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quarta-feira, 14 de maio de 2014

O grande erro do modelo elétrico foi a rigidez da ecologia

Do site de Luís Nassif

Original aqui.

Por Igor Cornelsen
Caro Luis

Sou engenheiro civil especializado em barragens para geração de eletricidade.

Quando estudava em Curitiba, na Universidade Federal do Paraná, entre 1965 e 1970, o laboratório de hidráulica da escola de engenharia modelavam uma série de barragens no rio Iguaçu, que foram depois construídas pela COPEL e Eletrosul.

Se houvessem grandes reservatórios nas duas barragens do rio,  o Acre não teria ficado isolado"

O rio que antes transbordava, invadia cidades, deixava regiões isoladas, hoje está domado, gera energia o ano todo, e suas barragens armazenam água na época das cheias, evitando transtornos à população, e gerando eletricidade no resto do ano.

segunda-feira, 17 de março de 2014

10 anos do “Novo Modelo do Setor Elétrico Brasileiro”: Sem motivos para comemorar

Luciano Losekann

Blog Infopetro

Original aqui.

Nesse ano de 2014, o chamado “Novo Modelo do Setor Elétrico Brasileiro” completa 10 anos. O modelo foi gestado como uma resposta à crise setorial que culminou no racionamento de 2001/2002 e um compromisso de campanha do presidente recém-eleito, Lula. Após um período de debate no ano de 2003, o modelo foi implementado através de duas medidas provisórias, posteriormente convertidas em leis, e cinco decretos entre maio e julho de 2004.

A principal motivação do novo arcabouço setorial era garantir a segurança do abastecimento. Para cumprir esse objetivo, o Estado retomou o papel de coordenador e planejador setorial e o regime contratual do setor foi modificado. No Ambiente de Contratação Regulado, as distribuidoras atenderiam 100% de sua necessidade através de contratos de longo prazo negociados através de leilões competitivos.

sexta-feira, 18 de maio de 2012

O negócio da energia verde


Por Assis Ribeiro
De Blog Infopetro (aqui)


A energia verde como um negócio

A maioria das considerações sobre a energia verde apresenta como motivador para a sua utilização a questão ambiental. Essa abordagem começa a ser substituída. Ao avaliar as possibilidades da economia verde na economia mundial em crise é possível encontrar resultados interessantes.

A energia "verde" parece se tornar cada vez mais viável
Por muito tempo, temas como “economia verde” ou “utilização de fontes renováveis de energia em processos produtivos” fizeram parte de uma abordagem sobre mudança climática ou manutenção da qualidade da vida humana no futuro. Dizia respeito a alguma utilização consciente de recursos energéticos, mas sem a devida análise do fator econômico.

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Engenho da China

Os meus parcos conhecimentos de física dão conta de que a energia usada para frear e acelerar as máquinas respondem por uma fatia gigantesca dos custos do transporte público.

De fato, imaginando um metrô como o de New York, que pode alcançar até 88 km/h, a energia necessária para acelerar toda aquela massa de metal não é desprezível. E isso precisa ser feito a cada parada.

Vem da China, e está demonstrada no vídeo abaixo, uma idéia muito interessante. Os engenheiros propoem um novo conceito de transporte ferroviário em que o trem não precisa parar na estação e, assim,  seus sistemas de frenagem e seu consumo energético possam ser substancialmente poupados.

Além disso, o tempo perdido em desaceleração, parada para embarque e desembarque e reaceleração pode ser totalmente suprimido.

A idéia, surpreendentemente simples, é manter uma cabine mais leve - cuja estrutura ficará fixa e suspensa - na estação de embarque e desembarque. O trem passa por baixo e, sem a necessidade de parar, se conecta a esta estrutura, ao mesmo tempo em que se desconecta de uma outra cabine similar. Passageiros podem usar a cabine para embarque e desembarque até que o próximo trem passe pela estação, quando a operação se repete.

sábado, 19 de novembro de 2011

Globo contra Belo Monte

Nos anos 90 o Brasil viveu a época em que não podíamos crescer, gerar empregos e renda porque faltava energia.

