"Se tentaram matar a jararaca, não bateram na cabeça, bateram no rabo. A jararaca tá viva, como sempre esteve"
Esta frase emblemática do Presidente Lula vai para a História.
Aliás, é isto o que estamos vivendo neste momento: a História sendo escrita. Daqui a muitas e muitas décadas os relatos deste momento ocuparão parte das páginas mais importantes dos livros de História.
O desfecho da operação Lava-Jato pareceu ter sido finalmente alcançado na sexta-feira, dia 04 de Março de 2016. A imagem da Polícia Federal e de procuradores de Justiça cercando o Presidente de todas as maneiras foi muito forte. Residência, Instituto, e nem mesmo um depósito foram poupados.
Por um bom tempo pareceu que o objetivo - sim, ninguém que tenha qualquer senso crítico ainda duvida do verdadeiro objetivo da Operação Lava-Jato, que é devolver o poder ao grupo que não o conquista pelo voto desde o século passado - estava alcançado. Excluído Lula do jogo de Xadrez, é só deixar Dilma continuar a sangrar até o desfecho final.
Mas não aconteceu.
Notícias e Reflexões sobre Ilhéus, Automobilismo, Computação e o que mais for de noticiar ou de refletir
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segunda-feira, 7 de março de 2016
domingo, 6 de março de 2016
A Lava Jato atravessou o Rubicão
Luis Nassif
Original aqui. A Lava Jato atravessou definitivamente o Rubicão, com a história da condução coercitiva de Lula para prestar depoimento.
A nota de Moro – transferindo a responsabilidade do pedido ao Ministério Público Federal, conclamando por tolerância e compreensão “em relação ao outro lado” mostra o risco de se colocar a estabilidade política do país na dependência de um grupo de investigadores provincianos, conduzidos pelas cenouras do Jornal Nacional.
Mas fornece elementos que levam a um desfecho imprevisível para nosso jogo de xadrez.
Peça 1 - A estratégia dos vazamentos
sábado, 27 de fevereiro de 2016
Com a palavra, os idiotas
As redes sociais são veículo fundamental para diversas causas, mas libertaram uma fúria reacionária que pode gerar efeitos preocupantes
de Carta Capital
Original aqui. "As mídias sociais deram a palavra a uma legião de imbecis que antes só falavam numa mesa de bar depois de uma taça de vinho, sem causar qualquer prejuízo à coletividade". A frase do escritor italiano Umberto Eco, morto na semana passada, não poderia ser mais certeira para o atual momento brasileiro. Em tempos de crise sobram ódio e oportunismo nas redes e falta racionalidade política.
A frase de Eco pode até soar como ideia antiquada de um vovozinho que não entendeu o rolê, que não sabe como as redes deram voz a quem nunca conseguiu falar. Que foi pelas redes que os jovens pediram mais mobilidade urbana, que os LGBTs disseram a que vieram, que as mulheres se organizaram em um novo feminismo. Tudo isso é verdade, mas Eco também tinha sua razão.
A prova é o triunfo cada dia mais eminente de Donald Trump, o fanfarrão perigoso que corre o risco de ser o candidato republicano e até mesmo o próximo presidente dos Estados Unidos. Para quem acompanha de longe, Trump é apenas uma piada de mal gosto, o cara que quer construir um muro entre o México e os Estados Unidos e expulsar os muçulmanos do país.
sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016
O tempo político de Dilma está se esgotando
Luis Nassif.
Original aqui.
Uma análise realista dos possíveis cenários futuros indicam que, em breve, o impasse político-econômico será rompido, ou com um governo de coalizão, ou com o caos.
As peças que compõem esse jogo são as seguintes:
Peça 1 – O tempo político de Dilma Rousseff encurtou consideravelmente.
sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016
O Zika, a Microcefalia e as teorias "zica".
É impressionante a quantidade de teorias da conspiração que surgem quando algum assunto se torna notícia. Em tempos de Internet e Redes Sociais, então, isto ganha proporções épicas.
O caso dos bebês com Microcefalia associados a gestantes que contraíram o Zika vírus é o exemplo mais recente e, com certeza, um dos mais emblemáticos.
As teorias são, ninguém pode negar, surpreendentemente criativas: a causa da microcefalia seria um agrotóxico, ou então a vacina contra HPV, ou rubéola. Ou então uma exposição a agentes radioativos... provavelmente muitas outras "teorias" virão a reboque.
Mas é importante não perdermos o foco e mantermos, serenos, o pensamento o mais cético e o mais racional possível.
Uma rápida visita sobre os fatos que se desenrolaram dão mais clareza ao cenário.
sexta-feira, 8 de janeiro de 2016
A Bomba H da Melhor Coréia é uma ameaça para o mundo?
Por Carlos Cardoso
Ontem sismógrafos detectaram um tremor de 5,1 localizado na Melhor Coréia, na região onde eles realizam testes nucleares subterrâneos. A confirmação veio em um anúncio em rede nacional na TV de lá, teria sido detonado com sucesso o primeiro dispositivo termonuclear norte-coreano. A internet, como sempre, entrou em desespero. Gente honestamente em pânico achava que o mundo ia acabar, que iriam atacar os EUA, que os EUA iriam atacar a Coréia, que havia pânico em Seul, blá blá blá.
Mais uma vez a memória de peixinho dourado da internet é a principal fonte de pânico. Ninguém lembra que reagiu da mesma forma com a bomba de 2013, com a de 2009 e com a de 2006. Ninguém lembra que ter uma bomba é legal mas se você não tiver como levar até o alvo, ela é um belo objeto decorativo e nada mais.
