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sábado, 31 de julho de 2010

Barracas e Praias

Em Salvador haverá a demolição de todas as 352 barracas de praia da cidade, por determinação judicial (leia aqui).

Em Ilhéus está sendo levada a cabo decisão semelhante. E já soube que o mesmo aconteceu em João Pessoa/PB.

O que eu fico me perguntando é: isso é bom ou ruim?

Pessoalmente sou suspeito de falar, já que gosto de ir à praia e me sentar numa barraca, onde se degusta um bom petisco, uma cerveja gelada, um papo com os amigos.

Acho que é um atrativo a mais - e opcional, diga-se de passagem - que as praias do nordeste possuem.

Subtrair esse importante recurso turístico me parece ruim, portanto. As praias perderão parte de sua atratividade, e muitas pessoas se verão impossibilitadas de seguir ganhando o pão de cada dia.

Acho que o intento é fazer nossas praias se parecerem o máximo possível com as praias de cidades como Miami Beach: limpas e imaculadas, mas vazias e sem atrativos. Vejam nesta foto, que eu tirei pessoalmente.


A troco de uma explicação que não é muito clara. Pelo menos para mim: "(...) reduziram as praias da cidade, outrora belas, no mais horrendo e bizarro trecho do litoral das capitais brasileiras", disse o juiz da sentença em Salvador.

Há também argumentos ambientais, com alegação de poluição do solo e poluição visual.

Confesso que desconheço os detalhes. Mas a mim me parece que o Turismo no Nordeste está prestes a viver dias de estrondoso prejuízo quando essas medidas forem levadas a cabo.

Afinal, nem só de mar e areia se vive na Praia.

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Série Tabuleiro da Bahia: Salvador

A primeira capital do Brasil!

Salvador tem a prerrogativa de ser o cartão postal da Bahia. Retrata emblematicamente os aspectos culturais, históricos, turísticos, artísticos de todo o estado.

Suas belezas materiais e imateriais foram agredidas pela exploração turística ao longo dos anos. Mas não deixa de ser inspirador ver a cidade de 5 séculos e experimentar os sabores que a Cidade de São Salvador oferece a todos os sentidos. Respirar o ar marinho do Farol da Barra, visitar o Mercado Modelo, caminhar preguiçosamente no Centro Histórico, ouvir a batida e assistir às evoluções da capoeira, do candomblé, dos blocos de carnaval, provar da culinária singular.

Salvador das ladeiras, da preguiça, das igrejas e das religiões, e também dos pecados. Salvador da vida, cidade do mundo, convidando todos a se "soteropolitanizar".



Uma curiosidade: o natural de Salvador é referido como soteropolitano porque em grego a "Cidade de Salvador" é chamada "Soteropolis" que vem de "soter" (salvador) e "polis" (cidade) - dados do dicionário Houaiss.