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terça-feira, 11 de junho de 2013

Linda Ilhéus

Bela campanha publicitária promovendo o Turismo da cidade de Ilhéus.


domingo, 20 de maio de 2012

O Mito do Turismo

No calor dos debates a respeito da implantação do Complexo Intermodal, o argumento mais recorrente dos que se opõem coerentemente apontam o Turismo como a alternativa econômica principal para promover desenvolvimento sustentável na região ex-cacaueira. Aliás, o Turismo e o Cacau.

Sobre o Cacau já tive a oportunidade de discorrer (leiam aqui). Ilhéus perdeu, com as sucessivas crises da Lavoura, o posto de Celeiro Mundial da preciosa semente. Desde então os concorrentes ocuparam fatias cada vez maior do Mercado Internacional, que hoje é dominado por países da África e da Ásia. Da mesma forma, no próprio mercado nacional, o Pará já se prepara para tomar da Bahia o posto de principal estado produtor.

E o Turismo, apesar de ser uma atividade de importância indiscutível, também não demonstra fôlego para sustentar a economia da Região.

Esta indústria não tem promovido nenhum "desenvolvimento sustentável". Pelo contrário, é uma atividade com fortes aspectos sazonais e de concentração de renda.

Habitação típica de quem "vive do Turismo" em Ilhéus

sábado, 29 de outubro de 2011

Uma delícia a menos

Há algumas pessoas que insistem em não enxergar a falência gritante do modelo econômico desta região ex-cacaueira.

Ou preferem não admitir.

Mas as evidências estão aí, multiplicando-se a cada dia. A última, compartilha-se com tristeza, é o fechamento do restaurante Panela de Moranga.


domingo, 25 de setembro de 2011

Um Tripé contra o Complexo

Há muitos e muitos meses se têm debatido nesta região Sul da Bahia a respeito da iminente instalação do Complexo Intermodal. Os argumentos, e as armas usadas para o convencimento, são os mais apaixonados. Nem sempre os mais corretos. Este Blog mesmo publicou um e-mail que acabou se mostrando de procedência duvidosa. A publicação será mantida, em respeito à força dos argumentos e, principalmente, por destemor da Verdade.

A bem da verdade, o fato é que a tese dos que se opõem não convence muitas pessoas na cidade e na região. As pessoas já decidiram que desejam o empreendimento, e isto já foi manifestado publicamente em várias oportunidades.

Passeata de apoio ao Complexo Intermodal
Assim, deixando paixões, exageros e enganos à parte, e fazendo uma garimpagem muito cuidadosa, vê-se que a tese contrária à vinda do Complexo Intermodal se sustenta em um tripé: em linhas gerais argumenta-se que a quantidade de empregos que serão geradas pelo Complexo Intermodal não alcançará o prometido; também se afirma que as perdas ambientais serão irreparáveis, com efeitos sobre as pessoas e sobre a economia da região; e, finalmente, há a alegação de que sobre o restante da população o impacto será negativo, em função do preterimento das pessoas naturais da região em favor de pessoas de fora, bem como da “favelização” resultante da chegada de pessoas em busca de expectativas que se frustarão.

Todavia, em respeito ao bom raciocínio e ao bom pensamento há que se ponderar cada um dos argumentos cuidadosamente. Com freqüência as minorias possuem argumentos sólidos que são desprezados pelos demais.

Todavia, não não é este o caso: o tripé mostra-se frágil, e simplesmente rui quando é submetido a uma análise cuidadosa. Vejamo-no pé por pé.

sábado, 20 de agosto de 2011

Bom Turismo!

Circula a notícia de que haverá um levantamento científico do modelo e da estrutura do turismo na cidade de Ilhéus. Este projeto, parceria da UESC e da BAMIN, será conduzido por pesquisadores da UESC. O objetivo é fazer um levantamento das instalações do setor de hotelaria, restaurantes e serviços como um todo, inclusive educação e saúde, além das condições das ruas, saneamento, situação ambiental, entre outros aspectos. Um dos coordenadores do projeto, prof. Gustavo da Cruz , explica que “O objetivo é ter informações consistentes que apontem caminhos para tornar o turismo ilheense mais forte e sustentável”.

Acho que esta pesquisa é uma ação inteligente e coerente para tratar o Turismo minguante e decadente que se pratica na região ex-cacaueira. De fato, nem é preciso muito esforço, tampouco uma pesquisa rigorosamente científica, para se perceber a imensa quantidade de equívocos que há no Turismo ilheense, bem como imaginar medidas simples que podem melhorar este cenário.

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Automobilismo em Ilhéus

Sonhar não ofende.

Tive essa idéia assistindo à lamentável prova da Stock Car em Ribeirão Preto no último domingo, em que as ultrapassagens eram virtualmente impossíveis e os pilotos quase sempre acabavam no muro. A corrida de Salvador não é muito melhor do que isso. Assim, cá com meus botões, imaginei que Ilhéus poderia ter um circuito de rua, para sediar provas de categorias como a Mini-Challenge, a Fórmula Future, ou até mesmo a Stock Car.

