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sexta-feira, 27 de junho de 2014

E houve Copa: deu até no The New York Times

O The New York Times estampou reportagem sobre a Copa chamando a atenção sobre as previsões apocalípticas lançadas pela mídia brasileira.

De Carta Maior
Original aqui.

A velha e carcomida mídia brasileira poderia ficar sem mais essa. Estilhaçou outra vez sua imagem na imprensa internacional. Tentou se camuflar de árvore e hoje não passa de um espantalho nos outdoors da cara de pau. Na sua campanha sistemática, antiética e despudorada contra o governo federal tentou enlameá-lo e culpá-lo mais uma vez empurrando a realização da Copa para o ralo e quebrou a cara no espelho.

Desnecessário listar e alinhavar as investidas que a velha mídia utilizou para desfigurar os acontecimentos e eventos que antecederam a abertura e os primeiros dias da Copa no país. Não deram trégua os jornalões da vida brasileira escritos, falados e televisados.



Vale lembrar, porém, que a primeira e monumental burrada foi de início ir contra as manifestações de junho do ano passado. A velha mídia sem exceção culpava diuturnamente os manifestantes como vândalos, irresponsáveis e marginais. A elite branca apoiava enfurecida.

sábado, 14 de junho de 2014

A seleção, espelho de uma elite careta e covarde

Do Blog da Milly

Original aqui.

Neymar faz o gol da virada, a torcida comemora por alguns segundos e então decide mandar a presidente tomar no cu. Nada poderia definir melhor a nossa elite.

Elite que conheceu Itaquera hoje. Elite que, se posso chutar, frequenta estádios com a mesma regularidade que o Halley passa por aqui. Elite que, ao escutar que ganharia ingresso para ir ao jogo da Copa que ela há quatro anos critica furiosamente, não apenas aceitou o ingresso como saiu correndo para comprar uma camisa da seleção.

A elite foi para o estádio de van, sabendo que estava segura porque não haveria povo no jogo. A arquibancada estava higienizada. E fodam-se as criticas à Copa, se ganhei ingresso vou mesmo e depois volto a reclamar do Brasil e da Copa e da roubalheira. Como chega lá nessa Itaquera, alguém sabe?

Hino à capela. Bonito, mas para que mesmo? Começa o jogo. Brasil!, Brasil! e silêncio e silêncio. O tempo passa, mais silêncio. Gol dos croatas. Silêncio se aprofunda. Empate de Neymar, cantoria começa e, depois de segundos, acaba. Educados que são, sentam-se.

Gol do Brasil: até a presidenta vibra
Intervalo. Hora de instagramar e facebucar fotos da festa. Mulheres de salto, maquiadas, jeans justíssimos. Homens de gel, calças igualmente justas e mocassim. Reclamam das filas para lanchonete e banheiro e da conexão ruim. Volta o jogo. Brasil consegue um penalti suado e roubado. Comemoram por segundos e decidem xingar outra vez a chefe de estado.

É nesse ponto que minha indignação ganha ritmo e é sobre isso que quero falar.

Depois de um gol você comemora, e não dá as costas ao jogo para xingar. A questão é menos a manifestação coletiva, por mais deselegante que tenha sido, do que o momento em que ela aconteceu. Porque o momento – logo depois de um gol suado e decisivo – fala muito sobre quem somos.

domingo, 8 de junho de 2014

Maracanazo: 64 anos depois, documentário tenta descobrir se Brasil superou trauma

Da BBC.

Disponível aqui.

Mais de seis décadas após perder a Copa em casa, o Brasil tem, pela primeira vez, a oportunidade de curar o trauma nacional causado pela derrota para o Uruguai dentro do Maracanã.

O episódio, que ficou imortalizado pelo termo cunhado pelos próprios uruguaios, Maracanazo, foi a maior tragédia da história do futebol brasileiro e marcou para sempre a vida dos jogadores da seleção de 1950.

Durante os treinos da seleção na semana passada, na Granja Comary, um dos assuntos mais recorrentes eram o fantasma da Copa de 50 e a expectativa dos jogadores de poder enterrá-lo de uma vez por todas.