Uma série de erros estratégicos que se acumularam por anos, mais a desastrosa política de privatização do setor energético que foi conduzida na época respondem por todo aquele momento difícil que o país viveu.

Faltava geração de energia, e no momento em que houve uma seca prolongada, o sistema baseado em poucas hidrelétricas não deu conta da demanda do país. O Brasil teve que racionar energia. As empresas tiveram que reduzir sua produção. Muitas pessoas foram demitidas. A economia do país encolheu.

A geração de energia é um problema muito mais difícil do que se pensa. Não é um mundo tão lindo como faz crer certos discursos fáceis: energia eólica, energia solar, energia das marés. Todas de fontes renováveis, todas limpas.

Mas todas ainda incapazes de prover energia na quantidade e na constância que necessitamos. Ainda não há tecnologia que permita nenhuma dessas fontes prover mais que uma parte muito pequena, e acessória, da energia que é demandada. Não há como iluminar cidades, mover indústrias, aquecer auto-fornos, transportar pessoas e cargas usando essas fontes alternativas. As pesquisas ainda são muito embrionárias, e elas não dão conta da missão. Simples assim.

As nações do mundo escolhem obter sua energia de usinas Termelétricas, Termonucleares e Hidrelétricas. Não fazem isso porque estão conjuradas na missão de destruir o Planeta. Fazem isso porque esta matriz é a única tecnicamente viável para atender às necessidades de geração de energia de qualquer país que sonhe em deixar a idade das trevas.

Não é uma escolha por ideologia. É por tecnologia.

quarta-feira, 23 de março de 2011

Fukushima em pauta

Com o temor de um grande acidente nuclear na usina de Fukushima, no Japão, volta à pauta o debate sobre a segurança e, portanto, a viabilidade das usinas termo-nucleares. Antes, cabe uma explicação do termo "termo-nuclear": a usina usualmente chamada de "nuclear" é, na verdade, uma usina termelétrica. Só que a água não é aquecida por carvão, e sim pela fissão controlada de material radioativo. E, naturalmente, este material radioativo fica totalmente isolado, sem ter contato com o meio externo.

Pessoalmente não tenho nenhuma opinião fortemente embasada sobre essas usinas. Era adolescente quando aconteceu o acidente de Chernobyl na União Soviética (aqui), em que uma usina com tecnologia ultrapassada, mesmo para a para a época (anos 80), simplesmente explodiu. Como todo mundo, também fiquei bastante aterrorizado com aquilo. Há quem garanta que a explosão efetivamente equivaleu a uma nova bomba nuclear.

Um estudo da ONU aponta que, no total, contando as vítimas da exposição imediata e as que carregarão o fardo radioativo ao longo dos anos, mais de 4000 mortes podem ser atribuídas ao acidente na usina soviética.

Isso deixa as pessoas temerosas, e é muito razoável que assim seja. Ninguém quer morar ao lado de uma nova Chernobyl.

Mas ocorre que não existem mais Chernobyl. Nem na Rússia nem em nenhum país do mundo. As usinas de hoje são muito mais seguras, e desde aquele episódio de triste lembrança não houve mais nenhum acidente com vítimas em usinas nucleares.

Nem mesmo em Fukushima. Observa-se que até o momento há muitos temores, plenamente justificados, e uma série de medidas profiláticas que foram tomadas, muito apropriadamente.

Mas o número de vítimas do acidente na usina nuclear é zero.

E isso é verdade há décadas.

Considerando o número de acidentes com vítimas, as usinas hidrelétricas, por exemplo, parecem ser muito mais perigosas. Vejam este vídeo sobre um acidente em que morreram mais de 70 pessoas, na usina de Sayano-Shushenskaya, na Rússia.



Ao contrário do acidente na usina de Chernobyl, que já conta décadas, este aconteceu a menos de 10 anos, em 2004.

Mais relatos de acidentes com vítimas fatais em hidrelétricas podem ser lidos aqui ou aqui. Exemplos não faltam.

Bem medido e bem pesado, não parecem ser tão perigosas assim as usinas nucleares. pelo menos quando comparadas às suas equivalentes de outras tecnologias.

