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sábado, 1 de agosto de 2015

O F1 com ventilador atrás

Brabham BT46B: o carro de Fórmula 1 que tinha um ventilador na traseira

Leonardo Contesin
Original aqui.


Depois do Tyrrell de seis rodas, a inovação tirada das brechas do regulamento para obter vantagem sobre as demais equipes foi o efeito solo. Depois de testar durante um ano a aerodinâmica de um carro-asa, a Lotus produziu o 78, o primeiro grande carro de corrida baseado no princípio da asa invertida para obter o efeito solo.

Com esse efeito, o aumento da velocidade do ar sob o carro gera uma queda de pressão, fazendo com que a pressão do ar sobre o carro o empurre para baixo, permitindo ao piloto fazer curvas em velocidades mais altas. Com essa vantagem, a Lotus já havia conseguido quatro vitórias e outros três segundos lugares até a sétima etapa da temporada. Seria difícil reverter a vantagem sem um carro minimamente parecido com o carro-asa de Colin Chapman.

segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

40 anos atrás

Émerson era bi-campeão, e seguiria na Mclarem mas enfrentando um rival á altura: Niki Lauda, e a Ferrari. Acabaria em segundo lugar.

Como em segundo lugar terminou no GP do Brasil, vencido por José Carlos Pace.

Ver a Brabham (sim, a pintura parece com a da Williams de hoje em dia, mas era a Brabham), a Mclarem, a Tyrrel, a Lotus e a Ferrari daqueles tempos é emocionante.

E ver a primeira dobradinha do Brasil na Fórmula 1 também.




40 anos atrás...

segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Caprichos da Rainha: Hamilton Bi 6 anos depois.

Os pilotos ingleses - não britânicos, para que excluamos os excepcionais Jackie Stewart e Jim Clark - contam com poucos títulos e quase nenhum expoente na história da Fórmula 1.

Cada conquista é um sacrifício, e os jejuns costumam ser longos, como o interstício entre a conquista de 1976, de James Hunt, e a de 1992, de Nigel Mansell.

Mas os filhos da rainha conseguem seus méritos, ainda que a duras penas. Ontem foi a vez de Lewis Hamilton.

Hamioton: bicampeonato 6 anos depois da primeira conquista
Lewis venceu seu segundo campeonato mundial, aliás foi a segunda vez que um inglês (escoceses não contam) conquista um segundo campeonato. O primeiro havia sido Grahan Hill.

terça-feira, 8 de abril de 2014

A Mercedes que Manda

A superioridade dos carros equipados com motores Mercedes neste começo de temporada da Fórmula 1 é, de fato, esmagadora. Parece que os motores tem uma quantidade de potência muito maior do que os demais, tal a vantagem que apresentam.

De fato, as equipes Mercedes, Mclarem, Williams e Force Índia, todas empurradas pelo mesmo motor Mercedes estão sobrando nas corridas - a própria Mercedes por excelência. Mas, segundo os "espiões"das outras equipes e da imprensa especializada, não se trata meramente de uma questão de potência. É uma solução na arquitetura dos componentes.

Assim, a tendência é que esta superioridade se prolongue ainda por um bom tempo, já que as vantagens são fundamentalmente estruturais, e não apenas na construção do bloco do motor em si.

O vídeo abaixo dá uma ideia do que foi a solução encontrada pela Mercedes.



Para entender melhor é necessário um pouco de conhecimento sobre motores turbos e seu funcionamento.

quarta-feira, 19 de março de 2014

Mais Feio



Este vídeo eu "peguei" no Blog de Flavio Gomes. Lá ele diz: "sem juízo de valor". Aqui se diz com juízo de valor. Sem sompra de dúvidas.

O som da Fórmula 1 não é mais o mesmo.

A gente vai se acostumar, mas que ficou mais feio, ficou.

quarta-feira, 5 de março de 2014

Porque amamos corridas de automóvel

Porque elas podem ser assim!

A disputa é pelo segundo lugar, na última volta.





O que remete a lembranças de outra disputa, também pelo segundo lugar, também na última volta. Mas com a inconfundível assinatura do mito Giles Villeneuve.


sábado, 1 de março de 2014

Abstinência de Velocidade!

