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sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

O Zika, a Microcefalia e as teorias "zica".

É impressionante a quantidade de teorias da conspiração que surgem quando algum assunto se torna notícia. Em tempos de Internet e Redes Sociais, então, isto ganha proporções épicas.

O caso dos bebês com Microcefalia associados a gestantes que contraíram o Zika vírus é o exemplo mais recente e, com certeza, um dos mais emblemáticos.



As teorias são, ninguém pode negar, surpreendentemente criativas: a causa da microcefalia seria um agrotóxico, ou então a vacina contra HPV, ou rubéola. Ou então uma exposição a agentes radioativos... provavelmente muitas outras "teorias" virão a reboque.

Mas é importante não perdermos o foco e mantermos, serenos, o pensamento o mais cético e o mais racional possível.

Uma rápida visita sobre os fatos que se desenrolaram dão mais clareza ao cenário.

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

O problema do Barômetro

Muitos conhecerão esta história, antiga, talvez verídica, que teria se passado num exame de Física da Universidade de Copenhague.

"Há algum tempo recebi um convite de um colega para servir de árbitro na revisão de uma prova. Tratava-se de avaliar uma questão de Física, que recebera nota 'zero'. O aluno contestava tal conceito, alegando que merecia nota máxima pela resposta, a não ser que houvesse uma 'conspiração do sistema' contra ele. Professor e aluno concordaram em submeter o problema a um juiz imparcial, e eu fui o escolhido.

Chegando à sala de meu colega, li a questão da prova, que dizia: 'Mostrar como pode-se determinar a altura de um edifício bem alto com o auxilio de um barômetro.' A resposta do estudante foi a seguinte:

'Leve o barômetro ao alto do edifício e amarre uma corda nele; baixe o barômetro até a calçada e em seguida levante, medindo o comprimento da corda; este comprimento será igual à altura do edifício.'

Sem dúvida era uma resposta interessante, e de alguma forma correta, pois satisfazia o enunciado. Por instantes vacilei quanto ao veredito. Recompondo-me rapidamente, disse ao estudante que ele tinha forte razão para ter nota máxima, já que havia respondido a questão completa e corretamente. Entretanto, se ele tirasse nota máxima, estaria caracterizada uma aprovação em um curso de Física, mas a resposta não confirmava isso. Sugeri então que fizesse uma outra tentativa para responder a questão. Não me surpreendi quando meu colega concordou, mas sim quando o estudante resolveu encarar aquilo que eu imaginei lhe seria um bom desafio. Segundo o acordo, ele teria seis minutos para responder a questão, isto após ter sido prevenido de que sua resposta deveria mostrar, necessariamente, algum conhecimento de Física.

Passados cinco minutos ele não havia escrito nada, apenas olhava pensativamente para o forro da sala. Perguntei-lhe então se desejava desistir, pois eu tinha um compromisso logo em seguida, e não tinha tempo a perder.Mais surpreso ainda fiquei quando o estudante anunciou que não havia desistido. Na realidade tinha muitas respostas, e estava justamente escolhendo a melhor. Desculpei-me pela interrupção e solicitei que continuasse.

quarta-feira, 28 de maio de 2014

O Nobel e o totalitarismo científico

Do Blog Informação Incorrecta

Original aqui.

Ciência?
Assunto complicado: perguntem a Randy Wayne Schekman, o biólogo celular estadunidense.

Foi laureado com o Nobel da Medicina em 2013, trabalha na Universidade da Califórnia em Berkeley, é membro da Academia Nacional de Ciências dos Estados Unido. Recebeu uma enormidade de prémios e reconhecimentos.

Schekman: a ciência está nas mãos de uma casta fechada e não independente

Mas Schekman não está satisfeito, e o problema é mesmo isso: a Ciência.
Num recente artigo do jornal britânico The Guardian, afirmou:

    "A ciência está em risco; já não é de confiança porque está na mão duma casta fechada e não independente."

segunda-feira, 5 de maio de 2014

Stephen Hawking teme que inteligência artificial possa ameaçar a humanidade

Considerado a maior mente científica da atualidade, o renomado físico Stephen Hawking demonstrou preocupação com o futuro da humanidade por conta do avanço da inteligência artificial. Em carta enviada ao jornal The Independent, Hawking fez algumas considerações a respeito dos potenciais impactos da IA, afirmando que “essa seria a maior conquista da humanidade até então e possivelmente a última”.

