As notícias de hoje, no site do Rabat, dão conta, em um release da prefeitura (leia em http://www.r2cpress.com.br/node/7264), de que a Trip Linhas Aéreas passaria a operar em Ilhéus a partir de Junho. Um vôo diário, ida e volta, Saindo de Vitória para Salvador com escala em Ilhéus.
Eu vibrei muito, considerando essa uma ótima notícia! Mas o meu amigo Algo (já lhes falei que tenho um amigo muito sacana, cuja língua enorme não me dá sossego, chamado Algo?) me deixou com uma pulga atrás da orelha.
Algo me diz que não é tão simples assim que uma companhia aérea comece a operar num novo aeroporto: tem que contratar pessoal, treinar, estabelecer infra-estrutura. Algo me diz que pode ser uma notícia como a da companhia aérea Azul, que começou a operar em Ilhéus em Fevereiro último, conforme notícias amplamente divulgadas na época. Pena que não pousou nenhum avião até hoje.
Para teimar com Algo eu fui no site da Trip e cliquei nos destinos. Para minha triste surpresa (enquanto Algo ficava com aquele sorrisinho sacana no canto da boca) vi que Ilhéus não consta nos destinos da empresa. Nem prá Junho, nem prá Julho, nem prá data nenhuma. Também não há, no site, nenhuma notícia a respeito do vôo Vitória-Ilhéus-Salvador.
Eu, então, fiquei muito zangado com Algo. Se eu descobrir que ele tem razão de novo, dessa vez vou passar um mês sem falar com ele.
Ou então sem ler notícias.
Notícias e Reflexões sobre Ilhéus, Automobilismo, Computação e o que mais for de noticiar ou de refletir
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quinta-feira, 14 de maio de 2009
quarta-feira, 13 de maio de 2009
Fechar o Circo?
Hoje a Ferrari se posicionou publicamente a respeito das medidas de contenção de gastos que a FIA pretende adotar na Fórmula 1 a partir de 2010.
Junto com a equipe italiana, times como Renault, BMW, Toyota e Red Bull também já ameaçam deixar a categoria caso o orçamento seja mesmo limitado. Os argumentos de parte a parte são muito fortes.
Por um lado a FIA alega que os orçamentos excessivamente elevados comprometem, numa relação dialética, a própria categoria: equipes gastando cada vez mais para serem competitivas deixam sem chances equipes com orçamentos menores que, assim, acabam abandonando o esporte, destruindo-o. Esse espetáculo se desenha desde o final dos anos 80, com a desistência de equipes como Tyrrel, Brabham, Lotus, Jordan e Ligier, prá citar somente as que chegaram a vencer corridas. Nessa temporada de 2010, com a dramática desistência da Honda, o grid de largada correu sério risco de ficar reduzidos a ridículos 18 carros.
Por outro lado, as equipes alegam que é da própria natureza da competição a busca pelos melhores resultados, e a dedicação de investimentos para isso. Além desse fator, há a dificuldade de se auditar o quanto cada equipe efetivamente gastou durante uma temporada, já que caixa 2 não é privilégio de empresas brasileiras.
De tudo e por tudo, porém, a pior parte é a proposta da FIA: as equipes que gastarem até o limite poderiam usar recursos avançados em seus carros. As demais ficam impossibilitadas. Haveriam, assim, duas categorias: os Fórmula 1 Ricos, mas pesadões e ultrapassados, e os Fórmula 1 Pobres mas esbeltos e atualizados.
Parece-me uma total falta de cérebro. Mas vindo da mesma fonte que quis decidir o campeão mundial pelo número de vitórias, nem devia espantar mais ninguém.
Torço para que se entendam. Para que encontrem a melhor forma de limitar os gastos - talvez restringir o uso de materiais, padronizar equipamentos (a centralina e os pneus já são padrões. Os freios poderiam ser. Que tal oferecer opções padrão para motores e cambio?) bem como organizar melhor as corridas e as acomodações dos membros das equipes para reduzir os custos das viagens - e assim permitam que a categoria máxima do automobilismo internacional continue existindo, e quiçá saia até mais fortalecida do processo.
Porque a Fórmula 1 é um Grande Circo. E quem é de circo sabe: o espetáculo não pode parar.