Original aqui.
Ontem sismógrafos detectaram um tremor de 5,1 localizado na Melhor Coréia, na região onde eles realizam testes nucleares subterrâneos. A confirmação veio em um anúncio em rede nacional na TV de lá, teria sido detonado com sucesso o primeiro dispositivo termonuclear norte-coreano. A internet, como sempre, entrou em desespero. Gente honestamente em pânico achava que o mundo ia acabar, que iriam atacar os EUA, que os EUA iriam atacar a Coréia, que havia pânico em Seul, blá blá blá.
Mais uma vez a memória de peixinho dourado da internet é a principal fonte de pânico. Ninguém lembra que reagiu da mesma forma com a bomba de 2013, com a de 2009 e com a de 2006. Ninguém lembra que ter uma bomba é legal mas se você não tiver como levar até o alvo, ela é um belo objeto decorativo e nada mais.
domingo, 20 de dezembro de 2015
O STF tem razão.
A disputa entre governo e oposição pelo poder ganhou ares fratricidas, e porque não dizer, patricidas, ou "patriotricidas" a se ver os danos profundos à Economia e ao Tecido Social brasileiro.
A página mais recente dá conta da disputa, no STF, sobre o rito do Impeachment, que é o trâmite necessário desde a aceitação deste por parte do presidente da câmara até o afastamento total e definitivo da presidenta Dilma.
O entender geral, antes da disputa do STF, rezava que, após o presidente ter recebido a denúncia, a Câmara formaria uma comissão para aprovar ou não o seguimento da abertura do processo. Apenas se esta comissão entender que o processo deve efetivamente ser aberto, é que a proposta segue para a assembleia da Câmara. Ali se decide se o processo é aberto ou não.
A partir daqui as coisas mudaram, após a interpretação do STF: o entendimento anterior dava conta de que o processo, então, era aberto, e a presidenta Dilma era imediatamente afastada. E o julgamento aconteceria no Senado.
A página mais recente dá conta da disputa, no STF, sobre o rito do Impeachment, que é o trâmite necessário desde a aceitação deste por parte do presidente da câmara até o afastamento total e definitivo da presidenta Dilma.
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| Luís Roberto Barroso: entendimento correto |
O entender geral, antes da disputa do STF, rezava que, após o presidente ter recebido a denúncia, a Câmara formaria uma comissão para aprovar ou não o seguimento da abertura do processo. Apenas se esta comissão entender que o processo deve efetivamente ser aberto, é que a proposta segue para a assembleia da Câmara. Ali se decide se o processo é aberto ou não.
A partir daqui as coisas mudaram, após a interpretação do STF: o entendimento anterior dava conta de que o processo, então, era aberto, e a presidenta Dilma era imediatamente afastada. E o julgamento aconteceria no Senado.
sábado, 19 de dezembro de 2015
domingo, 13 de dezembro de 2015
Desafios para as esquerdas, no presente e em futuro próximo
Roberto Bitencourt da Silva
Original aqui
O presente cenário político é demasiadamente desolador para as esquerdas. A correlação de forças é flagrantemente desfavorável ao campo popular-democrático.
Isso por conta de uma saliente capilaridade social de valores sintonizados com ideias neoliberais, do ponto de vista político e econômico, e conservadores, sob o ângulo da moralidade cotidiana.
Ademais, anos sucessivos de governos, naturalmente, tendem a desgastar a qualquer partido político. Escolhas adotadas para o exercício de governo podem, é claro, incrementar o desgaste.
domingo, 6 de dezembro de 2015
O dia da infâmia
Por Fernando Morais
Original aqui.
Minha geração testemunhou o que eu acreditava ter sido o episódio mais infame da história do Congresso. Na madrugada de 2 de abril de 1964, o senador Auro de Moura Andrade declarou vaga a Presidência da República, sob o falso pretexto de que João Goulart teria deixado o país, consumando o golpe que nos levou a 21 anos de ditadura.
Indignado, o polido deputado Tancredo Neves surpreendeu o plenário aos gritos de "Canalha! Canalha!".
No crepúsculo deste 2 de dezembro, um patético descendente dos golpistas de 64 deu início ao processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff.
A natureza do golpe é a mesma, embora os interesses, no caso os do deputado Eduardo Cunha, sejam ainda mais torpes. E no mesmo plenário onde antes o avô enfrentara o usurpador, o senador Aécio Neves celebrou com os golpistas este segundo Dia da Infâmia.
Original aqui.
Minha geração testemunhou o que eu acreditava ter sido o episódio mais infame da história do Congresso. Na madrugada de 2 de abril de 1964, o senador Auro de Moura Andrade declarou vaga a Presidência da República, sob o falso pretexto de que João Goulart teria deixado o país, consumando o golpe que nos levou a 21 anos de ditadura.
Indignado, o polido deputado Tancredo Neves surpreendeu o plenário aos gritos de "Canalha! Canalha!".
No crepúsculo deste 2 de dezembro, um patético descendente dos golpistas de 64 deu início ao processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff.
A natureza do golpe é a mesma, embora os interesses, no caso os do deputado Eduardo Cunha, sejam ainda mais torpes. E no mesmo plenário onde antes o avô enfrentara o usurpador, o senador Aécio Neves celebrou com os golpistas este segundo Dia da Infâmia.
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