Um possível Layout do circuito segue abaixo. Pelas minhas contas (e do Google Maps) seria uma pista de 2,4 km. Um tamanho bastante razoável.



Todavia, ao contrário das demais pistas de rua em Salvador e Ribeirão, a de Ilhéus não teria curvas tipo hair-pin (as ferraduras), e propiciaria ao menos dois pontos reais de ultrapassagem no final de duas retas longas: uma de 750 metros na orla do Malhado (Av. Medeiros neto) e outra de 400 Metros no final da Av. Severino Vieira.

Provavelmente seria uma prova emocionante.

A pista contaria com uma subida íngreme, no final da Av. Medeiros Neto, e uma curva bem fechada na tomada para a rua Severino Vieira.

Além disso é importante ressaltar a segurança, já que todas as curvas potencialmente mais perigosas contariam com área de escape.

Apesar de ser leigo no assunto, apenas um admirador do esporte, a mim me parece um circuito viável. Um traçado desafiador, que agradaria muito aos pilotos e ao público.

Mais importante, incluiria a cidade de Ilhéus no lucrativo calendário das corridas de automóvel, fortalecendo o Turismo de eventos.

As tomadas da TV mostrariam a todo momento diversos pontos da cidade, divulgando suas belezas e seus atrativos.

É verdade que haveria a necessidade de investimentos, por exemplo com um cuidadoso asfaltamento de todo o traçado, particularmente na área de boxes, que ficaria ao longo da Av. Antônio Carlos Magalhães.

Mas haveriam amplos espaços para instalação de arquibancadas e inúmeros pontos de ampla visibilidade espalhados pelos morros que cercam a região.

Acho que é um pensamento um tanto embrionário, mas que, movido por vontade política, talvez se torne uma idéia interessante. Bom para o turismo, bom para a divulgação da cidade, bom para a arrecadação do município com a vinda de todas as pessoas e equipamentos envolvidos, além da imprensa e de torcedores.

Quem sabe alguém topa essa idéia.

Tomara que sim.

quinta-feira, 17 de março de 2011

Porto Velho

Nos início dos anos 90 eu morei na Região Norte. Precisamente em Porto Velho, Rondônia.

É ela mesma, a cidade da ferrovia Madeira-Mamoré, que apareceu na minissérie da Rede Globo.

E das usinas hidrelétricas de Santo Antônio e Jirau.

Foram alguns meses apenas, enquanto desenvolvia um trabalho. Mas desde então a cidade ocupa um espaço enorme em meu coração. Já na época posso lhes assegurar que Porto Velho me surpreendeu muito. Antes de viajar, consultando dados do IBGE, vi que o município contava com algo entre 250 e 300 mil habitantes. Mais ou menos como Vitória da Conquista.

Mas ao desembarcar no Aeroporto (Internacional) percebi que não era como eu pensava. A capital rondoniense possui avenidas largas, excelente iluminação pública e sinalização extremamente cuidadosa. Chove muito, e o clima é bastante quente. Devido às queimadas nos meses de Setembro e Outubro, o horizonte aparecia sempre enevoado. No fim da tarde o Sol descia no meio da fumaça ganhando cores belas e assustadoras.

Debruçada sobre o Rio Madeira, que, para um nordestino como eu, parecia um verdadeiro oceano, Porto Velho mostrava uma infra-estrutura surpreendente. Trata-se de uma cidade muito bem planejada. Impressionou-me como trânsito, limpeza, saneamento, eram problemas que estavam razoavelmente equacionados.

Há um museu, que na época não recebia a devida atenção dos poderes públicos, onde se conta a história da famosa Ferrovia. Ali há uma Maria Fumaça (a “Mad Maria”) e toda uma série de maquinas e equipamentos que foram usados nos tempos áureos da Madeira-Mamoré.

Tempos de ouro que, quando lá estive, estavam no passado. Porto Velho passou décadas mergulhada numa grande estagnação econômica.

Só muito recentemente é que a economia porto-velhense recebeu o precioso impulso das duas hidrelétricas, verdadeiras locomotivas para a retomada do desenvolvimento regional. Inobstantemente a cidade também ficou no centro de uma grande polêmica: apesar das evidentes melhorias que a Capital recebeu, há denúncias de aumento da quantidade de favelas e da violência urbana, em decorrência dos empreendimentos.

Contudo, o fato é que Porto Velho recebeu 5 mil novas empresas em apenas um ano, além de 30 mil novos empregos. Segundo a Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), o Estado possui hoje a maior taxa de ocupação da população economicamente ativa da região Norte (94,6%) e a segunda menor taxa de desemprego do Brasil. A renda média do trabalhador porto-velhense é também a mais alta da região: R$ 880,00. Bem acima da média nacional (leia aqui).