Só quem é realmente fã de Fórmula 1 - e eu conheço pessoalmente uns dois ou três apenas - sabe da crise que é a abstinência entre as temporadas.

Para os que não são fãs, resta a mim a catequese. Vejam isso. Sejam fãs. Ou, pelo menos, entendam porque existem os fãs.


segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Carta a Felipe Massa

Flavio Gomes

Original aqui.

Felipe,

Começando do começo. Soube da sua existência lá pelo fim dos anos 90, você com uns 16 ou 17 anos na F-Chevrolet, meu amigo e quase sócio Ricardo Tedeschi te dando uma força. Então foi para a Europa numa pindaíba danada, teve até aquela história de ganhar um prêmio em cerveja por uma vitória e ter de vender as latinhas para pagar o aluguel, essas coisas que quando a gente olha para trás ri e se orgulha delas.

Aí, em 2001, um teste na Sauber. Ricardo, telefonei, que legal! O menino é bom, é humilde, rápido, vamos ver o que dá, responde o Ricardo.

Falipe Massa
No ano seguinte, a apresentação como piloto da Sauber aqui em São Paulo, num hotel na Vila Olímpia, ou no Itaim, você magrinho e meio assustado com aquela gente toda, e desde o início eu sabendo que no fundo era tudo com a Ferrari, mas sem poder publicar, cravar, como a gente diz, porque você e o Ricardo eram dois túmulos, souberam guardar o segredo por anos a fio.

terça-feira, 10 de setembro de 2013

O Fim de uma Era?

O Brasil e a Fórmula 1 se casaram em 1969.

O matrimônio aconteceu com o debut de um rapaz narigudo de nome italiano, mas apelidado de Rato, que guiava para a famosa equipe Lotus, de Colin Chapman.

A Lua de Mel se deu no ano seguinte, com a primeira vitória de Emerson Fittipaldi em Watkins Glen, e o primeiro filho nasceria dois anos depois, em 1972, quando o carro preto e dourado venceria o campeonato mundial nas mãos do Rato.

A partir daí as núpcias se tornaram um sólido matrimônio. Em 1974 a Mclarem e Émerson pariram o segundo filho, e a fecundidade enfrentou uma ligeira pausa até 1981. Naquele ano Nelson Piquet e a Brabham deram ao casamento, o terceiro de seus oito rebentos. O mesmo Piquet e a mesma Brabham trouxeram o quarto filho em 1983 e, já na Williams, o quinto, em 1987.

Aí veio a era Senna, com sua Mclarem, e os três filhos caçulas nasciam em 1988, 1990 e 1991.

O matrimônio viveu seus melhores dias. A partir daí a fertilidade declinou. Rubens Barrichello e Felipe Massa chegaram perto, mas esses filhos acabaram não vingando. O de Massa por uma curva; algo como perder um filho aos oito meses e meio de gravidez.

Mas parece que o casamento chegou ao fim. Felipe Massa anunciou no Instagram que não correrá pela Ferrari ano que vem. E, dados seus desempenhos nas últimas temporadas, dificilmente encontrará uma vaga competitiva para ocupar. Como ele mesmo já disse que não deseja correr para meramente completar o grid, é de se esperar vê-lo longe da Fórmula 1.

Anúncio de Felipe Massa: "Não vou mais correr pela Ferrari em 2014"

E, provavelmente, nenhum brasileiro restará lá.

terça-feira, 2 de abril de 2013

Uma mágica de Senna

Já lá se vão quase 20 anos.

Naquele ano a Williams tinha os melhores carros, e tinha um piloto que, apesar de estar longe de seus melhores dias, ainda tinha competência suficiente para, dentro daquele carro, fazer o suficiente.

E Alain Prost faria o dever de casa, e cumpriria a obrigação de ser campeão. Mas não encontraria vida fácil. Esnobado pela Williams, Ayrton Senna estava guiando como nunca na Mclarem, fazendo um contrato novo a cada etapa.

E, apesar de terminar o ano com a taça, Prost viu seu dileto rival desfilar uma competência acachapante.

Como no Grande prêmio da Europa. Era o dia 11 de Abril de 1993. A pista estava molhada, mas não muito. Ninguém sabia exatamente em que condições encontrariam o asfalto.

