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domingo, 2 de abril de 2017

O Mito do Legado Tucano

Quando afirmam que o governo do PT (de quem eu tenho profundas críticas) só conseguiu avançar tanto em tantas coisas por conta de seu antecessor, eu tenho realmente vontade de rir.

E rio um pouco, com o canto da boca. Aquele sorriso, sabe, localizado em algum ponto entre o compreensivo e o sarcástico?

Naturalmente que houve méritos no governo FHC. Mas não é deles que vou falar aqui.

Porque seria até verossímil a um observador pouco atento, ou que não tivesse vivido naqueles anos, acreditar na tese de um "grande legado".


Algumas manchetes da época do governo FHC

Não é, definitivamente, o meu caso. Eu vivi aqueles anos. E sou um observador atento.

FHC vendeu tudo o que conseguiu do patrimônio público. Todavia, os brasileiros não receberam um centavo de benefícios dessas vendas. Nada mesmo: podem procurar.

Muito pelo contrário: o Brasil ainda teve que tomar emprestado muito dinheiro do FMI.

Notem bem: FHC não recebeu o governo devendo ao FMI. Mas tomou três empréstimos. E ainda vendeu tudo o que pôde.

Os empréstimos permitiam ao FMI intervir em uma série de decisões de governo. O Brasil não tinha autonomia administrativa: tudo passava pelo crivo do Fundo Monetário.

FHC sucateou as universidades federais, proibindo-as por decreto de abrirem novas vagas. Só quem avançava era o ensino superior privado.

Não criou, também, uma única escola técnica.

FHC entregou o governo com o funcionalismo sem aumento por 8 anos seguidos.

No governo FHC o procurador-geral era nomeado de acordo com a conveniência do presidente. Por esse motivo os escândalos eram sistematicamente engavetados. Ninguém do governo era investigado, e muito menos julgado.

Era o "engavetador-geral" da República.

No governo FHC a Policia Federal também era comandada por um homem do partido do presidente. Por esse motivo quase não se viam operações contra políticos aliados. Tampouco contra empresas do governo.

O Governo FHC, que não dava nada aos brasileiros, pagava aos rentistas os maiores juros do planeta.

Depois de consumir as reservas internacionais e ficar à mercê do FMI, faltou capacidade de investimento e o governo FHC jogou o Brasil no Racionamento de Energia. Isto forçou fábricas e comerciantes a reduzir a produção e demitir milhares de pessoas.

O Brasil de FHC era campeão mundial, também, de desemprego.

Campeão mundial de desemprego, juros mais altos do planeta, universidades e escolas técnicas sucateadas, funcionalismo sem aumento por oito anos, dívidas junto ao FMI, reservas internacionais destruídas.

Foi esse o Brasil que FHC entregou.

Um desastre. Em todos os aspectos.

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Nos tempos do Engavetador


Ou "Refrescando (a memória de) Fernando Henrique Cardoso".

Original aqui.

O que é mais vergonhoso para um presidente da República? Ter as ações de seu governo investigadas e os responsáveis, punidos, ou varrer tudo para debaixo do tapete? Eis a diferença entre Fernando Henrique Cardoso e Luiz Inácio Lula da Silva: durante o governo do primeiro, nenhuma denúncia –e foram muitas– foi investigada; ninguém foi punido. O segundo está tendo que cortar agora na própria carne por seus erros e de seu governo simplesmente porque deu autonomia aos órgãos de investigação, como a Polícia Federal e o Ministério Público. O que é mais republicano? Descobrir malfeitos ou encobri-los?

FHC, durante os oito anos de mandato, foi beneficiado, sim, ao contrário de Lula, pelo olhar condescendente dos órgãos públicos investigadores. Seu procurador-geral da República, Geraldo Brindeiro, era conhecido pela alcunha vexaminosa de “engavetador-geral da República”. O caso mais gritante de corrupção do governo FHC, em tudo similar ao “mensalão”, a compra de votos para a emenda da reeleição, nunca chegou ao Supremo Tribunal Federal nem seus responsáveis foram punidos porque o procurador-geral simplesmente arquivou o caso. Arquivou! Um escândalo.
Geraldo Brindeiro: apelidado de "Engavetador Geral" da República.

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

As camisas do PT


O cenário político que se desenha para o Brasil é um tanto incômodo: numa democracia, o pior que pode haver é a falta de oposição.

A iminente derrocada de José Serra em São Paulo vai trazer, ao PSDB, mais danos do que a princípio se analisa. É a pá de cal numa oposição que jamais, desde que Lula assumiu a presidência em 2002, conseguiu encontrar um discurso coerente.
A difícil situação do PSDB

sábado, 11 de agosto de 2012

De volta a Madrasta Má

Um dos maiores cabos eleitorais da eleição de Lula em 2002 foi o funcionalismo público federal. Com efeito, o seu antecessor, o presidente Fernando Henrique Cardoso, promoveu ao funcionalismo um período de quase uma década sem que houvesse qualquer reajuste substancial nos vencimentos dos servidores federais.

Foram oito anos sem aumento. E o PT capitalizou isso a seu favor em 2002 e venceu as eleições. E nos primeiros (não exatamente no primeiro) anos do governo Lula deu-se início a pálida uma recuperação das perdas salariais, invertendo a lógica anterior de sucateamento do estado público brasileiro, a começar pelo funcionalismo.

Mas a relação de madrasta má do governo com o funcionalismo está de volta, conforme se vê na figura abaixo, que foi publicada n'O Estadão.

Evolução dos salários do Funcionalismo X Inflação entre 2003 e 2012

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Comentário Político

Texto de Bob lacerda, do Jornal da Gazeta. Muito significativo.



A transcrição segue abaixo.

"
Sete ministros da presidente Dilma já caíram. sempre em razão de denúncias de corrupção ou tráfico de influência. Em todos os casos, a mídia cumpriu seu papel. Investigou e manchetou. Impiedosamente. A oposição botou a boca no trombone, como lhe cabe fazer. Mas desde sexta-feira o que se ouve é um Estrondoso Silêncio.


Sexta-feira chegou às livrarias 'A privataria tucana'.

sábado, 4 de abril de 2009