Bem medido e bem pesado, a mim não parece que os investimentos Jirau e Santo Antônio tenham sido tão ruins assim. Muito pelo contrário.

E parece que Porto Velho não pára mais. A próxima fronteira a ser explorada é o Turismo, já que a exótica Amazônia sempre despertará a curiosidade e a admiração de todos.



Saudades da Cidade e dos amigos que fiz ali. Do Tacacá na praça Madeira-Mamoré, das tardes fazendo piqueniques na beira dos igarapés, do Pirarucu de Casaca, da Costela de Tambaqui, do sublime Peixe ao Molho de Castanha do Pará, da Catedral do Sagrado Coração de Jesus, das Caixas d´Água.

Meu coração vai me convencer: um dia volto lá.

domingo, 13 de março de 2011

Na prática a teoria é outra

Eu conheci uma artesã genial. Vou chamá-la de Dona Zefa, porque vou citá-la bastante aqui, mas não pedi permissão a ela para fazê-lo. Com isso, naturalmente, renuncio a qualquer pretensão científica deste texto. Fica como uma experiência compartilhada e uma reflexão pessoal.

Dona Zefa mora em algum local na rodovia Ilhéus-Itabuna. E vive de artesanato. Na loja montada próximo à sua residência ela vende as pequenas esculturas que consegue adquirir dos vizinhos, bem como alguns bordados que produz.

Dona Zefa trabalha na loja entre as 10 da manhã e as 5 da tarde sem descanso. O almoço, numa marmita, é consumido ali mesmo. Depois das 5 da tarde, até aproximadamente a meia-noite, ela trabalha em casa. Preparando os bordados.

Dona Zefa ganha aproximadamente 400 reais por mês. O dobro disso, na época de alta estação.

Um amigo de Dona Zefa, o “Seo” Alceu, é agricultor. Agricultura familiar, pelo que consta. “Seo” Alceu trabalha das 7 da manhã às 6 da tarde, e almoça nas mesmas condições de Dona Zefa.

“Seo” Alceu vende, através dos filhos, a sua produção na beira da rodovia, e ainda manda uma parte para um feirante de Itabuna. Consegue receber 600 reais por mês, em média.

Dona Zefa e “Seo” Alceu me fazem pensar sobre modelos de desenvolvimento econômico. Ouço alguns professores, da UESC e de outras universidades, defendendo modelos de desenvolvimento econômico baseados em atividades como agricultura familiar e atividades artesanais de interesse do Turismo. Atividades que, segundo suas teses, são as que devem ser fomentadas pelas políticas públicas, já que trariam dignidade às pessoas da região Sul da Bahia.

Ganhando de 400 a 800 reais por mês, a troco de 12 a 14 horas de trabalho diário.

Acho difícil advogar um modelo que multiplica as Donas Zefas e os “Seos” Alceus. Parece a perpetuação da pobreza.

Fico me perguntando se os professores e demais acadêmicos que defendem essas teses trocariam de lugar com Dona Zefa. Se eles trocariam seu trabalho em salas de aulas e laboratórios pelo dia de sol de “Seo”Alceu. Se trocariam sua internet, TV a cabo, ar condicionado, automóvel, viagens de fim de ano, restaurantes, pela vida de Dona Zefa. Se trocariam seu salário pelos incertos 600 reais de “Seo”Alceu.

Ah! “Seo” Alceu e Dona Zefa trocariam imediatamente sua condição de vida com a de um acadêmico, caso a oportunidade aparecesse.

Há um argumento difuso que parece sugerir que o discurso esquerdista, socialista, é o discurso de favorecimento desse tipo de atividade. Se for, então é a proposta concreta do voto Franciscano de pobreza. Uma crueldade. Pessoalmente não creio. Acho que o discurso concreto de esquerda passa pelo fortalecimento da classe trabalhadora frente ao poder do Capital. Uma luta que, esta sim, congregaria acadêmicos, artesãos, agricultores e todos os demais trabalhadores.

É por isso que fico refletindo, imaginando como tantas vezes os discursos bucólicos que propõem o fortalecimento da dignidade humana e da vida em comunhão com o Meio Ambiente acabam derivando para modelos geradores de miséria, pobreza e má distribuição de renda. Nada contra vivermos em comunhão com a natureza. Tampouco contra a autonomia dos pequenos trabalhadores. Mas tudo isso tem que ser posto e observado na perspectiva correta. Senão corremos o risco de idealizar a pobreza (a dos outros) e acabarmos entrincheirados do lado errado da Luta de classes.

Porque na prática, a teoria é outra.

sábado, 27 de novembro de 2010

Sul da Bahia Justo (?) e Sustentável (?)

No Youtube tem um vídeo muito bonito, que apóia as manifestações contra o Complexo Intermodal. Eu reproduzo o vídeo abaixo, mas ele pode ser assistido "in loco" se clicarem aqui.

O vídeo é realmente muito bem produzido. Extremamente emotivo, com músicas de fundo - destaque para a execução repetida do Hino Nacional Brasileiro - e tomadas paisagísticas de qualidade profissional.

