Pesquisar

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

de Campina

Biliu.

Pouca gente no Brasil conhece.

Mas muita gente em Campina Grande conhece.

Azar do Brasil.

Porque é bom demais!

Biliu de Campina.

Cantando Jackson do Pandeiro.


Embolando no "T". E no "C". Genial!

terça-feira, 14 de setembro de 2010

A ver navios

Observando as manchetes eleitorais, aquelas que são sempre as mais apaixonadas, otimistas e pretenciosas, vê-se que em certos casos é difícil continuar com Fé.

Particularmente, acho que os grapiúnas devem se preocupar a respeito do futuro Aeroporto Internacional de Ilhéus.

O Complexo Intermodal pode ficar manco: a Ferrovia Integração Oeste Leste e o Porto Sul andam de vento em popa. Em breve começarão a se tornar realidade.

Mas o Aeroporto, aquele que, para os sul-baianos, é a parte mais importante do Complexo, esse parece que anda a passos de Tartaruga. Se é que anda mesmo.

O aeroporto de Vitória da Conquista já está a caminho de ser licitado. E o Aeroporto de Ilhéus vai ficando pra depois.

Bem depois. Como dá a entender, em ato falho, a secretária estadual da Casa Civil, Eva Maria Chiavon (leia aqui).

A Secretária apresentou o plano estratégico de Infra-estrutura estadual. Na ocasião, mostrou uma série de projetos e realizações em recuperação de rodovias, aeroportos e aeródromos. Os mais atentos puderam observar: nem uma palavra sobre o caso do Aeroporto Internacional de Ilhéus.

E a Secretária foi além, como se notou sutilmente: “Está em curso ainda o processo da construção do sistema da BA-093, da Ferrovia Leste-Oeste e do Porto Sul. Nossas ações são concretas”.

Logo, o Aeroporto Internacional não parece ser uma ação concreta.

Efetivamente fica difícil de entender: se o Aeroporto Internacional de Ilhéus realmente estiver nos planos do Governo Estadual, porque a Secretária omitiu isso em seu discurso? O Aeroporto não é tão importante que mereça ser citado?

Pode ser. Todavia é forçoso pensar numa hipótese mais simples: talvez a Secretária não tenha citado o Aeroporto, embora tenha citado a Ferrovia e o Porto, por um motivo bem mais simples.

Não há Aeroporto Internacional de Ilhéus. Nem projeto de Aeroporto Internacional. Nem plano concreto de Aeroporto.

A Ferrovia virá. O Porto também. Mas pode ser apenas isso.

Ilhéus vai ficar a ver Navios.

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Jornal Moto Legal



Para quem gosta delas.

As motos.

E vale ressaltar: quando se "customiza", o site fica belo!

Eu gostei, e indico. Um ótimo blog (site?) sobre motos e assuntos acessórios para Itabuna e Região.

O link fica disponível a partir de agora.

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Pastor Jones de novo

Terry Jones. Esse é o nome do cidadão.

Ele garante que vai queimar 200 cópias do Alcorão para "lembrar o aniversário do 11 de Setembro". Leia aqui.

Um certo Pastor Jones, Estados Unidos, Religiosidade Exacerbada. Já assistimos a esse filme antes. E o final nao foi feliz, como se pode ler aqui.

Agora vem esse Novo Pastor Jones dando mais uma demonstração da impressionante intolerância religiosa típica de certas religiões. Não só nos Estados Unidos. No mundo todo. No Brasil também.

Muitas vezes queremos ver nosso país como um lugar de tolerância e pluralidade religiosa, mas infelizmente não é exatamente assim que as coisas são.

Pois aqui não se atacam os templos e as cerimônias de culto de Ubanda? Macumba não é sinônimo de feitiçaria? Candomblé não é "coisa do Diabo"?

A intolerância e a ignorância vão longe a ponto de não conseguirem ver diferença entre Ubanda, Candomblé e Espiritismo.

Eu fico imaginando o que aconteceria com a bibliografia religiosa se todos começassem a fazer como o Pastor Jones.

Acho que não haveriam mais exemplares da Bíblia cristã. Pois os muçulmanos poderiam queimar algumas dezenas de milhares delas a cada aniversário de cada uma das cruzadas. Foram nove cruzadas, e elas já tem mais de 700 anos de idade cada uma. É só fazer as contas de quantos aniversários e quantas Bílblias queimadas.

Os muçulmanos também poderiam comemorar o aniversário de cada uma das incursões de Israel contra o território Palestino com uma bela fogueira de exemplares da Torá.

