Estou aqui hoje. Vou apresentar um trabalho acadêmico numa conferência.
Não sei se vou gostar da cidade. Acho que sim. Espero que sim. Cosmopolita e vibrante. Embora muitas vezes associada ao capitalismo mais selvagem.
A se ver. Mas dessa música eu sempre gostei. E de Frank Sinatra, com sua impressionante capacidade vocal e ritmica.
Fica aí, dividido com todos.
Notícias e Reflexões sobre Ilhéus, Automobilismo, Computação e o que mais for de noticiar ou de refletir
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domingo, 31 de maio de 2009
sábado, 30 de maio de 2009
O aeroporto e a TRIP
De fato as pessoas são, como diz Francis Bacon, mais propensas a acreditar nas notícias boas e agradáveis. Gostamos, evidentemente, de notícias auspisciosas. Daí somos menos exigentes com as evidências que as sustentam.
Quando a ANAC começou a apresentar as sucessivas restrições ao aeroporto, as pessoas sempre preferiam acreditar nas perspectivas mais favoráveis: “isso está sendo resolvido”, “há pessoas que estão resolvendo o problema”. Basta lembrar um pouco: desde 2007, quantas vezes lemos a manchete “Aeroporto finalmente liberado” ou coisa parecida?
Recentemente a TV Santa Cruz mostrou a notícia de que “o aeroporto finalmente voltou a operar vôos noturnos”. Uma notícia, no mínimo, equivocada.
Quando a ANAC impôs restrições de operação ao aeroporto, e as restrições exigem que a operação por instrumentos seja alternada para operação visual desde uma distância considerável da pista (3000 metros), o pouso passou a ser feito sem auxílio de instrumentos.
Ocorre que, para aeronaves de médio porte, como as da TAM e da Gol (Airbus A319 e Boeing 737-400), as seguradoras não aceitam essas condições. E pousar ou decolar um avião sem a cobertura de uma apólice está fora de cogitação.
Por isso TAM e Gol se desinteressaram em operar vôos noturnos no aeroporto de Ilhéus.
O caso da TRIP é diferente, porque a empresa opera com aeronaves de porte menor (ATR-72). As velocidades de aproximação e pouso são menores, aumentando a flexibilidade dos limites impostos pela ANAC e pelas seguradoras.
Apenas por essa razão o aeroporto voltou a receber vôos noturnos. Não houve nenhuma revogação das restrições da ANAC. O Sr. Gilberto Antunes, num belo exemplo de racionalismo cético, já havia explicado isso no site do Rabat (leia aqui).
Não se que esteja menosprezando a TRIP como empresa, nem negando a importância que o início de suas operações tem para a cidade de Ilhéus e a região. Longe disso. É muito importante restabelecer a “ponte aérea” entre Ilhéus e a capital do estado, permitindo às pessoas irem e voltarem no mesmo dia. Também é muito importante ligar Ilhéus a cidades como Vitória, no Espírito Santo. Tudo isso permitirá a capitalização de muitos resultados importantes, sem dúvidas.
Não é ruim a vinda da TRIP. É apenas muito pouco.
A bem dizer, e lembrando as condições em que já operou o aeroporto de Ilhéus no passado, é uma verdadeira esmola.
Mas dadas a atual situação da cidade, do aeroporto e da região, o que dá prá dizer em troca?
Deus lhe pague.
Quando a ANAC começou a apresentar as sucessivas restrições ao aeroporto, as pessoas sempre preferiam acreditar nas perspectivas mais favoráveis: “isso está sendo resolvido”, “há pessoas que estão resolvendo o problema”. Basta lembrar um pouco: desde 2007, quantas vezes lemos a manchete “Aeroporto finalmente liberado” ou coisa parecida?
Recentemente a TV Santa Cruz mostrou a notícia de que “o aeroporto finalmente voltou a operar vôos noturnos”. Uma notícia, no mínimo, equivocada.
Quando a ANAC impôs restrições de operação ao aeroporto, e as restrições exigem que a operação por instrumentos seja alternada para operação visual desde uma distância considerável da pista (3000 metros), o pouso passou a ser feito sem auxílio de instrumentos.
Ocorre que, para aeronaves de médio porte, como as da TAM e da Gol (Airbus A319 e Boeing 737-400), as seguradoras não aceitam essas condições. E pousar ou decolar um avião sem a cobertura de uma apólice está fora de cogitação.
Por isso TAM e Gol se desinteressaram em operar vôos noturnos no aeroporto de Ilhéus.