Constrói vilões e mocinhos com a mesma maestria que a Rede Globo faz com suas novelas, e que a indústria do entretenimento faz nos Estados Unidos.

Pessoalmente me toca muito. Emociono-me fácil com boa música, belas imagens, histórias bem contadas. Então devo dizer que gostei do vídeo. Embora tenha sentido falta, nas imagens, das pessoas não tão bem vestidas, não tão bem penteadas, não tão bem alimentadas e não tão bem cuidadas que efetivamente moram naquela região. Pergunto-me porque não se vê os sem camisa, sem dentes e sem perspectiva que povoam às centenas a Ponta da Tulha e a Lagoa Encantada.

Mas deixando de lado o apelo emocional, e focando no ponto racional, é possível ver um pouco mais dentro do vídeo.

Ou, melhor dizendo, um pouco menos.

Porque ali há muita produção cenográfica e pouco – talvez nenhum – conteúdo relevante. O vídeo é uma compilação dos mesmos argumentos que são usados há muito. Não diz nada de novo. Apenas diz de maneira muito bem editada.

O vídeo fala da biodiversidade da mata atlântica e afirma, com uma autoridade difícil de ser demonstrada, que a real vocação desta região é o “Turismo Sustentável”.

E, com a mesma falta de evidências, ainda afirma que, com o Complexo Intermodal “todo aquele ecossistema estará irremediavelmente perdido”, e “o impacto será extremamente maior ao longo do tempo”.

Muitas afirmações, nenhuma sustentação técnica ou científica.

Com a bela seleção musical ao fundo e as tomadas aéreas tecnicamente perfeitas, efetivamente o vídeo causa um grande impacto. Mas não traz nenhuma luz à discussão. Apenas um apelo sem nenhum fundo racional. Chega à pachorra de mostrar imagens de baleias Jubarte como se estas também fossem se tornar vítimas do projeto.

Em essência, o vídeo propõe a manutenção do que sabidamente não funciona: defende que a região continue apostando suas fichas no desenvolvimento econômico baseado no turismo “sustentável”.

Que, até então, não reduziu minimamente a desigualdade social nem a crescente pobreza de Ilhéus, uma cidade que caminha a passos largos para o seu Ocaso.

Bem como também não discute o fato de que, segundo os relatórios técnico/científicos da COPPE/UFRJ, os impactos gerados pela instalação do Complexo Intermodal podem ser minimizados e compensados satisfatoriamente.

Efetivamente não discute nada. É uma mera peça publicitária. Portanto, a menção vai apenas para a inegável qualidade da produção. O resto é mera estratégia de propaganda.

Podem assistir. Vale à pena.

sábado, 31 de julho de 2010

Barracas e Praias

Em Salvador haverá a demolição de todas as 352 barracas de praia da cidade, por determinação judicial (leia aqui).

Em Ilhéus está sendo levada a cabo decisão semelhante. E já soube que o mesmo aconteceu em João Pessoa/PB.

O que eu fico me perguntando é: isso é bom ou ruim?

Pessoalmente sou suspeito de falar, já que gosto de ir à praia e me sentar numa barraca, onde se degusta um bom petisco, uma cerveja gelada, um papo com os amigos.

Acho que é um atrativo a mais - e opcional, diga-se de passagem - que as praias do nordeste possuem.

Subtrair esse importante recurso turístico me parece ruim, portanto. As praias perderão parte de sua atratividade, e muitas pessoas se verão impossibilitadas de seguir ganhando o pão de cada dia.

Acho que o intento é fazer nossas praias se parecerem o máximo possível com as praias de cidades como Miami Beach: limpas e imaculadas, mas vazias e sem atrativos. Vejam nesta foto, que eu tirei pessoalmente.


A troco de uma explicação que não é muito clara. Pelo menos para mim: "(...) reduziram as praias da cidade, outrora belas, no mais horrendo e bizarro trecho do litoral das capitais brasileiras", disse o juiz da sentença em Salvador.

Há também argumentos ambientais, com alegação de poluição do solo e poluição visual.

Confesso que desconheço os detalhes. Mas a mim me parece que o Turismo no Nordeste está prestes a viver dias de estrondoso prejuízo quando essas medidas forem levadas a cabo.

Afinal, nem só de mar e areia se vive na Praia.

quarta-feira, 9 de junho de 2010

O Mito do Turismo

No calor dos debates a respeito da implantação do Complexo Intermodal, o argumento mais recorrente dos que se opõem coerentemente apontam o Turismo como a alternativa econômica principal para promover desenvolvimento sustentável na região ex-cacaueira. Aliás, o Turismo e o Cacau.

