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terça-feira, 2 de abril de 2013

Uma mágica de Senna

Já lá se vão quase 20 anos.

Naquele ano a Williams tinha os melhores carros, e tinha um piloto que, apesar de estar longe de seus melhores dias, ainda tinha competência suficiente para, dentro daquele carro, fazer o suficiente.

E Alain Prost faria o dever de casa, e cumpriria a obrigação de ser campeão. Mas não encontraria vida fácil. Esnobado pela Williams, Ayrton Senna estava guiando como nunca na Mclarem, fazendo um contrato novo a cada etapa.

E, apesar de terminar o ano com a taça, Prost viu seu dileto rival desfilar uma competência acachapante.

Como no Grande prêmio da Europa. Era o dia 11 de Abril de 1993. A pista estava molhada, mas não muito. Ninguém sabia exatamente em que condições encontrariam o asfalto.

E aí aparece o gênio. A mais espetacular primeira volta que já se viu em toda a história da Fórmula 1. Para entender sua grandeza, basta resumir a obra: contornar a primeira curva na quinta posição, mas a primeira volta em primeiro.

Senna, "Magic" como nunca.

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Quando o bicho pegou

Para muitos, Alain Prost e Ayrton Senna se detestaram mutuamente desde que passaram a dividir a equipe Mclarem.

Esta afirmação não é inteiramente verdadeira. De fato, durante a temporada de 1988, apesar de disputas duras e até algumas declarações sugestivas, a convivência entre os dois gênios ocorreu de maneira razoavelmente pacífica.

Naquele ano, apesar de fazer mais pontos que o brasileiro, Alain viu Ayrton levantar o troféu, num campeonato em que a Mclarem venceu 15 das 16 corridas. É que havia uma regra de descarte dos piores resultados, e como acumulou muitos abandonos, Senna acabou beneficiado.

Mas a relação entre os dois se deteriorou mesmo apenas em 1989. Foi por ocasião do Grande Prêmio de San Marino, disputado no circuito de Ímola, na Itália. E tudo foi decorrência de uma bela ultrapassagem de Ayrton Senna sobre o francês.



Ocorre que não foi por Alain Prost não aceitar a derrota, tampouco por qualquer tipo de falta de esportividade da parte dele que se gerou a celeuma.

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

20 Anos Atrás

Era 1991. Dia 20 se completaram 20 anos. A Mclarem iniciou a temporada dando a sensação de que a superioridade dos anos 1988, 1989 e 1990 seria mantida. Para completar, a Ferrari não preparara um carro decente para Alain Prost. O francês, em suas palavras, estava guiando um caminhão. Mal terminou a temporada.

O caminho estava aberto para Ayrton Senna. E o brasileiro começou arrasador, levando seu Mclarem à vitória nos quatro primeiros Gps: Estados Unidos, Brasil, San Marino e Mônaco. A fatura parecia liquidada.

Mas não estava.

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Gênios Trabalhando

Às vezes a memória de alguns narradores, jornalistas e torcedores falha bastante. Torna-se tendenciosa, mostra pouca afinidade com a Verdade.

Ímola, 1993. A última batalha direta entre Ayrton Senna e Alain Prost na Fórmula 1. Na mesma pista onde, um ano depois, um Alain aposentado veria Ayrton encontrar tragicamente seu destino. Corrida com pista molhada, onde Senna era imbatível, enquanto Prost não passava de um grande trapalhão.

Será mesmo?

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Isto é Mônaco. Isto é Senna.

O ano era 1992. Ayrton Senna guiava um bom Mclarem-Honda, mas a Williams-Renault de Nigel Mansell era praticamente imbatível.

Nas ruas do Principado, porém, tudo sempre pode acontecer. E aconteceu. Mansell teve um problema com pneus e precisou de uma parada extra de boxes. Voltou com borracha novinha, guiando um carro visivelmente mais rápido, e lutando como um alucinado pela vitória.

Mas eram as ruas de Monte Carlo. E era Ayrton Senna. Curtam este momento.



Foi para a História.

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Pau a Pau

Essa eu peguei no Blog de Flávio Gomes: Senna e Prost em respectivas voltas de classificação no circuito de Suzuka.

Parecem um o espelho do outro.

Mas, observando bem, Ayrton é um pouco mais agressivo; corrije mais vezes a direção. Prost é mais preciso.

E Senna parece ser uma piscadela de olho mais rápido. Talvez porque Alain teve um retardatário para livrar.

Ou então não foi nada disso, é tudo mera impressão deste que escreve.

Saudades dos duelos destes dois gigantes.

sábado, 16 de outubro de 2010

Dito por Ayrton Senna

Os ricos não podem mais viver numa ilha rodeada por um mar de pobreza. Nós respiramos, todos, o mesmo ar. Devemos dar a cada um, uma chance, ao menos uma chance fundamental”.
(Ayrton Senna)



Ayrton foi espetacular nas pistas. E nas pistas muitas vezes não agiu de maneira correta. Mais especificamente, nas pistas ele muitas vezes agiu de maneira absolutamente imperdoável.

Não obstante, ao se ver fora do carro, longe do asfalto e sem nenhuma disputa em vista, Senna era, segundo muitos e muitos relatos de pessoas próximas, bastante sincero e humano. Preocupado com o Brasil, com o Mundo, com as pessoas.

Recebi essa frase aí por e-mail e resolvi compartilhar. Não porque Senna foi um dos meus ídolos. Tampouco pela sua imensa qualidade como piloto de automóveis.

Apenas porque é um pensamento com o qual eu mesmo compartilho.

E pelo qual tenho sinceros temores a partir dos resultados das próximas eleições.

terça-feira, 9 de março de 2010

O Artista e sua Arte

Peguei no blog de Flávio Gomes (aqui).



Este é Ayrton Senna. Um dos maiores talentos que o automobilismo já viu. Neste ano, Ayrton completaria 50 primaveras.

Na foto, um belo fragrante de Senna em seu estilo: arrojo puro. E velocidade. Quem mais guiaria um Kart dessa forma? "Era impossível batê-lo", dizem os que competiram contra Ayrton naquele tempo.

De fato, se o Kart aguentasse o "tranco", Ayrton era mesmo invencível. E seu estilo, de puríssimo arrojo, fica muito bem ilustrado nesta bela foto.