Do ponto de vista econômico, vale observar que o custo do Kwh de energia produzido em termo-nucleares, termelétricas (a gás ou a carvão) e hidrelétricas é bastante similar.

A grande vantagem das usinas termo-nucleares, por incrível que pareça, é ambiental.

Ao contrário das usinas a carvão e gás, não há despejo de gases na atmosfera. Efeito zero sobre o aquecimento global.

Da mesma forma, ao contrário das usinas hidrelétricas, não há grande impacto ambiental, tampouco qualquer desequilíbrio ecológico. Não é necessário desmatar nem inundar nada. E, importante ressaltar, as demais tecnologias "limpas" não possuem potência (quantidade de energia gerada por unidade de tempo) comparável às termo-nucleares.

O único problema, que já é equacionado, são os dejetos. Os restos radioativos produzidos nas usinas termo-nucleares são perigosos e precisam ser tratados com cuidado.

Entre as alternativas para se resolver este problema estuda-se a reciclagem e o isolamento geológico. Ambas parecem ser viáveis, embora ainda careçam de estudos específicos (leia aqui).

Sendo uma alternativa de energia barata, limpa e segura, é de se perguntar o porquê de não ser largamente adotada em todo o planeta. Países cuja economia é mais desenvolvida a usam com sucesso há décadas. Os acidentes com vítima parecem ser coisa muito rara. O impacto no ambiente é praticamente nulo. Considerar a alternativa nuclear deveria estar na pauta tanto de governos quando de ambientalistas.

Poucas vezes se vê algo que agrega tão bem o interesse de todos.

segunda-feira, 29 de março de 2010

Parceria Ilhéus/Coelba: primeiro lugar!

Ilhéus é a cidade baiana com os maiores índices de interrupção de energia, segundo a ANEEL. A informação completa pode ser lida aqui.

Segundo a matéria, "em 2009, as interrupções no fornecimento somaram 34 horas, superando em 14 horas o que é considerado aceitável pela agência reguladora".

Bom, isso coloca Ilhéus no primeiro lugar do ranking de apagões do estado da Bahia. Uma posição nada orgulhosa, evidentemente.

E tem mais: sinceramente, a mim me parece que essas 34 horas são uma piada. Não sei como são feitos esses cálculos, mas acho que é unânime a opinião das pessoas que moram em Ilhéus que são bem mais do que 34 horas por ano. Em algumas semanas há mais de 34 horas de interrupção!

Infelizmente a matéria não mostra o próximo passo, isto é, o que acontecerá agora. A ANEEL vai tomar alguma providência? A COELBA vai tomar alguma providência? Ou tudo permanecerrá como dantes no quartel de Abrantes?

Sempre fico me perguntando o porquê de as agências serem tão condescendentes com as empresas.

De minha parte, mantenho a campanha:

Convido todos os ilheenses a se engajar. Copie o Logotipo, distribua, publique em sites e blogs, participe!

Vamos mostrar a todos a insatisfação pela qualidade do serviço prestado pela COELBA em nossa cidade!


sábado, 19 de setembro de 2009

Privatização de Energia: o engodo ou o engano?

Em Carta Capital nesta semana há uma discussão a respeito do processo de privatização que foi conduzido no Brasil, principalmente durante o governo FHC. Mas não exclusivamente. Até mesmo o Presidente Lula está privatizando: rodovias (chama de PPP – Parcerias Público-Privadas, mas tem o mesmo efeito prático das concessões tucanas) e o "grande" projeto de privatização da Infraero.

Para um presidente que ganhou o debate nas eleições de 2006 denunciando as privatizações, lamentáveis decisões.

A privatização das companhias energéticas foi vendida aos brasileiros como o processo que elevaria a qualidade do serviço aos melhores níveis do mundo. E os preços seriam competitivos, regulados por rigorosas agências democraticamente constituídas.

Hoje temos a ANEEL, e, na Bahia, a AGERBA, com a concessão do serviço outorgada ao grupo Iberdrola.

Em Carta Capital o principal foco é nos resultados da privatização do setor energético. De fato, e principalmente para quem mora em Ilhéus – e vive à mercê do serviço prestado pela COELBA – a privatização da companhia elétrica baiana não surtiu senão uma grande decepção.