Sobre o Cacau já tive a oportunidade de discorrer (leiam aqui). Ilhéus perdeu, com as sucessivas crises da Lavoura, o posto de Celeiro Mundial da preciosa semente. Desde então os concorrentes ocuparam fatias cada vez maior do Mercado Internacional, que hoje é dominado por países da África e da Ásia. Da mesma forma, no próprio mercado nacional, o Pará já se prepara para tomar da Bahia o posto de principal estado produtor.

E o Turismo, apesar de ser uma atividade de importância indiscutível, também não demonstra fôlego para sustentar a economia da Região.

Esta indústria não tem promovido nenhum "desenvolvimento sustentável". Pelo contrário, é uma atividade com fortes aspectos sazonais e de concentração de renda.

Tradicionalmente a Indústria do Turismo se instala através de um processo bastante duro para as populações locais. Podemos definir, de maneira geral, este processo como sendo composto de “ondas” de transformação. Como segue.

A primeira “onda” vem com o interesse de pessoas em empreender atividades em uma região. Então estes grandes investidores adquirem terras dos nativos, normalmente a preço muito baixo, e começam seus empreendimentos. Tipicamente trata-se de hotéis e restaurantes, preferencialmente voltados para um público de poder aquisitivo mais alto, a fim de maximizar os lucros.

A segunda “onda” vem em seguida, pelo fato de que a região passa a ser freqüentada por pessoas de poder aquisitivo alto. Pessoas que podem pagar mais caro pelos bens básicos que necessitam. Isso eleva o preço de todos os produtos locais. Em localidades como essas, a Cesta Básica chega a ser mais de 50% mais cara do que nas capitais e principais cidades do Brasil. Afinal, como diz Fagner em sua música, “quem é rico mora na praia”.

A terceira e última “onda” vem com a total inviabilidade da permanência dos nativos na região. Como não são eles os donos dos empreendimentos, e tampouco são eles quem lucra com o Turismo que ali se instalou, sua renda não cresce na mesma proporção que o aumento dos custos proporcionados pela ocupação turística. Isto posto, aos nativos restam dois caminhos. O primeiro caminho é trabalhar nas vagas menos remuneradas que lhes são oferecidas e permanecer subempregados, ou mal-empregados, de algum empreendedor de fora. O segundo caminho é mais simples: a Porta da Rua. Os nativos vão-se embora, simplesmente expulsos de sua região pela atividade turística.

Exemplos de locais que experimentaram essas “ondas” não faltam pelo Brasil afora. Pipa, no Rio Grande do Norte, Porto de Galinhas, em Pernambuco, Jericoacoara no Ceará, Barra de São Miguel em Alagoas, Guarapari no Espírito Santo, Camboriú, em Santa Catarina. Na Bahia não é diferente: Itacaré, Morro de São Paulo, Porto Sauípe, até mesmo Porto Seguro. Em todas essas belas praias o Turismo se estabeleceu da maneira predatória que lhe tem sido peculiar. Em todos esses lugares os negócios são tocados por empreendedores de fora, e os nativos que não foram expulsos permanecem ali como meros subempregados.

O passo seguinte é fácil de prever: surgimento de bolsões de pobreza, com os conseqüentes aumentos dos índices de violência, desemprego, desorganização social, ocupação imprópria dos espaços. Verdadeira e silenciosa degradação do Homem e do Meio Ambiente.

Também é importante desmascarar o Mito do turismo como atividade que promove desenvolvimento com distribuição de renda. Os dados não sustentam esta hipótese. Segundo o IPEA, a quantidade de ocupações formais (empregos com carteira assinada) do turismo cresceu, em média, pífios 4% ao ano entre 2003 e 2006, os anos dourados de desenvolvimento econômico, anteriores à Crise Mundial. Ainda segundo o IPEA, há uma perversa relação de aproximadamente três (2,94) empregados informais para cada empregado formal no Nordeste – realidade provavelmente similar à de Ilhéus, sendo esta uma cidade Nordestina. Por empregos informais é fácil inferir do que se trata: subempregos ou empregos temporários em função da sazonalidade típica da atividade turística.

O relatório do IPEA pode ser lido aqui.

Tudo isso explica o porquê de, a cada ano, 22800 novos profissionais se formarem em cursos superiores da área de turismo pelas 570 instituições que oferecem graduação nesse campo no país, mas simplesmente não encontrarem lugar no mercado de trabalho, de acordo com o presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Turismo e Hospitalidade (Contratuh), Moacyr Roberto Tesch Auersvald. (leia aqui).

Conforme explica o Presidente, a grande carência de mão-de-obra no setor não é de profissionais de nível superior, para cargos de chefia, e sim de pessoal operacional. Um hotel médio, por exemplo, tem de cinco a seis gerentes e cerca de 200 funcionários trabalhando nas funções de camareira, faxineira, recepcionista, garçom e cozinheiro. "O que o setor precisa é de gente para carregar o piano, e não de pessoas para tocá-lo", diz Auersvald. (leia aqui).

Evidentemente que o Turismo não pode ser descartado como alternativa econômica para Ilhéus. O erro não está em apostar no Turismo. Está em apostar só no Turismo.

