Eu tenho uma linda princesinha, que preenche meu coração de amor, ternura e carinho.
Por motivos alheios à minha vontade, não a verei hoje.
O que me faz pensar em outras crianças.
No Dia das Crianças, não lembrar apenas das nossas crianças. Aquelas que amamos e protegemos.
Lembremos de todas as crianças do mundo.
Crianças merecem ser protegidas!
Sonho com um Dia das Crianças em que os pequenos se juntem e estabeleçam a Nova Ordem: nenhuma criança vai viver senão para brincar e estudar!
Seria o início de uma grande Revolução infantil.
Mas que fosse só o começo.
Não podemos lembrar das nossas crianças apenas. Hoje é o dia de TODAS as crianças. Cuidemos delas.
Notícias e Reflexões sobre Ilhéus, Automobilismo, Computação e o que mais for de noticiar ou de refletir
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segunda-feira, 12 de outubro de 2009
domingo, 11 de outubro de 2009
sábado, 10 de outubro de 2009
Uma Prece
quinta-feira, 8 de outubro de 2009
Charge
Realmente o governo do Estado de São Paulo tem exagerado. Já tenho assistido comerciais das realizações do governo Paulista até nas TVs locais da Bahia e da Paraíba!

Mas o governo da Bahia não fica muito atrás... cadê o Complexo Intermodal? Cadê a duplicação da BR415? Cadê o fim do REDA? Cadê a normalização dos vôos noturnos?
Cá de onde observo, quase não vejo as realizações (que existem, é importante que se diga) pois ficam escondidas atrás de toda a propaganda vazia, de obras inexecutadas.
Seria uma pena a Bahia voltar a ser comandada por aquele velho grupo político.
Lula conseguiu fazer a Esperança vencer. Porque Wagner não consegue?

Mas o governo da Bahia não fica muito atrás... cadê o Complexo Intermodal? Cadê a duplicação da BR415? Cadê o fim do REDA? Cadê a normalização dos vôos noturnos?
Cá de onde observo, quase não vejo as realizações (que existem, é importante que se diga) pois ficam escondidas atrás de toda a propaganda vazia, de obras inexecutadas.
Seria uma pena a Bahia voltar a ser comandada por aquele velho grupo político.
Lula conseguiu fazer a Esperança vencer. Porque Wagner não consegue?
terça-feira, 6 de outubro de 2009
BRIC e o desenvolvimento humano
Apesar de tantas conquistas, ainda há sempre tanto a fazer. Apesar de tanto elogios, ainda há sempre tanto a criticar.
O propalado BRIC – grupo de países formados por Brasil, Rússia, Índia e China, são apontados por muitos economistas como as quatro novas potências econômicas do planeta. Uma realidade que deverá acontecer nos próximos anos.
De fato, o crescimento sustentável, as decisões políticas de seus governos e as condições macro-econômicas do Globo sugerem que, em breve, o BRIC estará brevemente junto com Estados Unidos, Inglaterra, França, Alemanha, Itália, Japão e Canadá. Países que formam o G7. Aliás, brevemente não fará mais sentido pensar em G7, mas em G20 (leia aqui), tal a perda de importância estratégica das sete nações mais ricas do planeta.
Mas o BRIC, que tem nota exemplar na atuação econômica, conseguindo sobressair no capitalismo internacional, acaba de ser reprovado – os quatro – na lição de casa.
A lista de Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) dos países, que foi divulgada pela ONU coloca uma questão aos BRIC: de que está valendo vencer a guerra capitalista se as pessoas desses países ainda não conseguem viver melhor?
De fato, a Rússia ficou em 71º lugar na lista. O Brasil, mais modesto ainda, ficou em 75º. A China foi classificada na posição 92 e, incompreensível, a Índia que já é uma liderança mundial na produção de tecnologia de Informação, ficou na 134ª posição.
Todos atrás de países “pobres” como Andorra, Chile, Lituânia, Antígua e Barbuda, Letônia, Argentina, Uruguai, Cuba, Bahamas, México, Costa Rica, Venezuela, Panamá, Trinidad e Tobago. Países que não estão com economias capitalistas pujantes. Mas que, em troca, permitem uma qualidade de vida melhor aos seus habitantes.
Nem sempre o desenvolvimento econômico promove a melhoria da qualidade de vida das pessoas. Particularmente na lógica capitalista, é necessário um controle muito grande sobre a economia para forçar o aumento da produção e da riqueza a ser distribuído pelas pessoas. Para que o crescimento seja bom para todo mundo.
