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terça-feira, 19 de março de 2013

30 anos do Tema

O tema da Vitória, composição de Eduarto Souto Neto, acaba de completar 30 anos.

Abaixo cenas da primeira vez em que a Rede Globo o exibiu: Grande Prêmio do Brasil de 1983. Vitória de Nélson Piquet. Eu me lembro da corrida, mas confesso que não me lembro do tema ter sido tocado.

Legal para relembrar, ou para apreciar, caso não se tenha vivido aqueles tempos.



Uma curiosidade: Alain Prost já foi agraciado duas vezes com o tema da Vitória. É que ele tocava para os vencedores do GP do Brasil, e Alain venceu em 1984 e 1985.

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Ford, Piquet e Mansell, Final

Finalmente a corrida. Mansell pareceu mais em forma que Piquet, mas cometeu um pequeno engano: deu um toque na traseira. Parece ter se esquecido de velhas lições... no final Piquet deu o troco, mas o toque foi mais certeiro. E decisivo.

Delícia de se ver.

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Ford, Piquet e Mansell, parte 2

A campanha da Ford pode não aumentar a venda de carros, isto eu não sei. Mas com certeza é uma delícia de assistir. Agora Nelson e Nigel são apresentados às ferramentas de trabalho.

A minha curiosidade está a mil com o desfecho da novela. Mas parece que ainda faltam dois capítulos.

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Ford, Piquet e Mansell.

Esta parece que vai ser uma campanha publicitária diferente. Provavelmente será toda direcionada para a Internet. Piquet x Mansell, uma última dança.

Claro que tem mais simbolismo para os que, como eu, acompanharam as disputas entre os dois em 1986 e 1987, enquanto dividiam a Williams.

Pode passar despercebido a muitos o tapa que Nigel dá na placa com o número 6. Mas quem viu sabe bem do que se trata.


 

Confesso que estou ansioso esperando a próxima sequência.

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Punir o Espetáculo

Depois de um mês sem Fórmula 1, estava um belo domingo. Fernando Alonso, o gênio da atualidade, dentro de seu carro limitado, preparava-se para mais uma corrida. Acompanhando a câmera On Board abaixo é quase possível ouvir seus pensamentos.

"Largada é um momento tenso. Preciso ser rápido, ter bons reflexos, mas também ter muito cuidado."

Segundos depois...

"Ôpa! Aquele ali à esquerda com certeza queimou a largada. Vai ser punido. Melhor. Um a menos... aliás, dois, já que Kobayashi largou mal, e eu já passei ele."

Mais um tempinho...

"Até aqui tudo bem: com a punição do afobadinho que queimou a largada, vou fazer a curva virtualmente em terceiro lugar, o que não é um mau começo. Até aqui tudo bem. Esta corrida promete ser um presente dos céus".

Mas dos céus viria outra coisa: um carro preto. E de repente tudo acaba.


segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Piquet, 60


São sessenta anos do grande Piquet. Tido por quase todos como o mais completo piloto que a Fórmula 1 já viu. Para muitos, o melhor piloto brasileiro.

Vencedor de três campeonatos mundiais, em cada um deles empurrado por um motor diferente, Piquet deixou sua marca na história do automobilismo pela competência, sem dúvidas. Mas certamente também pelo comportamento, sempre muito correto nas pistas, mas totalmente heterodoxo fora delas.

Piquet desmistifica a imagem do esporte sério, dos pilotos compenetrados, das declarações cuidadosamente preparadas. Falava muito, e mal, de muita gente. Pilheriava, brigava, caçoava sem piedades, tendo como vítimas principais o seu adversário da Williams, o inglês Nigel Mansell, e Ayrton Senna. Este com sua masculinidade posta em dúvidas, aquele satirizado por gostar de mulher feia. Piquet não tinha papas na língua, e não respeitava ninguém quando abria a boca.

Mas na pista, sempre foi um piloto limpo. Jamais se comportou de maneira minimamente questionável. Venceu três campeonatos mundiais, nem sempre com o melhor carro, mas sempre competindo com lisura. Suas marcas eram a agressividade, a frieza e, principalmente a criatividade. Jamais anti-esportivo.

Aqui o vemos em sua essência: vencendo, perdendo, errando, batendo, brigando, brincando. Correndo.


Saudades de Nelsão.