Junto com a equipe italiana, times como Renault, BMW, Toyota e Red Bull também já ameaçam deixar a categoria caso o orçamento seja mesmo limitado. Os argumentos de parte a parte são muito fortes.
Por um lado a FIA alega que os orçamentos excessivamente elevados comprometem, numa relação dialética, a própria categoria: equipes gastando cada vez mais para serem competitivas deixam sem chances equipes com orçamentos menores que, assim, acabam abandonando o esporte, destruindo-o. Esse espetáculo se desenha desde o final dos anos 80, com a desistência de equipes como Tyrrel, Brabham, Lotus, Jordan e Ligier, prá citar somente as que chegaram a vencer corridas. Nessa temporada de 2010, com a dramática desistência da Honda, o grid de largada correu sério risco de ficar reduzidos a ridículos 18 carros.
Por outro lado, as equipes alegam que é da própria natureza da competição a busca pelos melhores resultados, e a dedicação de investimentos para isso. Além desse fator, há a dificuldade de se auditar o quanto cada equipe efetivamente gastou durante uma temporada, já que caixa 2 não é privilégio de empresas brasileiras.
De tudo e por tudo, porém, a pior parte é a proposta da FIA: as equipes que gastarem até o limite poderiam usar recursos avançados em seus carros. As demais ficam impossibilitadas. Haveriam, assim, duas categorias: os Fórmula 1 Ricos, mas pesadões e ultrapassados, e os Fórmula 1 Pobres mas esbeltos e atualizados.
Parece-me uma total falta de cérebro. Mas vindo da mesma fonte que quis decidir o campeão mundial pelo número de vitórias, nem devia espantar mais ninguém.
Torço para que se entendam. Para que encontrem a melhor forma de limitar os gastos - talvez restringir o uso de materiais, padronizar equipamentos (a centralina e os pneus já são padrões. Os freios poderiam ser. Que tal oferecer opções padrão para motores e cambio?) bem como organizar melhor as corridas e as acomodações dos membros das equipes para reduzir os custos das viagens - e assim permitam que a categoria máxima do automobilismo internacional continue existindo, e quiçá saia até mais fortalecida do processo.
Porque a Fórmula 1 é um Grande Circo. E quem é de circo sabe: o espetáculo não pode parar.
terça-feira, 12 de maio de 2009
A América Legal
Apesar de por tantas vezes colocar seus interesses à frente de todo o planeta, que acaba sofrendo deveras com isso, eu sempre procuro me lembrar que nem tudo o que vem da "América" (porque os Estados Unidos chamam a si mesmos de "América"?) é ruim.
Por exemplo, The Harlem Globetrotters é um espetáculo magnífico. Eu mesmo sou fã de carteirinha.
Por exemplo, The Harlem Globetrotters é um espetáculo magnífico. Eu mesmo sou fã de carteirinha.
segunda-feira, 11 de maio de 2009
Debater o Porto Sul
Tenho visto muita propaganda, contra e a favor, do projeto Porto Sul. Muita frase de efeito, teatralização, deboche, ideologia inconseqüente. Pouco argumento. Mas finalmente, desde a apresentação do Projeto por parte do Governo do Estado, tenho encontrado algumas pessoas que de fato estão dispostos a debater o assunto. Com o devido respeito, já que suas colocações foram públicas (estão no site do Rabat), tomo a liberdade de reproduzí-las aqui e propor esse como um (entre tantos possíveis) espaços para o Debate.
