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segunda-feira, 8 de abril de 2013

Carta ao Governador


Carta ao Governador do Estado da Bahia.

Jacques Wagner
Caro governador. Muito tenho ouvido de correligionários e comentaristas da imprensa formal (jornais, rádio e televisão) e informal (internet, blogs, redes sociais) sobre vosso "republicanismo".

Não tenho a exata noção do sentido que tais autores empregam ao termo "República" e seus derivados. Todavia, pessoalmente entendo que, “republicanamente”, vossa senhoria foi escolhido por nós, baianos, para cuidar de nossas coisas; da res (coisa) pública. Sois, portanto, um empregado de toda a Bahia, a nobilíssimo serviço dos baianos. Nós, o povo, vos escolhemos para isso. Somos, por assim dizer, vossos patrões.



Assim, caro Governador, mui “republicana”, e mui humildemente também, gostaria de considerar algumas coisas sobre vosso mandato. São decisões, ou falta delas, que, como empregado que sois, vêm deixando vossos patrões, os baianos, um tanto insatisfeitos.

terça-feira, 17 de abril de 2012

Aula de Aritmética


Esta eu recebi por e-mail de um colega, também professor da UESC.

Perfeita!

Aula para o Governador da Bahia !

AULA DE ARITMÉTICA

Hoje vou brincar de professor de aritmética.
Vou passar alguns problemas para vocês resolverem.

quarta-feira, 21 de março de 2012

(outra) Promessa vazia para Ilhéus

Parece que o governo estadual assumiu publicamente o que já se sabia, e já era alardeado por inúmeras pessoas. Não cumprirá (mais uma) promessa, e Ilhéus não receberá seu aeroporto internacional, tantas vezes prometido pelo governador Wagner. Vai ter que se contentar com o velho e sofrido Jorge Amado mesmo. Outra decepção com o governo estadual.

Governo que, aliás, absolutamente não tem o que mostrar, de relevante, feito nesta pobre, e cada vez mais pobre, região ex-cacaueira.
Ilhéus ficará mesmo com o velho, congestionado e ultrapassado aeroporto

sábado, 4 de fevereiro de 2012

Agora TEM, TEM, TEM!


Peguei via Facebook, com um velho colega de Graduação, Othon Batista. Não sei o autor, mas com certeza é muito oportuna.

terça-feira, 31 de maio de 2011

Greve das Universidades na TV

A quantidade de dinheiro é pequena. Por isso, o tempo da publicidade é curto. Mas dá uma pálida idéia de o quanto este governo é "democrático" e "aberto ao diálogo".



domingo, 22 de maio de 2011

A versão dos Professores

O texto abaixo não é meu. Mas um dos autores, Gildásio, é meu amigo, parceiro torcedor do Vitória. Como o texto já foi amplamente divulgado, eu estou republicando aqui.

Ainda não entendo como o governo estadual conseguiu dispor contra si, de forma unânime, todos os segmentos de todas as universidades estaduais.

Ilhéus, 21/05/2011: Estudantes, Professores e Funcionários da UESC em passeata denunciando o Governo do Estado

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Porque não votar - Parte 1

Estive observando, um tanto surpreso, como os Blogs desta região rapidamente tomaram partido na campanha eleitoral.

Cada um defendendo um candidato, o que é legítimo, ainda que alguns não divulguem isso, o que é lamentável.

Tentando manter uma postura mais imparcial, embora tenha cá comigo as minhas ideologias e mantenha preferências políticas muito claras, decidi trabalhar de forma inversa. Vou propor aqui motivos pelos quais os eleitores desta região não devem votar em certos candidatos.

Começando pelo Governador Wagner.

O problema de Wagner é a quantidade impressionante de promessas não cumpridas. Caso o então candidato cumprisse o que prometeu, então seria lembrado para sempre pelos sul-baianos como o melhor governador que o estado já teve.

E se não prometesse, pelo menos não se comprometeria e não teria que passar por constrangimentos como deixar de vir a Ilhéus receber uma comenda municipal, provavelmente temeroso das justas vaias que receberia da população insatisfeita.

Os dados eu peguei no Blog Agravo.

