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quinta-feira, 5 de maio de 2011

Boicote Externo ao Complexo Intermodal

Visão esquemática co porto off shore do Complexo Intermodal

Não é difícil perceber que há interesses claros em que o Complexo Interemodal não saia do papel. Também não é difícil de se ver que os interesses envolvidos vão muito além da questão ambiental. Há um boicote deliberado, e que talvez já esteja para ser desmascarado por empresários e políticos baianos.



O grupo dos que são contrários obteve uma vitória significativa quando conseguiu que o projeto fosse retirado da Ponta da Tulha (leia aqui). Agora preparam seus canhões contra a nova alternativa (leia aqui).

Pessoalmente estou cada vez mais convencido que esta disputa será travada na grande Mídia Nacional, nos bastidores da Política e na Justiça. O resultado pode acabar sendo imposto contra a vontade das pessoas da região Sul da Bahia.

Assim, a ação dos que são favoráveis ao Projeto precisa sair das ruas de Ilhéus, onde a vitória está assegurada, mas é insuficiente, e ir às demais trincheiras. Alguns empresários e parlamentares já perceberam isso e estão denunciando uma campanha orquestrada de boicote ao Complexo. Leiam a notícia do jornal Tribuna da Bahia abaixo (o original está disponível aqui).

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Representantes denunciam boicote a projeto Porto Sul
Publicada: 05/05/2011 00:10| Atualizada: 04/05/2011 23:22


Lilian Machado


Representantes do governo e da classe empresarial admitiram ontem, durante audiência na Comissão Especial do Complexo Intermodal e da Ferrovia da Integração Oeste Leste/Porto Sul, na Assembleia Legislativa, que grupos empresariais de outros estados, por “interesses escusos”, são contra a instalação do projeto na Bahia.


Recentemente, o Ministério Público Federal entrou com uma ação civil pública pedindo a suspensão imediata da construção do trecho baiano da Ferrovia, por onde devem ser transportados os produtos até o porto. Conforme o assessor chefe da Secretaria de Planejamento, Antônio Alberto Valença, que representou o secretário Zezéu Ribeiro, o governo tem trabalhado no sentido de apresentar todas as justificativas para que as suspensões sejam revistas.


A expectativa é de que o Porto Sul logo no início se torne um dos maiores do país, com capacidade de movimentação de mais 50 milhões de toneladas. Segundo Valença, diante da grandiosidade da obra, que deve alavancar a economia baiana, considera-se que os impasses sejam “motivados por concorrentes”.


“Não há informações precisas, como nomes, mas isso é feito de uma forma discreta. Ocorre nos bastidores”, afirmou.


O empresário do ramo de mineração João Cavalcanti destacou a necessidade do “empenho de todos” para que o projeto Porto Sul vigore. “Com sua inauguração, a Bahia passa a ser praticamente a terceira maior movimentação de cargas do país, por isso existem interesses escusos de outros estados e de outros grupos que não querem o desenvolvimento de nosso estado. Cabe também vontade política e isso o governador Wagner e a presidente Dilma têm demonstrado”, enfatizou.


A presidente da Comissão, deputada Ivana Bastos, também demonstrou preocupação com as recomendações do Ibama e defendeu uma integração de forças na luta pela continuidade das obras. “Precisamos entender que a construção da ferrovia e do Porto Sul não é um projeto apenas de uma região ou de um município, mas sim de toda a Bahia, justamente pela transformação econômica e social que proporcionará ao estado”. (LM)

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