Num texto, que foi publicado aqui e no site do Rabat, eu questionei se o projeto realmente geraria favelização, conforme haviam acusado. Eu sinceramente não tinha visto como. Dois comentaristas apontaram, cada um a seu modo, os motivos, da forma que reproduzo abaixo:
"Acredito no debate.....esse é necessario e a sociedade deve se concientizar que esse projeto nao tem só pontos negativos para os que estão contra....engano puro....temos uma cidade que se quer pode resolver os problemas que existem ....os empregos que tanto se fala sobará pouco para os que aqui estão....as favelas que surgirão...é uma questão de tempo....se tudo que dizem realmente vier trará milhares de pessoas interessadas.....se tudo que dizem que vem pra cá fosse resolver todos os problemas de emprego...sao paulo e outros grandes centros nao teriam desempregados.....e mais, todos que falam em debate inclusive esse blog,comenta como se fosse uma coisa certa e liquida e que precisamos acertar as compensações...Eu particularmente penso que esse projeto me cheira a campanha de VALDERICO....no inicio flores e depois só espinhos......OS BRASILEIROS E AQUI MAIS FORTE , AS PESSOAS TEM O DOM DE ACREDITAR EM HISTORIAS BONITAS...TÁ NO SANGUE....DEPOIS, AI...frederico"
"Com a obra, muitas famílias virão, à cata do trabalho temporário. À medida que a coisa se materializa, iniciam-se os cortes dessa mão-de-obra, que permanecerá no município.Com a favelização maior, mais narcotráfico e, por conseguinte, mais violência.Não se trata de ser contra, apenas. Racionalmente, ao invés de acelerarmos, precisamos resolver os problemas estruturais primeiro, e não, potencializar esses problemas.Não há falta de aço; estamos a 40% de nossa capacidade siderúrgica. Mas, há falta de serviços públicos em tudo que é lugar; há uma queda forte de arrecadação; há um surto de incompetência administrativa, corrupção e roubalheira jamais imaginado. Justiça, chega a ser algo utópico. Tudo isso, junto, não nos dá confiança no governo. Se a imprensa e o povo não se sincronizarem, a solução será difícil.Abs, uaquim"
Inicialmente devo agradecer a ambos por me mostrar uma visão que eu mesmo não tinha. De fato, há um grande risco de o projeto aumentar a quantidade de pessoas desempregadas ou sub-empregadas na região, a longo prazo.
Eu poderia resumir o argumento da seguinte maneira: abre-se uma grande frente de trabalho, pessoas de fora se deslocam para a região em busca de oportunidades de emprego mas, depois que as obras se encerrarem essas pessoas não serão absorvidas, passando a engrossar o plantel de pobres e miseráveis da região.
Acho que esse é um problema que precisa ser discutido mesmo. O Projeto do Porto Sul precisa mostrar as respostas para essas demandas; nesse ínterim eu teria uma sugestão: pode-se promover pessoas da região para ocupar as vagas de trabalho. Dando prioridade a essas pessoas, dotando-as de capacitação e selecionando-as para os empregos, poder-se-á reduzir (ou mesmo zerar, a se ver os números e o planejamento do projeto) a demanda por trabalhadores de fora para a execução das obras de infra-estrutura necessárias.
Dessa forma podemos conduzir o projeto Porto Sul fazendo com que ele só gere impacto positivo na população de excluídos da região, aumentando a oferta de emprego e renda.
Num texto, que foi publicado aqui e no site do Rabat, eu questionei se o projeto realmente geraria favelização, conforme haviam acusado. Eu sinceramente não tinha visto como. Dois comentaristas apontaram, cada um a seu modo, os motivos, da forma que reproduzo abaixo:
"Acredito no debate.....esse é necessario e a sociedade deve se concientizar que esse projeto nao tem só pontos negativos para os que estão contra....engano puro....temos uma cidade que se quer pode resolver os problemas que existem ....os empregos que tanto se fala sobará pouco para os que aqui estão....as favelas que surgirão...é uma questão de tempo....se tudo que dizem realmente vier trará milhares de pessoas interessadas.....se tudo que dizem que vem pra cá fosse resolver todos os problemas de emprego...sao paulo e outros grandes centros nao teriam desempregados.....e mais, todos que falam em debate inclusive esse blog,comenta como se fosse uma coisa certa e liquida e que precisamos acertar as compensações...Eu particularmente penso que esse projeto me cheira a campanha de VALDERICO....no inicio flores e depois só espinhos......OS BRASILEIROS E AQUI MAIS FORTE , AS PESSOAS TEM O DOM DE ACREDITAR EM HISTORIAS BONITAS...TÁ NO SANGUE....DEPOIS, AI...frederico"
"Com a obra, muitas famílias virão, à cata do trabalho temporário. À medida que a coisa se materializa, iniciam-se os cortes dessa mão-de-obra, que permanecerá no município.Com a favelização maior, mais narcotráfico e, por conseguinte, mais violência.Não se trata de ser contra, apenas. Racionalmente, ao invés de acelerarmos, precisamos resolver os problemas estruturais primeiro, e não, potencializar esses problemas.Não há falta de aço; estamos a 40% de nossa capacidade siderúrgica. Mas, há falta de serviços públicos em tudo que é lugar; há uma queda forte de arrecadação; há um surto de incompetência administrativa, corrupção e roubalheira jamais imaginado. Justiça, chega a ser algo utópico. Tudo isso, junto, não nos dá confiança no governo. Se a imprensa e o povo não se sincronizarem, a solução será difícil.Abs, uaquim"
Inicialmente devo agradecer a ambos por me mostrar uma visão que eu mesmo não tinha. De fato, há um grande risco de o projeto aumentar a quantidade de pessoas desempregadas ou sub-empregadas na região, a longo prazo.
