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terça-feira, 22 de novembro de 2011

Será?

Será mesmo que Belo Monte vai afetar tantas pessoas assim?


Será mesmo que Belo Monte gera menos energia que usinas da Europa e dos EUA?


Será mesmo que Belo Monte vai destruir o parque nacional do Xingu?


Será mesmo que Belo Monte vai alagar a Amazônia?


Ou mesmo tudo isso é novela de ficção?

Este texto é uma compilação apressada do que pode ser lido em detalhes no endereço http://casatolerancia.blogspot.com/2011/11/belo-monte-noticia-ou-novela.html.


O famoso vídeo das estrelas globais contra a usina de Belo Monte apresenta um monte de informações apocalípticas sobre o empreendimento. Entre tantas, algumas se destacam. Todas, porém, são apresentadas de maneira leviana e superficial.

Senão vejamos.

"Argumento 1": os indios e os ribeirinhos.

O vídeo apresenta uma grande "preocupação" com as pessoas que serão afetadas: "O que acontecerá com os ribeirinhos?". Bem, o projeto prevê um impacto direto sobre aproximadamente mil indígenas, e estes impactos serão mitigados com índices mínimos de vazão dos rios. Em Altamira haverá um processo de desapropriação que afetará algo em torno de 19 mil pessoas. Isto não é muito ao se considerar, por exemplo, que algumas obras como a interligação da avenida Roberto Marinho (antiga Água Espraiada) com a rodovia dos Imigrantes, em São Paulo, propõe a desapropriação de 11.400 famílias, algo em torno de 55 mil pessoas. Há diversas obras de infraestrutura para a Copa que afetarão um número de famílias maior do que a Usina de Belo Monte.

Porque a obra em São Paulo e as obras da Copa não são criticadas por nenhuma estrela global?

"Argumento 2": a capacidade da usina.

Os vídeo alega que a usina terá sua produção reduzida, de forma que, em média, terá um fator de capacidade de apenas 42%. Mas este é um preço a se pagar pela preservação ambiental. Para atender aos critérios de impacto mínimo, as usinas modernas são projetadas com reservatórios de acumulação cada vez menores e, assim, geram menos áreas alagadas e menos evaporação. Só para se ter uma idéia, estes fatores chegam a 21% nas hidrelétricas na Espanha, de 32% na Suíça, de 35% na França e no Japão, de 36% na China e de 46% nos EUA.

Será que Belo Monte é realmente tão ineficiente assim?

"Argumento 3": o parque nacional do Xingu.

A figura abaixo dá uma idéia deste absurdo que é defendido pelas estrelas globais. O Parque Nacional do Xingu, a bolinha vermelha no mapa, fica no Mato Grosso, e a usina de Belo Monte, a bolinha verde, vai ser situada próximo de Altamira, no Pará.


De que forma o Parque Nacional do Xingu será afetado?

"Argumento 4": Uma área extensa da Amazônia será irremediavelmente perdida.

Comparada com outras usinas de capacidade similar, a usina de Belo Monte alagará menos que a metade de Itaipú, 1/4 de Tucuruí e uma fração inferior a 1/6 do que foi alagado pela Usina de Sobradinho. Isto, aliás, foi uma escolha de projeto, a fim de minimizar o impacto ambiental (ainda que com prejuízo do fator de capacidade).

A área que será alagada, equivalente a 640 Km2, é aproximadamente 5% do desmatamento anual da Amazônia. Há fazendas que desmataram mais do que isso para a criação de gado.

Porque os criadores de gado não recebem a mesma atenção da nata global?

O vídeo não passa, portanto, de uma mera coleção de frases de muito efeito e nenhum sentido. Mas inegavelmente produzidas com a qualidade e a eficiência típicos da Rede Globo, que podem até causar impacto, mas acrescenta muito pouco, talvez nada, ao debate.

Apenas tenta manipular a opinião pública.

É, afinal, apenas a Globo, como sempre foi. Na campanha das diretas, nas eleições de 1999, nas eleições de 2006. A Globo, forte aliada do golpe e da ditadura Militar.

E tem gente que se vê por ali.

Um comentário:

  1. Boa velho!

    O projeto original de Kararaô (1975), hoje Belo Monte, previa um espelho d'água infinitamente maior, o que provocaria o alagamento e iria atingir muitas aldeias e povoações.

    De lá pra cá, além da mudança de nome, Kararaô passou por ajustes no planejamento visando o menor impacto possível sobre essas populações.

    Com isso, a UHE entrou no conceito do que se chama "a fio d'água". Ou seja, su produção energética estará limitada à capacidade de vazão do Rio Xingu.

    Como essa vazão se altera conforme a época do ano com as cheias e os períodos de seca, a UHE irá produzir uma quantidade de energia também variável.

    É provável (escrevo assim porque não possuo as informações técnicas) que em um determinado período, sua produção energética seja suspensa.

    Nesse caso, as necessidades energéticas dos locais que normalmente recebem energia de Belo Monte serão atendidas por outras matrizes (termoelétricas e outras).

    Ainda assim, na avaliação dos especialistas, Belo Monte será superavitária.

    O resto é fustigação dos integrantes da Máfia Verde que "trabalha" para o insidioso "Aparato Internacional", cujo objetivo é obstar o desenvolvimento de países que, mediante a exploração sustentável de seus recursos naturais, possam estar superando economicamente as nações que dominam a economia mundial - hoje, nem tanto assim! E o Brasil é o país que mais gera preocupação entre os povos anglo, saxões e jutos (e suas misturas).

    E, por falar em Máfia Verde, recomendo a leitura de "Máfia Verde 2" - Ambientalismo, Novo Colonialismo" - Lorenzo Carrasco, et al - Editora Capax Dei. Só pode ser comnprado pela Internet.

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