Aqui no Brasil não precisaríamos mais extrair madeira para o São João durante um bom tempo. Basta imaginar a Escravatura, o Sincretismo e cada uma dessas absurdas intervenções públicas de certos pastores evangélicos associando as religiões Afro-Brasileiras ao Mal. Tudo isso suscitaria uma bela fogueira de Bíblias sagradas cristãs.

Os índios, ao comemorarem o aniversário das Missões e das Catequeses dos jesuítas também queimariam as suas.

É a ignorância se impondo às pessoas pelo viés da religião. Lamentável. Quem tiver curiosidade que leia o Alcorão, a Torá, a Bíblia, os ensinamentos de Buda, o livro de Allan Kardec e tantos outros, assim como os rituais e as cerimônias de todas as religiões.

Se a mente do leitor for minimamente aberta a considerações culturais e históricas, e for capaz de uma interpretação razoavelmente simples, então verá a beleza de todos esses textos. Eivados de ensinamentos, Mitologia, História, Cultura.

Seria um deleite para o Cérebro e para a Alma. Se Cérebro e Alma houverem, ainda não corroídos pela Intolerância.

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Registro

Eu fiz uma denúncia contra o excesso de poluição sonora que é produzido no Bar do Mineiro (leia aqui), e agora tenho que fazer um registro.

Acabei de assistir a uma cena que merece ser relatada: uma viatura da Secretaria Municipal de Meio Ambiente com dois funcionários abordou o Sr. Dono do Bar e solicitou a ele que diminuísse o volume do som.

Então quero registrar isso aqui: quando é de criticar, criticamos. Mas quando é de elogiar, façamos também. Dessa vez o poder público surpreendeu positivamente.

Parabéns à Prefeitura e à SEMA pela ação. Tomara que não seja única nem no tempo (que continuem fiscalizando doravante) nem no espaço (que fiscalizem outras tantas denúncias de abuso por parte de bares na cidade).

Fica o registro pelo bom serviço prestado.

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Visão além do Umbigo

Lá no Blog do Gusmão, que está nas minhas leituras (quase) diárias - às vezes mais do que diárias - tem uma matéria sobre o "chato" vereador Carqueija, importunando o Governador. Leiam aqui.

Eu não sei se as coisas aconteceram exatamente como narrou o Gusmão. Ele não cita fontes, tampouco deixa claro ter sido ele mesmo testemunha da impertinência do vereador.

Mas cá de meu lado eu fico pensando: o vereador está certo. Gostaria que houvessem outros assim.

Antes que me interpelem: não conheço o vereador Carqueija, não sei se ele é candidato a nada e não hipoteco nenhum apoio a ele. Não faço idéia de sua atuação como edil ou como político, jamais emitiria um juízo a esse respeito.

O problema não é o vereador. É o governador. E não é pessoal: apenas ocorre que eu gosto muito de ver uma autoridade sendo cobrada, pressionada.

Acho que é dese tipo de pressão que a Democracia precisa.

Pelo que a reportagem deixa a entender, parece que o vereador ficou igual "piolho" do lado do governador, insistindo no assunto da Nova Ponte, aquela nova ponte que já é velha de promessas não cumpridas.

Se foi isso mesmo, então parabéns ao vereador. Como representante parlamentar, cuja missão é, entre outras, defender os interesses do município que o elegeu, a ação dele, em tendo acontecido conforme relatado no Blog do Gusmão, foi digna de reconhecimento.

Mais ainda: tomara que, nesse sentido, os outros políticos façam igual ou pior do que ele. Tem que pedir, encher o saco, cobrar mesmo. De Wagner, bem como de qualquer outro governador, prefeito, presidente. Não dá para receber o governador e ficar apenas aplaudindo e puxando o saco quando tantas coisas há por serem feitas numa cidade cada dia mais afundada em seus próprios problemas.

Relatam que ACM visitava Ilhéus e nenhum dos políticos locais pedia nada para o município, apenas benesses pessoais.

Não sei se isso é verdade. Mas se for, então o que fez o vereador Carqueija pode simbolizar um novo tempo: tempo em que se olhe efetivamente pela cidade, pelas pessoas da cidade. Um novo superpoder que deveria se espalhar rápido entre nossos políticos.

Visão além do Umbigo.

sábado, 4 de setembro de 2010

Bebeto 4013 - um para NÃO se votar

Acho que vou começar uma campanha aqui: denunciar os candidatos em quem eu recomendo fortemente que não votem.

4013 - Bebeto. Não votem nesse cara.



Porque ele não deve ter o menor respeito por ninguém. Pelo menos essa é a conclusão que se pode tirar da ensurdecedora e patética fila de carros de som, com nível estrondoso de ruído, que acabou de desfilar sem a menor consideração pelo repouso, sossego ou mesmo a saúde alheios.