E aí aparece o gênio. A mais espetacular primeira volta que já se viu em toda a história da Fórmula 1. Para entender sua grandeza, basta resumir a obra: contornar a primeira curva na quinta posição, mas a primeira volta em primeiro.

Senna, "Magic" como nunca.

terça-feira, 19 de março de 2013

30 anos do Tema

O tema da Vitória, composição de Eduarto Souto Neto, acaba de completar 30 anos.

Abaixo cenas da primeira vez em que a Rede Globo o exibiu: Grande Prêmio do Brasil de 1983. Vitória de Nélson Piquet. Eu me lembro da corrida, mas confesso que não me lembro do tema ter sido tocado.

Legal para relembrar, ou para apreciar, caso não se tenha vivido aqueles tempos.



Uma curiosidade: Alain Prost já foi agraciado duas vezes com o tema da Vitória. É que ele tocava para os vencedores do GP do Brasil, e Alain venceu em 1984 e 1985.

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Chegando a Hora!

A volta de uma velha amiga, de mais de 30 anos. Sempre saudoso ao final de cada ano, sempre feliz ao revê-la.

Aproxima-se a data do feliz reencontro. Um arrepio e um sorriso sempre me escapam.

Equipes e pilotos já estão se preparando para iniciar o espetáculo. Em breve vai começar tudo de novo, como sempre.





O Circo.

domingo, 9 de dezembro de 2012

Just Drive

Uma homenagem honesta, mostrando os acertos e os erros, as ações grandiosas e mesquinhas, o esportista e o homem. Que fez muito, tanto mais que qualquer outro.


domingo, 25 de novembro de 2012

Eletrizante


A conquista de Sebastian Vettel era previsível, dadas as probabilidades antes do Grande Prêmio em Interlagos. Mas parecia uma decisão insossa. Ninguém apostaria que estava sendo preparada uma corrida tão interessante.

Logo, novos ingredientes começaram a se juntar a este cenário.

O toque na largada não foi culpa de nenhum dos dois envolvidos: Vettel estava tentando encontrar um lugar seguro para manter seu carro longe de encrencas, e Bruno Senna tentou aproveitar uma brecha que surgiu à sua frente logo após a reta oposta. Ninguém errou, mas foi o começo do drama. O dano no Red Bull não foi decisivo, mas com certeza atrapalhou seu desempenho. Além disso, doravante seria uma corrida de recuperação.
Red Bull de Sebastian Vettel com o assoalho danificado desde a 1a volta
A partir de então Seb teve que mostrar de que é feito um campeão mundial.

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Punir o Espetáculo

Depois de um mês sem Fórmula 1, estava um belo domingo. Fernando Alonso, o gênio da atualidade, dentro de seu carro limitado, preparava-se para mais uma corrida. Acompanhando a câmera On Board abaixo é quase possível ouvir seus pensamentos.

"Largada é um momento tenso. Preciso ser rápido, ter bons reflexos, mas também ter muito cuidado."

Segundos depois...

"Ôpa! Aquele ali à esquerda com certeza queimou a largada. Vai ser punido. Melhor. Um a menos... aliás, dois, já que Kobayashi largou mal, e eu já passei ele."

Mais um tempinho...

"Até aqui tudo bem: com a punição do afobadinho que queimou a largada, vou fazer a curva virtualmente em terceiro lugar, o que não é um mau começo. Até aqui tudo bem. Esta corrida promete ser um presente dos céus".

Mas dos céus viria outra coisa: um carro preto. E de repente tudo acaba.


sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Quando o bicho pegou

Para muitos, Alain Prost e Ayrton Senna se detestaram mutuamente desde que passaram a dividir a equipe Mclarem.

Esta afirmação não é inteiramente verdadeira. De fato, durante a temporada de 1988, apesar de disputas duras e até algumas declarações sugestivas, a convivência entre os dois gênios ocorreu de maneira razoavelmente pacífica.

Naquele ano, apesar de fazer mais pontos que o brasileiro, Alain viu Ayrton levantar o troféu, num campeonato em que a Mclarem venceu 15 das 16 corridas. É que havia uma regra de descarte dos piores resultados, e como acumulou muitos abandonos, Senna acabou beneficiado.

