Pesquisar

Mostrando postagens com marcador Vettel. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Vettel. Mostrar todas as postagens

domingo, 25 de novembro de 2012

Eletrizante


A conquista de Sebastian Vettel era previsível, dadas as probabilidades antes do Grande Prêmio em Interlagos. Mas parecia uma decisão insossa. Ninguém apostaria que estava sendo preparada uma corrida tão interessante.

Logo, novos ingredientes começaram a se juntar a este cenário.

O toque na largada não foi culpa de nenhum dos dois envolvidos: Vettel estava tentando encontrar um lugar seguro para manter seu carro longe de encrencas, e Bruno Senna tentou aproveitar uma brecha que surgiu à sua frente logo após a reta oposta. Ninguém errou, mas foi o começo do drama. O dano no Red Bull não foi decisivo, mas com certeza atrapalhou seu desempenho. Além disso, doravante seria uma corrida de recuperação.
Red Bull de Sebastian Vettel com o assoalho danificado desde a 1a volta
A partir de então Seb teve que mostrar de que é feito um campeão mundial.

sábado, 26 de março de 2011

Vettel de novo

Ano passado eu vaticinei a conquista de Sebastien Vettel (porque alguns pronunciam Fettel?) com vários meses de antecedência. Confiram aqui.

Foi pura sorte, é verdade. Até porque eu mesmo duvidei que o jovem alemão chegasse lá, até as voltas finais da última corrida. Até então eu apostava em Alonso. E antes disso, em Webber.

Mas agora é diferente. Vettel está desfilando. Apenas isso. A prova de logo mais, em Melbourne, será, com sorte, uma luta muito dura entre todos os demais, que assistirão o garoto guiar tranquila e entediantemente em direção à vitória.

Porque o menino botou quase um segundo (0,866s) na concorrência. É um piloto excepcional, com pinta de se tornar um dos gênios da História, que está conduzindo um carro excepcional, mais uma obra de arte concebida por um dos gênios da História.



Seu colega de equipe, piloto da casa, que seria único com equipamento suficiente para fazer-lhe a devida oposição, parece pouco à vontade. Talvez Webber esteja sentindo o enorme peso psicológico de ter se aventurado numa bicicleta e comprometido sua performance nas últimas corridas do ano passado. Talvez esteja sofrendo com a pressão de recomeçar do zero a caminhada rumo a um título que esteve tão perto em 2010. E que pode jamais estar tão próximo novamente.

Talvez. Mas eu penso que é mais simples. Vettel simplesmente está melhor. Mais à vontade com a equipe e com o carro. Rápido e arrojado, agora com o título de campeão ele ainda contará com a tranquilidade necessária para caminhar sem sustos rumo ao bicampeonato mundial.

Deve conseguir.

É cedo para apostar, eu sei. Mas segurar o alemão parece tão difícil quanto deter as correntes maritmas.

Uma força da Natureza.

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Vettel Campeão




Eu bem que poderia dizer aqui que havia previsto o título de Sebastien Vettel. Fiz isso com 7 meses de antecedência. Deve ser um récorde!

Podem conferir aqui.

Mas não seria justo. Porque eu havia mudado de opinião já há algumas corridas e ontem, antes da largada do GP de Abu-Dhabi, apostaria no veterano espanhol do carrinho vermelho.

Ainda assim, reitero o que dizia naquela época: considerando a pouca idade e experiência, Vettel é um piloto que está guiando "o fino", e foi consistentemente rápido durante toda a temporada, embora alguns erros quase tenham ofuscado o brilho desse jovem talento.

Vettel é o mais provável candidato a gênio que há na Fórmula 1 hoje. A despeito de seu rosto juvenil, quiçá imberbe, e de seu sorriso quase pueril, sua ascenção lembra-me muito um outro piloto alemão, que também levou uma então pequena equipe ao seu primeiro campeonato mundial.

Aquele alemão depois ainda venceria outros 6 títulos. Quanto a Vettel é difícil saber quantas conquistas o aguardam. Ou se aguardam.

