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segunda-feira, 7 de março de 2011

Carnaval

Na postagem passada eu comentei que uma infecção pelo vírus da Dengue e a ausência de uma conexão Velox atrasara em boa monta as tarefas que costumeiras.

Eu estava comemorando haver superado os dois obstáculos. Mas na verdade apenas um deles, a Dengue, havia sido superado. Ainda estou aguardando a Oi me permitir o direito de usar uma conexão Velox para que eu possa voltar a estabelecer meu ambiente computacional caseiro, e ter minha produtividade acadêmica, profissional e pessoal inteiramente restaurada.

Por ora vamos usando conexões 3G emprestadas de amigos.

Carnaval.

Ao contrário do que muita gente pensa, quando me vê ranzinza com o barulho excessivo e crítico ácido da qualidade da música baiana de hoje, a verdade é que eu gosto muito de Carnaval.

Não gosto de música alta, e acho um absurdo criminoso o abuso de algumas pessoas, que impõem sua excrecência musical aos ouvidos alheios. Bares, automóveis, residências. Meu ouvido não é penico (leiam aqui).

E também ainda acho lamentável a qualidade deplorável que alcança, a cada ano, a música decadente da Bahia (leia aqui).

Mas eu adoro Carnaval. Quase tanto quanto gosto do São João.

Gosto das marchinhas, das fantasias e da inocência (aparente) dos bailes de outrora. Gosto também dos blocos de Trio Elétrico, e de ser folião "pipoca" em Salvador. Imagino como deve ser emocionante curtir as ruas de Olindda. E Ouro Preto, e o Rio de Janeiro (os bailes, os blocos, o Sambódromo), e cada festa pelo Brasil afora.

Folião fanático, frequentei o Carnaval em Salvador por quase uma década seguida, entre 1992 e 2000. Corria atrás dos Trios na Av. 7 de Setembro e na Carlos Gomes, bem como no circuito Barra-Ondina. Bloscos afro, índios, a Mudança do Garcia e os meus preferidos: Filhos de Ghandi.



Mas hoje em dia sou pai de uma Princesa, e com outro rebento prestes a chegar. Conto com muitos anos e muitos quilos a mais do que tinha naquela época (cabelo e paciência de menos).

Meu Carnaval mudou.

Agora ele tem mais tranquilidade, menos barulho, mais descanso, menos agitação, mais lazer, menos viagens, mais música, menos barulho. Não é melhor nem pior. A Alegria e o prazer de curtir a festa permanecem inalteados. Apenas diferentes.

Feliz Carnaval para todos.

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Natal



Noite Feliz.

Na companhia da minha Princesa, e da minha Florzinha. Com a família reunida. Celebrando a paz, a concórdia, a amizade.

Propondo um brinde a todos. Uma proposta de entendimento e de paz.

Aos amigos, aos desafetos, aos que eu não ouvi, aos que não me ouviram, o melhor dos presentes.



Paz!

Um brinde a todos voces.

Feliz Natal.

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Os filhos que cuidam dos pais

Essa matéria assustadora eu peguei no Blog do Nassif (leiam aqui).

Não é fácil entender como um país rico e socialmente avançado como a Grã Bretanha permite esse estado de coisas. Mesmo nos emergentes e em boa parte do terceiro mundo isso seria absurdo.

Um crime contra a Infância.

Os filhos que cuidam dos pais

Por MiriamL

Da BBC Brasil

Filha que cuida da mãe desde os seis anos ilustra realidade que preocupa britânicos

A situação de uma adolescente britânica de 12 anos que cuida da mãe desde os seis anos ilustra uma realidade que vem se tornando mais comum na Grã-Bretanha e gera preocupação no país.

A mãe da Victoria, Gail, perdeu a visão após ser submetida a uma operação para remover um tumor do seu cérebro. O pai é caminhoneiro e passa longos períodos fora de casa, deixando a mulher aos cuidados da filha.

Victoria ajuda a mãe a se lavar, se vestir e ir ao banheiro. Ela também a alimenta por meio de um tubo inserido no seu abdômen e prepara um complicado coquetel de medicamentos que também precisa ser injetado por meio de um tubo na mãe, quatro vezes ao dia.

"Já sei as doses de cor, então essa parte está tranquila. Eu olho para a minha mãe e sei que isso é o que faz que ela fique viva", diz Victoria, enquanto prepara os medicamentos para a mãe.

"São vários remédios que ela precisa tomar. Você tem de prepará-los com cuidado, amassar tudo, tomar cuidado para que eles possam passar pelo tubo".

Culpa

Gail sabe que cuidar de um adulto é uma responsabilidade imensa, um peso muito grande sobre os ombros de uma jovem de 12 anos.

"Me sinto culpada por fazer com que ela cumpra essas tarefas. Mas para ser honesta, se pessoas de fora viessem me dar assistência, seria uma pessoa diferente entrando pela porta a cada dia", diz Gail.

"Eu gostaria de um pouco de ajuda em tudo", diz Victoria. "Gostaria que viessem nos ajudar com coisas básicas, como levar minha mãe ao banheiro, por exemplo. Dos medicamentos, nós poderíamos cuidar."

Em Dundee, uma cidade na Escócia, a menina Leigh, de oito anos, tem uma realidade parecida com a de Victoria.

Leigh precisa cuidar da mãe, Kirsty, que sofre de transtorno bipolar. A filha fazer companhia constantemente à mãe, dar a ela remédios e, além disso, tem que fazer tarefas domésticas e ir sozinha para a escola.

A menina acaba tendo apenas duas horas por dia para si mesma, das 17h às 19h, quando vai a um centro local para crianças que cuidam de parentes.

Embora admita que precisa do apoio da filha, Kirsty reconhece que Leigh precisa de ajuda.

"O grupo (de apoio, no centro local) dá a elas (as crianças que cuidam de parentes) a chance de serem crianças", disse. "Isso também as faz perceberem que não estão sozinhas."

Pesquisa

Nesta semana, a BBC divulgou uma pesquisa que indica que o número de adolescentes e crianças que cuidam de pais ou parentes pode ser quatro vezes maior do que calcula o governo britânico.

Ao todo, 4.029 crianças em idade escolar foram entrevistadas. Uma em cada 12 disse ser responsável por dar assistência - como banhar, vestir ou alimentar - a algum membro da família.

Se a pesquisa - baseada em um questionário elaborado por acadêmicos da Universidade de Nottingham University, na Inglaterra - for um reflexo da Grã-Bretanha como um todo, pode haver 700 mil crianças nessa situação no país.

O último censo britânico, feito em 2001, identificou apenas 175 mil delas.

Entidades de defesa dos direitos da criança dizem que o governo está economizando milhões de libras às custas do trabalho dessas crianças, prejudicando a sua infância e destruindo seu futuro.

A secretária para as Crianças da Inglaterra, Sarah Teather, disse que a pesquisa mostra a realidade vivida por essas crianças.

"É chocante perceber que elas não recebem nem apoio, nem o reconhecimento que merecem" disse Teather.

A secretária anunciou que o governo deve lançar um programa direcionado ao grupo no final do ano.