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sábado, 10 de julho de 2010

Errata

Na postagem anterior eu considerei que a autuação do IBAMA contra o Sr. Guilherme Leal havia sido por conta de um empreendimento que ele estava desenvolvendo na Zona Norte de Ilhéus.

E por isso defendi que seria bom que isso fosse levado à frente, pois geraria emprego e renda.

Mas parece que não é esse o caso. Segundo o Blog O Sarrafo (leia aqui), trata-se "apenas" de uma residência, onde se "prevê um imóvel residencial, com duas casas anexas para abrigar funcionários, outras duas para receber hóspedes e ampla área de lazer (com piscinas, dois quiosques e churrasqueira)".

Não é exatamente um empreendimento frutuoso para essa pobre região ex-cacaueira. É apenas sua "pequena" casa de repouso.

Portanto não é tão bem vindo quanto o Complexo Intermodal. Não trará emprego ou renda, não promoverá a economia, não acrescentará nada.

Não obstante ainda acho que, até então, não há nada demais no caso, já que o empresário pode esclarecer suas pendências junto aos órgãos competentes, e pelo princípio da inocência prévia ele não está fazendo nada ilícito. Mesmo que também não seja nada de bom para a região.

Assim acho que devemos estar atentos, e o Sr. Leal deve esclarecer o que lhe é perguntado.

E naturalmente se espera que as mesmas ONGs e Associações que denunciam os inverossímeis apocalipses resultantes do Complexo Intermodal também estejam atentas e denunciando as irregularidades nas obras executadas sob as ordens do Sr. Leal.

A se lamentar apenas que o interesse do empresário, nesse caso, seja apenas seu conforto pessoal, e de eventuais convidados.

Tomara que os empreendedores que aportem aqui se pareçam mais com os que trazem para Ilhéus empreendimentos como o Complexo Intermodal, ao invés daqueles que desejam que a região continue sendo apenas um bom lugar para se tirar férias.

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Pau que dá em Chico dá em Francisco

Uma celeuma enorme em torno do empreendimento que o empresário Guilherme Leal, dono de várias empresas - a principal é a Natura Cosméticos - está desenvolvendo na área Norte de Ilhéus.

Várias matérias a respeito podem ser lidas nos blogs e sites de notícias da região, como se pode conferir, por exemplo, aqui, aqui, aqui e aqui.

Pessoalmente eu acho muito bom que o Sr. Guilherme Leal esteja desenvolvendo um empreendimento em Ilhéus. Acho que haverá um impacto ambiental, realmente, mas sei que esse impacto pode ser minimizado e compensado. Da mesma forma que o projeto do Complexo Intermodal. Mas há também um impacto social muito positivo, com a geração de empregos e renda.

Além disso, pessoalmente ainda não vi nada de espantoso no caso. É um empreendimento que gera um impacto no Meio-Ambiente, é verdade. E que precisa ser convenientemente vigiado pelo IBAMA e pela sociedade em Geral. Tenho certeza que as mesmas ONGs que denunciam o Complexo Intermodal também estarão, coerentemente, prontas a denunciar as eventuais irregularidades no projeto do Sr. Guilherme Leal.

Mas ainda assim, as informações dão conta de que há suspeitas de irregularidades e, por conta delas, o Empresário foi notificado e deverá prestar esclarecimentos aos órgãos competentes.

Não é um fato tão fantástico assim. Tenho certeza que o IBAMA continuará irredutível ao cobrar os esclarecimentos que julgar necessários, e que o Empresário as fará, na forma da Lei.

É exatamente o mesmo que, quiçá, acontecerá quando da instalação do Complexo Intermodal: o IBAMA estará atento, e cobrará esclarecimentos, adequações e o que mais julgar necessário, ao passo em que aos empresários caberá se sujeitar e seguir os ditames legais e ambientais.

E da mesma forma que são ágeis a denunciar e alardear os problemas potenciais - ainda que inverossímeis - a respeito do Complexo Intermodal, espero que as mesmas organizações e assoçiações, coerentemente, denunciem quasquer eventuais atos suspeitos ou irregulares do Sr. Guilherme Leal, da mesma forma que fazem a respeito do Complexo Intermodal.

Ou isso ou não merecerão mais sequer o respeito das pessoas da região.