Eu poderia resumir o argumento da seguinte maneira: abre-se uma grande frente de trabalho, pessoas de fora se deslocam para a região em busca de oportunidades de emprego mas, depois que as obras se encerrarem essas pessoas não serão absorvidas, passando a engrossar o plantel de pobres e miseráveis da região.
Acho que esse é um problema que precisa ser discutido mesmo. O Projeto do Porto Sul precisa mostrar as respostas para essas demandas; nesse ínterim eu teria uma sugestão: pode-se promover pessoas da região para ocupar as vagas de trabalho. Dando prioridade a essas pessoas, dotando-as de capacitação e selecionando-as para os empregos, poder-se-á reduzir (ou mesmo zerar, a se ver os números e o planejamento do projeto) a demanda por trabalhadores de fora para a execução das obras de infra-estrutura necessárias.
Dessa forma podemos conduzir o projeto Porto Sul fazendo com que ele só gere impacto positivo na população de excluídos da região, aumentando a oferta de emprego e renda.
Série Aberturas: Star Wars
Star Wars precisava começar contando uma pequena história, a fim de localizar o expectador no contexto da saga, já que aquele era o quarto episódio da série.
Para isso a solução foi correr o texto numa "esteira espacial", explicando que os rebeldes haviam conseguido, pela primeira vez, derrotar as forças do Império. Mas havia a suspeita de que eles estavam desenvolvendo uma arma ultra poderosa, a "Estrela da Morte", cujo poder de destruição pulverizaria um planeta em frações de segundo.
O texto é apresentado junto com a música tema, provavelmente a abertura mais marcante de toda a história do cinema.
No filme ficamos conhecendo personagens como Luke Skywalker, Mestre Yoda, a Princesa Leia, Hans Solo e o fantástico vilão Darth Vader. Luke acabaria impondo uma derrota a seu Pai, quando consegue destruir a Estrela da Morte guiando um caça das forças rebeldes sem usar o auxílio dos computadores, já que a "Força" estava com ele.
Para isso a solução foi correr o texto numa "esteira espacial", explicando que os rebeldes haviam conseguido, pela primeira vez, derrotar as forças do Império. Mas havia a suspeita de que eles estavam desenvolvendo uma arma ultra poderosa, a "Estrela da Morte", cujo poder de destruição pulverizaria um planeta em frações de segundo.
O texto é apresentado junto com a música tema, provavelmente a abertura mais marcante de toda a história do cinema.
No filme ficamos conhecendo personagens como Luke Skywalker, Mestre Yoda, a Princesa Leia, Hans Solo e o fantástico vilão Darth Vader. Luke acabaria impondo uma derrota a seu Pai, quando consegue destruir a Estrela da Morte guiando um caça das forças rebeldes sem usar o auxílio dos computadores, já que a "Força" estava com ele.
Série Aberturas: Chariots Of Fire
O filme se baseia na cativante história Harold Abrams, Eric Liddell e da equipe que trouxe para a Grã-Betanha uma de suas maiores vitórias no esporte olímpico.
Nunca tive a oportunidade de assistir, embora não me falte vontade. Projeto para um dia, com certeza. Não obstante, a abertura, tenho certeza, todo mundo conhece!