Mas Carta Capital vai além, e discute que, hoje, o Brasil é o país com o maior custo per capita de energia em todo o Planeta.

“Somos líderes no ranking mundial, à frente de países com renda per capita muito superior à brasileira, como Japão e Alemanha. De 1995 a meados de 2008, data de publicação do estudo, a tarifa média teria subido nada menos que 398%. No mesmo período, os salários, corrigidos pelo IPCA, subiram bem menos, apenas 164%”, garante o jornalista Luiz Antonio Cintra, baseando-se no trabalho de uma CPI que, não por acaso, quase não aparece nos holofotes da mídia.

Imaginar que o serviço com a qualidade que a COELBA presta ainda está entre os mais caros do mundo, isso sim, é algo difícil de engolir.

domingo, 30 de agosto de 2009

Pressionar a COELBA

Eis que a COELBA aparece a dar explicações a respeito da qualidade do serviço de fornecimento de energia elétrica que presta à cidade de Ilhéus. Finalmente! Leia aqui e aqui para ver que a COELBA se explicou à câmara de vereadores, à prefeitura e, indiretamente, a uma série de representantes da sociedade organizada da cidade.

Mas é pouco. Muito pouco mesmo quando se vê que o serviço de péssima qualidade que a empresa presta na cidade vem afetando praticamente a totalidade das pessoas do município. UESC e Universidades Particulares, CEPLAC, Escolas públicas e particulares, comércio, indústria, hotelaria, restaurantes, residências. É indistinguível o grupo de cidadãos que vem sendo prejudicados pelas mazelas no fornecimento de energia prestado pela COELBA.

Que não se acuse, portanto, a empresa de ser sectária ou preconceituosa. Isso seria uma injustiça. A COELBA presta um serviço com qualidade abaixo do mínimo a todos os segmentos da cidade. Ilhéus como um todo, indistintamente, recebe o mesmo péssimo serviço de fornecimento de energia elétrica.

Dessa forma, acho que não cabe mais à empresa estar dando explicações a grupos específicos. A empresa precisa ser interpelada por todos os segmentos da cidade indistintamente. Porque a péssima qualidade é disseminada por todos. Porque os prejuízos são acumulados por todos. Assim, a empresa deve satisfações e compensações a todos.

O caminho mais adequado, então, deve ser uma ação civil pública. O Ministério Público precisa convocar a COELBA a se explicar e a indenizar a população de Ilhéus pela péssima qualidade do serviço prestado. Juntamente à COELBA, também devem ser chamadas às falas a AGERBA e a ANEEL, que são, afinal, responsáveis pela fiscalização, sanção e garantia da qualidade prestada pelos serviços da concessionária.

O sistema de concessão de serviços públicos, como o caso do fornecimento de energia elétrica, se suporta muito numa estrutura regulatória atuante e eficaz. Porque empresas visam unicamente o lucro e, num ambiente sem concorrência, só atuarão satisfatoriamente se estiverem sob pressão.

Assim, sejamos céticos ao ouvir que a COELBA está “sempre a seu lado”.

Quem está lado a lado são os cidadãos, indistintamente prejudicados pela qualidade do serviço.

quinta-feira, 30 de julho de 2009

A Pedidos: COELBA

Em função dos recentes episódios de falhas, interrupções e blecautes em toda a cidade de Ilhéus, recebi pedidos de informação sobre a campanha "Eu Compro Muitas Velas por Causa da COELBA" .

O logotipo está abaixo.



A permissão de uso por quem desejar é permanentemente concedida.

Conforme prometido, a Campanha não volta, pelo menos por enquanto, e espero que não seja mais necessário. Todavia, para os que desejarem, pode-se acessar aqui.

quinta-feira, 9 de julho de 2009

Prometido e Cumprido!

Conforme prometido, e completos hoje 30 dias sem que eu registre um problema grave no abastecimento de energia (pelo menos no meu bairro), retiro a campanha "Eu Compro Muitas Velas por Causa da COELBA" do meu blog.

