Notícias e Reflexões sobre Ilhéus, Automobilismo, Computação e o que mais for de noticiar ou de refletir
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sexta-feira, 23 de outubro de 2009
"Rolando" a novela do Aeroporto
Acho que essa charge do sempre genial Chico Caruso, explica bem como é que está sendo tratado o problema do Aeroporto de Ilhéus.
quarta-feira, 21 de outubro de 2009
Não é fácil, não.
"O aeroporto voltará a operar vôos noturnos em Outubro!"

Eu gostaria de entender o que está acontecendo por trás do impedimento da normalização do aeroporto de Ilhéus.
Uma garantia dada pessoalmente pelo presidente Lula e pelo governador Jacques Wagner pareceu que poria um ponto final nessa enorme novela. Afinal, ambos garantiram que, em Outubro "se desataria o nó do Aeroporto de Ilhéus".
Na época pareceu-me estranho que em apenas uma reunião se pudesse decidir isso. Pois se era tão fácil, porque essa reunião não havia acontecido antes?
Mas, assim como todos, confiei que o Presidente da República e o Governador do Estado não empenhariam suas palavras em vão.
É razoável supor que ambos confiavam nisso quando afirmaram que o Aeroporto voltaria a operar normalmente em Outubro. O desgaste político da palavra não cumprida é muito grande e, particularmente no caso do governador, pode ser decisivo, já que as pesquisas de intenção de voto o colocam em situação delicada. Logo, não há como crer que eles tenham garantido levianamente que o Aeroporto operaria normalmente a partir do mês de Outubro.
O que leva à conclusão de que alguma coisa aconteceu durante o período entre a data em que ouviu-se a garantia do Governador e do Presidente e o mês previsto por eles.
Ou então alguma coisa já estava acontecendo antes, a despeito do conhecimento e da vontade dos líderes do executivo Federal e Estadual.
De toda forma, como diria o personagem Shakespeariano, "há algo de podre do Reino da Dinamarca".
Não é fácil explicar as infinitas exigências da ANAC para liberar o Aeroporto. Não é fácil explicar que, mesmo depois de cumpridas todas (o que provavelmente parecia impossível) a ANAC insista em não liberar o Aeroporto. Não é fácil explicar que uma simples reunião pudesse resolver todos os empecilhos postos e repostos pela ANAC. Não é fácil explicar que o Presidente e o Governador empenhem suas palavras em vão.
Não é fácil explicar a passividade de toda uma região frente a todas essas seguidas demonstrações de falta de respeito e consideração por parte dos mais diversos níveis administrativos.
Não é fácil, não.
Eu gostaria de entender o que está acontecendo por trás do impedimento da normalização do aeroporto de Ilhéus.
Uma garantia dada pessoalmente pelo presidente Lula e pelo governador Jacques Wagner pareceu que poria um ponto final nessa enorme novela. Afinal, ambos garantiram que, em Outubro "se desataria o nó do Aeroporto de Ilhéus".
Na época pareceu-me estranho que em apenas uma reunião se pudesse decidir isso. Pois se era tão fácil, porque essa reunião não havia acontecido antes?
Mas, assim como todos, confiei que o Presidente da República e o Governador do Estado não empenhariam suas palavras em vão.
É razoável supor que ambos confiavam nisso quando afirmaram que o Aeroporto voltaria a operar normalmente em Outubro. O desgaste político da palavra não cumprida é muito grande e, particularmente no caso do governador, pode ser decisivo, já que as pesquisas de intenção de voto o colocam em situação delicada. Logo, não há como crer que eles tenham garantido levianamente que o Aeroporto operaria normalmente a partir do mês de Outubro.
O que leva à conclusão de que alguma coisa aconteceu durante o período entre a data em que ouviu-se a garantia do Governador e do Presidente e o mês previsto por eles.
Ou então alguma coisa já estava acontecendo antes, a despeito do conhecimento e da vontade dos líderes do executivo Federal e Estadual.
De toda forma, como diria o personagem Shakespeariano, "há algo de podre do Reino da Dinamarca".