Parte das considerações do físico foram feitas em função do filme Transcendence, que trata justamente de um cenário envolvendo a inteligência artificial e sua relação com os seres humanos. “Olhando lá na frente, não há limites fundamentais para o que pode ser alcançado: não há lei da física que impeça partículas de serem organizadas em maneiras que possibilitem computações ainda mais avançadas do que as realizadas no cérebro humano”, afirmou o físico.



O cientista chama a atenção para um conceito criado em 1965, chamado “singularidade”, em que as unidades inteligentes entrariam em um processo de auto-aperfeiçoamento. “Uma transição explosiva e instantânea é possível, porém pode acontecer de maneira diferente do que aconteceu no cinema. Como Irving Good publicou em 1965, máquinas com inteligência superhumana poderiam melhorar seu design repetidamente, melhorando cada vez mais as suas funções e desencadeando o que Vernor Vinge chamava de 'singularidade' e que o personagem do filme Transcendence - A Nova Inteligência, estrelado por Johnny Depp, cita em alguns de seus diálogos”.

Para ele, o que poderia acontecer diante disso, seria o que foi mostrado no filme Matrix, de 1999, em que os seres humanos perderiam o controle sobre o planeta. “As máquinas poderão manipular mercados financeiros, seres humanos, desenvolver armas que nós não poderíamos entender e provavelmente provocariam o fim da nossa espécie se não aprendermos a controlar os danos”, adverte o físico.

Stephen Hawking afirma, ainda, que, ao mesmo tempo em que há pesquisas sérias sobre IA em todo o mundo, não há estudos com o que ele chama de “contra medidas”, que seriam meios de deter ou controlar o avanço autônomo da inteligência criada artificialmente por computador.

“Então, encarando os possíveis futuros com benefícios e riscos incalculáveis, os especialistas estão fazendo tudo que está ao alcance deles para garantir o melhor resultado, certo? Não é bem assim. Pouquíssimas pesquisas de contra medidas são desenvolvidas e levadas a sério fora de institutos não lucrativos como o Centro de Estudo de Riscos Existenciais de Cambridge, o Instituto do Futuro da Humanidade, o Instituto de Pesquisas de Inteligência das Máquinas e outros similares”.

“A questão é que todos nós deveríamos pensar um pouco mais a respeito dessa questão. Será que se criássemos inteligência artificial e essa inteligência decidisse viver, o desejo de viver seria algo irrelevante, pré-programado, mesmo que involuntariamente, ou algo espontâneo a ser respeitado? E o que as máquinas achariam disso?”, diz Hawking, autor do clássico “O Universo numa Casca de Noz”, de 2001.

terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

O Paradoxo da Roda



Este é um problema que conheci a pouco, a despeito de sua antiguidade. Na verdade, o filósofo grego Aristóteles teria observado este fenômeno lá pelo século IV A.C.

Aristóteles descreveu este fenômeno como o "Paradoxo da Roda".

O que Aristóteles observou, e já lá se vão mais de 2400 anos, é realmente intrigante. Suponha, leitor amigo, que uma roda gira sobre uma superfície qualquer. Por exemplo, a roda de um carro rodando sobre o asfalto de uma estrada. Consideremos que a roda descreveu uma volta completa (rotação) sobre si mesma. Assim, a distância total percorrida pela roda é exatamente igual ao seu perímetro (ou o aro do pneu).

O que Aristóteles observou foi que se houver uma roda interna (como por exemplo uma calota), ela necessariamente percorrerá a mesma distância que a roda externa, já que ambas estão viajando juntas. Mas ao mesmo tempo Aristóteles via, estupefato, que elas não poderiam percorrer a mesma distância, já que ambas descrevem uma rotação completa, sendo seus tamanhos são diferentes. Isto forçaria as rodas a percorrerem distâncias diferentes.

Um problema e tanto para o Filósofo.

Assim, ao mesmo tempo em que elas precisam percorrer a mesma distância, pois estão rotacionando juntas, elas precisam percorrer distâncias diferentes, pois o diâmetro de uma é menor do que o da outra.

A figura abaixo dá uma ideia do problema.




sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

A Ilha de Plástico

Enquanto cada vez mais se avolumam as desconfianças científicas a respeito do aquecimento global, os ambientalistas esquecem de se debruçar sobre um problema concreto, verificável e irrefutável: o plástico.

Do Informação Incorrecta

A ilha de plástico


Aquecimento Global? Os problemas do planeta são outros.



