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sexta-feira, 14 de junho de 2013
sexta-feira, 13 de abril de 2012
Engenho da China
Os meus parcos conhecimentos de física dão conta de que a energia usada para frear e acelerar as máquinas respondem por uma fatia gigantesca dos custos do transporte público.
De fato, imaginando um metrô como o de New York, que pode alcançar até 88 km/h, a energia necessária para acelerar toda aquela massa de metal não é desprezível. E isso precisa ser feito a cada parada.
Vem da China, e está demonstrada no vídeo abaixo, uma idéia muito interessante. Os engenheiros propoem um novo conceito de transporte ferroviário em que o trem não precisa parar na estação e, assim, seus sistemas de frenagem e seu consumo energético possam ser substancialmente poupados.
Além disso, o tempo perdido em desaceleração, parada para embarque e desembarque e reaceleração pode ser totalmente suprimido.
A idéia, surpreendentemente simples, é manter uma cabine mais leve - cuja estrutura ficará fixa e suspensa - na estação de embarque e desembarque. O trem passa por baixo e, sem a necessidade de parar, se conecta a esta estrutura, ao mesmo tempo em que se desconecta de uma outra cabine similar. Passageiros podem usar a cabine para embarque e desembarque até que o próximo trem passe pela estação, quando a operação se repete.
De fato, imaginando um metrô como o de New York, que pode alcançar até 88 km/h, a energia necessária para acelerar toda aquela massa de metal não é desprezível. E isso precisa ser feito a cada parada.
Vem da China, e está demonstrada no vídeo abaixo, uma idéia muito interessante. Os engenheiros propoem um novo conceito de transporte ferroviário em que o trem não precisa parar na estação e, assim, seus sistemas de frenagem e seu consumo energético possam ser substancialmente poupados.
Além disso, o tempo perdido em desaceleração, parada para embarque e desembarque e reaceleração pode ser totalmente suprimido.
A idéia, surpreendentemente simples, é manter uma cabine mais leve - cuja estrutura ficará fixa e suspensa - na estação de embarque e desembarque. O trem passa por baixo e, sem a necessidade de parar, se conecta a esta estrutura, ao mesmo tempo em que se desconecta de uma outra cabine similar. Passageiros podem usar a cabine para embarque e desembarque até que o próximo trem passe pela estação, quando a operação se repete.
sexta-feira, 4 de dezembro de 2009
Dias Atribulados
Os meus dias nesta semana tem sido bastante Atribulados. Mas uma referência agradável eu preciso postar aqui.
Ontem tive a felicidade de embarcar num ônibus no Centro de Ilhéus para o Nélson Costa e - supresa! - o ambiente estava climatizado!
Ônibus com ar-refrigerdo é pouco, frente à tarifa que se cobra na cidade. Mas é digno de referência.
Falta equipar os demais veículos da frota, o Terminal de Integração e a Zona Metropolitana para que Ilhéus e Itabuna tenham seus sistemas de transporte público inteiramente integrados.
É pouco, mas já é um começo.
Ontem tive a felicidade de embarcar num ônibus no Centro de Ilhéus para o Nélson Costa e - supresa! - o ambiente estava climatizado!
Ônibus com ar-refrigerdo é pouco, frente à tarifa que se cobra na cidade. Mas é digno de referência.
Falta equipar os demais veículos da frota, o Terminal de Integração e a Zona Metropolitana para que Ilhéus e Itabuna tenham seus sistemas de transporte público inteiramente integrados.
É pouco, mas já é um começo.
terça-feira, 1 de dezembro de 2009
Ótima
Nada como um pouco de humor e sarcasmo para encerrar a noite.
Direto do Blog Cravo sem Canela, uma "homenagem" a algumas das empresas de ônibus que servem à região.
Cliquem aqui.
Mas faltou falar da Itapemirim! Já pegou 28 horas de viagem entre Itabuna e Campina Grande, com janelas fechadas e ar-condicionado quebrado?
Direto do Blog Cravo sem Canela, uma "homenagem" a algumas das empresas de ônibus que servem à região.
Cliquem aqui.
Mas faltou falar da Itapemirim! Já pegou 28 horas de viagem entre Itabuna e Campina Grande, com janelas fechadas e ar-condicionado quebrado?
terça-feira, 13 de outubro de 2009
Conselho de Trânsito e Mobilidade
No blog "Agravo Ilheense" há uma pequena postagem, mas que aponta para uma medida que, se conduzida correta e efetivamente, pode contribuir muito positivamente para que Ilhéus se torne uma cidade melhor.