Não é fácil explicar as infinitas exigências da ANAC para liberar o Aeroporto. Não é fácil explicar que, mesmo depois de cumpridas todas (o que provavelmente parecia impossível) a ANAC insista em não liberar o Aeroporto. Não é fácil explicar que uma simples reunião pudesse resolver todos os empecilhos postos e repostos pela ANAC. Não é fácil explicar que o Presidente e o Governador empenhem suas palavras em vão.
Não é fácil explicar a passividade de toda uma região frente a todas essas seguidas demonstrações de falta de respeito e consideração por parte dos mais diversos níveis administrativos.
Não é fácil, não.
segunda-feira, 19 de outubro de 2009
Quando Wagner Desafina
Pedem-me com freqüência que eu faça uma análise pessoal do governo Jacques Wagner. Principalmente para confrontar alguns blogs assumidamente petistas, como o “Sarrafo” e o “Pensar Grande”.
Bem, eu vou fazer um pouco o jogo dos que gostam de ver "o circo pegar fogo". As críticas que tenho ao governo Wagner são muitas, a maioria ligada à extrema inoperância de certos setores do estado e à excessiva quantidade de propagandas e promessas não cumpridas.
Senão vejamos: a ponte da estrada Camamu-Itacaré, já deveria estar pronta há meses. A ponte sobre o Rio de Contas nem se fala. Todas promessas feitas publicamente, com data marcada. A próxima promessa não cumprida é a liberação da operação do aeroporto de Ilhéus em Outubro. E, fala-se nos bastidores, o início das obras da ferrovia que ligará Ilhéus a Caetité em Dezembro também não vai sair. O mesmo já se diz da duplicação da BR415 entre Ilhéus e Itabuna.
Poderia passar mais tempo aqui citando promessas que o Governador fez e não cumpriu, só com relação ao Sul da Bahia. Mostrando a inoperância de muitos setores do governo, mostrando como falta articulação e ação tanto no campo político quanto no campo administrativo.
Comparado ao governo federal, que também é do PT, as realizações do governo do Sr. Jacques Wagner são realmente muito tímidas. Difícil explicar porque o presidente Lula consegue fazer tanto mais do que o governador da Bahia que é, afinal, o principal estado governado pelo Partido do Presidente.
Mas há atenuantes, que não justificam, mas amenizam a seqüência de decepções que o governo da Bahia vem proporcionando. Em primeiro lugar, a situação econômica em que o estado se encontrava em 2006 não era das mais favoráveis. Além disso, nos primeiros meses de seu mandato uma série de informações a respeito de indicadores sociais como violência, desemprego, pobreza, saneamento básico, educação e saúde “despencaram” repentinamente, o que foi amplamente divulgado pela imprensa. Não dá para compreender facilmente que em menos de um ano esses índices tenham piorado tanto. É mais provável que as informações tenham se tornado mais precisas, revelando dados que já eram ruins mesmo antes do atual governo se instalar na Bahia.
Não tenho realmente muitas coisas favoráveis para dizer do governo Wagner ainda. Espero que as coisas mudem, e que o governo comece a realizar mais, a cumprir promessas, a fazer menos propaganda e mais ações efetivas.
Mas a pior herança que esse governo pode deixar aos baianos não são as promessas e os problemas mal resolvidos, ou não resolvidos. O que é ruim pode ficar pior. Pode acontecer, como conseqüência do governo Wagner, que os eleitores da Bahia, decepcionados, façam voltar ao poder o grupo político que mandou no estado entre 1990 e 2006.
Isso, sim, seria um desserviço difícil de perdoar prestado pelo governador Wagner ao estado.
Bem, eu vou fazer um pouco o jogo dos que gostam de ver "o circo pegar fogo". As críticas que tenho ao governo Wagner são muitas, a maioria ligada à extrema inoperância de certos setores do estado e à excessiva quantidade de propagandas e promessas não cumpridas.