Eu sou Nicoló Carnimeo, ensino na Universidade de Bari [Italia, ndt] mas também sou escritor e navegador; nos últimos três anos tenho feito uma longa viagem que me levou dos oceanos até o Mediterrâneo e quero contar-vos sobre isso.A minha viagem no mar de plástico começou em Londres, onde conheci quem descobriu a Grande Mancha de Lixo do Pacífico. O que é? É uma imensa ilha formada por todos os resíduos de plástico que lançámos nos últimos 50 anos. O mar, através das correntes, os faz convergir em alguns pontos, aí ficam e continuarão a ficar, talvez para sempre.

quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

Por que estudar Cálculo e Álgebra na Computação?

A nem sempre fácil relação entre estudantes e Matemática
Uma pergunta que intriga estudantes de Ciência da Computação em todo o mundo: porque estudamos tanto Cálculo, Álgebra, Estatística e eventualmente outras disciplinas da Matemática?

De fato, a imagem que um computeiro (não conheço expressão melhor) faz de si mesmo, bem como a que as pessoas usualmente fazem dele, é a de um expert em algoritmos. E, portanto, também em todo o ferramental técnico e teórico para lidar com eles. Por exemplo, hardware de placas (de rede, gráficas, de processamento, motherboards, etc) e suas características técnicas, protocolos de redes, técnicas de organização de dados e sistemas, engenharia de software, etc..

Claro que todo esse arcabouço científico é fundamental para um computeiro. Mas é necessário se ter em mente que a Universidade busca formar um Cientista, afinal de contas. O objetivo não é que o estudante deixe a Universidade como desenvolvedor de sistemas, administrador de redes ou de banco de bados. Embora evidentemente estas possibiulidades não estejam excluídas, o que se oferece ao estudante vai além. Forma-se um Cientista. E, como cientista, é necessário se conhecer ao máximo – respeitado o limite de espaço dos anos de graduação- as ferramentas da Ciência.

É aqui que entra o argumento principal: Matemática é uma excelente – talvez a melhor – ferramenta que a Ciência possui.

sábado, 11 de maio de 2013

O Mundo Assombrado pelos Demônios

Nesta entrevista, o físico Carl Sagan fala, entre outras coisas, de seu livro: "O mundo assombrado pelos demônios". Que, por acaso, tenho comigo um exemplar, emprestado por meu bom amigo Dínis.

Não sei se devolverei um dia.

O livro coloca o método científico em perspectiva, e discute a relação do pensamento cético e racional com as culturas e os costumes, tanto sob uma perspectiva histórica quanto sob uma perspectiva política.

Leitura fortemente recomendada a todos os cientistas, bem como aos que um dia planejam sê-lo.

sábado, 27 de abril de 2013

A idade da Vida


Inegavelmente criativa, a pesquisa deixa mais perguntas que respostas.

1. Como se mede a complexidade dos organismos vivos? A Lei de Moore conta a quantidade de componentes por chip.

2. Como se determina uma geração de etapas da Evolução? A Lei de Moore conta o tempo médio em que as indústrias levam para lançar uma nova versão de seus chips.

Fora estas pequenas inconsistências, grandes incômodos para os pesquisadores, a idéia parece interessante.

A vida poderá ser mais velha que a própria Terra?

Original aqui.

Aplicando uma máxima de ciência da computação à biologia emerge uma possibilidade intrigante sobre se a vida existia antes da Terra existir e pode ter originado fora do nosso sistema solar, dizem cientistas.

Cena do filme "Prometheus" e a "polêmica": a Vida pode ter sido trazida para a Terra.

sexta-feira, 12 de abril de 2013

52 anos Azul


1961: Yuri Gagarin no espaço


Original aqui.

Em 12 de abril de 1961, o cosmonauta russo Yuri Gagarin tornou-se o primeiro ser humano a completar uma volta em torno da Terra no espaço, em 1h48min. Sua frase "A Terra é azul!" entrou para a história.

A baixa estatura havia garantido ao major da Força Aérea russa Yuri Alexeievitch Gagarin, então com 27 anos, um lugar na apertada cápsula que o levaria à órbita terrestre. Seria mais uma vitória soviética na corrida contra os norte-americanos pela conquista do espaço.

Yuri Gagarin constataria que a Terra é azul


quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Galileu, a Gravidade e o Absurdo

Galileu Galilei: 1564-1642

Atribui-se a Galileu Galilei, que viveu na Itália entre 1564 e 1642, a refutação de uma hipótese comum à época: a afirmação, defendida por Aristóteles, supunha que, quanto maior a massa de um corpo, maior seu peso e, portanto, maior a velocidade com que ele seria atraído em direção à Terra.