O capitão Thiago Silva reconheceu em entrevista a jornalistas que a seleção sabe da "pressão" para ganhar o título em 2014. Carlos Alberto Parreira, coordenador técnico da seleção, disse que a derrota para os uruguaios está "entalada na garganta".

Mas será que uma eventual derrota brasileira na final desta Copa poderia causar o mesmo trauma de 50?

Gol de Gigia: derrtta traumática
Esta foi uma das questões que o documentário de rádio do Serviço Mundial da BBC, CliqueThe Burden of Beauty, tentou responder. O programa, cuja segunda parte vai ao ar na próxima quarta-feira, abordou as pressões – dentro e fora dos estádios – que o Brasil sofre por disputar o Mundial em casa.

Amadurecimento

segunda-feira, 2 de junho de 2014

Com dois anos de atraso, Dilma rebate lendas sobre a Copa

Luís Nassif

Original aqui.

Uma nova pequena amostra sobre os erros da centralização de decisões nas mãos da presidente da República.

Dilma centraliza todas as decisões


quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Os Panicopas

O texto abaixo é de uma amiga, ex-vizinha dos tempos de universidade em Campina Grande, e ajudou a mudar minha própria opinião a respeito da Copa do Mundo no Brasil.

Por Fabiana Agra.

Original aqui.



Existe uma campanha em curso contra a Copa 2014 no Brasil. A “turma do contra” é pequena, mas está fazendo um barulho grande, pois estão tendo o apoio da mídia PIG e de alguns governos estaduais e municipais (o estado do Paraná e a prefeitura de Curitiba, por exemplo, abandonaram as obras da “Arena da Baixada”, praticamente comprometida como sede); há também a cartolagem da Fifa, que em nada está contribuindo para melhorar a situação.

No entanto, como diz o cientista político Antonio Lassance, ”a campanha anticopa não seria nada sem o bombardeio de informação podre patrocinado pelos profetas do pânico”. O objetivo desses falsos profetas não é prever nada, mas incendiar a opinião pública contra tudo e contra todos, inclusive contra o bom senso. E esses “panicopas” ou profetas do pânico da Copa, estão levando consigo muita gente boa, mas que anda desinformada em relação à Copa do Mundo no Brasil. E essas pessoas, infelizmente, ao entrarem nesse clima de desinformação, estão espalhando ódio e descrença na competência do Brasil sediar o evento. E os profetas do pânico na Copa agradecem.

sábado, 6 de outubro de 2012

Outra Charge

Sidney Falcão. Muito inteligente.

Frente à esta ameaça, a meu ver totalmente descabida e por isso mesmo condenada ao fracasso, de que na Copa do Mundo não se possa vender acarajé nas imediações dos jogos.

Não haveria falta de respeito maior, não haveria submissão maior, não haveria crueldade maior. Os baianos não aceitarão, e qualquer pessoa que tenha juízo não insistirá na ideia.

Mas, por enquanto, tratemos o assunto como ele merece: uma pilhéria.

Seria o AcaraDonald's ou o MacArajé?

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Escolhas

Que escolhas levou a Seleção Brasileira a um dos maiores fiascos de sua história?

Quando se trilha um longo caminho, tomando-se decisões ao longo da caminhada, inúmeros trajetos alternativos são deixados para trás. Um em cada encruzilhada.

Quando a caminhada leva ao sucesso, tudo são Louros. Todavia, quando se fracassa, a cobrança por decisões passadas é inevitável. Todos apontam caminhos que não foram trilhados e garantem que ali estava o atalho pelo qual se encontraria o êxito perdido.

Infelizmente, do ponto de vista meramente racional, é impossível saber.

A seleção brasileira fracassou. Estrondosamente. Foi o maior fiasco numa Copa América em décadas. A pior apresentação numa decisão por pênaltis de todos os tempos.

quinta-feira, 30 de junho de 2011

terça-feira, 15 de junho de 2010

A Copa da Defesa

Esta Copa do Mundo está realmente muito feia.

Não ousaria dizer que o nível das equipes é fraco. Não acho que seja esse o caso. O Brasil, a Espanha e a Alemanha não são, definitivamente, equipes fracas.