Senão vejamos: a ponte da estrada Camamu-Itacaré, já deveria estar pronta há meses. A ponte sobre o Rio de Contas nem se fala. Todas promessas feitas publicamente, com data marcada. A próxima promessa não cumprida é a liberação da operação do aeroporto de Ilhéus em Outubro. E, fala-se nos bastidores, o início das obras da ferrovia que ligará Ilhéus a Caetité em Dezembro também não vai sair. O mesmo já se diz da duplicação da BR415 entre Ilhéus e Itabuna.
Poderia passar mais tempo aqui citando promessas que o Governador fez e não cumpriu, só com relação ao Sul da Bahia. Mostrando a inoperância de muitos setores do governo, mostrando como falta articulação e ação tanto no campo político quanto no campo administrativo.
Comparado ao governo federal, que também é do PT, as realizações do governo do Sr. Jacques Wagner são realmente muito tímidas. Difícil explicar porque o presidente Lula consegue fazer tanto mais do que o governador da Bahia que é, afinal, o principal estado governado pelo Partido do Presidente.
Mas há atenuantes, que não justificam, mas amenizam a seqüência de decepções que o governo da Bahia vem proporcionando. Em primeiro lugar, a situação econômica em que o estado se encontrava em 2006 não era das mais favoráveis. Além disso, nos primeiros meses de seu mandato uma série de informações a respeito de indicadores sociais como violência, desemprego, pobreza, saneamento básico, educação e saúde “despencaram” repentinamente, o que foi amplamente divulgado pela imprensa. Não dá para compreender facilmente que em menos de um ano esses índices tenham piorado tanto. É mais provável que as informações tenham se tornado mais precisas, revelando dados que já eram ruins mesmo antes do atual governo se instalar na Bahia.
Não tenho realmente muitas coisas favoráveis para dizer do governo Wagner ainda. Espero que as coisas mudem, e que o governo comece a realizar mais, a cumprir promessas, a fazer menos propaganda e mais ações efetivas.
Mas a pior herança que esse governo pode deixar aos baianos não são as promessas e os problemas mal resolvidos, ou não resolvidos. O que é ruim pode ficar pior. Pode acontecer, como conseqüência do governo Wagner, que os eleitores da Bahia, decepcionados, façam voltar ao poder o grupo político que mandou no estado entre 1990 e 2006.
Isso, sim, seria um desserviço difícil de perdoar prestado pelo governador Wagner ao estado.
sexta-feira, 16 de outubro de 2009
Complexo Intermodal: Xadrez
As disputas políticas que são travadas num ambiente democrático muitas vezes são travestidas em batalhas, no mínimo, interessantes. Às vezes pela agressiva belicosidade dos adversários, às vezes por manobras que exigem muita flexibilidade ética para serem aceitas como parte do jogo. E, por vezes, pela astúcia, inteligência ou perspicácia.
É o caso da notícia recente de que “a ONG Floresta Viva, sitiada em área Uruçuca-Serra Grande, entra em ação através de um Projeto sem pé e sem cabeça ‘CRIAÇÃO DE UM PARQUE MARINHO NA PEDRA DE ILHÉUS’ “ (leia aqui ).
Independente do lado em que se está numa disputa, é importante reconhecer uma jogada inteligente. Totalmente lícita, ética e legal, é importante que isso fique muito claro!
Se o projeto for aprovado, a ONG consegue, num só movimento, inviabilizar o projeto do Complexo Intermodal, o que parece ser, pelo que se lê em seu site (leia aqui) sua principal preocupação no momento. Não há como não reconhecer: um lance genial.
Com alguns efeitos colaterais, pois a implantação do parque marinho também dificultaria a atracação de navios no atual porto de Ilhéus – o que provavelmente diminuiria o número de cruzeiros e encareceria o processo de exportação e importação de grãos e materiais. Além de possivelmente inviabilizar o projeto do porto pesqueiro, que deverá se situar na baía do Pontal.
