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quarta-feira, 25 de abril de 2012

Uma manobra arriscada?

A Argentina unilateralmente decidiu estatizar a petrolífera YPF. Isto desagradou sobremaneira seus antigos proprietários, bem como os governos da Espanha, diretamente interessado na companhia, e, por tabela, os de toda a casta de países que defendem a cartilha neo-liberal.

Depois de sair na frente como exemplo nas privatizações na América do Sul, a ressaca Argentina gerou um movimento no sentido contrário. E o pior é que, apesar das consequências que se seguirão ao ato, esta pode se mostrar uma decisão acertada: é que as perspectivas de retaliações não são tão assustadoras assim.

Por Bresser Pereira, o original pode ser lido aqui.

A Presidenta da Argentina estatizou a empresa petrolífera YPF 
"

A Argentina tem razão
Não faz sentido deixar sob controle estrangeiro um setor estratégico para o desenvolvimento do país

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

O melhor do 7 de Setembro

Estou em final de semestre. Isto, e mais uma série de percalços que cabem a mim resolver como coordenador da área de Ciência da Computação na UESC, mantiveram-me afastado, ou pelo menos não tão próximo quanto gostaria, deste blog nas últimas semanas.

Não poderia, porém, deixar de registrar a belíssima conquista do Brasil neste dia.

Não em 7 de Setembro de 1822. Em 7 de Setembro de 2011.

O Brasil, que já há mais de 10 anos não vai às olimpíadas com a sua seleção de basquete, está a um passo de reconquistar a vaga. Mais ainda: o resultado ficou muito próximo depois do impressionante 73 a 71 contra a Argentina no torneio pré-olímpico que está sendo disputado lá dentro, em pleno país portenho.

Rafael Hettsheimer ganhando mais uma disputa no Garrafão

domingo, 4 de julho de 2010

O Tango e o Samba

Já não é mais o mesmo o mundo do futebol. A constatação é uma obviedade, mas é particularmente digna de menção quando temos pela frente a precoce eliminação do Brasil - apesar de cair para um adversário tradicional - e a humilhante eliminação da Argentina.

Mas não é isso o que chama a atenção. Afinal, perder para a Holanda ou para a Alemanha não é um resultado imprevisível há décadas. São duas das mais tradicionais equipes do planeta e merecem estar onde estão pela história que construíram ao longo da existência do Futebol.

O que tornou todo o processo extremamente patético foi a arrogância de parte a parte.

Estava curtindo umas horas forçadas ontem no Aeroporto JFK em Brasília quando se passava o jogo da Argentina. Via brasileiros vibrarem a cada gol Alemão.

Mais tarde, ainda em regime de horas forçadas, mas desta feita no aeroporto de Cumbica, conversei com argentinos qaue estavam tristes mas confessavam ter torcido contra, e ficado satisfeitíssimos com a derrota do Brasil.

É o deleite do derrotado. Seu prazer está em ver outros se juntarem na desgraça. Brasileiros e Argentinos não sabem mais sorver o doce da Vitória. Satisfazem-se com o amargor mesquinho da derrota alheia.

Pois hoje o comportamento das duas torcidas é precisamente o retrato disso: de um lado os Brasileiros desdenhando de Maradona e dos jogadores da Argentina, considerando o time Platino uma seleção sem coordenação e desorganizada, apesar dos talentos. De outro lado os Argentinos referindo-se ao Brasil como a equipe que já foi, e que não mostra hoje uma pálida sombra das equipes que outrora encantavam o mundo.

E enquanto ambos trocavam estúpidos torpedos, o mundo passou atropelando.

Brasil e Argentina poderiam fretar o mesmo avião, com destino Buenos Aires escala em São Paulo. Daria para levar duas decepções para casa gastando pouco dinheiro.

E enquanto nenhuma das equipes voltar a mostrar a força de outrora, continuarão no abraço de desesperados.

O Futebol não está mesmo harmonizando com nenhum dos dois: o Tango e o Samba.

terça-feira, 18 de maio de 2010

Maradona 94

Eu tenho muito respeito pela conquista da Seleção Brasileira de 1994. Ao contrário de muitos, eu não acho que aquela seleção era feita de “cabeças de bagre”. Não acho que Dunga tenha sido perna de pau. Pelo contrário. Era um dos melhores desarmadores e dono de um dos melhores passes que eu já vi. Aquela seleção tinha Jorginho e Leonardo (depois Branco) nas laterais. Jorginho era espetacular. Leonardo e Branco eram excelentes. Tinha uma defesa bem compacta e o melhor goleiro que o Brasil já teve, Tafarel, na época em grande fase. E tinha Bebeto. E tinha Romário, que dispensa comentários.

A derrota de 1990 é que pesava nos ombros daqueles jogadores. Principalmente de Dunga. Mas eles resistiram bem à pressão e conquistaram o título com méritos. Apesar de não ser um futebol vistoso nem brilhante, estava entre o que de melhor havia no mundo naquela Copa. Pelo menos depois que Maradona foi afastado por uso de substância proibida.

Porque, sinceramente, se Maradona permanecesse jogando, dificilmente alguém pararia aquela Argentina.

Para quem duvida, e aprecia o bom futebol (mas tem que ter espírito esportivo!), segue um excelente exemplo.

Aliás, alguns. Todos de 1993/1994. Para se ter uma ideia do que esperava os adversários da Argentina naquele ano. Com Maradona na Copa, a Argentina Sapecou 4 a 0 na Grécia, e bateu a Nigéria por 2 a 1. Sem ele, perdeu para a Bulgária por 2 a 0, passando às oitavas de final em terceiro de seu grupo, mas sendo novamente derrotada pela Romênia por 3 a 2.

Notem que não se mostra apenas três ou quatro “momentos mágicos” de cada partida, como se costuma fazer às vezes, dando uma impressão errônea de certos jogadores e de certas equipes.