Wagner prometeu a duplicação da Rodovia Ilhéus-Itabuna. E agora repete a promessa. A única coisa que parece ter duplicado ali são os buracos.

Também prometeu várias vezes que resolveria os problemas do aeroporto de Ilhéus, mas a situação só vem piorando a cada dia. Há inclusive o risco de que as maiores companhias deixem de operar aqui e o aeroporto caia para categoria 2 (vôos regionais, aeronaves de pequeno porte).

O Governador prometeu um novo aeroporto para Ilhéus e para Porto Seguro. Mas não há nenhuma previsão destas obras saírem do papel. Aliás, salvo um edital para o EIA-RIMA, as promessas nem no papel estão ainda.

Baseando-se nas promessas de campanha de 2006, o Pólo de Informática de Ilhéus seria hoje uma estrutura fortalecida e produtiva. Mas, ao contrário, perde empresas a cada dia. Em breve será um Pólo Fantasma.

Claro que há decisões que não dependem apenas da alçada do governador. Entretanto ocorre que, sabendo disso, é inexplicável o porquê de Jacques Wagner teimar em prometer maravilhas que não cumpre.

Isto é, no mínimo, leviano.

Pessoalmente torço para que o Governador, se eleito, dessa vez tenha mais apego às próprias promessas.

Mas infelizmente não vejo motivo para crer nisso.

sábado, 24 de abril de 2010

Discurso Feliz de Wagner

Em Comandatuba, participando de (mais) um Fórum empresarial, o governador Jacques Wagner fez um discurso muito feliz.

Feliz porque destruíu uns velhos argumentos sobre a gestão pública, quando comparada à iniciativa privada.

Wagner, na verdade, apenas apontou o óbvio: não existe corruptos sem corruptores. E são os empresários, a "gestão privada", que para alguns é símbolo de idoneidade e eficiência, os agentes corruptores. Servidores públicos são os corrompidos. Um não é menos culpado do que o outro.

Além desse ponto, Wagner foi além e também mostrou outra obviedade: não se pode esperar do Brasil uma estrutura estatal ágil como a que existe na China, por um motivo muito simples: no Brasil há uma série de entraves que são típicos de uma democracia.

Democracia é bom, não resta dúvidas. Mas exige investimentos (aparelhamento dos poderes) e toda uma estrutura burocrática, a fim de viabilizar a frase genial (supostamente) de Aldous Huxley: "O preço da Liberdade é a eterna vigilância".

E é isso mesmo o que torna cara e burocrática a estrutura necessária para viabilizar e manter um Estado Democrático: polícia, juízes, promotores, cartórios, câmaras parlamentares, órgãos regulamentadores/fiscalizadores, procuradorias, etc. Tudo isso demanda recursos, e todas essas instâncias de poder são entraves potenciais aos processos administrativos.

Porque numa democracia o chefe de estado não toca as obras como quer e deseja. Muito pelo contrário, ele precisa discutir, ponderar, negociar. São entraves, que provavelmente tornam as decisões mais lentas, e os processos mais dispendiosos.

Mas a alternativa, que seria um estado ágil e leve, provavelmente passa pela desestruturação de todo esse ferramental de suporte à democracia. Aí as obras sairiam do papel direto para a construção. Mas não haveria discussão, não se ouviria as pessoas interessadas, não se daria voz à oposição. A Alemanha de Hitler experimentou, antes da guerra, um fortíssimo desenvolvimento em praticamente todas os setores. Era um estado ágil e eficiente como poucos na História. Mas a que custo mesmo?

E é por isso que o Governador foi feliz em seu discurso. Porque ele mostrou que boa parte das críticas à eficiência e aos custos estatais são na verdade um preço inerente à própria democracia.

Lembrar que o preço da liberdade é a eterna vigilância é fácil. Difícil é aceitar pagar o custo dessa vigilância.

quinta-feira, 25 de março de 2010

RESPEITEM O POVO GRAPIÚNA

Esta eu achei no Agravo Ilheense. Muito interessante o texto. Apesar de discordar de certos pontos, e achá-lo um tanto passional, não deixo de reconhecer os méritos e os fatos apontados pelo autor. Por este motivo, tomei a liberdade de reproduzí-lo aqui,

O original pode ser lido no Agravo Ilheense (leia aqui).

