonews.
'Os jornalistas terão de perder a sua arrogância e agir com seres humanos. A transição vai ser muito difícil para a maioria. Ainda temos muito a escrever, principalmente para investigar casos de corrupção. A internet treinou as pessoas para que elas recebessem as informações de uma forma social. Os repórteres tem de parar de encarar o seu público como um estorvo.(…)
De acordo com ele, o jornalismo como é hoje não será mais possível nos negócios. 'O fato de o mercado não comportar mais isso, não quer dizer que o jornalismo investigativo vai deixar de existir. Dou um exemplo. Três pessoas fazem a cobertura de um bairro em Seattle, como ninguém fez antes. Todo mundo lê. Se tem um buraco na rua, eles lá estão. Tem 50 empresas locais anunciando no site deles. Estão ganhando dinheiro. São só três pessoas e é lucrativo para eles'.
Benton diz que hoje, o número de jornalistas em impressos dos Estados Unidos está nos mesmos níveis de 1971, 38 anos atrás.(…)
De acordo com ele, as redes sociais, como o Twitter e o Facebook, devem crescer cada vez mais. 'Com elas, uma pessoa apenas pode propagar as suas ideias para outras. (…)
Credibilidade na Internet
'Credibilidade e e confiabilidade é uma questão de tempo. Não vamos chegar ao ponto que tínhamos antes, quando se dizia que se está no jornal, está certo. Isso é o que se espera das marcas, como um New York Times e uma Folha de S. Paulo (?????), que adquiriram essa confiança no decorrer do tempo'.
(…)
OBS: As interrogações acima, próximas do nome da Folha são do Luis Nassif.
terça-feira, 27 de outubro de 2009
Preciosa Ponte

O que encurtará a viagem até Ilhéus também. Aliás, até Canavieiras.
Uma bela obra do governo do Estado, não se pode negar. Que foi entregue com atraso, é verdade, mas que fortalecerá o turismo, integrando 3 dos principais destinos turísticos do estado: Salvador, Itacaré e ... Morro de São Paulo, cujo acesso se dá via Valença que fica no meio do caminho entre Salvador e Itacaré.
"Mas o turismo em Ilhéus não será beneficiado com essa ponte também?" perguntariam-me alguns.
Pode até ser. Mas provavelmente o ganho real será irrelevante. Os turistas que saem viajando de carro, principalmente quando passam por locais atraentes, tendem a percorrer distâncias relativamente pequenas. Assim, provavelmente os turistas que saem de Salvador via Ferry Boat estarão seduzidos pelas belezas de Morro de São Paulo, Camamu, Itacaré ou Serra Grande muito antes de chegarem a Ilhéus.
Para Ilhéus tipicamente aportam de carro os turistas vindos do interior da Bahia e dos estados vizinhos de Minas Gerais, Goiás (Distrito Federal incluído) e Tocantins.
Muitos desses turistas, aliás, trazem tanta disposição ao vandalismo e tanta desconsideração pela cidade que os recebe que melhor seriam se não viessem. Todavia, estes não são todos, é importante que se diga.
Para Ilhéus, o Turismo precisa de estrutura portuária e, principalmente, aeroportuária. Ilhéus precisa estar listada nas opções de turismo das agências de todo o país, principalmente nas regiões sudeste e sul, de onde saem mais turistas atraídos pelas águas mornas das praias do Nordeste.
Para isso há que haver muitos vôos diários (e noturnos, senhores Governador e Presidente... lembem-se de cumprir o que prometem), que cheguem o mais lotados possível.
É preciso apostar no turista que visite barracas de artesanato, hospede-se nos hotéis e pousadas, coma nos bares, barracas de praia e restaurantes, consuma os serviços receptivos.
E, portanto, é preciso que exista qualidade em tudo o que é oferecido a esse turista. Atendimento, segurança, higiene e preço justo são atributos que convidam o turista a voltar. E trazer mais pessoas consigo.
Ao mesmo tempo, é muito importante que, na medida do possível, possa-se afastar da cidade os turistas que alugam casas por temporada e não consomem serviços nem produtos na cidade. Os turistas-poluição. Poluição sonora, das praias, das ruas, da economia da cidade.
Mais um verão chegando. Vamos tentar de novo fazer o dever de casa. O Turismo em Ilhéus é uma verdadeira galinha dos ovos de ouro.
Mas às vezes parece que querem matar ave.