Nunca tive a oportunidade de assistir, embora não me falte vontade. Projeto para um dia, com certeza. Não obstante, a abertura, tenho certeza, todo mundo conhece!
Série Aberturas: 2001 a Space Odissey
O filme é um dos exercícios tipicos da mente de Stanley Kubrick. Precisei assistir muitas vezes prá entender as mensagens, e a cada vez que assisto leio coisas diferentes ali. Desde a sutil menção à IBM quando criaram o computador HAL (IBM são as letras posteriores a HAL, respectivamente) até a incrível viagem pela mente (talvez do próprio Kubrick) no final do filme, quando finalmente aportam a nave.
Já no início, o filme dá as caras com uma cena de uma tribo pré-histórica em que eles descobrem a possibilidade de usar, não necessariamente de maneira construtiva, ferramentas. Depois segue com o misterioso Monolito Negro, que está numa das luas de Júpiter, e que dá suporte ao enredo. A abertura aparece logo depois da descoberta dos Pré-Históricos. A música tema, "Assim Falava Zaratustra" cai como uma luva na proposta do filme. Espetacular.
Infelizmente 2001 passou, e em breve chegaremos a 2010 (o segundo filme da série), sem que as maravilhas tecnológicas vistas no filme se realizassem. Acho que nossa geração decepcionou um pouco as gerações anteriores. Ou então tivemos que nos preocupar com outras coisas. O filme, porém, é altamente recomendável.
Já no início, o filme dá as caras com uma cena de uma tribo pré-histórica em que eles descobrem a possibilidade de usar, não necessariamente de maneira construtiva, ferramentas. Depois segue com o misterioso Monolito Negro, que está numa das luas de Júpiter, e que dá suporte ao enredo. A abertura aparece logo depois da descoberta dos Pré-Históricos. A música tema, "Assim Falava Zaratustra" cai como uma luva na proposta do filme. Espetacular.
Infelizmente 2001 passou, e em breve chegaremos a 2010 (o segundo filme da série), sem que as maravilhas tecnológicas vistas no filme se realizassem. Acho que nossa geração decepcionou um pouco as gerações anteriores. Ou então tivemos que nos preocupar com outras coisas. O filme, porém, é altamente recomendável.
Série Aberturas: Superman
Olhando a abertura da série S.W.A.T. na última postagem, decidi ficar alguns minutos no You Tube olhando aberturas de séries e filmes. Então resolvi compartilhar com todos. Vou criar uma série "Aberturas", em que documentarei, como for possível, as aberturas mais legais de séries e filmes de que eu me lembre.
Superman, The Movie, foi um dos filmes que marcaram minha infância. Do tempo em que o filme acabava e eu sentia uma enorme frustração de ter que abandonar o mundo mágico do cinema e voltar à realidade. Cinema deveria ser sempre assim.
O tema de abertura de Superman era sensacional, trazendo emoção ao expectador antes mesmo que a estória comecasse a se desenrolar. Apesar de enredo relativamente fraco (mas que na época me agradou tanto que acabei colecionando até o álbum de figurinhas), o filme compensou pela mítica figura do Super Homem (Cristopher Reeve arrancava aplausos dos homens, fantasias das crianças e suspiros das mulheres), pelo imenso cuidado com os arranjos da trilha sonora e dos efeitos especiais (para a época, claro!) e pelas atuações, entre outras, de Marlon Brando e Gene Hackman - no papel do impagável vilão Lex Luthor.
Vejam a abertura de Superman II, já que a abertura do filme original não está disponível para incorporação.
Um deleite!
Superman, The Movie, foi um dos filmes que marcaram minha infância. Do tempo em que o filme acabava e eu sentia uma enorme frustração de ter que abandonar o mundo mágico do cinema e voltar à realidade. Cinema deveria ser sempre assim.
O tema de abertura de Superman era sensacional, trazendo emoção ao expectador antes mesmo que a estória comecasse a se desenrolar. Apesar de enredo relativamente fraco (mas que na época me agradou tanto que acabei colecionando até o álbum de figurinhas), o filme compensou pela mítica figura do Super Homem (Cristopher Reeve arrancava aplausos dos homens, fantasias das crianças e suspiros das mulheres), pelo imenso cuidado com os arranjos da trilha sonora e dos efeitos especiais (para a época, claro!) e pelas atuações, entre outras, de Marlon Brando e Gene Hackman - no papel do impagável vilão Lex Luthor.