Leia aqui, o blog "Agravo" e veja como na terça-feira, dia 13/10/1009 uma postagem afirma que a câmara de vereadores aprovou a criação do "Conselho de Trânsito e Mobilidade"
É forçoso reconhecer que o trânsito da cidade é desumano, pois pedestres, ciclistas motociclistas e motoristas convivem sob intensas tensão e agressividade, que resultam em perdas, muitas vezes de vidas.
Além disso, o trânsito é um dos maiores entraves da cidade de Ilhéus.
O comércio é prejudicado, pois o acesso às casas comerciais é uma verdadeira maratona, tanto para motoristas quanto para pedestres. Não há estacionamentos, e há infrações constantes e impunes das regras de circulação. Isso desestimula qualquer cliente a se deslocar até o centro comercial.
Além disso, o Trânsito de Ilhéus impacta negativamente no Turismo, pois a sinalização da cidade é precária, e o tráfego confuso. Somando isso ao comportamento dos motoristas que literalmente assustam os turistas, vê-se o quanto melhorar o trânsito ajudaria o desenvolvimento do turismo na cidade de Ilhéus.
O transporte coletivo precisa ser reestruturado, e é urgente a construção de um terminal de integração, além do aprofundamento da pressão política pela criação de uma zona metropolitana entre as cidades de Ilhéus, Uruçuca e Itabuna (pelo menos), para permitir (e exigir) uma tarifa mais justa para as pessoas que trafegam diariamente entre esses municípios.
As pessoas com deficiência física também precisam ser contempladas: calçadas rebaixadas, estacionamentos reservados a portadores de deficiência e o aparelhamento dos ônibus para permitir o acesso dessas pessoas ao transporte público.
Como se vê, trabalho não falta para o Conselho de Trânsito e Mobilidade. Mas a notícia do "Agravo" é incompleta. Porque ficam as perguntas: quando será composto esse conselho? Quem serão as pessoas que o comporão? Quais serão suas atribuições? Quais as prerrogativas que o conselho possui para fazer valer suas decisões?
Não há dúvida de que é uma boa idéia a criação do "Conselho de Trânsito e Mobilidade".
Mas, assim como acontece com os carros e as vagas de estacionamento, ficam sobrando perguntas e faltando respostas.
Leia aqui, o blog "Agravo" e veja como na terça-feira, dia 13/10/1009 uma postagem afirma que a câmara de vereadores aprovou a criação do "Conselho de Trânsito e Mobilidade"
É forçoso reconhecer que o trânsito da cidade é desumano, pois pedestres, ciclistas motociclistas e motoristas convivem sob intensas tensão e agressividade, que resultam em perdas, muitas vezes de vidas.
Além disso, o trânsito é um dos maiores entraves da cidade de Ilhéus.
O comércio é prejudicado, pois o acesso às casas comerciais é uma verdadeira maratona, tanto para motoristas quanto para pedestres. Não há estacionamentos, e há infrações constantes e impunes das regras de circulação. Isso desestimula qualquer cliente a se deslocar até o centro comercial.
Além disso, o Trânsito de Ilhéus impacta negativamente no Turismo, pois a sinalização da cidade é precária, e o tráfego confuso. Somando isso ao comportamento dos motoristas que literalmente assustam os turistas, vê-se o quanto melhorar o trânsito ajudaria o desenvolvimento do turismo na cidade de Ilhéus.
O transporte coletivo precisa ser reestruturado, e é urgente a construção de um terminal de integração, além do aprofundamento da pressão política pela criação de uma zona metropolitana entre as cidades de Ilhéus, Uruçuca e Itabuna (pelo menos), para permitir (e exigir) uma tarifa mais justa para as pessoas que trafegam diariamente entre esses municípios.
As pessoas com deficiência física também precisam ser contempladas: calçadas rebaixadas, estacionamentos reservados a portadores de deficiência e o aparelhamento dos ônibus para permitir o acesso dessas pessoas ao transporte público.
Como se vê, trabalho não falta para o Conselho de Trânsito e Mobilidade. Mas a notícia do "Agravo" é incompleta. Porque ficam as perguntas: quando será composto esse conselho? Quem serão as pessoas que o comporão? Quais serão suas atribuições? Quais as prerrogativas que o conselho possui para fazer valer suas decisões?
Não há dúvida de que é uma boa idéia a criação do "Conselho de Trânsito e Mobilidade".