Evidentemente não estou aqui criticando, do ponto de vista legal ou ético, a ação da Floresta Viva. Faz parte da disputa: ela apresenta o projeto, e se ele for aprovado todo o Complexo Intermodal fica inviabilizado. Xeque-Mate. Uma manobra muito bem pensada, que se der resultado determinará o fim dessa disputa política entre os que desejam e os que não desejam o Complexo.
Pessoalmente, sou a favor do Complexo. Por isso torço para que o projeto do Parque Marinho não seja levado adiante. Mais ainda, acho que os efeitos colaterais gerados no Porto do Malhado e no Terminal Pesqueiro deveriam ser levados em conta também, considerando a combalida economia do Sul da Bahia.
Mas reconheço que, numa disputa política travada como num jogo de Xadrez, essa foi mesmo uma jogada de mestre.
Pode decidir a partida.
É o caso da notícia recente de que “a ONG Floresta Viva, sitiada em área Uruçuca-Serra Grande, entra em ação através de um Projeto sem pé e sem cabeça ‘CRIAÇÃO DE UM PARQUE MARINHO NA PEDRA DE ILHÉUS’ “ (leia aqui ).
Independente do lado em que se está numa disputa, é importante reconhecer uma jogada inteligente. Totalmente lícita, ética e legal, é importante que isso fique muito claro!
Se o projeto for aprovado, a ONG consegue, num só movimento, inviabilizar o projeto do Complexo Intermodal, o que parece ser, pelo que se lê em seu site (leia aqui) sua principal preocupação no momento. Não há como não reconhecer: um lance genial.
Com alguns efeitos colaterais, pois a implantação do parque marinho também dificultaria a atracação de navios no atual porto de Ilhéus – o que provavelmente diminuiria o número de cruzeiros e encareceria o processo de exportação e importação de grãos e materiais. Além de possivelmente inviabilizar o projeto do porto pesqueiro, que deverá se situar na baía do Pontal.
Evidentemente não estou aqui criticando, do ponto de vista legal ou ético, a ação da Floresta Viva. Faz parte da disputa: ela apresenta o projeto, e se ele for aprovado todo o Complexo Intermodal fica inviabilizado. Xeque-Mate. Uma manobra muito bem pensada, que se der resultado determinará o fim dessa disputa política entre os que desejam e os que não desejam o Complexo.
Pessoalmente, sou a favor do Complexo. Por isso torço para que o projeto do Parque Marinho não seja levado adiante. Mais ainda, acho que os efeitos colaterais gerados no Porto do Malhado e no Terminal Pesqueiro deveriam ser levados em conta também, considerando a combalida economia do Sul da Bahia.
Mas reconheço que, numa disputa política travada como num jogo de Xadrez, essa foi mesmo uma jogada de mestre.
Pode decidir a partida.
terça-feira, 13 de outubro de 2009
Conselho de Trânsito e Mobilidade
No blog "Agravo Ilheense" há uma pequena postagem, mas que aponta para uma medida que, se conduzida correta e efetivamente, pode contribuir muito positivamente para que Ilhéus se torne uma cidade melhor.
Leia aqui, o blog "Agravo" e veja como na terça-feira, dia 13/10/1009 uma postagem afirma que a câmara de vereadores aprovou a criação do "Conselho de Trânsito e Mobilidade"
É forçoso reconhecer que o trânsito da cidade é desumano, pois pedestres, ciclistas motociclistas e motoristas convivem sob intensas tensão e agressividade, que resultam em perdas, muitas vezes de vidas.
Além disso, o trânsito é um dos maiores entraves da cidade de Ilhéus.
O comércio é prejudicado, pois o acesso às casas comerciais é uma verdadeira maratona, tanto para motoristas quanto para pedestres. Não há estacionamentos, e há infrações constantes e impunes das regras de circulação. Isso desestimula qualquer cliente a se deslocar até o centro comercial.
Além disso, o Trânsito de Ilhéus impacta negativamente no Turismo, pois a sinalização da cidade é precária, e o tráfego confuso. Somando isso ao comportamento dos motoristas que literalmente assustam os turistas, vê-se o quanto melhorar o trânsito ajudaria o desenvolvimento do turismo na cidade de Ilhéus.