Vejam a abertura de Superman II, já que a abertura do filme original não está disponível para incorporação.
Um deleite!
S.W.A.T.
Tou curtindo dois dias de folga total depois da minha qualificação. Amanhã retomo a vida dura.
Rodando pela Sky parei no canal TCM, e revi uma das minhas séries de infância: S.W.A.T. - Comando Tático Especial (livre tradução, pelos dubladores daqui do Brasil, de Special Weapons And Tactics). Um dos meus heróis de infância.
Aqui vai uma amostra do tema de abertura da série... uma das mais emocionantes de todas, a música já mostrava o tom do seriado, muita aventura, perseguição e suspense.
Com a leveza da programação da época. Os bandidos eram realmente bandidos, os mocinhos eram realmente mocinhos, e todos os crimes eram resolvidos. Um mundo mais fácil, sem dúvidas.
Depois que eu cresci acabei me deparando com o fato inexorável de que a "verdadeira S.W.A.T." não se parece tanto com os meus heróis de infância. A "verdadeira" não é tão eficiente quanto a da Ficção, e é seguramente menos preocupada com valores éticos de interesse dos direitos humanos.
Mas não há nenhum problema; na minha cabeça eu resolvo isso fácil: são duas S.W.A.T., a da minha infância, formada por heróis, e a dos Estados Unidos, formada por homens e suas deficiências e interesses.
Rodando pela Sky parei no canal TCM, e revi uma das minhas séries de infância: S.W.A.T. - Comando Tático Especial (livre tradução, pelos dubladores daqui do Brasil, de Special Weapons And Tactics). Um dos meus heróis de infância.
Aqui vai uma amostra do tema de abertura da série... uma das mais emocionantes de todas, a música já mostrava o tom do seriado, muita aventura, perseguição e suspense.
Com a leveza da programação da época. Os bandidos eram realmente bandidos, os mocinhos eram realmente mocinhos, e todos os crimes eram resolvidos. Um mundo mais fácil, sem dúvidas.
Depois que eu cresci acabei me deparando com o fato inexorável de que a "verdadeira S.W.A.T." não se parece tanto com os meus heróis de infância. A "verdadeira" não é tão eficiente quanto a da Ficção, e é seguramente menos preocupada com valores éticos de interesse dos direitos humanos.
Mas não há nenhum problema; na minha cabeça eu resolvo isso fácil: são duas S.W.A.T., a da minha infância, formada por heróis, e a dos Estados Unidos, formada por homens e suas deficiências e interesses.
domingo, 10 de maio de 2009
Novo Porto: debate, enfim!
Depois da última renião em que foi apresentado o projeto do Governo para o Porto Sul, eis que parece termos finalmente um debate, em que as idéias são postas racionalmente, e assim podem ser discutidas.
A ONG Ação Ilhéus, por exemplo, mostrou as fotos da manifestação de um grupo de pessoas que são contra o Novo Porto. Não podemos desprezar o fato de que há pessoas que não gostam da idéia, e que tem interesse direto nela. Essas pessoas merecem ser ouvidas, participar do debate e, principalmente, suas necessidades precisam ser contempladas.
O release da prefeitura de Ilhéus, que pode ser lido no site do Rabat, apresenta uma longa lista de esclarecimentos a respeito do Porto Sul. O texto é esclarecedor. Não obstante, depois de ler, vieram-me algumas questões que precisam ser, no mínimo, melhor detalhadas:
"Assim, todo o empreendimento trará consigo uma série de medidas de preservação e valorização dos ativos ecológicos e sociais que terão um efeito extremamente positivo no ecossistema da região, criando zonas de preservação rigorosa, corredores ecológicos, APAs e parques estaduais abertos à visitação e integrados a uma política consciente de ecoturismo"
Eu pergunto: quais medidas? Há, no texto, uma lista de três ações "imediatas", a saber: "Criação de Unidade de Conservação de Proteção Integral na Lagoa Encantada; Melhorias na APA da Lagoa Encantada e Rio Almada; e Ampliação e Regularização do Parque Estadual da Serra do Conduru" que parecem ser boas medidas mas, provavelmente insuficientes. Além disso, o mais importante, que garantias são dadas de que essas medidas efetivamente serão levadas a cabo? Já ouviram os ambientalistas (mesmo os chamados "radicais", que são totalmente contra sem desejar sequer discutir) para que eles critiquem e sugiram, se for o caso?