O BRIC precisa fazer essa lição de casa. Precisa ter a coragem de romper definitivamente com a lógica liberal do estado mínimo, e atuar como estados modernos que inteligentemente promovem o desenvolvimento econômico ao mesmo tempo em que inflexivelmente impõem que a riqueza e o desenvolvimento sejam melhor distribuídos, melhorando a vida de todas as pessoas.
Que assuma, O BRIC, essa corajosa missão de ensinar isso ao planeta. Conquistar a sede das olimpíadas de 2016 foi motivo de orgulho para o Brasil. Mas que nos orgulhe mais nosso país ao mostrar ao mundo que é possível desenvolver as economias incluindo o desenvolvimento dos seres humanos.
Porque senão o BRIC será reprovado nessa disciplina.
O propalado BRIC – grupo de países formados por Brasil, Rússia, Índia e China, são apontados por muitos economistas como as quatro novas potências econômicas do planeta. Uma realidade que deverá acontecer nos próximos anos.
De fato, o crescimento sustentável, as decisões políticas de seus governos e as condições macro-econômicas do Globo sugerem que, em breve, o BRIC estará brevemente junto com Estados Unidos, Inglaterra, França, Alemanha, Itália, Japão e Canadá. Países que formam o G7. Aliás, brevemente não fará mais sentido pensar em G7, mas em G20 (leia aqui), tal a perda de importância estratégica das sete nações mais ricas do planeta.
Mas o BRIC, que tem nota exemplar na atuação econômica, conseguindo sobressair no capitalismo internacional, acaba de ser reprovado – os quatro – na lição de casa.
A lista de Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) dos países, que foi divulgada pela ONU coloca uma questão aos BRIC: de que está valendo vencer a guerra capitalista se as pessoas desses países ainda não conseguem viver melhor?
De fato, a Rússia ficou em 71º lugar na lista. O Brasil, mais modesto ainda, ficou em 75º. A China foi classificada na posição 92 e, incompreensível, a Índia que já é uma liderança mundial na produção de tecnologia de Informação, ficou na 134ª posição.
Todos atrás de países “pobres” como Andorra, Chile, Lituânia, Antígua e Barbuda, Letônia, Argentina, Uruguai, Cuba, Bahamas, México, Costa Rica, Venezuela, Panamá, Trinidad e Tobago. Países que não estão com economias capitalistas pujantes. Mas que, em troca, permitem uma qualidade de vida melhor aos seus habitantes.
Nem sempre o desenvolvimento econômico promove a melhoria da qualidade de vida das pessoas. Particularmente na lógica capitalista, é necessário um controle muito grande sobre a economia para forçar o aumento da produção e da riqueza a ser distribuído pelas pessoas. Para que o crescimento seja bom para todo mundo.
O BRIC precisa fazer essa lição de casa. Precisa ter a coragem de romper definitivamente com a lógica liberal do estado mínimo, e atuar como estados modernos que inteligentemente promovem o desenvolvimento econômico ao mesmo tempo em que inflexivelmente impõem que a riqueza e o desenvolvimento sejam melhor distribuídos, melhorando a vida de todas as pessoas.
Que assuma, O BRIC, essa corajosa missão de ensinar isso ao planeta. Conquistar a sede das olimpíadas de 2016 foi motivo de orgulho para o Brasil. Mas que nos orgulhe mais nosso país ao mostrar ao mundo que é possível desenvolver as economias incluindo o desenvolvimento dos seres humanos.
Porque senão o BRIC será reprovado nessa disciplina.
segunda-feira, 5 de outubro de 2009
sábado, 3 de outubro de 2009
Meninos, eu Vi!
Mensalões, ambulâncias, cooptação de caseiros, pressão em secretárias da Receita, fraudes no ENEM à parte. Não que essas coisas sejam defensáveis. Tampouco que eu acredite desvairadamente em cada denúncia. Contudo, e apesar de tudo, estava hoje fazendo uma reflexão a respeito das coisas que eu nunca pensei que viveria para ver.
O Brasil ser considerado “credor” da dívida externa. Aquela que parecia “impagável” em outros tempos.
O Presidente do Brasil ser recebido como presença de honra na Inglaterra (aquele que é convidado a se sentar ao lado da Rainha) destacando-se num encontro dos líderes dos países mais ricos do mundo.
Aliás, o Brasil participar de um encontro entre os países mais ricos do mundo.