Mas, assim como acontece com os carros e as vagas de estacionamento, ficam sobrando perguntas e faltando respostas.
quinta-feira, 20 de agosto de 2009
Pressão Estudantil
Conversando com algumas pessoas, percebi que certa parcela dos meus interlocutores consideraram um desserviço à comunidade a manifestação dos estudantes na Praça da Prefeitura. Os estudantes exigiam a revogação dos atos do prefeito, um decreto que cassou parte de seus direitos junto ao transporte coletivo público.
De fato, a foto abaixo foi divulgada no site de notícias mais acessado do país, o UOL.

Não obstante, ao contrário de meus interlocutores, eu considero a matéria positiva. Eu acho que é bom para a cidade de Ilhéus ter reconhecida a combatividade de seus estudantes. Numa manifestação extremamente rigorosa e dura, que é a única resposta que merece, dos estudantes, a modificação das regras da meia-passagem.
Mas, não obstante a força demonstrada no protesto, tudo se deu sem nenhuma ocorrência grave de excessos (só de ruído) ou de violência. Livre, autônoma e madura manifestação democrática. A presença da força policial, embora sempre necessária, foi para atuar meramente como observadores.
A manifestação trouxe resultados, já que o prefeito reconsiderou o decreto. Vitória dos estudantes. Vitória, porque não dizer, da cidade. Ilhéus não tem do que se envergonhar nesse caso.
Além do mais, as relações entre as concessionárias de transporte público e as administrações municipais – não é privilégio de Ilhéus - carecem mesmo de certos esclarecimentos. Não é fácil entender, por exemplo, que num cenário em que os custos com salários crescem quase que vegetativamente, e os custos com combustível e manutenção de veículos permanecem praticamente estagnados há vários anos, haja a necessidade de aumentos anuais de tarifa – em alguns casos mais de um aumento por ano.
Uma vez tive a oportunidade de ver a famosa planilha de custos, que é o objeto de estudo determinante do aumento das tarifas: ali os empresários “provam” que seus custos subiram e assim “justificam” o aumento da tarifa.
Tratava-se de algumas folhas de papel ofício com uma série de valores, a maioria abreviados, que para mim não mostrou nenhum significado. Mas efetivamente havia uma seqüência anual (e mensal em outras folhas), sempre crescente, de valores.
Não tenho competência para duvidar do que havia ali na planilha, pois meus conhecimentos em contabilidade vão muito pouco além dos conceitos básicos de partidas dobradas. Mas imediatamente chamou-me à atenção um fato interessante: não havia cotação de preços.
Talvez ali já se tratasse do melhor preço de mercado, mas isso não ficou muito claro. Pareceu que havia um preço único, e uma única condição de aquisição e pagamento dos insumos. Não é tipicamente o comportamento de um mercado competitivo.
Pessoalmente, e particularmente no caso de Ilhéus, acho que o problema do transporte coletivo precisa ser visto numa ótica mais ampla. Em primeiro lugar, não entendo porque ainda não há uma estação de integração na cidade, que poderia funcionar onde hoje está o terminal urbano. Em segundo lugar, é urgente se montar uma região metropolitana com (pelo menos) as cidades de Ilhéus, Itabuna e Uruçuca. Aí se pode planejar linhas intermunicipais, com forte redução de custos e consequentemente melhoria das tarifas.
Tenho certeza que idéias não faltam. Mas tenho também a convicção de que os governos só funcionam sob pressão, mesmo para os pleitos mais elementares. Os estudantes mostraram isso quando fizeram a prefeitura recuar.
Que se pressione então. Mas que se dialogue também.
De fato, a foto abaixo foi divulgada no site de notícias mais acessado do país, o UOL.
Não obstante, ao contrário de meus interlocutores, eu considero a matéria positiva. Eu acho que é bom para a cidade de Ilhéus ter reconhecida a combatividade de seus estudantes. Numa manifestação extremamente rigorosa e dura, que é a única resposta que merece, dos estudantes, a modificação das regras da meia-passagem.
Mas, não obstante a força demonstrada no protesto, tudo se deu sem nenhuma ocorrência grave de excessos (só de ruído) ou de violência. Livre, autônoma e madura manifestação democrática. A presença da força policial, embora sempre necessária, foi para atuar meramente como observadores.
A manifestação trouxe resultados, já que o prefeito reconsiderou o decreto. Vitória dos estudantes. Vitória, porque não dizer, da cidade. Ilhéus não tem do que se envergonhar nesse caso.
Além do mais, as relações entre as concessionárias de transporte público e as administrações municipais – não é privilégio de Ilhéus - carecem mesmo de certos esclarecimentos. Não é fácil entender, por exemplo, que num cenário em que os custos com salários crescem quase que vegetativamente, e os custos com combustível e manutenção de veículos permanecem praticamente estagnados há vários anos, haja a necessidade de aumentos anuais de tarifa – em alguns casos mais de um aumento por ano.