Aqui eu tenho uma proposta: cada etapa da construção do Porto Sul em que houver impacto ambiental só poderá ser entregue - e conseqüentemente paga à empreiteira - quando a medida correspondente de minimização ou de compensação do impacto também tenha sido levada a cabo. Acho que assim haveria uma boa garantia de que a construção do Porto Sul atenderia os princípios de preservação ambiental.
No texto do Rabat há um comentário pertinente, que é assinado por "Uaquim": com a devida vênia vou repetir seu texto abaixo:
"Impactos esperados:-Poluição de águas;-Poluição do ar;-Degradação do solo;-Favelização da cidade, que já tem um dos piores índices de pobreza do Brasil;-Desvalorização imobiliária no entorno;-Etc.Esse modelo de desenvolvimento, puramente extrativista, tem efeitos colaterais indesejáveis para uma cidade com as belezas naturais de Ilhéus. Vai ser pó para tudo que é lado.Não há CPF que justifique essa invasão da natureza. Sou contra.abs, uaquim"
Bem, para dois dos problemas que foram apresentados é possível se apresentar uma solução: Poluição das águas e do Ar: Tecnologia. Com o uso da tecnologia adequada para minimização e compensação dos danos é possível se desenvolver um projeto desse porte que não polua, ou cujo impacto de poluição seja compensado. Acho que isso precisa, então, ser esclarecido no projeto, com as devidas garantias.
O terceiro problema é difícil de entender: Favelização? o projeto vai gerar empregos diretos e indiretos numa cidade cujo índice de desemprego cresceu mesmo quando todo o Brasil melhorava. O que gera Favelização em Ilhéus é o seu modelo econômico, como eu mesmo já discuti no meu blog (pode clicar aqui para ler). O projeto Porto Sul é uma oportunidade de virar esse quadro. Não vejo como ele vá gerar Favelização na cidade.
O quarto problema é que é realmente difícil de se resolver, embora possa ser compensado em alguns casos: desvalorização imobiliária. De fato, alguns terrenos na região sofrerão forte desvalorização econômica, e eu entendo que muito da pressão que há contra o projeto venha de pessoas que investiram em aquisição de terrenos ali. O pior é que, a meu modesto ver, esses casos são difíceis de serem remediados. Mas pelo menos os pequenos proprietários, aqueles que dependem da terra para sobreviver, podem ser compensados. Para isso é necessário incluir, entre as medidas de proteção ambiental e das comunidades impactadas pelo Porto Sul, ações que capacitem os seus moradores para que eles sejam prioritariamente incluídos na nova estrutura que existirá ali, sendo absorvidos como empregados nas indústrias, no Porto, no Aeroporto, na Ferrovia. Infelizmente para os mais abastados, cujo investimento em grandes terrenos não se compensa por esse tipo de ação, creio que realmente o projeto não lhes será muito benéfico. Acho legítimo que essas pessoas sejam contra o Novo Porto. Não precisam nem se esconder.
Mas acho que no final valerá à pena, porque será bom para muitos que estão na miséria. E ruim para poucos, mas são pessoas que nem precisam daquilo para sua própria sobrevida.
E que prossigamos debatendo, afinal.
A ONG Ação Ilhéus, por exemplo, mostrou as fotos da manifestação de um grupo de pessoas que são contra o Novo Porto. Não podemos desprezar o fato de que há pessoas que não gostam da idéia, e que tem interesse direto nela. Essas pessoas merecem ser ouvidas, participar do debate e, principalmente, suas necessidades precisam ser contempladas.