O transporte coletivo precisa ser reestruturado, e é urgente a construção de um terminal de integração, além do aprofundamento da pressão política pela criação de uma zona metropolitana entre as cidades de Ilhéus, Uruçuca e Itabuna (pelo menos), para permitir (e exigir) uma tarifa mais justa para as pessoas que trafegam diariamente entre esses municípios.
As pessoas com deficiência física também precisam ser contempladas: calçadas rebaixadas, estacionamentos reservados a portadores de deficiência e o aparelhamento dos ônibus para permitir o acesso dessas pessoas ao transporte público.
Como se vê, trabalho não falta para o Conselho de Trânsito e Mobilidade. Mas a notícia do "Agravo" é incompleta. Porque ficam as perguntas: quando será composto esse conselho? Quem serão as pessoas que o comporão? Quais serão suas atribuições? Quais as prerrogativas que o conselho possui para fazer valer suas decisões?
Não há dúvida de que é uma boa idéia a criação do "Conselho de Trânsito e Mobilidade".
Mas, assim como acontece com os carros e as vagas de estacionamento, ficam sobrando perguntas e faltando respostas.
Leia aqui, o blog "Agravo" e veja como na terça-feira, dia 13/10/1009 uma postagem afirma que a câmara de vereadores aprovou a criação do "Conselho de Trânsito e Mobilidade"
É forçoso reconhecer que o trânsito da cidade é desumano, pois pedestres, ciclistas motociclistas e motoristas convivem sob intensas tensão e agressividade, que resultam em perdas, muitas vezes de vidas.
Além disso, o trânsito é um dos maiores entraves da cidade de Ilhéus.
O comércio é prejudicado, pois o acesso às casas comerciais é uma verdadeira maratona, tanto para motoristas quanto para pedestres. Não há estacionamentos, e há infrações constantes e impunes das regras de circulação. Isso desestimula qualquer cliente a se deslocar até o centro comercial.
Além disso, o Trânsito de Ilhéus impacta negativamente no Turismo, pois a sinalização da cidade é precária, e o tráfego confuso. Somando isso ao comportamento dos motoristas que literalmente assustam os turistas, vê-se o quanto melhorar o trânsito ajudaria o desenvolvimento do turismo na cidade de Ilhéus.
O transporte coletivo precisa ser reestruturado, e é urgente a construção de um terminal de integração, além do aprofundamento da pressão política pela criação de uma zona metropolitana entre as cidades de Ilhéus, Uruçuca e Itabuna (pelo menos), para permitir (e exigir) uma tarifa mais justa para as pessoas que trafegam diariamente entre esses municípios.
As pessoas com deficiência física também precisam ser contempladas: calçadas rebaixadas, estacionamentos reservados a portadores de deficiência e o aparelhamento dos ônibus para permitir o acesso dessas pessoas ao transporte público.
Como se vê, trabalho não falta para o Conselho de Trânsito e Mobilidade. Mas a notícia do "Agravo" é incompleta. Porque ficam as perguntas: quando será composto esse conselho? Quem serão as pessoas que o comporão? Quais serão suas atribuições? Quais as prerrogativas que o conselho possui para fazer valer suas decisões?
Não há dúvida de que é uma boa idéia a criação do "Conselho de Trânsito e Mobilidade".
Mas, assim como acontece com os carros e as vagas de estacionamento, ficam sobrando perguntas e faltando respostas.
segunda-feira, 12 de outubro de 2009
Dia das Crianças
Eu tenho uma linda princesinha, que preenche meu coração de amor, ternura e carinho.
Por motivos alheios à minha vontade, não a verei hoje.
O que me faz pensar em outras crianças.
No Dia das Crianças, não lembrar apenas das nossas crianças. Aquelas que amamos e protegemos.
Lembremos de todas as crianças do mundo.
Crianças merecem ser protegidas!
Sonho com um Dia das Crianças em que os pequenos se juntem e estabeleçam a Nova Ordem: nenhuma criança vai viver senão para brincar e estudar!