Uma vez tive a oportunidade de ver a famosa planilha de custos, que é o objeto de estudo determinante do aumento das tarifas: ali os empresários “provam” que seus custos subiram e assim “justificam” o aumento da tarifa.
Tratava-se de algumas folhas de papel ofício com uma série de valores, a maioria abreviados, que para mim não mostrou nenhum significado. Mas efetivamente havia uma seqüência anual (e mensal em outras folhas), sempre crescente, de valores.
Não tenho competência para duvidar do que havia ali na planilha, pois meus conhecimentos em contabilidade vão muito pouco além dos conceitos básicos de partidas dobradas. Mas imediatamente chamou-me à atenção um fato interessante: não havia cotação de preços.
Talvez ali já se tratasse do melhor preço de mercado, mas isso não ficou muito claro. Pareceu que havia um preço único, e uma única condição de aquisição e pagamento dos insumos. Não é tipicamente o comportamento de um mercado competitivo.
Pessoalmente, e particularmente no caso de Ilhéus, acho que o problema do transporte coletivo precisa ser visto numa ótica mais ampla. Em primeiro lugar, não entendo porque ainda não há uma estação de integração na cidade, que poderia funcionar onde hoje está o terminal urbano. Em segundo lugar, é urgente se montar uma região metropolitana com (pelo menos) as cidades de Ilhéus, Itabuna e Uruçuca. Aí se pode planejar linhas intermunicipais, com forte redução de custos e consequentemente melhoria das tarifas.
Tenho certeza que idéias não faltam. Mas tenho também a convicção de que os governos só funcionam sob pressão, mesmo para os pleitos mais elementares. Os estudantes mostraram isso quando fizeram a prefeitura recuar.
Que se pressione então. Mas que se dialogue também.
quarta-feira, 6 de maio de 2009
Aplausos
A recente decisão da câmara de vereadores da cidade de Ilhéus merece aplausos de toda a sociedade. Não permitir o modelo "Motocobra" - em que o motorista também faz as vezes de cobrador - provavelmente desagradou aos empresários do transporte coletivo. Mas foi uma medida de valorização dos trabalhadores e dos usuários do sistema, além de promover um pouco de Paz ao trânsito da cidade.
Os trabalhadores seriam massacrados caso essa medida fosse levada a cabo por dois motivos óbvios: primeiro, os motoristas teriam que arcar com a responsabilidade dupla de lidar com o trânsito e também com o pagamento das tarifas. A carga de 6 horas dirigindo já é, por si só, extremamente elevada, pois são 6 longas horas em que o trabalhador precisa dedicar initerruptamente 100% de atenção, paciência, reflexos e esforço físico. A carga de 6 horas lidando com dinheiro também é suficientemente alta, tanto que os Bancários não aceitam trabalhar mais do que isso diariamente. Impor 6 horas dirigindo E cuidando do pagamento de tarifas é, no meu modesto entender, simplesmente desumano. Provavelmente comparável à alguma atividade escravagista. O segundo fator de massacre aos trabalhadores seria a demissão em massa dos cobradores, que seriam desnecessários no novo modelo.
Os usuários foram valorizados também, porque o tempo médio das paradas dos ônibus aumenta em alguns segundos quando o motorista é responsável por guiar e tratar do pagamento da tarifa, já que as duas coisas não poderão ocorrer ao mesmo tempo. Esses pequenos segundos consumidos em cada uma das paradas somariam muitos minutos de atraso diariamente, e os usuários do sistema é que seriam penalizados com isso.
Finalmente, as pessoas que estão sujeitas ao trânsito da cidade de Ilhéus também precisam ser gratas à decisão da câmara pois, ao estarem sujeitos à jornada desumana que mencionei acima, seria de se esperar que os motoristas passassem a cometer mais erros - humanos que são - em virtude da imensa pressão a que estariam submetidos diariamente. E no trânsito os erros invariavelmente geram acidentes. Que geram frequentes perdas, às vezes de vidas humanas.
Assim, a decisão da câmara de vereadores concedeu um mínimo de dignidade aos trabalhadores que guiam os veículos, além de uma oportunidade de os cobradores manterem seus empregos, mais um certo patamar de qualidade no serviço de transporte público e, provavelmente, ajudará na preservação de vidas.
Em troca de possivelmente desagradar os empresários que detém a concessão do sistema público de transporte.
O saldo, afinal, me parece positivo.
A câmara de vereadores está de Parabéns.
A cidade agradece.
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