O post, porém, permanece. Por dois motivos. Primeiro porque outras pessoas podem estar insatisfeitas, e o material publicitário que há ali está à disposição de quem desejar. Segundo, porque a qualquer momento a qualidade do serviço pode voltar a merecer a volta da campanha.

Mas por ora, meu sincero reconhecimento ao pessoal da COELBA.

segunda-feira, 27 de abril de 2009

COELBA, AGERBA e ANEEL

Ontem a COELBA nos deu mais uma demonstração da qualidade dos seus serviços e do seu atendimento, submetendo a cidade a mais uma longa interrupção do fornecimento de energia.

Eu não me canso de tentar entender o que ocorre com a COELBA, no tocante à sua relação com Ilhéus. Posso, porém, apontar uns fatos interessantes: com uma freqüência bastante razoável tenho visitado diferentes cidades pelo Brasil afora. Algumas metrópoles, como Rio de Janeiro, São Paulo, Recife e Salvador. Outras, cidades de porte médio para grande, como Feira de Santana, Vitória da Conquista, Aracajú e, na Paraíba, João Pessoa e Campina Grande. É uma amostragem pequena, eu sei. Mas ainda assim posso apresentar um resultado de minhas observações: em nenhuma dessas cidade há tantos problemas com o abastecimento de energia elétrica quanto em Ilhéus. A única que se aproxima, mas ainda parece sofrer menos, é Itabuna.

Não consigo me lembrar da última semana que tenha decorrido sem problemas de abastecimento de energia elétrica. Os moradores de Ilhéus sabemos que as variações de tensão e os blecautes estão “Sempre ao seu lado”.

Curiosamente, observo os funcionários das empresas terceirizadas da COELBA trabalhando na manutenção e a mim eles parecem extremamente dedicados e preocupados com a boa continuidade do serviço prestado.

Creio, portanto, que o problema que aflige Ilhéus não está nos trabalhadores, e sim na gerência da própria COELBA.

Uma vez ouvi de um engenheiro algumas explicações, e considerei-as verossímeis. Afinal, é mesmo provável que os sistemas de distribuição de energia da cidade sejam velhos e ultrapassados, bem como que a proximidade com o mar dificulte a manutenção das linhas de abastecimento. Não obstante eu me pergunto o seguinte: esses problemas não poderiam já estar resolvidos? Não é possível modernizar os sistemas em Ilhéus, como fizeram em outras cidades? Porque Aracajú, Salvador e João Pessoa, que ficam à beira-mar, não sofrem tanto quanto Ilhéus?

E isso me leva a uma conclusão interessante: é uma decisão administrativa. A COELBA decidiu que não é interessante, provavelmente porque o investimento é alto e o retorno é pequeno, investir realmente em melhorias no sistema de abastecimento da cidade de Ilhéus. Assim como também não se interessam em melhorar o atendimento no 0800 071 0800 (já decorei o número) para cumprir a Lei; quem já experimentou ligar para esse número durante um blecaute sabe que se pode esperar 20 a 30 minutos até conseguir falar com um atendente que, no final, não possui nenhuma informação concreta para apresentar.

Por esse motivo eu já lancei uma campanha em meu blog: “Eu compro muitas velas por causa da COELBA”. Tem até um logotipo prá quem quiser copiar.

Pessoalmente já tenho reclamado junto à ANEEL e à AGERBA, agências reguladoras que tem o poder de cobrar e sancionar a COELBA pela sua falta de zelo.

E agora vou mais adiante; não podemos ficar de braços cruzados assistindo ao desrespeito com que esta concessionária trata a todos na cidade. Podemos fazer chegar múltiplas reclamações contra a concessionária, para evidenciar que de fato há algo muito errado no serviço prestado pela COELBA em Ilhéus. Dessa forma, proponho a todos que eventualmente leiam esse texto que façam o seguinte: redijam uma pequena nota de reclamação (abaixo eu ofereço um pequeno modelo, mas cada um pode mudá-lo como quiser) e mandem para a COELBA, com cópia para a AGERBA e a ANEEL.