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

30 Anos Atrás

Era uma tarde de Sábado, e por algum motivo as corridas de Fórmula 1 às vezes não aconteciam no domingo.

Era o estacionamento de um hotel, o Caesar's Palace, e por algum motivo haviam corridas de Fórmula 1 que se realizavam dentro de estacionamentos.

E era a decisão do título mundial de 1981 em Las Vegas, EUA. Matematicamente haviam três postulantes ao título: Jacques Laffite, guiando uma Ligier Talbot-Matra, Nelson Piquet, guiando um Brabham-Ford e Carlos Reutemann, guiando para a equipe que conquistaria o bicampeonato de construtores: Williams-Ford.

Nelson Piquet guiando seu Brabham BT 49, campeão mundial em 1981


sábado, 8 de janeiro de 2011

Sobrenome de campeão.

Bruno Senna está praticamente fora da Fórmula 1. Pode acontecer uma reviravolta, mas a situação do brasileiro é complicada (leiam aqui).



Ocorre com ele a mesma "maldição" que aconteceu com o jovem Piquet, o filho. E já havia acontecido com Christian Fittipaldi. Todos herdeiros dos sobrenomes mais "nobres" do automobilismo brasileiro.

É que a vida de um herdeiro não é fácil mesmo. Porque o sobrenome abre muitas portas - o dinheiro que o antecessor eventualmente tenha amealhado ao longo da carreira também - mas ao sentar num cockpit de um time de Fórmula 1 a conversa muda radicalmente.

Primeiro porque nas categorias anteriores a quantidade de recursos financeiros e técnicos necessária para se ter um carro competitivo é facilmente coberta pelos contatos e pelo patrimônio da família. Piquet Jr. por exemplo, correu em uma equipe montada pelo Pai até a derradeira porta antes da Fórmula 1, a Gp2. Era um time muito bem estruturado, financeira e tecnicamente, para os padrões da categoria. E, principalmente, uma equipe que tinha em Piquet o principal piloto do time.

O segundo motivo é que a qualidade que é requerida de um piloto de Fórmula 1 para ser um vencedor está ordens de grandeza à frente do que é requerido nas demais categorias. Os vencedores na Fórmula 3, GP3, GP2, Fórmula 2, etc. não necessariamente são bons o suficiente para a Fórmula 1. Aliás, normalmente não são. Perguntem a Senna, o Bruno, como foi difícil andar atrás do então desconhecido Karun Chandhock. Confirmem com Christian Fittipaldi como foi encarar e superar por pouco Gianni Morbidelli. E perguntem ao mais infeliz de todos eles, Piquet Jr., as desventuras que se sofre ao dividir a equipe com Fernando Alonso. Sobre isso Felipe Massa também pode falar.

O terceiro motivo é o mais cruel de todos: a comparação. Quando Christian, o mais bem sucedido dos três, sentou-se ao cockpit da Minardi, e depois da Arrows (depois Footwork), o que todos viram não era um mero estreante. Mas um "Fittipaldi". O mesmo se deu com Piquet, e com Senna. As cobranças da imprensa e do público não são exatamente as que se exige de um estreante. Cobra-se dos jovens que supram nossa orfandade. Queremos outro Fittipaldi, outro Piquet, outro Senna. O sobrenome, até aqui um ativo muito valioso, torna-se então uma grande maldição.

Daí que Bruno Senna parece estar fora. Vai procurar outra coisa para fazer, longe da Fórmula 1. Porque estar com o nome Senna nas últimas posições não é suficiente. Competir, como fez o Bruno, de forma apenas mediana, também não. Nada contra o piloto, que pouco mostrou, mas também pouca chance teve de mostrar qualquer qualidade. É que Bruno Senna, assim como Nélson Piquet Jr. e Christian Fittipaldi, carregam uma herança muito difícil.

Sobrenome de campeão.

domingo, 29 de novembro de 2009

Não fosse pelo motivo que é...

O staff do piloto Nelsinho Piquet ainda não desistiu de colocá-lo em algum cockpit para o mundial de 2010. Leia aqui.

A mais recente proposta é associar a rivalidade de outrora - Senna X Piquet - à imagem da equipe Campos e, assim, conseguir melhorar as possibilidades de levantar patrocínio.