Quanto mais atividades econômicas existirem, conforme se espera para esta Região com a instalação do Complexo Intermodal, então mais oportunidades diferentes, e independentes entre si, as pessoas encontrarão. Um mercado de trabalho mais diversificado, em que o Turismo compita contra outras atividades pela mão de obra, e vice-versa, é a melhor garantia de que haverá um verdadeiro crescimento sustentável, com inclusão e promoção social.

O Turismo não justifica que Ilhéus abra mão do Complexo. Muito pelo contrário.

Ilhéus precisa do Complexo por causa do Turismo.

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Boa Notícia

Impedido de digitar muito, ainda bem que há o recurso copy/paste.

Com as devidas referências ao autor, Sr. Afonso Maria Zeni.

O texto pode ser lido lá no site do Rabat (ou clicando aqui).

A divulgação de boas informações a nível nacional de Ilhéus e região é sempre interessante. Para o turismo, principalmente.

Assim, regozijemo-nos. E que outras notícias assim estejam a caminho (que tal o Colo Colo devolver os 5 ao Fluminense e ao Bahia lá na casa deles?)

Uma sugestão: não seria possível imaginar uma prova de Remo na baía do Pontal? Poderia iniciar com um "desafio" de uma equipe local de remo à equipe do Vitória, atual octa-campeã baiana (leia aqui). Mas o plano seria tornar Ilhéus um dos endereços nacionais de desportos aquáticos. O Surfe é uma das possibilidades que já é, ainda que apenas superficialmente, explorada. Mas Remo, Vela e Natação Oceânica, entre outros, não devem ser desprezados. Quiçá uma das etapas do campeonato brasileiro de Triatlon (Natação e Corrida na Soares Lopes, Ciclismo com trecho de ida e volta na estrada Ilhéus/Ponta da Tulha, com chegada na Igreja de São Sebastião). Quando as reportagens forem exibidas, além de divulgar a cidade, fariam uma excelente exibição de inúmeros cartões postais de Ilhéus.

O Esporte, em cidades costeiras do Nordeste Inteiro, pode ser um excelente filão de movimentação turística em baixa temporada.

"Prezados, saudações

A 2ª Corrida Temática Costa do Cacau será exibida na ESPN BRASIL, no Programa "VAMOS CORRER" no dia 05/02/10 (amanhã, sexta-feira) às 21:20h (será matéria de abertura do programa).

Além de ter sido divulgada em toda a imprensa regional e TV Santa Cruz (afliada da Rede Glogo de Televisão), informamos também que a 2ª Corrida Temática Costa do Cacau será matéria da Revista Runners (que inclusive enviou um fotógrafo para cobrir o evento) e também na Revista O2 Por Minuto (mídia especializada em esportes).

Parabéns a todos que participaram deste evento, pois cada um a seu modo colaborou para divulgar a nossa região através do esporte, da história e cultura!

A 3ª Edição da Corrida Temática Costa do Cacau será realizada no dia 12/12/2010 (2º domingo do mês de dezembro)!

Sucesso, Prosperidade e Saúde para todos!

Afonso Maria Zeni
Costa do Cacau"

domingo, 17 de janeiro de 2010

Ah se fosse em Ilhéus!

Uma das coisas que mais afastam o bom turista - o turista ordeiro, que vem visitar uma cidade como curioso, interessado em sua cultura, em suas belezas e em sua história, do mal turista, aquele que é um parasita - é a relação que ele tem com o respeito ao próximo.

A poluição sonora que alguns automóveis, templos religiosos, bares e até mesmo residências impõem aos demais cidadãos (turistas ou não) é algo típico de pessoas com nível de respeito muito baixo. Seja pelos demais, seja pela cidade em que vive ou visita. Não é um cidadão, é um incômodo. Não é um turista, é uma doença.

Aqui neste blog mantemos a campanha "O Meu Ouvido Não é Penico", para tentar sensibilizar a todos a esse respeito. Mas, que tenha chegado ao conhecimento público, pouco ou nada se vê em forma de ação das autoridades a respeito.

Diferente de outras cidades. Salvador, por exemplo. Como se vê na matéria abaixo.



Quando vamos ver Ilhéus cuidar de seus cidadãos, e tratar de se aliar ao bom turismo, excretando elementos inúteis e incômodos, como os agentes da poluição sonora?

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

A Cruzada dos Cruzeiros

O Turismo de Ilhéus, hoje, dadas as precárias condições do aeroporto e a péssima infra-estrutura rodoviária da cidade, além da falta de divulgação aos clientes certos, praticamente resume-se ao aporte dos Cruzeiros.

Que esse ano já virão em número menor do que o ano anterior.

Seguindo o ditado "farinha pouca, meu pirão primeiro", decidiu-se - em alguma instância que não ficou clara para mim - excluir as Vans e os Taxistas do processo.