Pois é como dizia minha avó: Pau que dá em Chico, dá em Francisco.

terça-feira, 6 de julho de 2010

Um Gênio da Política

Aos que se surpreenderem com este título, uma advertência. Não estarei aqui enaltecendo qualidades éticas ou morais que qualifiquem melhor ou pior um candidato ou outro.

Aqui não tratarei de Política como meio de promoção das sociedades. Antes disso, como o jogo que ela é.

Falarei dos jogadores. Aliás, de um jogador especial. Talvez um dos melhores: Cássio Cunha Lima.

Para quem eventualmente não conheça, Cássio foi prefeito de Campina Grande e Governador da Paraíba. Mas recentemente acabou cassado pelo Tribunal Superior Eleitoral por irregularidades em sua campanha.

Isso no TSE. Porque no Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba ele já está cassado duas vezes.

Um caso simples e flagrande de Ficha Suja. Onde está a genialidade aí?

Simples: Cássio já está tratando de virar o jogo. De maneira limpa e válida, e sem nenhuma afronta à legislação, tampouco aos Tribunais que o condenaram.

Ao invés de, seguindo a receita normal dos políticos em situações assim, se esconder, fugir dos holofotes e da mídia, o que faz Cunha Lima? Exatamente o contrário. No período pré-cassação, mesmo sendo esta inexorável frente as provas, seu discurso era forte: era inocente e a Justiça reconheceria isso.

Não se reconheceu nenhuma inocência pois inocência não havia, afinal. Mas ficou em boa parte do eleitorado paraibano a impressão de uma tremenda injustiça contra o irretocável cavalheiro.

E agora, frente à aprovação da alvissareira Lei da Ficha Limpa, eis Cássio mais uma vez inelegível. E eis Cássio mais uma vez recusando o ostracismo e partindo para o ataque. Cunha Lima registrou sua candidatura ao senado, pela Paraíba. Sabe que será impugnada. Sabe que é inelegível, e estará assim pelos próximos anos.

Mas a estratégia é exatamente essa: "Não sou bandido. Não cometi nenhum crime. Já cumpri minha sentença, não posso ser penalizado de novo.". Quando sua candidatura for impedida, mais paraibanos terão certeza de que o Honroso Cavalheiro foi mais uma vez injustiçado por forças inexplicáveis.

Que são, afinal, as forças do Terceiro Poder de qualquer democracia.

Cássio Cunha Lima voltará, disso não se pode ter dúvidas. E voltará mais forte, pois trará a marca da Fênix Renascida, e do Cavaleiro Injustiçado; dois personagens fáceis de serem desenvolvidos nas campanhas de Marketing e que sempre agradam o paladar dos eleitores.

Direrirão fácil.

Voltará, e ainda trará uma marca além. A marca que, aliás, mais deve ser temida pelos seus adversários de hoje.

A Marca do Vingador.

segunda-feira, 5 de julho de 2010

BB elevado a BB

Parece que a nova agência do Banco do Brasil de Ilhéus ficará num local absolutamente inusitado. Provavelmente inédito. No segundo andar de outra agência.

Em matemática diríamos que é o caso de X elevado a X. No caso, Banco do Brasil elevado a Banco do Brasil.

Não tenho os dados mais completos. Entretanto, suspeito fortemente que não há precedência de tal fato: um banco inaugurar uma agência no andar imediatamente superior do mesmo prédio onde funciona uma outra agência.

Mas como diria Otávio Mangabeira: "pense em um absurdo. Pensou? Pois bem, na Bahia já aconteceu". Mais precisamente em Ilhéus.

Segundo o Blog Agravo (leia aqui) o Banco do Brasil vai abrir sua nova agência, que originalmente foi solicitada que estivesse no Pontal, no andar superior da atual agência 0019-1.

Não há muito o que dizer, frente aos fatos. Se confirmada, a decisão do banco não só é inexplicável, haja vista o péssimo serviço prestado pela instituição em Ilhéus, em parte pela centralização de suas atividades; é também a situação mais inusitada, para não dizer estapafúrdia, que já se viu: o endereço de uma agência é o andar superior de outra.

BB elevado a BB.

Coisas de Ilhéus.

E do Banco do Brasil.

domingo, 4 de julho de 2010

O Tango e o Samba

Já não é mais o mesmo o mundo do futebol. A constatação é uma obviedade, mas é particularmente digna de menção quando temos pela frente a precoce eliminação do Brasil - apesar de cair para um adversário tradicional - e a humilhante eliminação da Argentina.