O estudo dos Graves, nome dado ao fenômeno de corpos em queda, ficou conhecido como Gravidade. Galileu, buscando refutar racionalmente a hipótese aristotélica, teria sido protagonista de um experimento incomum no estudo da Gravidade. O sábio teria soltado do alto da Torre de Pisa (usando a inclinação ímpar do prédio) bolas de 10 gramas e de 1 grama, observando que ambas chegaram ao solo ao mesmo tempo. Este experimento refutava cabalmente a hipótese da velocidade de queda ser proporcional à massa dos corpos.

Os historiadores, porém, contestam a veracidade de tal episódio. Os físicos, por seu lado, duvidam de seus resultados. Com efeito, este experimento só poderia ser efetivamente verificado caso a queda se desse em ambiente de vácuo total – algo inacessível a Galileu na época. Em qualquer outro caso a resistência do ar influiria nos resultados obtidos, invalidando a observação.

Ocorre, porém, que não é necessário mais do que um simples exercício do intelecto para concluirmos, com o simples e elegante expediente de reductio ad absurdum, exatamente o que Galileu defendia: a velocidade de queda dos corpos independe de sua massa.

domingo, 23 de dezembro de 2012

O Grego e a Circunferência da Terra


Naquele tempo se supunha que a Terra era plana. Não é difícil se imaginar o porquê: a Terra parecia plana como uma mesa sob qualquer ponto de vista. A observação que se fazia a respeito dava conta de uma grande superfície chata, onde se distribuíam pessoas, cidades, animais, plantas, estradas e tudo o mais. Qualquer hipótese de que não fosse assim, chata, parecia inverossímil; não se coadunava aos fatos.

Haviam, porém, os que suspeitavam do contrário; talvez a Terra fosse, afinal, redonda. Talvez “em baixo”e “em cima” fossem apenas condições relativas à posição do observador no Planeta. Todavia, se todos os fatos e observações sugeriam o contrário, como fazer para sustentar esta frágil hipótese?

Eratóstenes viveu no Egito entre os anos 276 e 194 antes de cristo. Ele era bibliotecário-chefe na Biblioteca de Alexandria. E lá, um dia, Eratóstenes se deparou com um relato: uma vara fincada em Siena ao meio-dia do solstício de verão não produzia nenhuma sombra. Esta informação parecia inútil, a princípio. Eratóstenes fez, porém, um experimento: mediu o comprimento da sombra de uma vareta ao meio-dia do solstício. Em Siena e em Alexandria. O relógio era unificado entre todas as cidades daquela região.

Eratóstenes observou que a varinha de Siena não produzia, de fato, qualquer sombra. Todavia, a que estava em Alexandria sim. E isso era um fato que absolutamente negava a hipótese de que a terra fosse plana. Pois se assim fosse, as varinhas deveriam sempre, independente de sua localização, produzir a mesma quantidade de sombra em relação ao seu tamanho.

A figura abaixo mostra o que deveria ser observado caso a Terra fosse realmente plana: as sombras das duas varinhas deveriam ser iguais. Mas não eram.

Como deveriam ser as sombras se a Terra fosse plana

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Máquinas e Humanos


Numa recente entrevista à Folha (leia aqui), o inventor e pesquisador americano Ray Kurzweil, afirma que "as máquinas vão imitar indistinguivelmente o comportamento de uma pessoa". Mais audacioso,  Kurzweil marcou a data em que isto acontecerá: precisamente no ano de 2039.

Ray Kurzweil prevê máquinas indistinguíveis dos humanos em 2039

terça-feira, 12 de junho de 2012

Brave New Word

Há gênios na literatura. E no cinema. São raros, e sempre foram, mas existem. E sempre existiram. George Orwell, apesar de odiado por muitos dos marxistas que eu conheço, notabilizou uma crítica concreta e, o principal, visionária das ditaduras socialistas. Fez isso no clássico "1984" e, de maneira soberba, em "Animal Farm" (A Revolução dos Bichos).

Mas de seu lado o Capitalismo também já foi duramente criticado. Charles Chaplin em "Modern Times" faz uma série de brincadeiras que denunciam o mecanicismo a que as pessoas e o trabalho das pessoas são submetidos pela ordem econômica.

E Aldous Huxley.

A crítica, na verdade a advertência, está em "Brave New Word" (Admirável Mundo Novo), onde se apresenta o futuro. Sem alarmismos ambientais ou militares, mais sutil e assustador pela verossimilhança, o livro mostra um mundo em que a tecnologia possibilitou a produção de humanos geneticamente ajustados às funções que exerceriam na sociedade. Não haveria confronto de classes, pois não haveria a insatisfação das classes. Trabalhadores braçais eram geneticamente preparados para serem trabalhadores braçais. Amavam sê-lo. Não desejam outra coisa.