O Brasil se tornar auto-suficiente em petróleo, e possivelmente vir a ser a maior potência energética do planeta.
Diminuição efetiva e irrefutável – dados do IBGE e da ONU – dos índices de pobreza e miséria.
Estação de seca no Nordeste sem as velhas manchetes dando conta de milhares e milhares de pessoas vivendo à base de Calango assado e Palma cozida.
O Brasil parar de tomar dinheiro emprestado, sujeitando-se às determinações e ingerências do FMI.
O Brasil emprestar dinheiro ao FMI para socorrer economias de outros países.
Frente à maior crise econômica mundial desde 1929, que devastou economias pelo mundo inteiro, o Brasil foi um dos últimos países a entrar em recessão, e um dos primeiros a sair dela. Eu sou do tempo em que uma pequena crise na Argentina ou no México fazia a economia brasileira derreter (ou, como se dizia: se a Argentina "espirra", o Brasil "pega uma Tuberculose").
O Brasil sediar uma Copa do Mundo.
O Brasil sediar os Jogos Olímpicos.
Devo ter esquecido alguma coisa.
Eu sou um crítico contumaz do governo do presidente Lula. Muitas dessas “conquistas” que listei acima eu, pessoalmente, nem considero vantajosas, porque não estou convencido de que estrategicamente foram compensatórias.
E não me esqueço de inúmeras mazelas e problemas que este governo criou, ou não resolveu.
Mas não se pode negar: durante os quase 7 anos de governo do Presidente Lula, do PT e de sua coligação – que muitas e muitas críticas e suspeitas merecem – tenho visto coisas que realmente jamais pensei que veria em minha vida.
Um dia terei cá minhas memórias, da forma do velho Timbira, que vive em “I-Juca-Pirama”, de Gonçalves Dias. E lembrarei desta época, assim como o velho índio se lembra do “moço guerreiro Tupi” e suas façanhas.
E direi para meus filhos e filhas, ou para os netos que um dia terei: “Meninos, eu vi!”.
O Brasil ser considerado “credor” da dívida externa. Aquela que parecia “impagável” em outros tempos.
O Presidente do Brasil ser recebido como presença de honra na Inglaterra (aquele que é convidado a se sentar ao lado da Rainha) destacando-se num encontro dos líderes dos países mais ricos do mundo.
Aliás, o Brasil participar de um encontro entre os países mais ricos do mundo.
O Brasil se tornar auto-suficiente em petróleo, e possivelmente vir a ser a maior potência energética do planeta.
Diminuição efetiva e irrefutável – dados do IBGE e da ONU – dos índices de pobreza e miséria.
Estação de seca no Nordeste sem as velhas manchetes dando conta de milhares e milhares de pessoas vivendo à base de Calango assado e Palma cozida.
O Brasil parar de tomar dinheiro emprestado, sujeitando-se às determinações e ingerências do FMI.
O Brasil emprestar dinheiro ao FMI para socorrer economias de outros países.
Frente à maior crise econômica mundial desde 1929, que devastou economias pelo mundo inteiro, o Brasil foi um dos últimos países a entrar em recessão, e um dos primeiros a sair dela. Eu sou do tempo em que uma pequena crise na Argentina ou no México fazia a economia brasileira derreter (ou, como se dizia: se a Argentina "espirra", o Brasil "pega uma Tuberculose").
O Brasil sediar uma Copa do Mundo.
O Brasil sediar os Jogos Olímpicos.
Devo ter esquecido alguma coisa.
Eu sou um crítico contumaz do governo do presidente Lula. Muitas dessas “conquistas” que listei acima eu, pessoalmente, nem considero vantajosas, porque não estou convencido de que estrategicamente foram compensatórias.
E não me esqueço de inúmeras mazelas e problemas que este governo criou, ou não resolveu.
Mas não se pode negar: durante os quase 7 anos de governo do Presidente Lula, do PT e de sua coligação – que muitas e muitas críticas e suspeitas merecem – tenho visto coisas que realmente jamais pensei que veria em minha vida.
Um dia terei cá minhas memórias, da forma do velho Timbira, que vive em “I-Juca-Pirama”, de Gonçalves Dias. E lembrarei desta época, assim como o velho índio se lembra do “moço guerreiro Tupi” e suas façanhas.
E direi para meus filhos e filhas, ou para os netos que um dia terei: “Meninos, eu vi!”.
sexta-feira, 2 de outubro de 2009
quinta-feira, 1 de outubro de 2009
Dia do Idoso
O dia do Idoso. Esta data era celebrada no dia 27 de Setembro. Todavia, desde a promulgação do Estatuto do Idoso em 1º de Outubro, o dia do idoso foi transferido para hoje de acordo com a lei número 11.433 de 28 de Dezembro de 2006.