"
Escrito por Angelo Martins
Qua, 24 de Março de 2010 13:05

Nem Lula, muito menos Wagner são governantes com apegos a dados realísticos. Lula inaugurou 3 vezes o aeroporto de recife. Lançou 3 vezes o Edital da construção do Contorno Ferroviário de São Felix/Cachoeira (que até hoje não saiu do papel). Já Wagner se "lambuja no verbo", promete a construção de um novo aeroporto em Ilhéus, Porto Seguro e Vitória da Conquista, além da Ponte de Itaparica, Fábrica de Avião, Oceanário e blá blá blá.

Ao invés de construir coisas novas (motivo pelo que foi eleito), terminou acabando coisas que já existiam. Aceitou, PASSIVAMENTE, o fechamento do aeroporto de Ilhéus, comemorou a reabertura parcial, e silencia com a transferência de vários vôos para a Ilha de Comandatuba. Isso pra não dizer da fuga de empresas do pólo de informática de Ilhéus, e de outras Indústrias baianas que foram pra Pernambuco e Ceará. É o estilo Wagner de ser!

No palanque permanente, Wagner prometeu ainda duplicar a Ilhéus Itabuna, Novo Porto de Ilhéus e a tal Ferrovia. É importante registrar que, se por um lado, nenhuma das obras são de competência final de Wagner (todas são obras da União Federal), ele, com sua verborragia insistente de se apresentar como “amigo do homem”, tem que também assumir o ônus da não realização das promessas, que faz em nome de terceiros.

Aos fatos. Os Jornais afirmar que, nesta semana, Lula e Wagner vem ao sul da Bahia para: 1º Inaugurar o Gasene (projeto esse iniciado ainda na gestão do ex presidente FHC e que, somente agora será findado); 2º Anunciar a construção da Ferrovia Leste Oeste.

Se de fato Lula (acompanhado de Dilma) e Wagner anunciarem o início da Obra de construção da Ferrovia Leste Oeste, estaremos diante de um absurdo ESTELIONATO ELEITORAL. Explico:

Em 29.12.2009 a VALEC (Empresa Federal que cuida da construção e gestão de Ferrovias no Brasil), lançou o Edital nº 13/2009, cujo objeto era “CONTRATAÇÃO DE EMPRESA DE CONSULTORIA DE ENGENHARIA PARA ELABORAÇÃO DE PROJETO EXECUTIVO PARA IMPLANTAÇÃO DA FERROVIA DE INTEGRAÇÃO OESTE LESTE, TRECHO: FIGUEIRÓPOLIS/TO – ILHÉUS/BA.” (confira em http://www.valec.gov.br/download/licitacoes/edital/concorrencia_Edital_2009-013.pdf). Traduzindo, trata-se de contratação de empresa pra definição de projeto (traçado, estudo de custos, estudo de solo e etc), algo que PRECEDE o Edital de Construção da Ferrovia. O custo dessa contratação gira em torno de 100 mihões, uma bagatela perto do preço da obra de construção, próximo a 2,5 Bilhões.

Pois bem, na data de ontem, 23.03.2010, a VALEC divulgou no Diário Oficial da União (em:http://www.in.gov.br/imprensa/visualiza/index.jsp?jornal=3&pagina=125&data=23/03/2010), o resultado da seleção destas empresas que ELEBORARÃO OS ESTUDOS DE PROJETO. Primeiramente, tal resultado ainda encontra-se em prazo de Recurso Administrativo (5 dias), após tal prazo, não havendo recursos, as empresas deverão formalizar o Contrato (dentro de 15 dias), onde, segundo o Edital, terão 6 (seis) meses pra realização dos projetos. Ou seja, Edital pra construção, somente depois de Novembro, claro, se tudo ocorrer absolutamente dentro dos prazos estabelecidos (o que, não é muito comum no Brasil – vide Gasene).

Assim, acaso seja verdade que Lula, Dilma e Wagner estarão, em grande estilo, lançando o início da obra da Ferrovia, ou o Edital pra início da Construção ou qualquer coisa do gênero, é possível afirmar tratar-se de uma inverdade. Basta consultar o Diário Oficial.