Mas eu, pessoalmente, apostaria num número grande.

sexta-feira, 24 de abril de 2009

Novos Gênios

Depois do GP da China, para mim a maior constatação é que esse Sebastian Vettel tem toda a pinta de gênio mesmo. Ainda não é, porque é necessário um conjunto muito grande de elementos que compõem um gênio. Tem que ser rápido, prá andar nas voltas de classificação, tem que ser consistente prá ser rápido durante quase duas horas de corrida, tem que ser paciente, prá entender momentos de atuar com arrojo e momentos para atuar com prudência, tem que saber lidar com a pressão por resultados, que persegue a todos no mundo esportivo, tem que ser sensível e perspicaz prá ajudar a fornecer informações que desenvolva e ajuste o carro de corrida, tem que ter visão estratégica prá saber as reais possibilidades que cada time pode oferecer, tanto do ponto de vista técnico quanto do ponto de vista esportivo.

Somar todas as características: rapidez, consistência, paciência, resposta sob pressão, sensibilidade e visão estratégica. Isso eleva os pilotos à categoria de Gênio. Michael Schumacher, por exemplo, foi provavelmente perfeito em todos esses quesitos, exceto, talvez, correr sob pressão. Alain Prost também. Já o brasileiro Ayrton Senna lidava melhor com as pressões, mas pecava um pouco no quesito sensibilidade para desenvolvimento dos carros, bem como não era o mais paciente, exagerando algumas vezes no arrojo.

E esse Sebastian Vettel até agora ainda não mostrou nenhuma fraqueza. Por isso eu o coloco na direção de se tornar um gênio. “Calma, Degas!”, dirão alguns. “É cedo prá afirmar”.

Não estou afirmando que ele é um gênio, nem estou garantindo que ele um dia o será. O rapaz está no “princípio do princípio” de sua carreira na Fórmula 1. Ainda não foi exaustivamente testado, como com certeza será e, portanto, não foi levado aos limites que revelam as fraquezas mais escondidas de todos nós. Mas pelo pouco que já se viu, até agora não apresentou nenhuma falha. Se seguir essa trilha, certamente conquistará muitas vitórias e títulos, e provavelmente será futuramente reconhecido como um gênio. Moleque ainda, ousa até “batizar” os carros que pilota: o RBR que ele recebeu na Austrália chamava-se “Kate”. Como Kate se acidentou em Melbourne e ficou inutilizada, hoje Vettel guia a “Irmã piriguete de Kate” (tradução à baiana de “Kate’s dirty sister”).

Assim como Vettel, atualmente há apenas mais dois candidatos a gênio na Fórmula 1: um, Fernando Alonso, parece já ter chegado ao máximo de sua carreira. E é um piloto brilhante, talvez o melhor da atualidade. Mas acumula imperfeições que, para um aspirante a trilhar o caminho dos Gênios, já deveriam ter sido superadas. O outro é Lewis Hamilton; sobre o inglês, falhas de caráter e um excesso de arrojo podem ser apontados como obstáculos a serem superados. Mas Lewis é rápido como pouquíssimos pilotos, além de arrojadíssimo nas disputas. Desrespeita algumas vezes os limites da esportividade, sem dúvidas, mas isso não diminui suas possibilidades de um dia ser elevado à categoria de gênio. Para os que acompanharam, é impossível assistir Hamilton correr e não se lembrar dos primeiros anos de Ayrton Senna. São muito parecidos os dois - em qualidades e fraquezas - e, se Hamilton evoluir como se espera, trilhará um caminho tão vitorioso quanto o do brasileiro.

Aliás, falando em semelhanças, até o momento esse Vettel parece muito com seu compatriota, Michael Schumacher. Shummy, em seus primeiros anos, mostrou uma grande rapidez e consistência, além de desenvolver precocemente certas qualidades como desenvolvedor e estrategista que lhe permitiram estar tantas vezes guiando carros vencedores.

O destino não quis que assistíssemos ao duelo Senna X Schumacher. Teria sido grandíssimo. Mas, se tivermos sorte, talvez vejamos duelarem Vettel e Hamilton. E esse tem tudo para se tornar, também, um dos embates épicos da história do Esporte.

Com final imprevisível.