Mas não é isso o que chama a atenção. Afinal, perder para a Holanda ou para a Alemanha não é um resultado imprevisível há décadas. São duas das mais tradicionais equipes do planeta e merecem estar onde estão pela história que construíram ao longo da existência do Futebol.

O que tornou todo o processo extremamente patético foi a arrogância de parte a parte.

Estava curtindo umas horas forçadas ontem no Aeroporto JFK em Brasília quando se passava o jogo da Argentina. Via brasileiros vibrarem a cada gol Alemão.

Mais tarde, ainda em regime de horas forçadas, mas desta feita no aeroporto de Cumbica, conversei com argentinos qaue estavam tristes mas confessavam ter torcido contra, e ficado satisfeitíssimos com a derrota do Brasil.

É o deleite do derrotado. Seu prazer está em ver outros se juntarem na desgraça. Brasileiros e Argentinos não sabem mais sorver o doce da Vitória. Satisfazem-se com o amargor mesquinho da derrota alheia.

Pois hoje o comportamento das duas torcidas é precisamente o retrato disso: de um lado os Brasileiros desdenhando de Maradona e dos jogadores da Argentina, considerando o time Platino uma seleção sem coordenação e desorganizada, apesar dos talentos. De outro lado os Argentinos referindo-se ao Brasil como a equipe que já foi, e que não mostra hoje uma pálida sombra das equipes que outrora encantavam o mundo.

E enquanto ambos trocavam estúpidos torpedos, o mundo passou atropelando.

Brasil e Argentina poderiam fretar o mesmo avião, com destino Buenos Aires escala em São Paulo. Daria para levar duas decepções para casa gastando pouco dinheiro.

E enquanto nenhuma das equipes voltar a mostrar a força de outrora, continuarão no abraço de desesperados.

O Futebol não está mesmo harmonizando com nenhum dos dois: o Tango e o Samba.

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Mais sobre a Crise

Dois humoristas simulando uma entrevista com um banqueiro.

Muito instrutivo e engraçado.

Sátira da melhor qualidade. Peguei no Blog Silibrina, de um amigo paraibano verdadeiro e de classe: nascido em Campina Grande, apreciador do bom forró, torcedor da Raposa.

terça-feira, 29 de junho de 2010

A Crise de Seu Maneco

Essa história veio de um bom papo, com um bom amigo, meu irmãozinho Dínis lá de Picuí/PB.

Vamos imaginar que Seu Maneco tem um Boteco. Maneco é para rimar, e Boteco é para familiarizar a todos com o ramo de atividades de seu Maneco.

O negócio de Seu Maneco é simples de entender: um Boteco é o lugar onde se vende cachaça aos bebuns.

Uma dose de cachaça custa 1 real lá no Boteco do Maneco. Mas ocorre que nem todos os clientes estão convenientemente prevenidos quando se lhes acomete a Sede. Daí que Seu Maneco tem um caderninho, onde ele registra as dívidas de sua clientela. Por via das dúvidas, Seu Maneco cobra 1 real e 50 centavos de cada dose que ele pendura no caderninho. Isto posto, o valor total que há no Caderninho é de 600 reais, embora se refira a 400 doses de Destilado.

Aí uma cidadã, chamemo-na de Bianca, pois em Francês banco é feminino, e aí ainda conseguiríamos seguir rimando, aparece no Boteco do Maneco. Bianca é bastante esperta, e vê logo que ali no Caderninho há um “Ativo não Realizado”.

Paciente, Bianca explica a seu Maneco que há um risco inerente aos Ativos não Realizados, já que a adimplência dos alcoólatras não é grande coisa, e consegue que Seu Maneco venda seu caderninho a ela por 500 reais.

De posse do Caderninho, a primeira coisa que ela faz é mudar o nome dele. Não é muito vantajoso se negociar o “Caderno do Boteco do Maneco”. Uma nova capa, e ele agora se chama FERRO: Fundo Estratégico de Recebíveis Rotativos Operacionais. E aí Bianca mete esse FERRO no Mercado, com uma conveniente margem de lucro.

Bianca divide o FERRO em 300 cotas de 2 reais e oferece às pessoas. Acaba faturando 600 reais, pelo caderninho que lhe custou 500.

Depois que muitas pessoas levam suas cotas de FERRO a 2 reais, e ainda continuam procurando, acontece de alguém topar vender a sua. Mas apenas por 2 reais e 50 centavos.