O caso da TRIP é diferente, porque a empresa opera com aeronaves de porte menor (ATR-72). As velocidades de aproximação e pouso são menores, aumentando a flexibilidade dos limites impostos pela ANAC e pelas seguradoras.
Apenas por essa razão o aeroporto voltou a receber vôos noturnos. Não houve nenhuma revogação das restrições da ANAC. O Sr. Gilberto Antunes, num belo exemplo de racionalismo cético, já havia explicado isso no site do Rabat (leia aqui).
Não se que esteja menosprezando a TRIP como empresa, nem negando a importância que o início de suas operações tem para a cidade de Ilhéus e a região. Longe disso. É muito importante restabelecer a “ponte aérea” entre Ilhéus e a capital do estado, permitindo às pessoas irem e voltarem no mesmo dia. Também é muito importante ligar Ilhéus a cidades como Vitória, no Espírito Santo. Tudo isso permitirá a capitalização de muitos resultados importantes, sem dúvidas.
Não é ruim a vinda da TRIP. É apenas muito pouco.
A bem dizer, e lembrando as condições em que já operou o aeroporto de Ilhéus no passado, é uma verdadeira esmola.
Mas dadas a atual situação da cidade, do aeroporto e da região, o que dá prá dizer em troca?
Deus lhe pague.
sexta-feira, 29 de maio de 2009
Tá "Relampiano"
Hoje tem show de Lenine. Imperdível. Queria que todas as pessoas fossem.
Mas não é possível.
Deixo um vídeo, e abaixo a letra de uma música linda. Fala de crianças de rua. Fala de crianças. Fala.
Nos convida a uma lágrima. E à reflexão.
Tá relampiano
Cadê neném?
Tá vendendo drops
No sinal prá alguém
Tá relampiano
Cadê neném?
Tá vendendo drops
No sinal prá alguém
E tá vendendo drops
No sinal...
Todo dia é dia
Toda hora é hora
Neném não demora
Prá se levantar...
Mãe lavando roupa
Pai já foi embora
E o caçula chora
Prá se acostumar
Com a vida lá de fora
Do barraco...
Hai que endurecer
Um coração tão fraco
Prá vencer o mêdo
Do trovão
Sua vida aponta
A contramão...
Tá relampiano
Cadê neném?
Tá vendendo drops
No sinal prá alguém
Tá relampiano
Cadê neném?
Tá vendendo drops
No sinal prá alguém
E tá vendendo drops
No sinal...
Tudo é tão normal
Todo tal e qual
Neném não tem hora
Prá ir se deitar...
Mãe passando roupa
Do pai de agora
De um outro caçula
Que ainda vai chegar...
É mais uma bôca
Dentro do barraco
Mais um quilo de farinha
Do mesmo saco
Para alimentar
Um novo João Ninguém
A cidade cresce junto
Com neném...(2x)
Tá relampiano
Cadê neném?
Tá vendendo drops
No sinal prá alguém
Tá relampiano
Cadê neném?
Tá vendendo drops
No sinal prá alguém...
Tá relampiano
Cadê neném?
Tá vendendo drops
No sinal prá alguém
E tá vendendo drops
No sinal...
Mas não é possível.
Deixo um vídeo, e abaixo a letra de uma música linda. Fala de crianças de rua. Fala de crianças. Fala.
Nos convida a uma lágrima. E à reflexão.
Tá relampiano
Cadê neném?
Tá vendendo drops
No sinal prá alguém
Tá relampiano
Cadê neném?
Tá vendendo drops
No sinal prá alguém
E tá vendendo drops
No sinal...
Todo dia é dia
Toda hora é hora
Neném não demora
Prá se levantar...
Mãe lavando roupa
Pai já foi embora
E o caçula chora
Prá se acostumar
Com a vida lá de fora
Do barraco...
Hai que endurecer
Um coração tão fraco
Prá vencer o mêdo
Do trovão
Sua vida aponta
A contramão...
Tá relampiano
Cadê neném?
Tá vendendo drops
No sinal prá alguém
Tá relampiano
Cadê neném?
Tá vendendo drops
No sinal prá alguém
E tá vendendo drops
No sinal...
Tudo é tão normal
Todo tal e qual
Neném não tem hora
Prá ir se deitar...
Mãe passando roupa
Do pai de agora
De um outro caçula
Que ainda vai chegar...
É mais uma bôca
Dentro do barraco
Mais um quilo de farinha
Do mesmo saco
Para alimentar
Um novo João Ninguém
A cidade cresce junto
Com neném...(2x)
Tá relampiano
Cadê neném?