Não sei se há base técnica para sustentar isso. Mas cá de onde estou olhando saltam-me algumas impressões.

a) Limitou-se a livre concorrência, em que vários tipos de condução e vários roteiros diferentes eram oferecidos, obrigando os Turistas a se sujeitarem ao único serviço que lhes é oferecido no desembarque.

b) Passeios e viagens alternativas aos roteiros "tradicionais" não serão ofertados aos interessados, o que diminuirá o interesse destes pela cidade.

c) Muitos trabalhadores ficarão privados de conquistar honestamente recursos para si e para sua família.

d) As empresas operadoras dos cruzeiros começarão (já começaram aliás) a cancelar as paradas em Ilhéus, por conta da falta de interesse dos passageiros em função da oferta limitada de opções.

A pergunta que se deve fazer é: há espaço, numa cidade cuja vista é de decadência em todas as direções, para se abrir mão do único filão de atividade turística realmente lucrativo que lhe resta? O que ganha a cidade com a perda dos cruzeiros? Quem ganha com a proibição de acesso das Vans e dos Taxistas? Que justificativa há para isso?

Essa Cruzada dos Cruzeiros, que atende certos grupos de interesses econômicos, precisa parar imediatamente, sob pena de sufocar irreversivelmente o turismo desta cidade.

O Blog Sarrafo foi muito feliz, e eu termino esta postagem com uma frase de uma postagem de lá (leia aqui): Ilhéus está padecendo da ganância que matou a galinha dos ovos de ouro.

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

O Parque Jorge Amado

Eu tenho lá minhas dúvidas se existe de fato disposição política para se construir o Complexo Intermodal. Pelo que pude comprovar (leia aqui) não há nada de concreto ainda, sequer no papel. Só promessas.

Mas como sonhar não custa nada, eu tenho uma sugestão para o que fazer com a área do velho aeroporto, assim que o novo for de fato construído.

Fala-se de um Shopping Center. Fala-se de um Condomínio de Luxo. Fala-se de um grande Centro Empresarial, para as empresas que se instalarão em Ilhéus, com atividades voltadas para o Complexo.

Eu não descarto nenhuma dessas opções. Mas gostaria muito que o município de Ilhéus cuidasse mais de seus cidadãos.

Porque uma parte daquele enorme terreno, e nem precisa ser a parte mais nobre, de frente para o mar, não pode ser oferecida para usufruto dos próprios moradores de Ilhéus?

Eu tomei a liberdade de copiar uma área pública conhecida como “Parque da Criança”, que fica minha querida Campina Grande/Paraíba. É um espaço mantido pela prefeitura para que as pessoas possam fazer caminhadas, levar as crianças a se divertirem, fazer exercícios, praticar esportes. Espaço amplo, bem cuidado, totalmente cercado e protegido, além de devidamente vigiado.

A imagem abaixo (perdoem minha pouca habilidade em fazer montagens) mostra alguns detalhes de como poderia ser, por sugestão, o “Parque Jorge Amado”, que ofereceria às pessoas de Ilhéus, bem como seus visitantes, um espaço agradável de saúde e lazer. Se quiserem ver a imagem ampliada, cliquem sobre ela. O Parque contaria com pista de caminhada, ciclovia, parques infantis, pista de skate, quadras de esportes, campo de futebol e toda uma infra-estrutura de apoio.



E usaria menos de um quarto da área total do Aeroporto, como se pode ver na figura seguinte. Ainda restaria lugar para os empreendimentos privados (Shopping, Condomínios, etc.) que podem ser acomodados com folga na área “nobre” (de frente para o mar).


A Cidade de Ilhéus é uma cidade Turística. Mas precisa acrescentar ao seu modelo turístico um tipo sutil e inteligente de turismo, que não precisa dos meses de verão para existir, tampouco sofre com problemas de infra-estrutura portuária ou aeroportuária: o turismo Interno. O Ilheense precisa ser convidado a desfrutar de sua própria cidade.

Não basta tratar bem os turistas. Ilhéus precisa ser boa para seus filhos também.

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Viva o Chopp!

Estou temporariamente impossibilitado de degustar, mas não me esqueço do quanto é saboroso um bom Chopp.

Parabéns ao pessoal do Bar Vesúvio pelo prêmio que receberam (leiam aqui).

Parabéns, afinal, pelo bom Chopp que servem ali.


Precisamos multiplicar, em Ilhéus, alternativas como o Vesúvio. A cidade precisa oferecer locais onde se coma bem, se beba melhor ainda, a um preço justo e com bom atendimento.

Isso ajudará a fortalecer o Turismo. Mas também fortalecerá o Turismo Interno, ou seja, aumentará a quantidade de ilheenses que desfrutam de sua própria cidade.

Um filão de mercado tão pobremente explorado.

domingo, 8 de novembro de 2009

Pan-Americano de Surf

Nesse Blog, infelizmente, eu tenho tido muito pouca oportunidade de elogiar.

Mas é sempre um prazer quando posso fazê-lo!

