Há um filme que eu assisti ainda (quase) criança que faz uma brincadeira legal com o trânsito entre nossas vidas na infância e na idade adulta.
Em Big ("Quero ser Grande", no Brasil), um menino de doze anos pede a uma máquina de desejos para ser adulto. Um sonho que, aos doze, eu também acalentava. Todos acalentamos.
Ocorreu que, no dia seguinte, ele se surpreende ao ver que seu desejo tinha sido atendido. Todavia, as coisas não acontecem exatamente como ele pensava: sua mãe não o reconhece e o expulsa de casa, e ele descobre que precisa sustentar a si mesmo. O personagem interpretado por Tom Hanks erra um pouco, e acaba por ir trabalhar numa fábrica de brinquedos.
A boa direção e a atuação sempre destacada de Hanks são ingredientes que recomendam o filme.
Mas é ficção, já que não é possível este trânsito instantâneo entre nossa infância e nossos anos mais maduros. Coisa de cinema.
Ou não. A Criatividade sempre surpreende.
Jeremiah McDonald gravou um vídeo aos 12 anos. Ali ele imaginou o que ele gostaria de dizer e perguntar a si mesmo 20 anos mais tarde. E que perguntas ele, vinte anos depois, gostaria de fazer a si mesmo.
Construiu um diálogo muito interessante. Que começa com críticas ("Você está diferente" "Menos cabelos").
Mas evolui para uma conversa muito construtiva, que explora alguns aspectos da temporalidade de forma a deleitar o mais exigente dos filósofos.
Seria bom ouvir, hoje, conselhos que eu me daria quando tinha 12 anos.
Quem não gostaria?
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sábado, 14 de julho de 2012
sexta-feira, 3 de junho de 2011
Eu fui adolescente!
Vida - Obina Shock
As influências do movimento de música negra da Bahia, e do astro pop Michael Jackson são inegáveis. A posição dos músicos e o ambiente que foi escolhido, inclusive, é uma clara tentativa de se aproximar, esteticamente, do clipe "Thriller".
As influências do movimento de música negra da Bahia, e do astro pop Michael Jackson são inegáveis. A posição dos músicos e o ambiente que foi escolhido, inclusive, é uma clara tentativa de se aproximar, esteticamente, do clipe "Thriller".
segunda-feira, 11 de maio de 2009
S.W.A.T.
Tou curtindo dois dias de folga total depois da minha qualificação. Amanhã retomo a vida dura.
Rodando pela Sky parei no canal TCM, e revi uma das minhas séries de infância: S.W.A.T. - Comando Tático Especial (livre tradução, pelos dubladores daqui do Brasil, de Special Weapons And Tactics). Um dos meus heróis de infância.
Aqui vai uma amostra do tema de abertura da série... uma das mais emocionantes de todas, a música já mostrava o tom do seriado, muita aventura, perseguição e suspense.
Com a leveza da programação da época. Os bandidos eram realmente bandidos, os mocinhos eram realmente mocinhos, e todos os crimes eram resolvidos. Um mundo mais fácil, sem dúvidas.
Depois que eu cresci acabei me deparando com o fato inexorável de que a "verdadeira S.W.A.T." não se parece tanto com os meus heróis de infância. A "verdadeira" não é tão eficiente quanto a da Ficção, e é seguramente menos preocupada com valores éticos de interesse dos direitos humanos.
Mas não há nenhum problema; na minha cabeça eu resolvo isso fácil: são duas S.W.A.T., a da minha infância, formada por heróis, e a dos Estados Unidos, formada por homens e suas deficiências e interesses.
Rodando pela Sky parei no canal TCM, e revi uma das minhas séries de infância: S.W.A.T. - Comando Tático Especial (livre tradução, pelos dubladores daqui do Brasil, de Special Weapons And Tactics). Um dos meus heróis de infância.
Aqui vai uma amostra do tema de abertura da série... uma das mais emocionantes de todas, a música já mostrava o tom do seriado, muita aventura, perseguição e suspense.
Com a leveza da programação da época. Os bandidos eram realmente bandidos, os mocinhos eram realmente mocinhos, e todos os crimes eram resolvidos. Um mundo mais fácil, sem dúvidas.
Depois que eu cresci acabei me deparando com o fato inexorável de que a "verdadeira S.W.A.T." não se parece tanto com os meus heróis de infância. A "verdadeira" não é tão eficiente quanto a da Ficção, e é seguramente menos preocupada com valores éticos de interesse dos direitos humanos.
Mas não há nenhum problema; na minha cabeça eu resolvo isso fácil: são duas S.W.A.T., a da minha infância, formada por heróis, e a dos Estados Unidos, formada por homens e suas deficiências e interesses.
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