Tá vendendo drops
No sinal prá alguém
Tá relampiano
Cadê neném?
Tá vendendo drops
No sinal prá alguém...
Tá relampiano
Cadê neném?
Tá vendendo drops
No sinal prá alguém
E tá vendendo drops
No sinal...
quinta-feira, 28 de maio de 2009
Série Aberturas: Hawaii Five-0
Em português ficou Havaí 5-0. Enredo totalmente padrão enlatado americano, com um "mega-detetive" que, a cada episódio, derrotava mais uma vez seu arqui-rival. Mas a derrota jamais era definitiva, de sorte que uma nova aventura estava sempre garantida.
Série de pouquíssimas qualidades, Hawaii Five-0 tinha, porém, um ponto forte: a abertura. A música animadíssima tocada pela banda The Ventures e as imagens da belíssima ilha do pacífico, com pequenas tomadas de cada um dos protagonistas. Simples e eficiente. Muito legal.
Série de pouquíssimas qualidades, Hawaii Five-0 tinha, porém, um ponto forte: a abertura. A música animadíssima tocada pela banda The Ventures e as imagens da belíssima ilha do pacífico, com pequenas tomadas de cada um dos protagonistas. Simples e eficiente. Muito legal.
quarta-feira, 27 de maio de 2009
Porto Sul: a Guerra dos Vídeos
Tá lá no dite do Rabat: de um lado um vídeo promocional do Governo do Estado, fazendo a publicidade informativa sobre o Porto Sul (veja aqui). Muitas informações, a maioria já conhecida, e nada mais. Do outro lado, os vídeos de Pequiá, comunidade que sofre com a má gestão do poder público na relação com mineradoras e siderúrgicas (veja aqui). O material é “requentado” pois já havia sido mostrado no Blog do Gusmão (veja aqui). Fico imaginando se não ha, além das empresas, muita gente se aproveitando das pessoas daquela comunidade. Isso eu não sei. Mas sei que há pouca gente tentando realmente ajudar.
Claro que é um grande momento, e obviamente é a discussão democrática que permeia essa “guerra de vídeos”. São argumentos de parte a parte: de um lado os que mostram as oportunidades que advirão com o Porto Sul. Do outro lado os que temem que as conseqüências sejam nefastas, e que não compensem o investimento.
E no meio de tudo há os que tem interesses diversos: proprietários de terrenos que podem se desvalorizar nas áreas onde será instalado o Porto, alguns donos de Resorts e Hotéis, Empresas de Mineração, Empreiteiras, etc. Esses todos são evidentemente contra ou a favor do projeto, mas não se interessam pelo desenvolvimento econômico, tampouco pelo bem estar das pessoas da região. Interessam-se por motivos bem particulares. Legítimos, evidentemente, já que cada um sabe de si. Mas seguramente não de interesse coletivo.
A nós, cidadãos, cabe seguir o conselho que nos dá Francis Bacon em "Novum Organum": corremos o risco de que nossas preferências e temores influenciem nossas crenças. Para escapar dessas armadilhas, precisamos nos ater ao que pode ser eliciado e experimentado racionalmente.
Agindo dessa forma, por exemplo, podemos ver que o material do governo do estado é uma coleção de informações, todas muito auspiciosas. Mas nenhum dado concreto sobre prazos, cronogramas, orçamentos, etc. Falam que vão desenvolver o projeto com o devido cuidado com o meio ambiente, e com as pessoas da região, mas não dizem como. Trata-se de uma peça publicitária, que cumpre um papel político importante. Mas é só isso. Não traz nenhuma garantia a respeito. Serve para ajudar a convencer de que, em linhas gerais, a idéia do projeto é muito boa. Mas não oferece detalhes suficientes que nos permitam debater com mais profundidade. Isso é realmente preocupante: até agora tudo o que diz respeito ao Porto Sul não passa de promessas e de “Carta de Intenções”. Em tempo: por favor, alguém me esclarece o que é uma “Carta de Intenção”? Que compromisso realmente se assume ao assinar uma “Carta de Intenção”?