Para efetuar uma reclamação na ANEEL deve-se clicar em http://www.aneel.gov.br/area.cfm?idArea=30&idPerfil=3 e preencher os dados. É necessário se cadastrar antes como cidadão. Na AGERBA o processo é semelhante, clicando-se em http://www.agerba.ba.gov.br/ e em seguida na guia “Fale Conosco”. Na COELBA pode-se acessar o formulário de reclamação clicando em http://www.coelba.com.br/global/autoatendimento_novo/fale_conosco/index.asp?c=144&tipo=site. É importante que a reclamação seja feita tanto à empresa quanto à AGERBA e à ANEEL, para que em todos os níveis de fiscalização se saiba que a insatisfação está se tornando pública.

Espero que o espírito de cidadania dos ilheenses prevaleça, e que muitas reclamações cheguem à empresa e assim ela demonstre maior respeito pelos seus usuários. Porque a melhoria dos serviços depende da pressão que se faz sobre a empresa e essa pressão será tanto mais forte quanto mais numerosas forem as reclamações.

E enquanto isso convido-os a participar da campanha “Eu compro muitas velas por causa da COELBA” em, http://alvarodegas.blogspot.com/2009/04/eu-compro-muitas-velas-por-causa-da.html.

Sugestão de nota de reclamação: “Caros senhores administradores da COELBA, Companhia Elétrica da Bahia, e caros senhores ouvidores das agências AGERBA e ANEEL. A qualidade do fornecimento de energia elétrica na cidade de Ilhéus, sul da Bahia, é absolutamente precária, não atendendo a qualquer das mínimas exigências de qualidade a que todos os usuários tem direito. A quantidade de interrupções e variações de tensão que são percebidas pelos usuários ultrapassa qualquer limite aceitável, tanto na freqüência, quanto na duração. Além disso, o atendimento telefônico prestado pela concessionária é ineficaz e beira à falta de respeito pelo cidadão, pois normalmente fica-se muitos minutos aguardando um atendente que normalmente acaba por não ter nenhuma informação útil para apresentar. Dessa forma, solicito aos fiscalizadores que cobrem, usando todas as prerrogativas legais, o devido empenho da empresa para que os serviços alcancem o nível mínimo de qualidade a que, como cidadãos, temos direito.”

sábado, 25 de abril de 2009

"Sempre a seu lado"?

Hoje Ilhéus ganhou mais um "presente" da COELBA... um BLECAUTE! Em minha casa durou uma hora. E na sua?

É impressionante o "cuidado" e a "competência" que a empresa dispensa a essa cidade.

É como eles mesmos na empresa dizem... "Sempre a seu lado". Uma verdadeira assombração, pesadelos constantes.

Por isso a campanha continua; clique em EU COMPRO MUITAS VELAS POR CAUSA DA COELBA. E você?

Participe! Porque o seu maior pesadelo está ali, "sempre ao seu lado".

segunda-feira, 6 de abril de 2009

Eu compro muitas velas por causa da COELBA

A cena é tão comum... estou em casa, tranquilamente trabalhando ao computador, e de repende PUF!

Interrupção do fornecimento de energia.

Ou "picos", que são as variações de tensão, colocando em risco todos os eletro-eletrônicos das nossas residências.

Ligar para o 0800 071 0800 é uma epopéia! Submetemo-nos a uma longa espera, até que um atendente explicar que "a ocorrência está registrada e tem prazo de 3 horas para ser resolvida".
Alguns dias depois a cena se repete. E de novo, e de novo, e de novo. Não dá para aguentar.

Não pode ser por acaso. Não é azar. Isso só pode ser explicado por Incompetência técnica do pessoal que atende Ilhéus, ou então por negligência de uma empresa que prefere arcar com os problemas recorrentes do que tratar os consumidores como eles merecem.

Por essas e outras, estou lançando a campanha

Convido todos os ilheenses a se engajar. Copie o Logotipo, distribua, publique em sites e blogs, participe!

Vamos mostrar a todos a insatisfação pela qualidade do serviço prestado pela COELBA em nossa cidade!

E à COELBA eu lanço um desafio: quando acontecer de eu passar um mês sem ter problemas com o fornecimento de energia, a campanha será retirada daqui.