Enquanto isso, a população da Região que já caiu em outras dessas (vide “Pac do Cacau”), fica a pensar: Por que acreditar, há seis meses das Eleições, que Wagner vá trazer alguma obra importante pra Ilhéus?

Lamentavelmente, parece que o Governador não gosta do sul da Bahia. Ilhéus tem um caminhão de projetos solenimento arquivados no Gabinete do Governador. Não nos falta projeto, falta EXECUÇÃO, torná-los real.

Subir no palanque e prometer é fácil (vide novo aeroporto, duplicação, fábrica de avião e etc), o problema, Sr. Wagner, é descer do palanque e cumprir. Volte aqui quando tiver algo pra inaugurar, de promessas, estamos com a mala cheia.

Angelo Martins "

terça-feira, 16 de março de 2010

Perguntar não ofende

A iminente visita a Ilhéus do Presidente Lula, junto ao Governador Wagner e outros políticos governistas de nível estadual e federal é uma excelente notícia.

Lula vem inaugurar o gasoduto, que é uma das conquistas que o Sul da Bahia obteve no decorrer do seu mandato. Há outras, sendo digna de menção o Complexo Intermodal, que pode ser a salvação da economia desta região. Não se deve negar os méritos dos governos federal e estadual nesses e em muitos outros episódios.

Eu não pertenço à imprensa, não terei acesso nem ao presidente nem ao governador. Mas estive aqui pensando que gostaria de fazer a ambos algumas perguntas. Quem sabe alguém da imprensa, e que tenha acesso, possa fazê-las por mim. Ficaria agradecido. Outras pessoas também, pois desejam ter as mesmas perguntas respondidas.

Senão vejamos.

Senhores Presidente e Governador. Os senhores se lembram que prometeram para Outubro de 2009 a data em que o aeroporto de Ilhéus voltaria a operar normalmente?

Há, no Brasil, alguns aeroportos em condições geográficas muito mais desfavoráveis, como o Santos Dumont, no Rio de Janeiro, o Goiabeiras em Vitória e o Hercílio Luz em Florianópolis. Não obstante, estes aeroportos não sofrem restrições porque possuem os instrumentos de navegação e aproximação adequados. Porque Ilhéus não merece a mesma atenção por parte da Infraero?

Os discursos a respeito do novo aeroporto são ouvidos na mídia quase que diariamente. Todavia, no plano de investimentos da Infraero não há uma só menção a respeito. Será essa mais uma promessa, como a da normalização dos vôos em outubro último?

Tomara que venha mesmo o novo aeroporto. Mas, infelizmente, serão anos até que esse equipamento esteja operando. O que será do aeroporto de Ilhéus até lá? O que será das atividades econômicas que dependem do aeroporto até lá?

Mudando de assunto. Há inúmeras promessas de uma nova ponte ligando Ilhéus ao Pontal. Se todas fossem cumpridas, não haveria mais como se ver as águas da baía, pois ela estaria totalmente coberta pelo concreto das pontes prometidas. Os senhores, porém, jamais se comprometeram com esse pleito antigo da região. Portanto, não podem ser cobrados. Mas será que é possível incluir a Ponte como parte do Complexo Intermodal, e/ou como parte do PAC do Cacau, já que sua importância está diretamente ligada aos dois empreendimentos?

Seria isso. Ficaria muito grato pela deferência dispensada.

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Não é fácil, não.

"O aeroporto voltará a operar vôos noturnos em Outubro!"



Eu gostaria de entender o que está acontecendo por trás do impedimento da normalização do aeroporto de Ilhéus.

Uma garantia dada pessoalmente pelo presidente Lula e pelo governador Jacques Wagner pareceu que poria um ponto final nessa enorme novela. Afinal, ambos garantiram que, em Outubro "se desataria o nó do Aeroporto de Ilhéus".

Na época pareceu-me estranho que em apenas uma reunião se pudesse decidir isso. Pois se era tão fácil, porque essa reunião não havia acontecido antes?

Mas, assim como todos, confiei que o Presidente da República e o Governador do Estado não empenhariam suas palavras em vão.