Sabendo que estão negociando as cotas de FERRO a 2 reais e 50 centavos, as pessoas percebem que o valor de FERRO está subindo, e passam a desejar mais esse ativo. E em breve as pessoas começam a levar uma cota de FERRO por 3, 4, 5, 7, 10 reais.

O tempo passa, todos ficam felizes, porque compram por um valor e vendem por valor superior.

A roda vai girando, e a crença de que levar FERRO é um ótimo investimento aumenta. Já se leva FERRO por mais de 100 reais a cota. O Caderninho de Seu Maneco se transformou em um fundo coletivo – mantido por muitas pessoas – de valor aproximadamente igual a 40 mil reais. Negócio da China, não?

Sim. Até o dia em que alguém se apercebe de que FERRO não passa de um caderninho de assinaturas de bebuns. Soa um alarme, e então todo mundo quer vender suas cotas de FERRO, já que ninguém quer confiar seu investimento em promessa de cachaceiro. Oferecem a cota por 90, 80, 60 reais, torcendo para que alguém compre. A descida do valor é inexorável.

Uma cota de Ferro pode chegar a menos de 1 real rapidinho.

Em seguida os demais investimentos que Bianca oferece são todos postos sob suspeita, já que foi ela quem meteu FERRO em todo mundo. Assim, os preços dos demais investimentos de Bianca começam a cair também.

Ocorre que muitos dos investimentos oferecidos por Bianca estão nas mãos de colegas que também vendem pacotes semelhantes. Dessa forma, a desconfiança se espalha para todo lado. Todo mundo quer vender tudo. Isso é o que se chama de “pânico dos mercados”.

E assim se instala uma crise financeira internacional: tudo culpa de Seu Maneco.

domingo, 27 de junho de 2010

A Politicalha "atravanca" a Copa 2014

Segundo Juca Kfouri, o motivo pelo qual São Paulo (o Morumbi) foi excluído da Copa 2014 foi puramente político (leia aqui).

Dá-se conta de que Ricardo Teixeira está se vingando do Senador Álvaro Dias (PSDB/PR) porque este teria sido o mentor e presidente da CPI do Futebol, em que aquele saiu com nada menos do que 13 indiciamentos.

Juca ainda aponta que a Arena da Baixada, em Curitiba, também será excluída, pelo mesmo motivo.

É a imensa força da política sobre tudo.

A força destrutiva da política. Aliás, da politicalha, como alerta Rui Barbosa (leia aqui), para que não a confundamos com politicagem.

Se isso é uma amostra da gestão para a Copa do Mundo do Brasil, então acho que devemos começar a temer pelo pior. Pois o pior não é a Copa ser um fracasso de organização, já que o mundo não espera mesmo que nós façamos nada primoroso.

O pior é manchar a organização do torneio com a marca indelével da corrupção e do jogo de interesses. Isso não faz uma Copa do Mundo desorganizada. Isso pode destruir a Copa do Mundo.

É a politicalha "atravancando" a Copa de 2014.

sábado, 26 de junho de 2010

Flavio Gomes: Tudo vale à Pena

Texto interessante sobre Fórmula 1, Regulamentos, Ultrapassagens.

A gente quer ver ultrapassagens, mas não quer que elas deixem de ser alguma coisa especial. Quem esquece das manobras de Villeneuve e Arnoux em Jarama, 1979? E Mansell X Senna em Jerez, 1886? E Piquet X Senna em Hungaroring no mesmo ano? E Senna X Prost (e vice versa) no Japão e em Portugal 1988? E Mansell X Senna em Barcelona, 1990? E Hakkinen X Schumacher em Spa, 2000?

O Original vem do Site Grande Prêmio, e pode ser lido aqui.

Tudo vale à Pena
Flavio Gomes

"E tome pacotão na F1. Pirelli de volta depois de 20 anos, proibição dos dutos frontais acionados por dentro do cockpit, adoção de asa traseira móvel, mas que só pode ser usada quando o piloto estiver menos de 1s atrás de quem quer ultrapassar, retorno do KERS, aumento do peso mínimo, volta da regra dos 107% para eliminar os mais lentos do grid...