Haviam castas: Alfa, Ípsilon.

E o Mundo, Admirável Mundo Novo, parecia haver superado todos os seus problemas sociais.

Até que um trabalhador sai "com defeito".


 

sábado, 2 de junho de 2012

O Manifesto Slow Science


O Slow Food é um manifesto que se contrapõe ao Fast Food, propondo que as refeições devam ser feitas com tempo, em um bom estado emocional e físico, sem pressões de trabalho ou de tempo, pois somente assim o alimento será melhor aproveitado fisiologicamente.

Analogamente aparece, nos meios acadêmicos, o manifesto Slow Science, que se contrapõe a esta Fast Science que está infectando todos os ambientes acadêmicos, e se reproduzindo rapidamente, medindo e comparando cientistas meramente pelo número de suas publicações e artigos. Este modelo leva os cientistas a produzir muito, mas não necessariamente mais ou melhor. É a Ciência feita para o Papel, talvez para a Academia, mas certamente não para as pessoas.

O site do manifesto pode ser encontrado aqui, e seu texto, seguido por uma livre tradução minha, segue abaixo.

terça-feira, 22 de maio de 2012

Carta aberta dos Cientistas para a Presidenta


Abaixo está na íntegra um texto produzido por 18 cientistas de diversas áreas, como Geologia, Engenharia Ambiental, Geografia, História, Estratigrafia, Geomorfologia, Climatologia, Meteorologia, Física da Atmosfera, Hidrologia de Florestas.

Eles se dirigem à Presidenta Dilma Roussef e questionam, do ponto de vista científico, toda a "teoria" do aquecimento global antropogênico.

Além disso, propõem uma reflexão política a respeito.

Al Gore e sua "verdade inconveniente" desacreditados pela Ciência em todo o mundo

quinta-feira, 10 de maio de 2012

Será mesmo?

Perguntar não ofende: será mesmo que a emissão de CO2 está aquecendo o planeta? Será mesmo que o planeta está aquecendo, as geleiras derretendo, os ursos polares morrendo?

Antes de prosseguir, é preciso esclarecer uma coisa, para evitar maus entendidos: não há dúvidas de que precisamos preservar o Meio Ambiente. Mas devemos fazer isso pelos motivos certos.

No vídeo abaixo (o leitor pode assistir às outras partes nos links que aparecem ao final desta) um cientista brasileiro faz considerações interessantes sobre a relação entre a atividade humana e o aquecimento do planeta. Aliás, ele questiona o próprio aquecimento do planeta.




terça-feira, 8 de maio de 2012

Marxista lúcido

Um texto lúcido, de um (provável) marxista apaixonado que vê a questão ambiental sob a ótica da luta de classes, sem o desvairio ambientalista que se alastra pelo mundo, contra a humanidade.

"
Com a proximidade da conferência das Nações Unidas sobre o meio ambiente, Rio + 20, o debate sobre sustentabilidade, meio ambiente, defesa das florestas etc., vai ganhando contornos irracionais e fora de qualquer parâmetro de mínimo pensamento.


Por Cristiano Capovill*

A última bobagem que acabo de ler sobre o tema está publicado na Folha de S.Paulo deste domingo. Uma entrevista com o biólogo britânico John Sulston, Prêmio Nobel de 2002 por estudos com vermes. Sem meias palavras Sulston defende que só há saída para o meio ambiente se houver um controle sobre o aumento da população e o consumo. Em outras palavras: o súdito da rainha espera que os países em desenvolvimento parem de crescer e ainda parem de ter filhos…


A prevalecer os discursos dos países ricos, a pobreza é a única alternativa "ambientalmente correta".
Sulston retoma uma velha tese do seu conterrâneo Thomas Malthus ( 1766-1834) segundo qual o crescimento populacional seria uma espécie de “praga biológica” e que o planeta ( e não o capitalismo!) não poderia resistir a essa quantidade de humanos. O velho e surrado malthusianismo racista e classista está de volta para salvar a natureza…

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Guerra de Gigantes

Parece haver algumas simplificações questionáveis no texto. Mas é muito instrutivo e ilustra bem este mundo em que a Computação precisa ser integrável, componentizável e distribuída. Economicamente inclusive.

O original pode ser lido no Blog do Nassif. Aqui.

A estratégia dos gigantes do software