Não obstante, os vídeos sobre Pequiá também não são muito mais do que isso: propaganda. Apresentam uma comunidade que está sujeita a níveis além dos limites toleráveis de desrespeito à dignidade humana. Serve como um grande alerta para o que podemos acabar encontrando por aqui, se não tivermos o devido cuidado. Mas não é nada mais do que disso. Há uma alegação implícita, mas nenhuma discussão, sobre o porquê de se ter certeza de que em Ilhéus os resultados serão os mesmos de Pequiá. Aliás, sendo bem autocrítico, não já existem, em Ilhéus, pessoas vivendo em situação tão ruim quanto, ou até pior, do que aquelas famílias de Pequiá? Vítimas do modelo econômico da cidade, baseado no binômio Turismo-Cacau? Visitem os bairros mais pobres e mais afastados e terão uma idéia. É interessante notar que até hoje eu não vi nenhum vídeo sobre essas pessoas. Porque interessa mais denunciar a situação das famílias de Pequiá do que, por exemplo, as do N. Sra. da Vitória?
O importante, porém, é que a discussão está aquecida. Pessoalmente eu considero que a cidade de Ilhéus possui uma economia decadente, e todos os setores da cidade empobrecem a olhos vistos. Nesse sentido a infra-estrutura com Porto, Aeroporto, ZPE, Ferrovia, etc. precisa ser instalada sob intensa vigilância, para que os danos ao Meio Ambiente sejam minimizados e o interesse das pessoas seja preservado. Feito assim, pode ser um alento, uma ruptura com o modelo econômico que há décadas vem gerando resultados cada vez mais tímidos, e está em vias de sucumbir, levando a região junto. Pode ser uma chance de soerguimento da região. Uma oportunidade para as pessoas ganharem a dignidade de um trabalho, a esperança de um futuro.
Mas precisamos nos mexer, e rápido.
Porque o Futuro começa agora.
Claro que é um grande momento, e obviamente é a discussão democrática que permeia essa “guerra de vídeos”. São argumentos de parte a parte: de um lado os que mostram as oportunidades que advirão com o Porto Sul. Do outro lado os que temem que as conseqüências sejam nefastas, e que não compensem o investimento.
E no meio de tudo há os que tem interesses diversos: proprietários de terrenos que podem se desvalorizar nas áreas onde será instalado o Porto, alguns donos de Resorts e Hotéis, Empresas de Mineração, Empreiteiras, etc. Esses todos são evidentemente contra ou a favor do projeto, mas não se interessam pelo desenvolvimento econômico, tampouco pelo bem estar das pessoas da região. Interessam-se por motivos bem particulares. Legítimos, evidentemente, já que cada um sabe de si. Mas seguramente não de interesse coletivo.
A nós, cidadãos, cabe seguir o conselho que nos dá Francis Bacon em "Novum Organum": corremos o risco de que nossas preferências e temores influenciem nossas crenças. Para escapar dessas armadilhas, precisamos nos ater ao que pode ser eliciado e experimentado racionalmente.
Agindo dessa forma, por exemplo, podemos ver que o material do governo do estado é uma coleção de informações, todas muito auspiciosas. Mas nenhum dado concreto sobre prazos, cronogramas, orçamentos, etc. Falam que vão desenvolver o projeto com o devido cuidado com o meio ambiente, e com as pessoas da região, mas não dizem como. Trata-se de uma peça publicitária, que cumpre um papel político importante. Mas é só isso. Não traz nenhuma garantia a respeito. Serve para ajudar a convencer de que, em linhas gerais, a idéia do projeto é muito boa. Mas não oferece detalhes suficientes que nos permitam debater com mais profundidade. Isso é realmente preocupante: até agora tudo o que diz respeito ao Porto Sul não passa de promessas e de “Carta de Intenções”. Em tempo: por favor, alguém me esclarece o que é uma “Carta de Intenção”? Que compromisso realmente se assume ao assinar uma “Carta de Intenção”?
Não obstante, os vídeos sobre Pequiá também não são muito mais do que isso: propaganda. Apresentam uma comunidade que está sujeita a níveis além dos limites toleráveis de desrespeito à dignidade humana. Serve como um grande alerta para o que podemos acabar encontrando por aqui, se não tivermos o devido cuidado. Mas não é nada mais do que disso. Há uma alegação implícita, mas nenhuma discussão, sobre o porquê de se ter certeza de que em Ilhéus os resultados serão os mesmos de Pequiá. Aliás, sendo bem autocrítico, não já existem, em Ilhéus, pessoas vivendo em situação tão ruim quanto, ou até pior, do que aquelas famílias de Pequiá? Vítimas do modelo econômico da cidade, baseado no binômio Turismo-Cacau? Visitem os bairros mais pobres e mais afastados e terão uma idéia. É interessante notar que até hoje eu não vi nenhum vídeo sobre essas pessoas. Porque interessa mais denunciar a situação das famílias de Pequiá do que, por exemplo, as do N. Sra. da Vitória?