Como sempre digo, pode-se acusar a F1 de tudo, menos de não tentar. Os dispositivos 'pró-ultrapassagens' são uma tentativa. O KERS era caro, mas já é algo que existe na indústria automobilística. Que se coloque de novo nos carros e pronto — embora o duto que a McLaren inventou seja algo bem mais engenhoso e barato; só que, para carro de rua, não serve para nada. O KERS é ecologicamente correto. É um dispositivo que aproveita energia desperdiçada. A isso se chama 'sustentabilidade' e é bonito de falar. Essas asas móveis, tudo bem. O que não é legal é deixar para agentes externos, os comissários e os sistemas eletrônicos de cronometragem, a 'autorização' de uso.

Mas é preciso dizer que inventar muita coisa para facilitar as ultrapassagens não é exatamente aquilo de que a F1 precisa agora. O fim do reabastecimento e a ousadia na escolha dos pneus para as corridas têm proporcionado boas provas neste ano. E, além do mais, ultrapassagem nunca foi algo tão abundante na categoria. Eu costumo comparar a F1 ao futebol, traçando um paralelo inteligentíssimo com a Indy e o basquete.

Na Indy, há ultrapassagens pacas. Nos ovais, então, é uma festa do caqui. Mas elas são tantas que ninguém se lembra de nenhuma em especial. É como no basquete, cuja pontuação é generosa, quase centenária. São dezenas e dezenas de cestas, é difícil registrar alguma na retina ou nos neurônios.

Já a F1 é como o futebol. A ultrapassagem é o gol. Difícil, construída com sangue, suor e lágrimas. Estudada, planejada, executada à perfeição. Futebol tem poucos gols, basquete tem muitas cestas. F1 tem poucas ultrapassagens, a Indy tem de cacetada. A gente se lembra de gols. E de grandes ultrapassagens na F1.

O importante é que as corridas sejam boas, bem disputadas, por pilotos de grande qualidade e com equipes de bom nível. Tem sido assim nesta temporada. Já escrevi outro dia que o lote de pilotos de 2010 é, talvez, o mais interessante desde os anos 90, com Hamilton, Button, Schumacher, Alonso, Kubica, Massa, Vettel, Rosberg, o tardio Webber, e mais uma turminha promissora dos times menores como Sutil, Buemi e Alguersuari.

E não se pode nunca desprezar o papel dos circuitos. As melhores provas têm acontecido, nos últimos anos, em pistas antigas, de 'personalidade', como se diz: Monza, Montreal, Interlagos, Suzuka, Spa. E também graças à chuva, que nestes tempos de clima enlouquecido é cada vez mais uma figura freqüente nos finais de semana de GP.

Em todo caso, os dirigentes vêm mexendo no regulamento todos os anos para melhorar as coisas, seja no técnico, seja no esportivo. A nova pontuação, por exemplo, deixou o Mundial mais aberto e generoso com quem luta para vencer. O próximo passo será modificar a natureza dos motores e o tamanho das rodas. Podem esperar para breve a volta dos motores turbo com menor cilindrada, mais econômicos e eficientes, a adoção de combustíveis alternativos e mudança nos pneus, hoje muito borrachudos e distantes daquilo que se usa na indústria.

Nada contra. Tudo vale a pena quando a alma não é pequena, dizia o poeta."

segunda-feira, 21 de junho de 2010

São João na Roça

Esse ano vou passar São João na Roça. Estarei com parentes e amigos, minha doce Rosa. Divertirei-me muito com minha Princesa, à beira da Fogueira.

Serão dias de ausência. O que eu poderia deixar?

Como presente uma pequena seleção do melhor do Forró e da Sanfona.

Um desejo muito sincero a todo Mundo: FELIZ SÃO JOÃO!

Olha pro Céu meu Amor - Gil, Marinês, Dominguinhos



Paraíba Masculina - Gonzagão



É Proibido Cochilar



Neném - Trio Nordestino



Tareco e Mariola - Flávio José



Sebastiana - Jackson do Pandeiro

Jackson fazia a métrica se curvar ao ritmo. É o domínio do espaço-tempo, como almejam os físicos de todo o planeta. Simplesmente ímpar!



Deixe a Tanga Voar - Gonzagão



Escadaria - Zé Calixto, o Rei dos 8 Baixos

Isso não é apenas uma música. É vestibular prá sanfoneiro.



Feira de Mangaio - Sivuca

Aqui não é mais o vestibular. É a avaliação do título de Pós Graduação em Forró, doutorado em Sanfona!