Seria o início de uma grande Revolução infantil.
Mas que fosse só o começo.
Não podemos lembrar das nossas crianças apenas. Hoje é o dia de TODAS as crianças. Cuidemos delas.
Por motivos alheios à minha vontade, não a verei hoje.
O que me faz pensar em outras crianças.
No Dia das Crianças, não lembrar apenas das nossas crianças. Aquelas que amamos e protegemos.
Lembremos de todas as crianças do mundo.
Crianças merecem ser protegidas!
Sonho com um Dia das Crianças em que os pequenos se juntem e estabeleçam a Nova Ordem: nenhuma criança vai viver senão para brincar e estudar!
Seria o início de uma grande Revolução infantil.
Mas que fosse só o começo.
Não podemos lembrar das nossas crianças apenas. Hoje é o dia de TODAS as crianças. Cuidemos delas.
domingo, 11 de outubro de 2009
sábado, 10 de outubro de 2009
Uma Prece
quinta-feira, 8 de outubro de 2009
Charge
Realmente o governo do Estado de São Paulo tem exagerado. Já tenho assistido comerciais das realizações do governo Paulista até nas TVs locais da Bahia e da Paraíba!

Mas o governo da Bahia não fica muito atrás... cadê o Complexo Intermodal? Cadê a duplicação da BR415? Cadê o fim do REDA? Cadê a normalização dos vôos noturnos?
Cá de onde observo, quase não vejo as realizações (que existem, é importante que se diga) pois ficam escondidas atrás de toda a propaganda vazia, de obras inexecutadas.
Seria uma pena a Bahia voltar a ser comandada por aquele velho grupo político.
Lula conseguiu fazer a Esperança vencer. Porque Wagner não consegue?

Mas o governo da Bahia não fica muito atrás... cadê o Complexo Intermodal? Cadê a duplicação da BR415? Cadê o fim do REDA? Cadê a normalização dos vôos noturnos?
Cá de onde observo, quase não vejo as realizações (que existem, é importante que se diga) pois ficam escondidas atrás de toda a propaganda vazia, de obras inexecutadas.
Seria uma pena a Bahia voltar a ser comandada por aquele velho grupo político.
Lula conseguiu fazer a Esperança vencer. Porque Wagner não consegue?
terça-feira, 6 de outubro de 2009
BRIC e o desenvolvimento humano
Apesar de tantas conquistas, ainda há sempre tanto a fazer. Apesar de tanto elogios, ainda há sempre tanto a criticar.
O propalado BRIC – grupo de países formados por Brasil, Rússia, Índia e China, são apontados por muitos economistas como as quatro novas potências econômicas do planeta. Uma realidade que deverá acontecer nos próximos anos.
De fato, o crescimento sustentável, as decisões políticas de seus governos e as condições macro-econômicas do Globo sugerem que, em breve, o BRIC estará brevemente junto com Estados Unidos, Inglaterra, França, Alemanha, Itália, Japão e Canadá. Países que formam o G7. Aliás, brevemente não fará mais sentido pensar em G7, mas em G20 (leia aqui), tal a perda de importância estratégica das sete nações mais ricas do planeta.
Mas o BRIC, que tem nota exemplar na atuação econômica, conseguindo sobressair no capitalismo internacional, acaba de ser reprovado – os quatro – na lição de casa.
A lista de Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) dos países, que foi divulgada pela ONU coloca uma questão aos BRIC: de que está valendo vencer a guerra capitalista se as pessoas desses países ainda não conseguem viver melhor?
De fato, a Rússia ficou em 71º lugar na lista. O Brasil, mais modesto ainda, ficou em 75º. A China foi classificada na posição 92 e, incompreensível, a Índia que já é uma liderança mundial na produção de tecnologia de Informação, ficou na 134ª posição.