Portando hoje é o Dia do Idoso.
Dever-se-ia dizer "Dia da Melhor Idade", pois a cada dia mais, devido aos avanços da Ciência e da tomada da consciência, por cada vez mais pessoas, de que ficaremos velhos – se tivermos sorte – a vida do idoso vem melhorando.
Emociona muito saber de histórias como a de dona Enedina Pereira da Silva, que completava 100 anos no dia em que concluía seu curso de alfabetização, encerrando o TOPA (Todos Pela Alfabetização), um dos mais importantes programas do governo do estado da Bahia.
De fato, não se pode negar que viver na “melhor idade” tem sido de fato cada vez melhor. A Ciência tem proporcionado longevidade às pessoas e, além disso, pesquisas em Bioquímica, Medicina Preventiva e Geriatria permitem cada vez mais que os nossos queridos velhinhos possam gozar (literalmente às vezes!) dos prazeres da vida por muitos e muitos anos. Mudanças legislativas modificaram as relações da sociedade com os idosos, garantindo-lhes mais dignidade e respeito, ressaltando um dos mais sábios entendimentos da Lei: que não se pode tratar com igualdade pessoas que são desiguais. Os idosos merecem as conquistas que vão obtendo. Isso é algo que a humanidade inteira tem que comemorar.
Mas ainda é pouco. Por exemplo, no estatuto do idoso se estabelece que eles tem o direito de não aguardar o mesmo tempo que os mais jovens pelo atendimento em filas de bancos, estabelecimentos comerciais, autarquias, etc. O espírito da Lei é óbvio: com músculos e ossos mais envelhecidos, é justo que os velhinhos e as velhinhas não fiquem tanto tempo quanto os demais em posição desconfortável – normalmente de pé – esperando por um atendimento qualquer. O desejável, e o que motivou a Lei, é que jovens aguardem mais para que velhos tenham prioridade.
Mas eis que surgem as “filas preferenciais” para Idosos, gestantes e portadores de deficiência física!
Não conheço o texto exato da Lei a esse respeito. Portanto, não cometeria aqui a leviandade de declarar ser a “fila preferencial” uma solução ilegal. Mas uma coisa se vê facilmente: as tais “filas preferenciais” afrontam humilhantemente o Espírito da Lei. Pois os idosos que pegam a “fila preferencial” acabam esperando pelo seu atendimento, e sofrendo com o desconforto, da mesma forma que os demais usuários. Algumas vezes até mais.
Por exemplo, certa vez, numa agência bancária, fiz uma conta bem simples: havia um caixa atendendo a “fila preferencial”. E haviam 12 idosos de pé nesse fila. Os demais clientes, que eram atendidos pela “fila não preferencial”, somavam 21 pessoas. E haviam 3 caixas para atende-los. Assim, na média, havia 7 pessoas para cada atendente na fila dos clientes “não preferenciais” e 12 idosos para cada atendente na fila “preferencial”. Isso sem considerar o fato de que, devido às inerentes dificuldades de audição e visão, o tempo médio de atendimento de cada um dos idosos é maior do que o dos demais clientes.
Pode até não ser contra a lei. Mas a “Fila Preferencial” é uma clara afronta ao direito dos idosos. É uma maneira de as empresas e organizações em geral atenderem ao que está disposto no Estatuto do Idoso, mas sem arcar, de fato, com o ônus de conceder o tratamento que o idoso merece: um atendimento de fato diferenciado.
Naturalmente, esse procedimento de “fila preferencial” não se resume a bancos: supermercados, repartições públicas, autarquias, etc. costumam seguir o mesmo procedimento.
Talvez este protesto aqui não passe de uma grande bobagem, mera perda de tempo, pois não há nada legal que possa ser feito. Mas permitamo-nos o direito de refletir, protestar e denunciar.
Os nossos velhinhos, que vivem sua “melhor idade” têm muito a comemorar e merecem que comemoremos com eles, a cada conquista. São, em metáfora (e realmente também), os pais, tios, avós, bisavós de todos nós. Merecem amor e respeito.
Mas ainda há muito a conquistar, para que se possa dizer que concedemos a dignidade merecida a quem já viveu uma vida inteira, e agora têm o direito de verdadeiramente gozar uma Melhor Idade.