Uma grande festa do esporte, que é o Pan Americano de Surf, pela primeira vez é realizado no Brasil. Numa manobra hábil e feliz, esta etapa foi trazida para Ilhéus.

E, de todas as fontes que tenho ouvido, o evento tem sido um sucesso!

Confraternização de povos, divulgação de atividades esportivas, incremento das atividades turísticas, divulgação internacional da cidade.

Até mesmo o ritual de abertura de etapas de Surf, a chamada "Cerimônia das Areias" (leia aqui) foi seguido à risca!



Por todos os ângulos que se olhe, o que se pode dizer é: valeu Ilhéus! Esse foi um grande acerto.



Tomara que seja o primeiro de muitos.

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Preciosa Ponte

A distância entre Salvador e Itacaré agora é de 3 horas, devido à inauguração da ponte sobre o Rio de Contas (leia aqui).



O que encurtará a viagem até Ilhéus também. Aliás, até Canavieiras.

Uma bela obra do governo do Estado, não se pode negar. Que foi entregue com atraso, é verdade, mas que fortalecerá o turismo, integrando 3 dos principais destinos turísticos do estado: Salvador, Itacaré e ... Morro de São Paulo, cujo acesso se dá via Valença que fica no meio do caminho entre Salvador e Itacaré.

"Mas o turismo em Ilhéus não será beneficiado com essa ponte também?" perguntariam-me alguns.

Pode até ser. Mas provavelmente o ganho real será irrelevante. Os turistas que saem viajando de carro, principalmente quando passam por locais atraentes, tendem a percorrer distâncias relativamente pequenas. Assim, provavelmente os turistas que saem de Salvador via Ferry Boat estarão seduzidos pelas belezas de Morro de São Paulo, Camamu, Itacaré ou Serra Grande muito antes de chegarem a Ilhéus.

Para Ilhéus tipicamente aportam de carro os turistas vindos do interior da Bahia e dos estados vizinhos de Minas Gerais, Goiás (Distrito Federal incluído) e Tocantins.

Muitos desses turistas, aliás, trazem tanta disposição ao vandalismo e tanta desconsideração pela cidade que os recebe que melhor seriam se não viessem. Todavia, estes não são todos, é importante que se diga.

Para Ilhéus, o Turismo precisa de estrutura portuária e, principalmente, aeroportuária. Ilhéus precisa estar listada nas opções de turismo das agências de todo o país, principalmente nas regiões sudeste e sul, de onde saem mais turistas atraídos pelas águas mornas das praias do Nordeste.

Para isso há que haver muitos vôos diários (e noturnos, senhores Governador e Presidente... lembem-se de cumprir o que prometem), que cheguem o mais lotados possível.

É preciso apostar no turista que visite barracas de artesanato, hospede-se nos hotéis e pousadas, coma nos bares, barracas de praia e restaurantes, consuma os serviços receptivos.

E, portanto, é preciso que exista qualidade em tudo o que é oferecido a esse turista. Atendimento, segurança, higiene e preço justo são atributos que convidam o turista a voltar. E trazer mais pessoas consigo.

Ao mesmo tempo, é muito importante que, na medida do possível, possa-se afastar da cidade os turistas que alugam casas por temporada e não consomem serviços nem produtos na cidade. Os turistas-poluição. Poluição sonora, das praias, das ruas, da economia da cidade.

Mais um verão chegando. Vamos tentar de novo fazer o dever de casa. O Turismo em Ilhéus é uma verdadeira galinha dos ovos de ouro.

Mas às vezes parece que querem matar ave.

domingo, 24 de maio de 2009

Afinal, parece que é certo!!!

Parece que a TRIP vai, afinal de contas, começar a operar em Ilhéus.

Eu já tinha manifestado minhas dúvidas. Porque não havia nenhuma confirmação no site da própria empresa; nem nos seus destinos nem nos releases à imprensa.

Mas se é verdade que na quarta-feira o governador da Bahia vai vir a bordo no ATR-72 inaugurar o vôo Salvador-Ilhéus da companhia, então meus temores eram infundados.

Eis aí uma bela notícia!

Porque são dois vôos com freqüência quase diária (exceto nos finais de semana) saindo de Ilhéus para Salvador pela manhã e voltando à tarde.

Isso reinaugura a "ponte aérea" Ilhéus-Salvador, que já foi operada pela TAM. Permite fluxo de pessoas em horários alternativos entre as duas cidades. Pode ser a porta de muitas oportunidades, principalmente para os negócios voltados ao turismo. O bom turismo. O que gera ganho real para muitas pessoas e para o município.

Que bom que meus temores eram infundados. Que bom poder comemorar uma boa notícia, afinal de contas.

Tomara que essa seja a primeira de muitas, porque esta cidade está realmente precisando. Todos os envolvidos estão de parabéns. A cidade pode exultar.

Mas não pode descansar, pois há muitos desafios pela frente.

E não há tempo para mais derrotas.