O importante, porém, é que a discussão está aquecida. Pessoalmente eu considero que a cidade de Ilhéus possui uma economia decadente, e todos os setores da cidade empobrecem a olhos vistos. Nesse sentido a infra-estrutura com Porto, Aeroporto, ZPE, Ferrovia, etc. precisa ser instalada sob intensa vigilância, para que os danos ao Meio Ambiente sejam minimizados e o interesse das pessoas seja preservado. Feito assim, pode ser um alento, uma ruptura com o modelo econômico que há décadas vem gerando resultados cada vez mais tímidos, e está em vias de sucumbir, levando a região junto. Pode ser uma chance de soerguimento da região. Uma oportunidade para as pessoas ganharem a dignidade de um trabalho, a esperança de um futuro.
Mas precisamos nos mexer, e rápido.
Porque o Futuro começa agora.
terça-feira, 26 de maio de 2009
John “Maddog” Hall fará palestra na UESC
Direto do site do rabat (leia aqui)
Como entusiasta do movimento internacional pelo Software Livre, não poderia deixar de divulgar.
Maiores dúvidas, entrem em contato com o professor Carlão, da área de Computação da UESC (carlao2005@gmail.com)
"
Presidente da Linux internacional defende software livre na educação
Jon “Maddog” Hall, diretor-presidente da Linux Internacional, fará o palestra no dia 1º de junho , na Universidade Estadual de Santa Cruz – UESC(Ilhéus/BA). A palestra, no auditório Jorge Amado, às 14 horas, é promovida pelo Departamento de Ciências Exatas e Tecnológicas (DCET) e terá como tema: “Software Livre na Educação: um caminho para o futuro”
Sob a coordenação do professor Carlos Pereira(DCET/UESC), o evento tem por objetivo incentivar o uso do software livre e explicar sua importância, além da troca de idéias e projetos. Visa ainda, incentivar o uso do software livre nas rotinas de trabalho nos mais diversos setores e Maddog – “Cachorro Raivoso”, em inglês – é diretor-presidente da Linux Internacional, mais famoso software livre do mundo.
O palestrante é considerado um gênio da computação e é um dos mais disputados no mundo por conta do seu conhecimento de informática, setor onde trabalha desde 1969. O “Cachorro Raivoso” – como gosta de ser chamado -, estudou na Drexel University e, mais tarde, no Rensselaer Politechnic Institute na cidade de Troy, em Nova Iorque. Após terminar seus estudos, trabalhou na empresa Aetna Life and Casualty.
Tornou-se reitor da Faculdade de Informática do Hartford State Technical College, onde os estudantes o apelidaram de maddog. Mais tarde, assumiu uma posição como administrador de sistemas no Bell Laboratories, acabando por ingressar na Digital Equipment Corporation (DEC), onde trabalhou durante 16 anos. Nesse período, conheceu Linus Torvalds, a quem forneceu suporte para o desenvolvimento da versão do Linux para hardware baseado na arquitetura Alpha, de 64 bits.
O princípio básico das palestras de “Maddog” mundo afora é de que a aplicação de softwares livres na estrutura de governos permite uma grande economia de recursos – cujo destino é o exterior, onde os sistemas são produzidos – que, em países em desenvolvimento ou sub-desenvolvidos podem ser aplicados em setores como saúde e educação."
Como entusiasta do movimento internacional pelo Software Livre, não poderia deixar de divulgar.
Maiores dúvidas, entrem em contato com o professor Carlão, da área de Computação da UESC (carlao2005@gmail.com)
"
Presidente da Linux internacional defende software livre na educação
Jon “Maddog” Hall, diretor-presidente da Linux Internacional, fará o palestra no dia 1º de junho , na Universidade Estadual de Santa Cruz – UESC(Ilhéus/BA). A palestra, no auditório Jorge Amado, às 14 horas, é promovida pelo Departamento de Ciências Exatas e Tecnológicas (DCET) e terá como tema: “Software Livre na Educação: um caminho para o futuro”
Sob a coordenação do professor Carlos Pereira(DCET/UESC), o evento tem por objetivo incentivar o uso do software livre e explicar sua importância, além da troca de idéias e projetos. Visa ainda, incentivar o uso do software livre nas rotinas de trabalho nos mais diversos setores e Maddog – “Cachorro Raivoso”, em inglês – é diretor-presidente da Linux Internacional, mais famoso software livre do mundo.
O palestrante é considerado um gênio da computação e é um dos mais disputados no mundo por conta do seu conhecimento de informática, setor onde trabalha desde 1969. O “Cachorro Raivoso” – como gosta de ser chamado -, estudou na Drexel University e, mais tarde, no Rensselaer Politechnic Institute na cidade de Troy, em Nova Iorque. Após terminar seus estudos, trabalhou na empresa Aetna Life and Casualty.