Mais do que uma Lei, é preciso que tenhamos o coração sempre repleto de carinho e respeito por eles.
Portando hoje é o Dia do Idoso.
Dever-se-ia dizer "Dia da Melhor Idade", pois a cada dia mais, devido aos avanços da Ciência e da tomada da consciência, por cada vez mais pessoas, de que ficaremos velhos – se tivermos sorte – a vida do idoso vem melhorando.
Emociona muito saber de histórias como a de dona Enedina Pereira da Silva, que completava 100 anos no dia em que concluía seu curso de alfabetização, encerrando o TOPA (Todos Pela Alfabetização), um dos mais importantes programas do governo do estado da Bahia.
De fato, não se pode negar que viver na “melhor idade” tem sido de fato cada vez melhor. A Ciência tem proporcionado longevidade às pessoas e, além disso, pesquisas em Bioquímica, Medicina Preventiva e Geriatria permitem cada vez mais que os nossos queridos velhinhos possam gozar (literalmente às vezes!) dos prazeres da vida por muitos e muitos anos. Mudanças legislativas modificaram as relações da sociedade com os idosos, garantindo-lhes mais dignidade e respeito, ressaltando um dos mais sábios entendimentos da Lei: que não se pode tratar com igualdade pessoas que são desiguais. Os idosos merecem as conquistas que vão obtendo. Isso é algo que a humanidade inteira tem que comemorar.
Mas ainda é pouco. Por exemplo, no estatuto do idoso se estabelece que eles tem o direito de não aguardar o mesmo tempo que os mais jovens pelo atendimento em filas de bancos, estabelecimentos comerciais, autarquias, etc. O espírito da Lei é óbvio: com músculos e ossos mais envelhecidos, é justo que os velhinhos e as velhinhas não fiquem tanto tempo quanto os demais em posição desconfortável – normalmente de pé – esperando por um atendimento qualquer. O desejável, e o que motivou a Lei, é que jovens aguardem mais para que velhos tenham prioridade.
Mas eis que surgem as “filas preferenciais” para Idosos, gestantes e portadores de deficiência física!
Não conheço o texto exato da Lei a esse respeito. Portanto, não cometeria aqui a leviandade de declarar ser a “fila preferencial” uma solução ilegal. Mas uma coisa se vê facilmente: as tais “filas preferenciais” afrontam humilhantemente o Espírito da Lei. Pois os idosos que pegam a “fila preferencial” acabam esperando pelo seu atendimento, e sofrendo com o desconforto, da mesma forma que os demais usuários. Algumas vezes até mais.
Por exemplo, certa vez, numa agência bancária, fiz uma conta bem simples: havia um caixa atendendo a “fila preferencial”. E haviam 12 idosos de pé nesse fila. Os demais clientes, que eram atendidos pela “fila não preferencial”, somavam 21 pessoas. E haviam 3 caixas para atende-los. Assim, na média, havia 7 pessoas para cada atendente na fila dos clientes “não preferenciais” e 12 idosos para cada atendente na fila “preferencial”. Isso sem considerar o fato de que, devido às inerentes dificuldades de audição e visão, o tempo médio de atendimento de cada um dos idosos é maior do que o dos demais clientes.
Pode até não ser contra a lei. Mas a “Fila Preferencial” é uma clara afronta ao direito dos idosos. É uma maneira de as empresas e organizações em geral atenderem ao que está disposto no Estatuto do Idoso, mas sem arcar, de fato, com o ônus de conceder o tratamento que o idoso merece: um atendimento de fato diferenciado.
Naturalmente, esse procedimento de “fila preferencial” não se resume a bancos: supermercados, repartições públicas, autarquias, etc. costumam seguir o mesmo procedimento.
Talvez este protesto aqui não passe de uma grande bobagem, mera perda de tempo, pois não há nada legal que possa ser feito. Mas permitamo-nos o direito de refletir, protestar e denunciar.
Os nossos velhinhos, que vivem sua “melhor idade” têm muito a comemorar e merecem que comemoremos com eles, a cada conquista. São, em metáfora (e realmente também), os pais, tios, avós, bisavós de todos nós. Merecem amor e respeito.
Mas ainda há muito a conquistar, para que se possa dizer que concedemos a dignidade merecida a quem já viveu uma vida inteira, e agora têm o direito de verdadeiramente gozar uma Melhor Idade.
Mais do que uma Lei, é preciso que tenhamos o coração sempre repleto de carinho e respeito por eles.
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