O release da prefeitura de Ilhéus, que pode ser lido no site do Rabat, apresenta uma longa lista de esclarecimentos a respeito do Porto Sul. O texto é esclarecedor. Não obstante, depois de ler, vieram-me algumas questões que precisam ser, no mínimo, melhor detalhadas:
"Assim, todo o empreendimento trará consigo uma série de medidas de preservação e valorização dos ativos ecológicos e sociais que terão um efeito extremamente positivo no ecossistema da região, criando zonas de preservação rigorosa, corredores ecológicos, APAs e parques estaduais abertos à visitação e integrados a uma política consciente de ecoturismo"
Eu pergunto: quais medidas? Há, no texto, uma lista de três ações "imediatas", a saber: "Criação de Unidade de Conservação de Proteção Integral na Lagoa Encantada; Melhorias na APA da Lagoa Encantada e Rio Almada; e Ampliação e Regularização do Parque Estadual da Serra do Conduru" que parecem ser boas medidas mas, provavelmente insuficientes. Além disso, o mais importante, que garantias são dadas de que essas medidas efetivamente serão levadas a cabo? Já ouviram os ambientalistas (mesmo os chamados "radicais", que são totalmente contra sem desejar sequer discutir) para que eles critiquem e sugiram, se for o caso?
Aqui eu tenho uma proposta: cada etapa da construção do Porto Sul em que houver impacto ambiental só poderá ser entregue - e conseqüentemente paga à empreiteira - quando a medida correspondente de minimização ou de compensação do impacto também tenha sido levada a cabo. Acho que assim haveria uma boa garantia de que a construção do Porto Sul atenderia os princípios de preservação ambiental.
No texto do Rabat há um comentário pertinente, que é assinado por "Uaquim": com a devida vênia vou repetir seu texto abaixo:
"Impactos esperados:-Poluição de águas;-Poluição do ar;-Degradação do solo;-Favelização da cidade, que já tem um dos piores índices de pobreza do Brasil;-Desvalorização imobiliária no entorno;-Etc.Esse modelo de desenvolvimento, puramente extrativista, tem efeitos colaterais indesejáveis para uma cidade com as belezas naturais de Ilhéus. Vai ser pó para tudo que é lado.Não há CPF que justifique essa invasão da natureza. Sou contra.abs, uaquim"
Bem, para dois dos problemas que foram apresentados é possível se apresentar uma solução: Poluição das águas e do Ar: Tecnologia. Com o uso da tecnologia adequada para minimização e compensação dos danos é possível se desenvolver um projeto desse porte que não polua, ou cujo impacto de poluição seja compensado. Acho que isso precisa, então, ser esclarecido no projeto, com as devidas garantias.
O terceiro problema é difícil de entender: Favelização? o projeto vai gerar empregos diretos e indiretos numa cidade cujo índice de desemprego cresceu mesmo quando todo o Brasil melhorava. O que gera Favelização em Ilhéus é o seu modelo econômico, como eu mesmo já discuti no meu blog (pode clicar aqui para ler). O projeto Porto Sul é uma oportunidade de virar esse quadro. Não vejo como ele vá gerar Favelização na cidade.
O quarto problema é que é realmente difícil de se resolver, embora possa ser compensado em alguns casos: desvalorização imobiliária. De fato, alguns terrenos na região sofrerão forte desvalorização econômica, e eu entendo que muito da pressão que há contra o projeto venha de pessoas que investiram em aquisição de terrenos ali. O pior é que, a meu modesto ver, esses casos são difíceis de serem remediados. Mas pelo menos os pequenos proprietários, aqueles que dependem da terra para sobreviver, podem ser compensados. Para isso é necessário incluir, entre as medidas de proteção ambiental e das comunidades impactadas pelo Porto Sul, ações que capacitem os seus moradores para que eles sejam prioritariamente incluídos na nova estrutura que existirá ali, sendo absorvidos como empregados nas indústrias, no Porto, no Aeroporto, na Ferrovia. Infelizmente para os mais abastados, cujo investimento em grandes terrenos não se compensa por esse tipo de ação, creio que realmente o projeto não lhes será muito benéfico. Acho legítimo que essas pessoas sejam contra o Novo Porto. Não precisam nem se esconder.
Mas acho que no final valerá à pena, porque será bom para muitos que estão na miséria. E ruim para poucos, mas são pessoas que nem precisam daquilo para sua própria sobrevida.
E que prossigamos debatendo, afinal.
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