É razoável supor que ambos confiavam nisso quando afirmaram que o Aeroporto voltaria a operar normalmente em Outubro. O desgaste político da palavra não cumprida é muito grande e, particularmente no caso do governador, pode ser decisivo, já que as pesquisas de intenção de voto o colocam em situação delicada. Logo, não há como crer que eles tenham garantido levianamente que o Aeroporto operaria normalmente a partir do mês de Outubro.

O que leva à conclusão de que alguma coisa aconteceu durante o período entre a data em que ouviu-se a garantia do Governador e do Presidente e o mês previsto por eles.

Ou então alguma coisa já estava acontecendo antes, a despeito do conhecimento e da vontade dos líderes do executivo Federal e Estadual.

De toda forma, como diria o personagem Shakespeariano, "há algo de podre do Reino da Dinamarca".

Não é fácil explicar as infinitas exigências da ANAC para liberar o Aeroporto. Não é fácil explicar que, mesmo depois de cumpridas todas (o que provavelmente parecia impossível) a ANAC insista em não liberar o Aeroporto. Não é fácil explicar que uma simples reunião pudesse resolver todos os empecilhos postos e repostos pela ANAC. Não é fácil explicar que o Presidente e o Governador empenhem suas palavras em vão.

Não é fácil explicar a passividade de toda uma região frente a todas essas seguidas demonstrações de falta de respeito e consideração por parte dos mais diversos níveis administrativos.

Não é fácil, não.

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Quando Wagner Desafina

Pedem-me com freqüência que eu faça uma análise pessoal do governo Jacques Wagner. Principalmente para confrontar alguns blogs assumidamente petistas, como o “Sarrafo” e o “Pensar Grande”.

Bem, eu vou fazer um pouco o jogo dos que gostam de ver "o circo pegar fogo". As críticas que tenho ao governo Wagner são muitas, a maioria ligada à extrema inoperância de certos setores do estado e à excessiva quantidade de propagandas e promessas não cumpridas.

Senão vejamos: a ponte da estrada Camamu-Itacaré, já deveria estar pronta há meses. A ponte sobre o Rio de Contas nem se fala. Todas promessas feitas publicamente, com data marcada. A próxima promessa não cumprida é a liberação da operação do aeroporto de Ilhéus em Outubro. E, fala-se nos bastidores, o início das obras da ferrovia que ligará Ilhéus a Caetité em Dezembro também não vai sair. O mesmo já se diz da duplicação da BR415 entre Ilhéus e Itabuna.

Poderia passar mais tempo aqui citando promessas que o Governador fez e não cumpriu, só com relação ao Sul da Bahia. Mostrando a inoperância de muitos setores do governo, mostrando como falta articulação e ação tanto no campo político quanto no campo administrativo.

Comparado ao governo federal, que também é do PT, as realizações do governo do Sr. Jacques Wagner são realmente muito tímidas. Difícil explicar porque o presidente Lula consegue fazer tanto mais do que o governador da Bahia que é, afinal, o principal estado governado pelo Partido do Presidente.

Mas há atenuantes, que não justificam, mas amenizam a seqüência de decepções que o governo da Bahia vem proporcionando. Em primeiro lugar, a situação econômica em que o estado se encontrava em 2006 não era das mais favoráveis. Além disso, nos primeiros meses de seu mandato uma série de informações a respeito de indicadores sociais como violência, desemprego, pobreza, saneamento básico, educação e saúde “despencaram” repentinamente, o que foi amplamente divulgado pela imprensa. Não dá para compreender facilmente que em menos de um ano esses índices tenham piorado tanto. É mais provável que as informações tenham se tornado mais precisas, revelando dados que já eram ruins mesmo antes do atual governo se instalar na Bahia.

Não tenho realmente muitas coisas favoráveis para dizer do governo Wagner ainda. Espero que as coisas mudem, e que o governo comece a realizar mais, a cumprir promessas, a fazer menos propaganda e mais ações efetivas.

Mas a pior herança que esse governo pode deixar aos baianos não são as promessas e os problemas mal resolvidos, ou não resolvidos. O que é ruim pode ficar pior. Pode acontecer, como conseqüência do governo Wagner, que os eleitores da Bahia, decepcionados, façam voltar ao poder o grupo político que mandou no estado entre 1990 e 2006.

Isso, sim, seria um desserviço difícil de perdoar prestado pelo governador Wagner ao estado.