O ponto é totalmente válido: enquanto pilotaram, sempre em equipes diferentes, Piquet e Senna - os originais - protagonizaram uma rivalidade histórica, dentro e fora das pistas.

Nos bastidores houve declarações de Piquet a respeito da sexualidade de Ayrton, que por sua vez já tinha usado a imprensa para mostrar que sua popularidade - mesmo antes de conquistar o primeiro campeonato (enquanto Nélson já contava três) superava a do compatriota.

Nas pistas a rivalidade rendeu os melhores resultados que o automobilismo brasileiro já teve, com os dois alinhando várias vezes na primeira fila, e alcançando várias "dobradinhas", pondo com frequência a bandeira do Brasil em primeiro e segundo lugar no pódium. Inclusive na corrida local, o GP do Brasil de 1986.

Protagonizaram momentos como esse.



Assim, a imagem histórica associada aos dois sobrenomes, e a regeneração dessa rivalidade pode, sim, ser explorada com muita facilidade pela equipe Campos. Pode ser uma boa idéia.

O único problema é o motivo que levou Nélson Piquet a popor isso à equipe. Não, ele não está motivado pela disputa contra o compatriota. Não, ele não quer reviver para o mundo a rivalidade histórica. Não, ele não pensa no espetáculo, no esporte, na competição.

Nélson Ângelo Piquet tem a carreira manchada para sempre, por atitude desrespeitosa com o público e os adversários. Um dos maiores exemplos de anti-esportividade de toda a história da Fórmula 1.

Depois dessa mancha, resta-lhe pouco o que oferecer às equipes.

Na verdade, parece, apenas o sobrenome.

quinta-feira, 21 de maio de 2009

Porque é melhor se divertir

O melhor piloto que o mundo viu na fase moderna da Fórmula 1 foi, sem nenhuma dúvida, Michael Schumacher.

Para os brasileiros, em sua maioria, o nome citado é o de Ayrton Senna. Às vezes, Nélson Piquet ou Emerson Fittipaldi.

A essa lista pode-se facilmente acrescentar Jackie Stewart, Alain Prost, Jim Clark, Niki Lauda. Todos gênios, sem dúvidas. Cada um deles com diferentes qualidades.

Mas quando me pedem para escolher, entre os maiores, o meu piloto preferido, eu não tenho dúvidas em apontá-lo: Nélson Piquet. Não tanto pelas suas habilidades como piloto - dignas de reverência, sem dúvidas - quanto pela maneira com que Nélson lidava com tudo e com todos no mundo hipócrita da Fórmula 1. Ele definitivamente estava ali para se divertir. E fez isso como nenhum outro.

Para os mais novos que não o conheceram, a personalidade de Piquet como piloto era muito parecida com a do Dr. Greg House, da série homônima de TV. Cáustico, tinha sempre algo engraçado e irritante a declarar sobre tudo e sobre todos. Trocava fácil a diplomacia pela retaliação, sempre que julgava ser necessário. Como por exemplo quando, despreparada, uma repórter lhe perguntou:
"E aí Piquet. Quer ganhar a Corrida hoje?"
A resposta veio rápida e mimosa.
"Não! Hoje estou querendo terminar em décimo segundo!".

Recentemente, ao comentar sobre o fetiche do presidente da FIA, de interpretar um torturador nazista com suas "namoradas", Piquet deixou mais uma pérola no ar: "Interessante que a Fórmula 1 não tinha pudores de correr na África do Sul em pleno Apartheid e agora todos ficam vermelhos porque um dos diretores pevertidos foi pego de calça arriada."

Saudades do gênio e de sua marca. Em tempos em que tudo precisa ser tolerado em nome da hipocrisia dos "bons costumes" faz falta o cara que, em 1982, quando vinha conseguindo levar o carro à primeira vitória na temporada - aquele estava sendo um ano muito difícil para a equipe Brabham - foi tocado para fora da corrida por um retardatário. Sua reação não poderia ser diferente. Confira no vídeo abaixo.



E aqui tem um tributo, onde podemos revê-lo nos tempos de Brabham e Williams, com suas vitórias, suas ultrapassagens espetaculares, seus campeonatos mundiais. Depois os tempos de Lotus e Benetton, onde carros menos competitivos levaram-no a mostrar muitas de suas qualidades. A de se meter em confusões, inclusive.