Mas a relação entre os dois se deteriorou mesmo apenas em 1989. Foi por ocasião do Grande Prêmio de San Marino, disputado no circuito de Ímola, na Itália. E tudo foi decorrência de uma bela ultrapassagem de Ayrton Senna sobre o francês.



Ocorre que não foi por Alain Prost não aceitar a derrota, tampouco por qualquer tipo de falta de esportividade da parte dele que se gerou a celeuma.

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Piquet, 60


São sessenta anos do grande Piquet. Tido por quase todos como o mais completo piloto que a Fórmula 1 já viu. Para muitos, o melhor piloto brasileiro.

Vencedor de três campeonatos mundiais, em cada um deles empurrado por um motor diferente, Piquet deixou sua marca na história do automobilismo pela competência, sem dúvidas. Mas certamente também pelo comportamento, sempre muito correto nas pistas, mas totalmente heterodoxo fora delas.

Piquet desmistifica a imagem do esporte sério, dos pilotos compenetrados, das declarações cuidadosamente preparadas. Falava muito, e mal, de muita gente. Pilheriava, brigava, caçoava sem piedades, tendo como vítimas principais o seu adversário da Williams, o inglês Nigel Mansell, e Ayrton Senna. Este com sua masculinidade posta em dúvidas, aquele satirizado por gostar de mulher feia. Piquet não tinha papas na língua, e não respeitava ninguém quando abria a boca.

Mas na pista, sempre foi um piloto limpo. Jamais se comportou de maneira minimamente questionável. Venceu três campeonatos mundiais, nem sempre com o melhor carro, mas sempre competindo com lisura. Suas marcas eram a agressividade, a frieza e, principalmente a criatividade. Jamais anti-esportivo.

Aqui o vemos em sua essência: vencendo, perdendo, errando, batendo, brigando, brincando. Correndo.


Saudades de Nelsão.

segunda-feira, 25 de junho de 2012

Rei de Espanha

A vitória de Fernando Alonso, "Dom Fernando I" em Valência deixa duas coisas bem claras, além de fortalecer a hipótese de uma terceira.

A primeira informação a ser capitalizada dá conta de que esta temporada é muito equilibrada e, por este motivo, acabará sendo vencida pelo piloto que melhor consiga aliar arrojo, inteligência, sangue-frio e sorte.

A segunda informação é que este piloto tem nome: Fernando Alonso. O espanhol hoje sobra na turma, e está guiando com a majestade que pode levá-lo a ser um dos mais fantásticos de todos os tempos. Alonso hoje é um piloto que erra muito pouco, e consegue tirar da sua Ferrari um desempenho sempre muito acima do esperado.
Alonso brindou o mundo com uma atuação de Gala em Valencia
Não foi diferente na prova de Valência.

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Bom te (re)ver, Williams

Pastor Maldonado e sua vitória Histórica
Já lá se vão 42 anos desde que Frank Williams decidiu montar uma equipe de corridas. Mas foi a partir de 1977 que a associação com Patrick Head se formou e fez surgir a equipe Williams de Fórmula 1, com sede em Grove, na Inglaterra.

sábado, 21 de abril de 2012

O Brasil faz bonito no Barheim


O Brasileiro que  brilha no Grande Prêmio do Bahreim não é Massa nem é Senna. Atende pelo nome de Carlos Latuff.
O original pode ser lido aqui.

O tom provocativo e visceral das charges do cartunista brasileiro Carlos Latuff vem incomodando o governo do Bahrein. Há mais de um ano, o artista e ativista, colaborador do Opera Mundi, critica a repressão do regime barenita contra as manifestações populares que reivindicam uma abertura democrática e maior justiça social no país.


Nesta terça-feira (17/04), a monarquia do Bahrein expressou seu descontentamento. A IAA (sigla em inglês para Autoridade para Assuntos de Informação), órgão oficial de informação do regime, criticou, em inglês, o trabalho do desenhista brasileiro pelo microblog Twitter. Em diversas mensagens no Twitter, a IAA pediu ao brasileiro que reflita sobre a “integridade jornalística” e a “falta de neutralidade” de seus desenhos. Muitas de suas ilustrações criticando o regime e também o Grande Prêmio tem sido exibidas em cartazes durante as manifestações.

A população no Bahreim nas ruas contra seu governo.