Na mesma linha, equipes como a Argentina, Holanda, Inglaterra, e Itália também merecem o devido respeito. Não é um futebol ruim o desta Copa do Mundo.

É um futebol feio. Pelo menos no sentido da plasticidade, da vistosidade das partidas.

As equipes parecem excessivamente preocupadas em não tomar gol. Os treinadores, aparentemente, entendem que um gol é muito valioso. O gol do adversário, bem entendido. Portanto, não se deve correr o risco de permitir essa vantagem.

Há exceções. Equipes que buscam fazer placares mais favoráveis como a Alemanha, que conseguiu um escore elástico (para as atuais circunstâncias) contra a fraquíssima Austrália.

O Brasil também deve ser uma seleção que faz mais gols, a se ver o retrospecto da seleção, com mais de 100 gols marcados nos últimos 3 anos, com direito a goleadas sonoras sobre a Itália, a Argentina e Portugal.

A própria Argentina, por filosofia, e pelo talento de seus jogadores (pessoalmente eu acho que Los Hermanos possuem o melhor elenco da copa), além da Espanha. Somente dessas seleções se pode esperar muitos gols. Das demais só é razoável esperar o que temos visto até agora: 1x0 e 0x0. Em ocasiões felizes, um ou outro 2x0. E será só isso.

Esse fenômeno aconteceu também nas copas de 1986, onde apenas o Brasil, a Dinamarca e Maradona eram exceções, e 1990 onde apenas a Alemanha conseguia mostrar alguma eficiência ofensiva.

Em 1994 uma nova regra incentivou os treinadores a ir em busca da vitória, e consequentemente do gol: três pontos para o vencedor. Além disso, a proibição do recuo da bola com o pé para o goleiro forçou as equipes a saírem para o jogo com mais freqüência. Isso explica o porquê de nas copas de 1998, 2002 e 2006 o Gol ter sido uma companhia feliz e mais freqüente nas partidas.

Mas em 2010 os treinadores aparentemente voltaram a valorizar muito o gol do adversário. Isso torna as equipes mais fechadas, o espetáculo menos possível.

Há uma beleza sutil na eficiência que se alcança ao se buscar esse caminho. E é respeitoso que os treinadores façam o que estiver ao seu alcance para vencer, já que a Vitória é o verdadeiro Corolário do Esporte. Só que o espetáculo deixará um tanto a desejar.

Todavia, para nós, brasileiros, isso pode ser bom. O Brasil parece bem preparado para esse momento: se nosso setor ofensivo não parece particularmente talentoso, a quantidade de gols que nossa seleção canarinho marcou ao longo de sua preparação demonstra que o ataque definitivamente funciona. E a defesa é muito forte, o que diminui as perspectivas dos atacantes adversários.

Pode ser que não aconteça. Há sempre muitos entraves difíceis numa Copa do Mundo. Para piorar, desde 1982 não pegamos uma chave tão difícil. Naquela Copa, lembro bem, enfrentamos a fraquíssima Nova Zelândia. Mas a Escócia era um adversário bastante difícil. E a perigosíssima União Soviética, com o infernal Dasaev no Gol, quase não foi batida pelo fabuloso time de Telê Santana.

Agora temos uma Coréia do Norte que teoricamente não assusta. Mas Costa do Marfim e Portugal serão, seguramente, adversários muito competentes e traiçoeiros.

Trabalho duro pela frente.

Entretanto, a mim me parece que o Brasil está bem preparado para as atuais circunstâncias. Dunga possui uma filosofia de trabalho que é muito sintonizada com o paradigma desta Copa do Mundo, onde não tomar gols é o objetivo principal a ser perseguido. Se nada de anormal ocorrer, quem souber rezar melhor nessa cartilha vence o torneio.

A não ser que o Talento, esse delicioso canalha do imponderável, resolva aparecer para inverter a lógica e subverter as previsões, como Maradona fez em1986.

Tomara que não. Porque nessa Copa, ao contrário do que estamos acostumados, o Talento parece mais propenso a aparecer no campo de lá.