Tornou-se reitor da Faculdade de Informática do Hartford State Technical College, onde os estudantes o apelidaram de maddog. Mais tarde, assumiu uma posição como administrador de sistemas no Bell Laboratories, acabando por ingressar na Digital Equipment Corporation (DEC), onde trabalhou durante 16 anos. Nesse período, conheceu Linus Torvalds, a quem forneceu suporte para o desenvolvimento da versão do Linux para hardware baseado na arquitetura Alpha, de 64 bits.
O princípio básico das palestras de “Maddog” mundo afora é de que a aplicação de softwares livres na estrutura de governos permite uma grande economia de recursos – cujo destino é o exterior, onde os sistemas são produzidos – que, em países em desenvolvimento ou sub-desenvolvidos podem ser aplicados em setores como saúde e educação."
segunda-feira, 25 de maio de 2009
Série Aberturas: Get Smart
"Get Smart", em português virou "O Agente 86". Eram as aventuras do atrapalhado agente secreto Maxwell Smart, cognominado Agente 86.
Max, como era chamado pela sua bela parceira, a Agente 99, estava sempre a postos para atender aos interesses do Controle, uma organização governamental ultra-secreta que existia para desmantelar a organização criminosa, também ultra-secreta, Kaos.
A abertura dava o tom da sátira ao luxo e à sofisticação do quase tão famoso agente 007. Smart desce de seu carro e vai desvendando as entradas secretas até alcançar o elevador que o conduz à central secreta do Controle.
Que, aliás, que estava disfarçado usando "o velho truque da cabine telefônica que na verdade é um elevador".
Max, como era chamado pela sua bela parceira, a Agente 99, estava sempre a postos para atender aos interesses do Controle, uma organização governamental ultra-secreta que existia para desmantelar a organização criminosa, também ultra-secreta, Kaos.
A abertura dava o tom da sátira ao luxo e à sofisticação do quase tão famoso agente 007. Smart desce de seu carro e vai desvendando as entradas secretas até alcançar o elevador que o conduz à central secreta do Controle.
Que, aliás, que estava disfarçado usando "o velho truque da cabine telefônica que na verdade é um elevador".
O Conde de Monte Cristo
Alexandre Dumas nos brindou com uma história clássica, que narra a empolgante aventura de Edmond Dantes que é preso injustamente, depois escapa do Chateau d´If e, tornando-se um nobre riquíssimo, consegue uma grande vinçança contra (quase) todos os que o traíram.
O livro é, naturalmente, recomendado. Uma obra imperdível.
Mas eu quero falar é da trajetória de Hélio Castroneves, que esteve em seu próprio Chateau d´If quando foi acusado de Sonegação Fiscal. Correu o risco de ir para a cadeia por 35 anos.
Mas ele conseguiu provar, na justiça dos Estados Unidos, que era inocente. Como Dantes, escapou do Chateau d´If. E ontem se tornou Conde de Monte Cristo, ao vencer todos os seus adversários, sacudindo em seus rostos (pela terceira vez... ainda bem que ele não tem alergia a Lactose) o leite dos vencedores da mais importante prova do automobilismo norte-americano: as 500 Milhas de Indianápolis.
Não há como não se emocionar com a impressionante volta por cima do "Homem Aranha", que mais uma vez, e como sempre, foi comemorar junto à torcida, escalando o alambrado.
Não há como não se emocionar com a impressionante volta por cima do "Homem Aranha", que mais uma vez, e como sempre, foi comemorar junto à torcida, escalando o alambrado.
Parabéns Helinho.
E obrigado por nos permitir assistir à história sendo escrita.
domingo, 24 de maio de 2009
Afinal, parece que é certo!!!
Parece que a TRIP vai, afinal de contas, começar a operar em Ilhéus.
Eu já tinha manifestado minhas dúvidas. Porque não havia nenhuma confirmação no site da própria empresa; nem nos seus destinos nem nos releases à imprensa.
Mas se é verdade que na quarta-feira o governador da Bahia vai vir a bordo no ATR-72 inaugurar o vôo Salvador-Ilhéus da companhia, então meus temores eram infundados.
Eis aí uma bela notícia!
Porque são dois vôos com freqüência quase diária (exceto nos finais de semana) saindo de Ilhéus para Salvador pela manhã e voltando à tarde.
