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domingo, 28 de setembro de 2014

Bloqueio a Cuba próximo do fim?

Hillary Clinton reconhece que política norte-americana é erro histórico. População concorda, mostram pesquisas. Agora, só direita e Obama parecem sustentar embargo


Por Ignacio Ramonet | Tradução João Victor More Ramos

Original aqui.

No livro que se acaba de publicar sobre suas experiências como secretária de Estado, durante o primeiro mandato (2008-2012) do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, intitulado Decisões difíceis (1), Hillary Clinton escreve, a propósito de Cuba, algo fundamental: “ao terminar meu mandato, pedi ao presidente Obama que reconsiderasse nosso embargo contra Cuba. Não cumpre nenhuma função e obstrui nossos projetos com toda America Latina”.

O embargo parece cada vez mais sem sentido para os próprios americanos
Pela primeira vez, uma personalidade que aspira à presidência dos Estados Unidos afirma publicamente que o bloqueio imposto por Washington – desde mais de cinquenta anos! – à maior ilha do Caribe não cumpre “nenhuma função”. Isto é, não se tem permitido submeter esse pequeno país apesar. do grande sofrimento injusto que se tem causado a sua população. Nesse sentido, o fundamental, na constatação de Hillary Clinton, são dois aspectos:

domingo, 21 de setembro de 2014

sábado, 13 de setembro de 2014

O “desenvolvimentismo” insustentável de Marina Silva

De Plataforma Politica Social
Original aqui.

A esquizofrenia do programa de Governo de Marina Silva (2) é patente. Nele, procura-se conciliar objetivos radicalmente antagônicos. Um daqueles objetivos seria combinar um suposto “desenvolvimentismo” com o incontestável ultraconservadorismo macroeconômico. O papel aceita tudo, mas os projetos são ideologicamente conflitantes, e a conta não fecha.

Marina: tentar conciliar o inconciliável é o caminho mais curto para o fracasso

A polaridade conservadora é conhecida: Banco Central independente e “tripé” macroeconômico puro-sangue. A pretensa polaridade ‘desenvolvimentista’ aparece, por exemplo, no objetivo de “criar o ambiente necessário a um novo ciclo de desenvolvimento” (Eixo 2), no qual “nenhum programa de governo faria sentido se não estiver ancorado no ‘bem-estar da população’”. Dessa forma, “as políticas sociais são o motor de uma visão de justiça e redução das desigualdades, pela garantia de acesso universal e digno a bens e serviços públicos relevantes, direito inalienável de cada cidadão” (Eixo 4).

sábado, 6 de setembro de 2014

É preciso falar de reforma agrária

Ela é uma das melhores alternativas de geração de emprego e renda, incluindo-se aí as políticas – de crédito e assistência técnica – necessárias à efetiva estruturação econômica e social das famílias assentadas. Além disso, tem um viés anti-inflacionário

Gustavo Souto de Noronha
Original aqui.

Desenvolvimento e democracia não são compatíveis com a miséria. O Brasil, de acordo com dados do Banco Mundial, é a sétima economia do mundo pelo PIB total calculado segundo a paridade de poder de compra, entretanto essa riqueza é mal distribuída.

É comum associar o combate à pobreza extrema unicamente às políticas de transferência de renda. Entretanto, faz-se necessário contrapor esta visão com políticas que gerem um fluxo de renda, como a reforma agrária.

Reforma agrária: justiça social e produção de alimentos para consumo interno

Tanto que uma das dimensões do Plano Brasil Sem Miséria do Governo Federal contempla a inclusão produtiva. A reforma agrária é uma das melhores alternativas de geração de emprego e renda, incluindo-se aí as políticas – de crédito e assistência técnica – necessárias à efetiva estruturação econômica e social das famílias assentadas.

quinta-feira, 28 de agosto de 2014

O novo cenário político, com a ascensão de Marina

Luis Nassif

Original aqui

Algumas considerações sobre o fenômeno Marina Silva.



Fato 1 - Marina cresceu por ela, não por Campos.

Dada a enorme rejeição aos dois favoritos, Dilma Rousseff e Aécio Neves, era previsível um crescimento da chamada terceira via, Eduardo Campos. Cantei essa bola aqui.

Acontece que Marina sempre teve maior presença que Campos e, em todas as pesquisas, muito mais intenções de voto que ele.

Ela disparou por ter se tornado candidata à presidente, não pela comoção em torno da morte de Campos.

quarta-feira, 20 de agosto de 2014

Sobrenatural de Almeida e a Bala de Prata do PT


O Gênio Nelson Rodrigues criou um personagem que ficou famoso ao ser invocado quando gols improváveis, resultados impensáveis ou zebras surpreendentes acometiam os resultados do Futebol: Sobrenatural de Almeida.

Sobrenatural de Almeida aparecia sempre de surpresa, e misturava tudo. Tornava partidas ganhas em perdidas, dava títulos a equipes menores, invertia a lógica.

Pois bem: Sobrenatural de Almeida veio às eleições de 2014. O pleito parecia muito bem decidido, com a velha polarização entre PT e PSDB, acabando com a quarta vitória seguida daquele sobre este.

Parecia.

Sobrenatural de Almeida derrubou um avião, matando tragicamente um dos candidatos. De relevância razoável, diga-se de passagem, mas a quem se legava um papel coadjuvante. E isso embaralhou as coisas. Colocou uma peça nova no tabuleiro: Marina Silva. Com este advento, tudo ficou muito mais difícil para o PT e para o PSDB.

Marina, que 4 anos atrás era referida como a “terceira via”, agora não se posa mais assim. Ela vem turbinada pela votação das eleições passadas, mais o próprio cenário político. Não é mais a “terceira”. Alguém será passado para trás.

Aécio, Dilma e Marina: as coisas mudaram

É como se, num grande prêmio de Fórmula 1, um concorrente, ao parar nos boxes, pudesse trocar um modesto Force Índia por uma possante Mercedes. Vem com muito mais ação, galgando posições. Este é o PSB com Marina.

domingo, 17 de agosto de 2014

A direita quer que Marina seja sua tábua de salvação

Não sei se Marina Silva se encaixará nos anseios da Direita do Brasil. Mas ela servirá ao seu principal propósito momentâneo: tirar o PT do poder.

Depois a Direita vê o que faz com Marina.

Por Emir Sader.

Original aqui.

"A direita quer que Marina a tire do aperto em que se meteu, com dois candidatos que, no máximo, poderiam levar a disputa para o segundo turno.


sábado, 2 de agosto de 2014

A Roupa Velha do Futebol do Brasil

Somente hoje, quase um mês depois (na verdade são 25 dias depois) consegui reunir um mínimo de informações e convicções para falar sobre a maior tragédia do futebol mundial desde a morte de Charles Miller. A derrocada da seleção brasileira.

Na verdade é necessário começar esclarecendo que não foi exatamente uma tragédia. Foi apenas a exposição de algo que já estava ali há muito tempo. O placar de 7 a 1 frente à Alemanha foi exatamente a criança que apontava e gritava para todos: “O Rei Está Nu”. E de fato estava. Sempre esteve. Todos se deram conta daquilo que, na verdade, se via claramente desde há muito, mas ninguém queria admitir, ou acusar.

Alemanha 7 x 1 Brasil: O Rei está Nu!
Verdade que, assim como no conto de Hans Christian Andersen, um ou outro observador mais atento acusou a nudez do Rei. Mas ficou com ela para si, envergonhado de dizer algo que soaria absolutamente estúpido,  já que todos cediam à ilusão, a visão ofuscada por títulos e conquistas ao longo de quase um século de existência.