Se enquanto candidato não respeita minimamente os direitos das pessoas, o que esperar dele se eleito?

Eu não voto, e acho que ninguém deveria votar em candidato que polui. E a poluição sonora é, provavelmente, a mais agressiva de todas as formas de poluir uma cidade.

A Pedra Fundamental

Notícia boa!

Parece que o Presidente Lula vem a Ilhéus bater a pedra fundamental da Ferrovia Oeste-Leste (FIOL) no mês de Setembro.

Quando soube disso fiquei exultante. Pois a FIOL é parte integrante do Complexo Intermodal, este que é a única alternativa concretamente posta para diluir a cruel estagnação econômica a que esta região ex-cacaueira está submetida.

Mas aí vem o meu amigo Algo com seu sorrisinho sacana no canto da boca (já falei que tenho um amigo inconveniente chamado Algo, que sempre me diz coisas desagradáveis quando estou feliz? Quem me apresentou o Algo foi João Ubaldo Ribeiro).

Algo me diz que pedra fundamental não é garantia de nada.

Como assim?” pergunto eu. “O Presidente é que está garantindo!”.

E o sacana do Algo me diz: “O mesmo que 'desatou o nó do aeroporto'?”.

Mas é uma pedra fundamental, o início concreto de uma obra! Agora não tem mais volta!” eu retruquei.

Algo me faz perguntar a mim mesmo: o que é, afinal, uma pedra fundamental? Que garantia ela dá de que o Projeto será levado a cabo?

Algo me lembra que já houve muitas outras pedras fundamentais, que acabaram se tornando apenas mais uma pedra no meio do caminho. Algo me faz lembrar que, se dependesse de pedra fundamental, Ilhéus teria um belo empreendimento comercial na Av. Soares Lopes.

Algo sempre derrama uma ducha friam em minhas melhores expectativas. "Não é culpa minha", alega Algo. "A culpa é de seu otimismo desvairado".

De fato, eu estou otimista. Permaneço otimista. Parece que o Complexo Intermodal pode sair do papel, afinal. Ou pelo menos parte dele. Porque o Aeroporto Internacional, que é o filho mais desejado dessa irmandade de empreendimentos de infra-estrutura, ainda não tem perspectiva de existir de fato. Nem de direito. Como Filho, ainda não passa de um simples teste de gravidez.

Com resultado inconclusivo”, completa Algo.

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Wagner em Ilhéus

Parece que, por esses dias, haverá uma carreata do governador-candidato Jacques Wagner em Ilhéus.

Longe de querer impor qualquer dificuldade ao governador, até porque ao olhar para os lados não sei se enxergo nada mais atraente (mas deve haver, debaixo de algum índice mixuruca de pesquisas de intenção de voto), gostaria que alguém aproveitasse a visita do Governador para perguntar, com todo o respeito que a autoridade merece, algumas coisas.

Quase consigo ouvir o inquiridor falando assim.

"Governador, o senhor se lembra que prometeu duplicar a Rodovia Ilhéus-Itabuna ainda em 2010? A quantas andam as perspectivas de que isso se concretize? Se o senhor fosse Grapiúna, ainda teria esperanças"

"Excelentíssimo Jacques: por acaso te lembras que prometeste desatar o nó do aeroporto de Ilhéus? E falando de aeroporto, podes explicar porque o prometido aeroporto daqui não consegue nem entrar no papel, enquanto o de Vitória da Conquista começa já a tomar suas primeiras formas?" leia aqui para saber que o governador já assinou a ordem de serviço para o projeto do novo aeroporto em Vitória da Conquista.

"Respeitável Wagner: por acaso vossa senhoria se lembra da nova ponte do Pontal? Aquela velha nova ponte, a mesma que um dia o senhor quase prometeu, não fosse a oportuna intervenção do presidente Lula, aquela, lembre-se aí, que o senhor acabou afinal prometendo, garantindo resgatar um projeto que havia sido arquivado? Não se recorda? É aquela, que tanta falta faz aqui. Aquela, lembra? Ou vossa senhoria só consegue se recordar das obras na Capital do Estado?"

E finalmente: "Excelentíssimo gestor estadual: lembra-te da votação expressiva que vós recebestes em Ilhéus, no pleito do ano de 2006? Quantos daqueles votos todos, em sã consciência, vós achais ser hoje merecedor? Fosse vós apenas um humilde morador de Ilhéus, votaríeis no atual mandatário?"

Seria muito bom ouvir de nosso funcionário, já que o Governador é um funcionário do Estado e, portanto, de todo o povo do Estado, estas explicações. Pois sem elas fica parecendo que empregamos um trabalhador que não cumpre as responsabilidades depositadas nele.

Funcionários assim normalmente acabam sendo demitidos.