Isso reinaugura a "ponte aérea" Ilhéus-Salvador, que já foi operada pela TAM. Permite fluxo de pessoas em horários alternativos entre as duas cidades. Pode ser a porta de muitas oportunidades, principalmente para os negócios voltados ao turismo. O bom turismo. O que gera ganho real para muitas pessoas e para o município.
Que bom que meus temores eram infundados. Que bom poder comemorar uma boa notícia, afinal de contas.
Tomara que essa seja a primeira de muitas, porque esta cidade está realmente precisando. Todos os envolvidos estão de parabéns. A cidade pode exultar.
Mas não pode descansar, pois há muitos desafios pela frente.
E não há tempo para mais derrotas.
Eu já tinha manifestado minhas dúvidas. Porque não havia nenhuma confirmação no site da própria empresa; nem nos seus destinos nem nos releases à imprensa.
Mas se é verdade que na quarta-feira o governador da Bahia vai vir a bordo no ATR-72 inaugurar o vôo Salvador-Ilhéus da companhia, então meus temores eram infundados.
Eis aí uma bela notícia!
Porque são dois vôos com freqüência quase diária (exceto nos finais de semana) saindo de Ilhéus para Salvador pela manhã e voltando à tarde.
Isso reinaugura a "ponte aérea" Ilhéus-Salvador, que já foi operada pela TAM. Permite fluxo de pessoas em horários alternativos entre as duas cidades. Pode ser a porta de muitas oportunidades, principalmente para os negócios voltados ao turismo. O bom turismo. O que gera ganho real para muitas pessoas e para o município.
Que bom que meus temores eram infundados. Que bom poder comemorar uma boa notícia, afinal de contas.
Tomara que essa seja a primeira de muitas, porque esta cidade está realmente precisando. Todos os envolvidos estão de parabéns. A cidade pode exultar.
Mas não pode descansar, pois há muitos desafios pela frente.
E não há tempo para mais derrotas.
sábado, 23 de maio de 2009
Comentário Infeliz
A minha última postagem a respeito da lamentável situação econômica em que se encontra a cidade de Ilhéus, e dos prognósticos nada animadores que se apresentam se nada for feito para mudar o rumo das coisas foi publicado no site do Rabat (podem ler aqui).
Como o texto é polêmico, recebi diversos comentários. Comentários, aliás, dos dois tipos que esperava ver: os que concordam e os que discordam. O primeiro grupo de considera um cronista realista e o segundo grupo me vê como o arauto do sétimo selo.
Bem, nem uma coisa nem outra. Minha análise não é absoluta, e em nenhum momento proponho que o cenário seja imutável. Meu objetivo é muito mais o de fomentar a discussão, para que as pessoas entendam que a economia da cidade não satisfaz à maioria de seus habitantes.
Gostaria que as pessoas de Ilhéus se perguntassem: "Porque a economia da cidade ainda se suporta no binômio Turismo-Cacau, cujos resultados são tão tímidos? A quem interessa isso? Quem ganha com isso?"
De modo geral considerei-me razoavelmente bem sucedido. Vou continuar tentando.
Ainda que tenha sido surpreendido com a infeliz colocação abaixo, que reproduzo aqui, com o devido respeito ao autor anônimo, já que partiu dele a iniciativa de tornar pública sua opinião.
"Degas
Procura outro canto para viver. Va para S Paulo. Lá é uma beleza. Voce ganha muito dinheiro.Deixa nossa gente aqui. Pelo menos ainda podemos sair nas ruas em segurança; Comer nosso acarajé, caranguejo, com preços dentro da realiadade brasileira e sem sobresaltos.Quem muito quer, nada tem.Vá passear no Morumbi, na Consolação, dar umas voltas na S. Efigênia.Pelo menos suas aplicações em Ilheus dê para comprar uma mansão na zona leste de S Paulo. AH! AH! AH!Deixa agente aqui em paz."
Há vários aspectos que eu poderia discutir com esse cidadão.
Primeiro que em São Paulo eu não ganharia mais dinheiro do que em Ilhéus. Eu, não ganharia. Bem entendido. Porque isso não é verdade para a maior parte das pessoas da cidade. O êxodo em Ilhéus torna sua população cada vez menor (leia em http://www.ilheusamado.com.br/?q=node/8335), porque as pessoas estão simplesmente deixando a cidade em busca de oportunidades que não encontram aqui. Um duro reflexo do desemprego, em números que já eram muito altos mesmo antes da atual "crise econômica" que, aqui, só veio piorar o que já estava ruim.