Todos atrás de países “pobres” como Andorra, Chile, Lituânia, Antígua e Barbuda, Letônia, Argentina, Uruguai, Cuba, Bahamas, México, Costa Rica, Venezuela, Panamá, Trinidad e Tobago. Países que não estão com economias capitalistas pujantes. Mas que, em troca, permitem uma qualidade de vida melhor aos seus habitantes.
Nem sempre o desenvolvimento econômico promove a melhoria da qualidade de vida das pessoas. Particularmente na lógica capitalista, é necessário um controle muito grande sobre a economia para forçar o aumento da produção e da riqueza a ser distribuído pelas pessoas. Para que o crescimento seja bom para todo mundo.
O BRIC precisa fazer essa lição de casa. Precisa ter a coragem de romper definitivamente com a lógica liberal do estado mínimo, e atuar como estados modernos que inteligentemente promovem o desenvolvimento econômico ao mesmo tempo em que inflexivelmente impõem que a riqueza e o desenvolvimento sejam melhor distribuídos, melhorando a vida de todas as pessoas.
Que assuma, O BRIC, essa corajosa missão de ensinar isso ao planeta. Conquistar a sede das olimpíadas de 2016 foi motivo de orgulho para o Brasil. Mas que nos orgulhe mais nosso país ao mostrar ao mundo que é possível desenvolver as economias incluindo o desenvolvimento dos seres humanos.
Porque senão o BRIC será reprovado nessa disciplina.
O propalado BRIC – grupo de países formados por Brasil, Rússia, Índia e China, são apontados por muitos economistas como as quatro novas potências econômicas do planeta. Uma realidade que deverá acontecer nos próximos anos.
De fato, o crescimento sustentável, as decisões políticas de seus governos e as condições macro-econômicas do Globo sugerem que, em breve, o BRIC estará brevemente junto com Estados Unidos, Inglaterra, França, Alemanha, Itália, Japão e Canadá. Países que formam o G7. Aliás, brevemente não fará mais sentido pensar em G7, mas em G20 (leia aqui), tal a perda de importância estratégica das sete nações mais ricas do planeta.
Mas o BRIC, que tem nota exemplar na atuação econômica, conseguindo sobressair no capitalismo internacional, acaba de ser reprovado – os quatro – na lição de casa.
A lista de Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) dos países, que foi divulgada pela ONU coloca uma questão aos BRIC: de que está valendo vencer a guerra capitalista se as pessoas desses países ainda não conseguem viver melhor?
De fato, a Rússia ficou em 71º lugar na lista. O Brasil, mais modesto ainda, ficou em 75º. A China foi classificada na posição 92 e, incompreensível, a Índia que já é uma liderança mundial na produção de tecnologia de Informação, ficou na 134ª posição.
Todos atrás de países “pobres” como Andorra, Chile, Lituânia, Antígua e Barbuda, Letônia, Argentina, Uruguai, Cuba, Bahamas, México, Costa Rica, Venezuela, Panamá, Trinidad e Tobago. Países que não estão com economias capitalistas pujantes. Mas que, em troca, permitem uma qualidade de vida melhor aos seus habitantes.
Nem sempre o desenvolvimento econômico promove a melhoria da qualidade de vida das pessoas. Particularmente na lógica capitalista, é necessário um controle muito grande sobre a economia para forçar o aumento da produção e da riqueza a ser distribuído pelas pessoas. Para que o crescimento seja bom para todo mundo.
O BRIC precisa fazer essa lição de casa. Precisa ter a coragem de romper definitivamente com a lógica liberal do estado mínimo, e atuar como estados modernos que inteligentemente promovem o desenvolvimento econômico ao mesmo tempo em que inflexivelmente impõem que a riqueza e o desenvolvimento sejam melhor distribuídos, melhorando a vida de todas as pessoas.
Que assuma, O BRIC, essa corajosa missão de ensinar isso ao planeta. Conquistar a sede das olimpíadas de 2016 foi motivo de orgulho para o Brasil. Mas que nos orgulhe mais nosso país ao mostrar ao mundo que é possível desenvolver as economias incluindo o desenvolvimento dos seres humanos.
Porque senão o BRIC será reprovado nessa disciplina.
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