Depois poderia esclarecer que, infelizmente, os índices de violência no Teotônio Vilela, em Nossa Senhora da Vitória e na Conquista, por exemplo, não ficam a dever às piores favelas de São Paulo e do Rio.
Poderia mostrar a ele que já não há tantos lugares assim para se comer acarajé e caranguejo, já que as barracas de praia estão faturando tão pouco que não atraem mais as baianas quituteiras da forma como faziam antes (conheço uma, por exemplo, que deixou de ir vender na barraca Guarany). E também que o acarajé de Ilhéus não é nada barato, se comparado aos preços de Salvador, Feira de Santana e Itabuna, por exemplo.
Poderia dizer muitas coisas a ele. Mas decidi que não vale à pena.
Porque que ele é mais uma vítima inocente desse processo todo. Isso é, talvez, a face mais cruel do sistema: tem gente que é estuprada sem perceber.
Mas guardo minhas esperanças de que as pessoas finalmente enxerguem o que há de errado com a economia da cidade. E vejam como as coisas podem ser, se trabalharmos para transformá-las.
Porque é disso que é feito o verdadeiro motor do progresso.
Vontade.
Como o texto é polêmico, recebi diversos comentários. Comentários, aliás, dos dois tipos que esperava ver: os que concordam e os que discordam. O primeiro grupo de considera um cronista realista e o segundo grupo me vê como o arauto do sétimo selo.
Bem, nem uma coisa nem outra. Minha análise não é absoluta, e em nenhum momento proponho que o cenário seja imutável. Meu objetivo é muito mais o de fomentar a discussão, para que as pessoas entendam que a economia da cidade não satisfaz à maioria de seus habitantes.
Gostaria que as pessoas de Ilhéus se perguntassem: "Porque a economia da cidade ainda se suporta no binômio Turismo-Cacau, cujos resultados são tão tímidos? A quem interessa isso? Quem ganha com isso?"
De modo geral considerei-me razoavelmente bem sucedido. Vou continuar tentando.
Ainda que tenha sido surpreendido com a infeliz colocação abaixo, que reproduzo aqui, com o devido respeito ao autor anônimo, já que partiu dele a iniciativa de tornar pública sua opinião.
"Degas
Procura outro canto para viver. Va para S Paulo. Lá é uma beleza. Voce ganha muito dinheiro.Deixa nossa gente aqui. Pelo menos ainda podemos sair nas ruas em segurança; Comer nosso acarajé, caranguejo, com preços dentro da realiadade brasileira e sem sobresaltos.Quem muito quer, nada tem.Vá passear no Morumbi, na Consolação, dar umas voltas na S. Efigênia.Pelo menos suas aplicações em Ilheus dê para comprar uma mansão na zona leste de S Paulo. AH! AH! AH!Deixa agente aqui em paz."
Há vários aspectos que eu poderia discutir com esse cidadão.
Primeiro que em São Paulo eu não ganharia mais dinheiro do que em Ilhéus. Eu, não ganharia. Bem entendido. Porque isso não é verdade para a maior parte das pessoas da cidade. O êxodo em Ilhéus torna sua população cada vez menor (leia em http://www.ilheusamado.com.br/?q=node/8335), porque as pessoas estão simplesmente deixando a cidade em busca de oportunidades que não encontram aqui. Um duro reflexo do desemprego, em números que já eram muito altos mesmo antes da atual "crise econômica" que, aqui, só veio piorar o que já estava ruim.
Depois poderia esclarecer que, infelizmente, os índices de violência no Teotônio Vilela, em Nossa Senhora da Vitória e na Conquista, por exemplo, não ficam a dever às piores favelas de São Paulo e do Rio.
Poderia mostrar a ele que já não há tantos lugares assim para se comer acarajé e caranguejo, já que as barracas de praia estão faturando tão pouco que não atraem mais as baianas quituteiras da forma como faziam antes (conheço uma, por exemplo, que deixou de ir vender na barraca Guarany). E também que o acarajé de Ilhéus não é nada barato, se comparado aos preços de Salvador, Feira de Santana e Itabuna, por exemplo.
Poderia dizer muitas coisas a ele. Mas decidi que não vale à pena.
Porque que ele é mais uma vítima inocente desse processo todo. Isso é, talvez, a face mais cruel do sistema: tem gente que é estuprada sem perceber.
Mas guardo minhas esperanças de que as pessoas finalmente enxerguem o que há de errado com a economia da cidade. E vejam como as coisas podem ser, se trabalharmos para transformá-las.
Porque é disso que é feito o verdadeiro motor do progresso.
Vontade.
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